Capitulo I do livro do brasileiro, filhos de russos, Nicolau Sevcenko. Professor de História da Universidade de São Paulo.
Em sua primeira parte é destacado que o início da república é marcado pó sucessivas crises e que uma filtragem dos elementos não necessários ao novo regime foi realizada. A sociedade experimentava uma corrida especulativa em busca da “caça ao ouro”.
A cidade do Rio de Janeiro como centro político do Pais é relatada pelo autor como o centro de comércio e finanças, além das recentes aplicações industriais. Uma febre de consumo se estabeleceu na cidade, todos voltados e o grande contato com cidades de todo o mundo. E foi a partir de 1898 que a cidade começa a deixar seu aspecto de colônia e abre o caminho para a substituição das elites, trazendo um conceito de moderno, similar as cidades européias. O grande marco desta virada é a construção da Avenida Central em 1904, onde o velho é substituído pelo novo. O autor relata as mudanças nas construções, a troca do mestre de obras pelo arquiteto, das vestimentas pretas e cartolas, pelo colorido e pelo chapéu de palha, da preguiça pelo espírito de trabalho. Daí surge a consciência de duas realidades a sociedade rural e a urbana. A sociedade urbana repudia todas as manifestações populares que chegam a ser perseguidas até pela polícia como os camelôs e barracas no cento, as festas populares de Judas e Bumba meu boi, candomblé e jogo do bicho. As fantasias de carnaval são censuradas proibindo-se fantasias como as de índio e cobra viva. Os mendigos, esmoleres, pedintes, indigentes, ébrios, prostitutas e outros marginais são expulsos da área central da cidade.
Oportunamente o autor compara o período da independência, onde a valorização do índio e do caboclo foi exaltada. Com a república onde todos queriam ser estrangeiros. Para situar o leitor no tempo Nicolau relata a existência da Liga Contra o Feio em 1908 e a Lia da Defesa Estética de 1915, lideradas por Luis Edmundo e Coelho Netto respectivamente. As relações sociais passam a se medidas pelos padrões econômicos na nova ordem da sociedade carioca. Não faltam relatos de falta de solidariedade e de conduta moral.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Corporativismo e Desigualdade. A construção de Espaço Público no Brasil. Poder Privado e Construção de Estado Sob a Primeira República. de Elisa Maria da Conceição Pereira Reis.
O texto da professora Reis, E.P. PHD em política Social e titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Sociologia Política tem por objetivo taça o processo de formação do estado brasileiro durante a Velha república. Seu argumento principal que a Velha República trouxe avanços significativos na formação do Estado brasileiro. Ela tem por preocupação não traça juízo do intervencionismo proposto pelos produtores de café desde o final do século XIX.
Primeiro é mencionado que o início da formação do Estado brasileiro tem gênese no período imperial onde um conjunto de instituições começa a funcionar. O Império tem a tarefa histórica de construir o Estado.
Citando o sociólogo alemão Norbert Elias que dia “A emergência e o desenvolvimento histórico dos estados-nacionais devem ser vistos como resultados inesperados de processos configuracionais de longa duração”.
Continuando sua análise a autora expõe que a formação de estados e estruturação de classes são processos autônomos entre si, mas que ambos são parte de um processo global de mudança social e que não podem ser pensados isoladamente um do outro.
Mas é em Michael Mann que a autora encontra significação nestes processos.
O sociólogo identifica quatro processos na formação dos estados. 1 – Conjunto de Instituições, 2 – Centralidade de decisões, 3 – Território demarcado e 4 – Monopólio do poder autoritário.
Quando o Brasil deixa o Império e inicia a república o monopólio do poder começa a ser quebrado. E o federalismo expande a capacidade estrutural da recém criada república. A constituição de 1891 tem no liberalismo econômico um fator importante nas idéis de descentralização que dominava a elite econômica. Mesmo sem perder suas características de dominação oligárquica, as relações entre o público e o privado ficam mais nebulosas, segundo a autora..
A república construiu uma capacidade extrativa de recursos maior, através das tarifas e taxas cobradas, aumentando assim sua penetração social e fortaleceu seu poder aumentando a representatividade das forças armadas.
Nos primeiros anos da república o estado assumiu uma postura protecionista aos produtores de café, mas com a queda dos preços do produto resultou em uma série de medidas que a autora passa a descrever a partir daí. Estas descrições tem um caráter muito mais econômico do que a real intenção desta resenha, mas pode ser destacado que uma forte pressão pela intervenção do estado na cultura do café foi exigida por parlamentares e senadores e sempre obteve negativas do governo federal até a posse de Afonso Pena.
Primeiro é mencionado que o início da formação do Estado brasileiro tem gênese no período imperial onde um conjunto de instituições começa a funcionar. O Império tem a tarefa histórica de construir o Estado.
Citando o sociólogo alemão Norbert Elias que dia “A emergência e o desenvolvimento histórico dos estados-nacionais devem ser vistos como resultados inesperados de processos configuracionais de longa duração”.
Continuando sua análise a autora expõe que a formação de estados e estruturação de classes são processos autônomos entre si, mas que ambos são parte de um processo global de mudança social e que não podem ser pensados isoladamente um do outro.
Mas é em Michael Mann que a autora encontra significação nestes processos.
O sociólogo identifica quatro processos na formação dos estados. 1 – Conjunto de Instituições, 2 – Centralidade de decisões, 3 – Território demarcado e 4 – Monopólio do poder autoritário.
Quando o Brasil deixa o Império e inicia a república o monopólio do poder começa a ser quebrado. E o federalismo expande a capacidade estrutural da recém criada república. A constituição de 1891 tem no liberalismo econômico um fator importante nas idéis de descentralização que dominava a elite econômica. Mesmo sem perder suas características de dominação oligárquica, as relações entre o público e o privado ficam mais nebulosas, segundo a autora..
A república construiu uma capacidade extrativa de recursos maior, através das tarifas e taxas cobradas, aumentando assim sua penetração social e fortaleceu seu poder aumentando a representatividade das forças armadas.
Nos primeiros anos da república o estado assumiu uma postura protecionista aos produtores de café, mas com a queda dos preços do produto resultou em uma série de medidas que a autora passa a descrever a partir daí. Estas descrições tem um caráter muito mais econômico do que a real intenção desta resenha, mas pode ser destacado que uma forte pressão pela intervenção do estado na cultura do café foi exigida por parlamentares e senadores e sempre obteve negativas do governo federal até a posse de Afonso Pena.
Historia Geral da Civilização Brasileira O Brasil Republicano Capítulo I – Dos Governos Militares a Prudente – Campos Sales.
Texto do sociólogo e cientista político Fernando Henrique Cardoso, que foi Presidente da república de 1995 a 2002. Em seu primeiro capítulo é relato que a passagem do Império para República foi um movimento dês elites. Cita a famosa frase de Aristides Lobo “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava”. Esse relato de 15 de novembro de 1889 mostra como o movimento republicano não era um movimento do povo e sim das elites. Entretanto os jovens oficiais iniciavam a reorganização da ordem política brasileira.
Nesta época a base social do Brasil era a Coroa, escravidão e as grandes propriedades. 5;5% da população era de escravos. A partir de então, com o ingresso do capital estrangeiro, principalmente o inglês a sociedade brasileira dinamizou-se. A cidades cresceram, inchando-se do movimento migratório vindo do campo e do exterior.
Politicamente o auto conta que o País vivia uma crise militar e religiosa no momento da proclamação da república. Fernando Henrique relata que o poder moderador no Brasil era muito amplo e o patriarcalismo, com seus favores pessoais, é que mantinha a frágil estabilidade do governo imperial. Paralelamente os militares ganhavam consciência de que para ser chefe do exército era necessário ser chefe da província, pensamento de Caxias. Dessa forma os militares começaram a buscar seu espaço na política. Mas sem participar da chamada “politicalha”. O autor segue narrando diversos fatos que foram inserindo os militares na política brasileira, desde o jornal “O Militar” até a república.
Depois de demonstrar a base do início econômico da republica, Fernando Henrique ressalta o fortalecimento do federalismo com a constituição de 1891. E a oposição ao novo regime não passava de retórica. Deodoro viria a renunciar em 23/11/91 depois de fechar o Congresso e como contragolpe terem sido deflagradas revoltas em vários pontos do País. Floriano Peixoto assume o poder.
Apesar de uma maior participação popular. Entenda-se essa participação como sendo as dos militares, fazendeiros de café e letrados civis. Uma política de clientelismo praticada junto aos “coronéis” do interior era quem garantia a sustentabilidade do poder. Os coronéis forneciam os votos de cabresto e o governo fornecia uma política favorável a esses “coronéis”.
Quando Campos Sales assume o poder consegue sanear as finanças do Brasil e seguir um modelo progressista a partir de então.
Nesta época a base social do Brasil era a Coroa, escravidão e as grandes propriedades. 5;5% da população era de escravos. A partir de então, com o ingresso do capital estrangeiro, principalmente o inglês a sociedade brasileira dinamizou-se. A cidades cresceram, inchando-se do movimento migratório vindo do campo e do exterior.
Politicamente o auto conta que o País vivia uma crise militar e religiosa no momento da proclamação da república. Fernando Henrique relata que o poder moderador no Brasil era muito amplo e o patriarcalismo, com seus favores pessoais, é que mantinha a frágil estabilidade do governo imperial. Paralelamente os militares ganhavam consciência de que para ser chefe do exército era necessário ser chefe da província, pensamento de Caxias. Dessa forma os militares começaram a buscar seu espaço na política. Mas sem participar da chamada “politicalha”. O autor segue narrando diversos fatos que foram inserindo os militares na política brasileira, desde o jornal “O Militar” até a república.
Depois de demonstrar a base do início econômico da republica, Fernando Henrique ressalta o fortalecimento do federalismo com a constituição de 1891. E a oposição ao novo regime não passava de retórica. Deodoro viria a renunciar em 23/11/91 depois de fechar o Congresso e como contragolpe terem sido deflagradas revoltas em vários pontos do País. Floriano Peixoto assume o poder.
Apesar de uma maior participação popular. Entenda-se essa participação como sendo as dos militares, fazendeiros de café e letrados civis. Uma política de clientelismo praticada junto aos “coronéis” do interior era quem garantia a sustentabilidade do poder. Os coronéis forneciam os votos de cabresto e o governo fornecia uma política favorável a esses “coronéis”.
Quando Campos Sales assume o poder consegue sanear as finanças do Brasil e seguir um modelo progressista a partir de então.
O Império Colonial Português de Charles Ralph Boxer
Texto de 1969 que tem o título original de The Portuguese Seaborne Empire, do historiador inglês Charles Ralph Boxer ou C.R. Boxer, como costuma figurar.
O texto inicia com: O Ouro da Guiné e o Prestes João (1415 – 1499). Período que se inicia com a conquista de Ceuta na África e se estende até o regresso de Vasco da Gama em julho de 1499. Além dos relatos sobres as expedições Vikings que chegaram a América do Norte através da Islândia e de algumas galegas italianas que poderiam ter chegado as ilhas da Madeira e dos Açores. O historiador relata que estas viagens não obtiveram um prosseguimento sistemático. Este prosseguimento só foi estabelecido depois dos portugueses dobrarem o Cabo da Boa Esperança e chegar a costa do Mar da China e dos espanhóis conquistar o mesmo objetivo através da Patagônia e das Filipinas. E tem como motivações fatores comerciais, econômicos, religiosos, estratégicos e políticos. E destacado a importância de Portugal ter sido um reino unido primeiro do que os demais da Europa, o que facilitou a iniciativa expansão marítima. De início buscando o ouro na Guiné e o combate aos mulçumanos. Essa motivação religiosa fica clara nas bulas papais que autorizavam o rei português a converter pagãos na sua expansão. Além de proibir a interferência do outras nações.
A navegação pela costa ocidental da África, conta Boxer, utilizava os navios como bases flutuantes, a primeira feitoria em terra foi em Arguim, (na atual Mauritânia) em 1445.
Em 1488 é relatada a façanha de Bartolomeu Dias que ultrapassa o cabo da Boa Esperança. Vasco da Gama só completaria o caminho para as índias pela primeira vez nove anos depois de Bartolomeu Dias conquistar sua façanha, pois internamente D. João II recebia críticas por investir em um empreendimento tão caro e distante. A partir de então o monopólio do comércio das mercadorias de luxo asiáticas passa a ser comandado por Portugal.
A segunda parte é chamada de: A navegação e as Especiarias nos mares da Ásia. Citando o historiador indiano K. M. Panikkar (pág 61), Boxer concorda que o período de 1498 a 1945 pode ser chamado de período Vasco da Gama da História Asiática, onde apenas nações européias detinham o poder marítimo do oceano índico. Em Ormuz (Irã) e Malaca (Malásia) era onde Portugal mantinha suas relações de comércio com as índias. Nota-se que o mar da China se encontra além desta região. Uma outra facilidade citada pelo autor é que os povos do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar não possuíam navios armados. Sendo assim facilmente derrotados pelos navios portugueses.
A domínio português começou do ocidente para o oriente, a partir da ilha de Goa, (costa de Moçambique), em 1510. Em 1515 foi conquistado o poro de Ormuz (Irã), Cheando a Malaca (Malásia). Ao tentar levar seu domínio para o mar da China foram derrotados em 1521 e 1522.
Os primeiros problemas começaram a acontecer na expansão asiática. O número de homens adultos em Portugal era insuficiente para uma expansão tão grande, e apesar de uma grande frota de navios, aproximadamente 300, era insuficiente para uma extensão marítima tão vasta. holandeses e ingleses já começavam a navegar os mares do índico no início do século XVII, pois já reuniam tecnologia suficiente e não aceitavam o monopólio de Portugal. Em 1575 Portugal perde o controle de Ternate. A partir de então Portugal vai perdendo o controle total do mar Índico, mas é compensado pelo início do comércio com chineses e japoneses.
O texto inicia com: O Ouro da Guiné e o Prestes João (1415 – 1499). Período que se inicia com a conquista de Ceuta na África e se estende até o regresso de Vasco da Gama em julho de 1499. Além dos relatos sobres as expedições Vikings que chegaram a América do Norte através da Islândia e de algumas galegas italianas que poderiam ter chegado as ilhas da Madeira e dos Açores. O historiador relata que estas viagens não obtiveram um prosseguimento sistemático. Este prosseguimento só foi estabelecido depois dos portugueses dobrarem o Cabo da Boa Esperança e chegar a costa do Mar da China e dos espanhóis conquistar o mesmo objetivo através da Patagônia e das Filipinas. E tem como motivações fatores comerciais, econômicos, religiosos, estratégicos e políticos. E destacado a importância de Portugal ter sido um reino unido primeiro do que os demais da Europa, o que facilitou a iniciativa expansão marítima. De início buscando o ouro na Guiné e o combate aos mulçumanos. Essa motivação religiosa fica clara nas bulas papais que autorizavam o rei português a converter pagãos na sua expansão. Além de proibir a interferência do outras nações.
A navegação pela costa ocidental da África, conta Boxer, utilizava os navios como bases flutuantes, a primeira feitoria em terra foi em Arguim, (na atual Mauritânia) em 1445.
Em 1488 é relatada a façanha de Bartolomeu Dias que ultrapassa o cabo da Boa Esperança. Vasco da Gama só completaria o caminho para as índias pela primeira vez nove anos depois de Bartolomeu Dias conquistar sua façanha, pois internamente D. João II recebia críticas por investir em um empreendimento tão caro e distante. A partir de então o monopólio do comércio das mercadorias de luxo asiáticas passa a ser comandado por Portugal.
A segunda parte é chamada de: A navegação e as Especiarias nos mares da Ásia. Citando o historiador indiano K. M. Panikkar (pág 61), Boxer concorda que o período de 1498 a 1945 pode ser chamado de período Vasco da Gama da História Asiática, onde apenas nações européias detinham o poder marítimo do oceano índico. Em Ormuz (Irã) e Malaca (Malásia) era onde Portugal mantinha suas relações de comércio com as índias. Nota-se que o mar da China se encontra além desta região. Uma outra facilidade citada pelo autor é que os povos do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar não possuíam navios armados. Sendo assim facilmente derrotados pelos navios portugueses.
A domínio português começou do ocidente para o oriente, a partir da ilha de Goa, (costa de Moçambique), em 1510. Em 1515 foi conquistado o poro de Ormuz (Irã), Cheando a Malaca (Malásia). Ao tentar levar seu domínio para o mar da China foram derrotados em 1521 e 1522.
Os primeiros problemas começaram a acontecer na expansão asiática. O número de homens adultos em Portugal era insuficiente para uma expansão tão grande, e apesar de uma grande frota de navios, aproximadamente 300, era insuficiente para uma extensão marítima tão vasta. holandeses e ingleses já começavam a navegar os mares do índico no início do século XVII, pois já reuniam tecnologia suficiente e não aceitavam o monopólio de Portugal. Em 1575 Portugal perde o controle de Ternate. A partir de então Portugal vai perdendo o controle total do mar Índico, mas é compensado pelo início do comércio com chineses e japoneses.
O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial. de Fernando Novais
O autor começa demonstrando o início da expansão marítima portuguesa pelas ilhas atlânticas no litoral note da áfrica. Primeiramente a ocupação só tinha como objetivo a exploração das novas colônias, ainda sem a intenção de ocupá-las. Essa busca por novas rotas de comércio se deu pela monopolização do comércio com as índias pelos venezianos e mulçumanos.
Novais ressalta que o principal fator que contribuiu para a expansão marítima foi a unificação dos estados europeus. Primeira mente Portugal, seguido de Espanha, paises Baixos, França, Inglaterra.
Fica claro que a monopolização do comércio da colônia com a metrópole é a mais importante e marcante característica do sistema colonial português sobre o Brasil. Monopolização, esta, que era utilizada pó todas as outras metrópoles sobre suas colônias. Não se tratando de uma característica particular entre o Brasil e Portugal.
Os produtos colônias que chegavam a metrópole reforçava o poderio financeiro da classe burguesa de Portugal. Pois os preços eram forçados para baixo até o limite, proporcionando grandes lucros para os exploradores.
Novais ressalta que o principal fator que contribuiu para a expansão marítima foi a unificação dos estados europeus. Primeira mente Portugal, seguido de Espanha, paises Baixos, França, Inglaterra.
Fica claro que a monopolização do comércio da colônia com a metrópole é a mais importante e marcante característica do sistema colonial português sobre o Brasil. Monopolização, esta, que era utilizada pó todas as outras metrópoles sobre suas colônias. Não se tratando de uma característica particular entre o Brasil e Portugal.
Os produtos colônias que chegavam a metrópole reforçava o poderio financeiro da classe burguesa de Portugal. Pois os preços eram forçados para baixo até o limite, proporcionando grandes lucros para os exploradores.
História Econômica do Brasil de Caio Prado Junior.
Neste livro Caio Prado Junior traça um grande painel da formação econômica do estado brasileiro. Seria muito presunçoso de parte de qualquer um, realizar um resenha simples de um texto tão denso e completo como este apresentado pelo geógrafo, historiador, escritor e professo paulista. Pretendo apenas revelar em linhas gerais do que se trata esse livro, importante e fundamental, para historiadores, professores e pessoas que de uma forma geral se interessam por tão vasto e importante assunto.
Partindo desde as primeiras características da sociedade portuguesa histórica e geograficamente analisadas, passando pelo início da colonização da África até os primeiros anos na costa brasileira. Caio Prado, minuciosamente demonstra as primeiras extrações de Pau Brasil do nosso território. Até a sua decadência e início da atividade agrária. Onde a cana de açúcar assume um importante papel na economia da colônia e da metrópole. Ainda dento deste contexto, o autor ao deixa de esmiuçar as atividades complementares como a agricultura de subsistência que mantinha a importância na alimentação diferenciada dos colonos.
Após o fim da dominação da coroa espanhola sobre a coroa portuguesa, a restauração do trono português trouxe novos incentivos a exploração da colônia brasileira, onde logo se descobre grandes jazidas de pedras preciosas no cento sul do Brasil. Ms ao fim do século XVIII as pedras pedem valor no mercado europeu e as jazidas brasileiras estão praticamente esgotadas e a pecuária vem tomar este espaço na linha de frente da economia brasileira.
A principio se estabelecendo no nordeste a pecuária se estabelece mais fortemente no sul do Brasil. Depois de uma grande explanação sobre a volta da agricultura a economia brasileira onde o autor relata a cultura do algodão e da volta da cana de açúcar. Caio Prado chega ao ciclo do café. Que encontra boa aceitação no mercado internacional e é o principal produto da economia brasileira.
Depois de mais uma extensa e importante explanação sobre a situação econômica do Brasil no momento da vinda da corte de Portugal para o Rio de Janeiro. Caio Prado relata a abertura dos portos brasileiros para o comércio internacional iniciando assim uma nova fase de progresso para o País.
Veio, então, a abolição da escravatura. Toda a força de trabalho do Brasil estava nas mãos dos escravos e uma nova realidade deveria ser encarada pelo País.
Com o início da república o Brasil enfrenta um serio problema financeiro, onde a moeda cai de valor e é necessária a emissão de muita moeda gerando uma crise financeira. Com os empréstimos contraídos no exterior, principalmente na Inglaterra. A cultua cafeeira que tinha papel de destaque na economia brasileira começa a perder espaço com a concorrência internacional e acaba definitivamente com a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929. A borracha brasileira que teve uma produção significativa também despenca internacionalmente depois que Países africanos iniciam suas produções a custos muito menores. Ainda antes da industrialização o autor relata as produções de cacau e de açúcar neste mesmo período.
Já no período da industrialização o Brasil fica prejudicado pois não possuía reservas energéticas suficientes para manter o setor, apesar de ter uma boa reserva de matéria prima. E o início da industrialização se dá com a industria têxtil.
Depois de uma crítica ao sistema imperialista, Caio Prado relata que o Brasil criou um mercado de consumo interno para poder participar dos avanços da economia mundial. Depois da crise da segunda guerra mundial o Brasil segue procurando melhores opções para participar do mercado mundial. Mesmo que ainda preso a velhos mecanismos da economia anterior, o País ainda que mergulhado em dívidas, vai se modernizando e se industrializando. Caio Prado Junior aproveita para criticar duramente o imperialismo e a dominação econômica dos Países desenvolvidos sobre o Brasil.
Partindo desde as primeiras características da sociedade portuguesa histórica e geograficamente analisadas, passando pelo início da colonização da África até os primeiros anos na costa brasileira. Caio Prado, minuciosamente demonstra as primeiras extrações de Pau Brasil do nosso território. Até a sua decadência e início da atividade agrária. Onde a cana de açúcar assume um importante papel na economia da colônia e da metrópole. Ainda dento deste contexto, o autor ao deixa de esmiuçar as atividades complementares como a agricultura de subsistência que mantinha a importância na alimentação diferenciada dos colonos.
Após o fim da dominação da coroa espanhola sobre a coroa portuguesa, a restauração do trono português trouxe novos incentivos a exploração da colônia brasileira, onde logo se descobre grandes jazidas de pedras preciosas no cento sul do Brasil. Ms ao fim do século XVIII as pedras pedem valor no mercado europeu e as jazidas brasileiras estão praticamente esgotadas e a pecuária vem tomar este espaço na linha de frente da economia brasileira.
A principio se estabelecendo no nordeste a pecuária se estabelece mais fortemente no sul do Brasil. Depois de uma grande explanação sobre a volta da agricultura a economia brasileira onde o autor relata a cultura do algodão e da volta da cana de açúcar. Caio Prado chega ao ciclo do café. Que encontra boa aceitação no mercado internacional e é o principal produto da economia brasileira.
Depois de mais uma extensa e importante explanação sobre a situação econômica do Brasil no momento da vinda da corte de Portugal para o Rio de Janeiro. Caio Prado relata a abertura dos portos brasileiros para o comércio internacional iniciando assim uma nova fase de progresso para o País.
Veio, então, a abolição da escravatura. Toda a força de trabalho do Brasil estava nas mãos dos escravos e uma nova realidade deveria ser encarada pelo País.
Com o início da república o Brasil enfrenta um serio problema financeiro, onde a moeda cai de valor e é necessária a emissão de muita moeda gerando uma crise financeira. Com os empréstimos contraídos no exterior, principalmente na Inglaterra. A cultua cafeeira que tinha papel de destaque na economia brasileira começa a perder espaço com a concorrência internacional e acaba definitivamente com a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929. A borracha brasileira que teve uma produção significativa também despenca internacionalmente depois que Países africanos iniciam suas produções a custos muito menores. Ainda antes da industrialização o autor relata as produções de cacau e de açúcar neste mesmo período.
Já no período da industrialização o Brasil fica prejudicado pois não possuía reservas energéticas suficientes para manter o setor, apesar de ter uma boa reserva de matéria prima. E o início da industrialização se dá com a industria têxtil.
Depois de uma crítica ao sistema imperialista, Caio Prado relata que o Brasil criou um mercado de consumo interno para poder participar dos avanços da economia mundial. Depois da crise da segunda guerra mundial o Brasil segue procurando melhores opções para participar do mercado mundial. Mesmo que ainda preso a velhos mecanismos da economia anterior, o País ainda que mergulhado em dívidas, vai se modernizando e se industrializando. Caio Prado Junior aproveita para criticar duramente o imperialismo e a dominação econômica dos Países desenvolvidos sobre o Brasil.
Formação Econômica do Brasil Cap. VIII Capitalização e Nível de Renda da Colônia Açucareira de Celso Furtado.
CAPITALIZAÇÃO E NÍVEL DE RENDA NA COLÔNIA AÇUCAREIRA
O autor inicia relatando que o governo português investe inicialmente na produção de açúcar no Brasil. A mão de obra utilizada era a indígena escava. Os negros africanos só viriam depois que a empresa já estava estabelecida. Negócio prosperou e a quota de produção foi vinte vezes maior do que a esperada. Isso ao fim do século XVI.
Ao analisar os custos da produção do açúcar no País, Celso Furtado revela que cerca de 90% da renda gerada pela produção, permanecia na mão do dono do engenho. Boa parte destes lucros era gasto com importação de artigos de luxo europeus.
A produção do açúcar ra ao intensa que chegou a se duplicada a cada dois anos, devido ao forte retorno de capital. Capital que ao permanecia na colônia.
FLUXO DE RENDA E CRESCIMENTO
O primeiro investimento feito pelos donos de engenhos é na forma de pagamentos ao exterior com a importação de equipamentos, materiais de construção e mão de obra.
O autor rebate a comparação do sistema açucareiro com o feudalismo, já que o açúcar era totalmente voltado para a exportação. Também explica que a produção do açúcar foi regulada para evitar um colapso nos preços pois as terras e o mercado consumidor possibilitavam uma expansão maior do que a ocorreu de fato. Isso entre as metades dos séculos XVI e XVII.
O autor termina o capitulo explicando que os custos fixos do engenho de açúcar permitia que a estrutura suportasse retrocessos, até seculares e retomasse com plena vitalidade depois.
PROJEÇÃO DE ECONOMIA AÇUCAREIRA : A PECUÁRIA.
A grande ocupação e movimentação financeira da empresa de açúcar justificou a existência de outras atividades econômicas, entre elas a pecuária. Já que a carne fazia parte da dieta alimentar de senhores e escravos. O governo português proibiu a criação de gado no litoral, que era fundamentalmente utilizado para o cultivo de cana. Criou-se então, duas atividades independentes, já que os senhores de engenho não diversificavam seus empreendimentos. Paralelamente, no nordeste, a pecuária contribuiu para a ocupação do interior.
A mão de obra utilizada inicialmente foi a indígena que se adaptou bem ao trabalho. A criação de gado dependia diretamente da expansão da cultura canavieira. No século XVII a expansão nordestina levou a criação para o interior. A exploração mineira do século XVIII levou a pecuária para o sul do Brasil
A economia criatória era um mercado muito pequeno comparado ao da açucareira e basicamente era, apenas, de subsistência.
A FORMAÇÃO DO COMPLEXO ECONÔMICO NORDESTINO
A lenta redução da atividade açucareira que se iniciou na segunda metade do século XVII ocasionou uma fuga de mão de obra para o setor pecuário, que dispunha de muitas terras no interior.
Essa fuga populacional do litoral para o interior, foi caracterizada como involução, onde a expansão da pecuária, reflete apenas, a expansão da atividade de subsistência.
CONTRAÇÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO TERRITORIAL
O controle da bacia amazônica foi intensificado a partir do século XVI, quando a coroa portuguesa e espanhola unidas, defenderam as terras do nordeste das invasões holandesas, francesas e inglesas.
A ocupação foi bastante difícil. A colônia do maranhão viveu dificuldades pois estava isolada e o cultivo da cana não apresentou resultados positivos e ainda agravados pela baixa do mercado internacional.
A busca por escravos indígenas levou os colonos do maranhão ao Pará, onde dominaram técnicas de explorar os bens da floresta e com a ajuda dos jesuítas, terem a cooperação dos índios.
No sul, São Vicente vivia a queda da produção do açúcar e segue na direção da bacia do Pata com a fundação da colônia de Sacramento em 1680, onde o comércio de couro permitiu a expansão para o sul do País.
O autor inicia relatando que o governo português investe inicialmente na produção de açúcar no Brasil. A mão de obra utilizada era a indígena escava. Os negros africanos só viriam depois que a empresa já estava estabelecida. Negócio prosperou e a quota de produção foi vinte vezes maior do que a esperada. Isso ao fim do século XVI.
Ao analisar os custos da produção do açúcar no País, Celso Furtado revela que cerca de 90% da renda gerada pela produção, permanecia na mão do dono do engenho. Boa parte destes lucros era gasto com importação de artigos de luxo europeus.
A produção do açúcar ra ao intensa que chegou a se duplicada a cada dois anos, devido ao forte retorno de capital. Capital que ao permanecia na colônia.
FLUXO DE RENDA E CRESCIMENTO
O primeiro investimento feito pelos donos de engenhos é na forma de pagamentos ao exterior com a importação de equipamentos, materiais de construção e mão de obra.
O autor rebate a comparação do sistema açucareiro com o feudalismo, já que o açúcar era totalmente voltado para a exportação. Também explica que a produção do açúcar foi regulada para evitar um colapso nos preços pois as terras e o mercado consumidor possibilitavam uma expansão maior do que a ocorreu de fato. Isso entre as metades dos séculos XVI e XVII.
O autor termina o capitulo explicando que os custos fixos do engenho de açúcar permitia que a estrutura suportasse retrocessos, até seculares e retomasse com plena vitalidade depois.
PROJEÇÃO DE ECONOMIA AÇUCAREIRA : A PECUÁRIA.
A grande ocupação e movimentação financeira da empresa de açúcar justificou a existência de outras atividades econômicas, entre elas a pecuária. Já que a carne fazia parte da dieta alimentar de senhores e escravos. O governo português proibiu a criação de gado no litoral, que era fundamentalmente utilizado para o cultivo de cana. Criou-se então, duas atividades independentes, já que os senhores de engenho não diversificavam seus empreendimentos. Paralelamente, no nordeste, a pecuária contribuiu para a ocupação do interior.
A mão de obra utilizada inicialmente foi a indígena que se adaptou bem ao trabalho. A criação de gado dependia diretamente da expansão da cultura canavieira. No século XVII a expansão nordestina levou a criação para o interior. A exploração mineira do século XVIII levou a pecuária para o sul do Brasil
A economia criatória era um mercado muito pequeno comparado ao da açucareira e basicamente era, apenas, de subsistência.
A FORMAÇÃO DO COMPLEXO ECONÔMICO NORDESTINO
A lenta redução da atividade açucareira que se iniciou na segunda metade do século XVII ocasionou uma fuga de mão de obra para o setor pecuário, que dispunha de muitas terras no interior.
Essa fuga populacional do litoral para o interior, foi caracterizada como involução, onde a expansão da pecuária, reflete apenas, a expansão da atividade de subsistência.
CONTRAÇÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO TERRITORIAL
O controle da bacia amazônica foi intensificado a partir do século XVI, quando a coroa portuguesa e espanhola unidas, defenderam as terras do nordeste das invasões holandesas, francesas e inglesas.
A ocupação foi bastante difícil. A colônia do maranhão viveu dificuldades pois estava isolada e o cultivo da cana não apresentou resultados positivos e ainda agravados pela baixa do mercado internacional.
A busca por escravos indígenas levou os colonos do maranhão ao Pará, onde dominaram técnicas de explorar os bens da floresta e com a ajuda dos jesuítas, terem a cooperação dos índios.
No sul, São Vicente vivia a queda da produção do açúcar e segue na direção da bacia do Pata com a fundação da colônia de Sacramento em 1680, onde o comércio de couro permitiu a expansão para o sul do País.
Fichamento do texto Memórias do Cativeiro
Memórias do cativeiro é um projeto do Laboratório de História Oral e Imagem da UFF. Que arquiva entrevistas produzidas em projetos de história envolvendo camponeses ou negros, nascidos ainda nas primeiras décadas do século passado e portadores de uma memória de escravidão do setor cafeeiro no Brasil.
As entrevistas foram realizadas de diversas maneiras que ao final foram catalogadas e mantiveram seus formatos originais.
Dos diversos textos produzidos após as entrevistas, foi verificada uma semelhança ente os diversos depoentes. Emergiu uma consciência coletiva dos escravos do sudeste cafeeiro do Brasil, um Etnotexto.
“relatos orais e escritos, podem ser tomados como narrativas portadoras de formas
próprias de expressão, que podem ser utilizadas pelo historiador como fontes para pesquisa”
A produção historiográfica e a produção oral da história não são completamente diferentes, as questões sociais influenciam na produção das duas fontes. Sendo que a produção oral deve se avaliada em qual contexto se encontra o depoente e qual a sua relação com o entrevistador.
Ao contrario dos registros históricos foi possível perceber que nas entrevistas os depoentes utilizavam o termo “cativo” e “cativeiro”, para designar “escravo” e “escravidão”. Essa é uma diferenciação importante que foi revelada através dos etnotextos.
As gerações familiares eram marcantes na época da escravatura. Eram três grandes grupos. Os africanos, os nascidos escravos e os livres.
A CONSTRUÇÃO DAS CHAVES TEMÁTICAS.
O tempo de cativeiro é a primeira chave temática encontrada nas entrevistas realizadas. Era o tempo que raramente havia acontecido com eles e sim com seus pais ou avôs. O primeiro corte de período observado é a memória da África. Depois viia os Laços de Família, em que alguns negros mantinham relações com a casa grande e recebiam algum benefício por isso.
O etnotexto permitiu identificar que alguns negros eram beneficiados por ações dos senhores e estes ficavam marcados na memória dos entrevistados. Já os torturados geralmente não pertenciam a família dos entrevistados.
MEMÓRIA COLETIVA E ENQUADRAMENTO SOCIAL
O real enquadramento só veio, para os depoentes, na Era Vargas, onde a liberdade social, finalmente foi alcançada.
As políticas sociais do estado novo abraçaram a maioria destes relatantes que foram testemunhas da melhora de condições sociais e comparavam com as péssimas condições vividas por seus pais e avós.
Os relatos dos depoentes constroem uma identidade coletiva que atravessa os tempos, formam uma consciência e demonstram uma tradição familiar. Especificando, assim, o que foi a história de vida e de seus antepassados através dos tempos de escravidão, libertação e colocação social.
As entrevistas foram realizadas de diversas maneiras que ao final foram catalogadas e mantiveram seus formatos originais.
Dos diversos textos produzidos após as entrevistas, foi verificada uma semelhança ente os diversos depoentes. Emergiu uma consciência coletiva dos escravos do sudeste cafeeiro do Brasil, um Etnotexto.
“relatos orais e escritos, podem ser tomados como narrativas portadoras de formas
próprias de expressão, que podem ser utilizadas pelo historiador como fontes para pesquisa”
A produção historiográfica e a produção oral da história não são completamente diferentes, as questões sociais influenciam na produção das duas fontes. Sendo que a produção oral deve se avaliada em qual contexto se encontra o depoente e qual a sua relação com o entrevistador.
Ao contrario dos registros históricos foi possível perceber que nas entrevistas os depoentes utilizavam o termo “cativo” e “cativeiro”, para designar “escravo” e “escravidão”. Essa é uma diferenciação importante que foi revelada através dos etnotextos.
As gerações familiares eram marcantes na época da escravatura. Eram três grandes grupos. Os africanos, os nascidos escravos e os livres.
A CONSTRUÇÃO DAS CHAVES TEMÁTICAS.
O tempo de cativeiro é a primeira chave temática encontrada nas entrevistas realizadas. Era o tempo que raramente havia acontecido com eles e sim com seus pais ou avôs. O primeiro corte de período observado é a memória da África. Depois viia os Laços de Família, em que alguns negros mantinham relações com a casa grande e recebiam algum benefício por isso.
O etnotexto permitiu identificar que alguns negros eram beneficiados por ações dos senhores e estes ficavam marcados na memória dos entrevistados. Já os torturados geralmente não pertenciam a família dos entrevistados.
MEMÓRIA COLETIVA E ENQUADRAMENTO SOCIAL
O real enquadramento só veio, para os depoentes, na Era Vargas, onde a liberdade social, finalmente foi alcançada.
As políticas sociais do estado novo abraçaram a maioria destes relatantes que foram testemunhas da melhora de condições sociais e comparavam com as péssimas condições vividas por seus pais e avós.
Os relatos dos depoentes constroem uma identidade coletiva que atravessa os tempos, formam uma consciência e demonstram uma tradição familiar. Especificando, assim, o que foi a história de vida e de seus antepassados através dos tempos de escravidão, libertação e colocação social.
Fichamento do livro Introdução a História de Marc Bloch.
Fichamento do livro Introdução a História de Marc Bloch.
· O termo “História” é utilizado a mais de dois mil anos e mesmo tratando-se de um termo antigo e envelhecido. Ele mantém-se em uso desde então. Já possuiu muitos significados, pois a evolução das ciências é inevitável e seria uma perda de tempo para os cientistas ficar modificando etimologicamente a palavra.
· Diferente de outros estudiosos, o historiador precisa encontrar o seu objetivo e o seu ponto de partida particular ao observar um fenômeno histórico ou científico. E esse ponto de partida é muito diferente de um biólogo ou de um físico, que abordam os fenômenos com suas ações particulares de suas ciências.
· O historiador tem um ponto de partida diferente até de outro historiador, pois ele interpreta o fenômeno de forma particular.
· A História é a ciência do passado. Essa afirmação não pode ser aceita. Pois não se pode estudar o passado sem uma delimitação. Evidentemente, no início dos estudos históricos, os fatos eram narrados apenas de forma a serem registrados por acontecerem em um mesmo momento, sem nenhuma outra forma mais crítica ou metodológica de estudo dos fatos.
· O que diferencia a história que interessa ao historiador, dos outros fatos estudados por outras ciências é a presença do ser humano. O que define o campo de atuação da história são as modificações causadas pela atuação dos seres humanos.
· Para o historiador não basta apenas contar os anos que determinados fatos duraram ou em épocas eles ocorreram. Precisa-se mais do que isso. É necessário interpretar e entender em que a influências dos homens modificou o contexto dos fatos.
· Todo fato histórico que pode ser estudado tem a sua origem. Por tanto, identificar essas origens é fundamental para começar a entender o fato histórico. Mas deve-se atentar para que fique definido o que é a origem e o que é o fato. Já que o fato em si é um produto da atualidade em que lê se encontra e não dos eu passado, isto é, da sua origem.
· Não é possível determinar o quanto de passado ou de presente se deve usar para determinar certo fato histórico. O historiador deve se vale de suas impressões pessoais para medir e dosar o quando de passado e o quanto de presente se deve utilizar em seu trabalho.
· Compreender o presente se utilizando o passado. Através do estudo da evolução social do homem. O que se transformou em seus hábitos e costumes. E quanto isso modificou a sociedade através dos tempos.
A Observação Histórica.
· Conhecer o passado é só pode ser feito de forma indireta, pois não vivenciamos os fatos históricos do passado.
· Para reconstruir o passado é necessário cercar-se de todas as fontes possíveis, tanto orais, quanto materiais. Só assim o historiador pode se aproximar ao máximo do tempo passado.
· O passado é, por definição, um fato que não se modifica. Mas o conhecimento do passado é algo que está em constante progresso.
· Os testemunhos são importantes para o historiador. Que deve atenta para o quanto próximo do fato este testemunho está.
· A necessidade de escolher é necessária, mas deve ser flexível, no meio do caminho muitos novos aspectos devem aparecer e o historiados deve esta pronto para utilizá-lo. Sem que se perca em uma eterna aventura.
A Crítica
· Um texto deve ser coerente com sua época e lugar deve-se verificar se as narrações são verdadeira e se as fontes não foram falsificadas.
· Quando se trabalha com fontes já estudadas deve-se atentar para que nenhum pesquisador anterior tenha alterado esta fonte.
· Deve-se atentar para os testemunhos falsificados, como cartas atribuídas a alguém.
· Não basta só dar conta dos enganos e preciso saber também os motivos que levaram as falsificações. Ou que induziam ao erro.
· Validar a possibilidade de um acontecimento é medir as oportunidades que ele tem de se produzir.
A Análise Histórica
· Contar a história como ela é ou foi é um exercício de passividade que deve ser evitado pelo historiador.
· O que domina e ilumina o trabalho do historiador e a compreenção dos fatos.
· É importante distinguir instituições, sistemas políticos, crenças, costumes isoladamente e em conjunto, A nomenclatura e um aspecto muito importante e relevante na análise histórica.
· O historiador trabalha exclusivamente com palavras de seu País. E os obstáculos produzidos pela necessidade de tradução é mais um elemento que deve ser observado pelo historiador.
· Um cuidado deve ser tomado. O corte de tempo cada vez menor não é certeza de se obter os melhores resultados. Os meses, anos ou décadas podem traduzir melhores resultados.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dia do Historiador 19/08
AMO A HISTÓRIA. SE NÃO AMASSE, NÃO SERIA HISTORIADOR. FAZER A VIDA EM
DUAS: CONSAGRAR UMA À PROFISSÃO, CUMPRIDA SEM AMOR; RESERVAR OUTRA A
SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES PROFUNDAS – ALGO DE ABOMINÁVEL QUANDO A
PROFISSÃO QUE SE ESCOLHEU É UMA PROFISSÃO DE INTELIGÊNCIA. AMO A
HISTÓRIA E É POR ISSO QUE ESTOU FELIZ POR VOS FALAR, HOJE, DAQUILO QUE
AMO” – LUCIEN FEBVRE
DUAS: CONSAGRAR UMA À PROFISSÃO, CUMPRIDA SEM AMOR; RESERVAR OUTRA A
SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES PROFUNDAS – ALGO DE ABOMINÁVEL QUANDO A
PROFISSÃO QUE SE ESCOLHEU É UMA PROFISSÃO DE INTELIGÊNCIA. AMO A
HISTÓRIA E É POR ISSO QUE ESTOU FELIZ POR VOS FALAR, HOJE, DAQUILO QUE
AMO” – LUCIEN FEBVRE
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