Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Brasil de Getúlio Vargas a Castelo Branco
( 1930 – 1964)
De Thomas E. Skidmore
Matéria: História do Brasil república
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Governo Transitório (1954 – 1956)
A posse de Café Filho após o suicídio de Vargas demonstrava a chegada ao poder de um vice presidente publicamente rompido com o ex presidente. Uma troca de comando representava a possibilidade dos antivarguistas chegarem ao poder. De uma forma não muito marcante, realmente, Café Filho entregou alguns ministérios aos Udenistas, mas o expurgo total dos varguistas, como era esperado, não aconteceu. Café filho teve um profundo senso democrático e como poucos udenistas não se deixou levar pelo poder e tentar a sua “perpetuação” na cadeira presidencial. Café filho declarou desde o início que seu governo não representava mais que uma transição pra as eleições que se aproximavam. E quem em outubro de 1955 a população decidiria quem seria o novo presidente.
Inicia da corrida presidencial O PDS logo em fevereiro realiza sua convenção e confirma o nome de Juscelino Kubitschek, governador de Minas gerais, eleito por voto direto e ex prefeito de Belo Horizonte indicado por Vargas. Esta candidatura representava os Varguistas. Enquanto a oposição se fragmentava entre vários nomes e não possuíam um nome nacional para enfrentar Juscelino. A confirmação de João Goulart como vice na chapa de Juscelino só acendeu ainda mais o combate da oposição.
Nomes como Etelvino Lins, lançado e depois retirado, Ademar de Barros, Juarez Távora e Carlos Lacerda só demonstravam que a os udenistas e demais partidos de direita dividiriam seus votos e não seriam capazes de Vencer a chapa do PDS-PTB.
Carlos Lacerda, desesperado por já visualizar a derrota eleitoral, representou tudo que há de mais antidemocrático, autoritário e individualista que se possa admitir em uma disputa eleitoral. Fez diversas acusações infundadas, utilizou-se de seu jornal para combater Juscelino e forjou documentos para incriminar a candidatura concorrente.
Importante citar a declaração de João Agripino na página 186 na convenção udenista em julho de 1955. “ livre - era liberdade para corromper e roubar, e ele sugeria que seria melhor viver limpo num cárcere do que livre nessa podridão”.
O discurso era surpreendentemente diferente, o PSD-PTB falava de aceleração da industrialização e a UDN falava em equilíbrio. Quem mais garantia o cumprimento de mandato de Café filho e o normal prosseguimento do processo político era o ministro da guerra General Lott, ferrenho defensor da legalidade e mais que isso representa um seguimento oficial e armado e quem tem em seus comandados sua força política e administrativa. Dificilmente alguém se atreveria a ter Lott como um inimigo.
O processo eleitoral se cumpre e como esperado Juscelino vence com 36% dos votos. Este relativo baixo percentual e duramente combatido pela a direita derrotada, principalmente por Carlos Lacerda que depois de muita pressão teve sua reivindicação negada pela justiça eleitoral. Depois de ter a “sua carta Brandi” desmascarada por uma sindicância militar, nele Juscelino era acusado de comprar armas de Perón na argentina para armar milícias operárias.
Mais uma tentativa de golpe foi articulada pelo General Mamede que tenta incitar uma revolta dos jovens oficiais. Indignado e buscando a punição, que no momento estava fora de seu alcance, Lott se desentende com o presidente em exercício, Carlos Luz presidente da Câmara, já que café Filho tinha problemas no coração. Lott renúncia e no dia seguinte 11 de novembro suas tropas ocupam os prédios públicos no Rio de Janeiro e depõe Luz, que foge para São Paulo no cruzador Tamandaré, junto com parte do seu ministério. Na fuga as baterias costeiras chegam a disparar contra o navio.
Imediatamente o congresso entra e sessão e dá posse a Nereu Ramos, presidente do senado, retirando o poder presidencial de Luz. No dia 21 de novembro Café Filho se diz recuperado e anuncia sua volta a presidência, certamente em apoio aos udenistas depostos por Lott. O general novamente movimenta as suas tropas e ameaça novamente com a mesma movimentação do dia 11 anterior. Com essa força marcante de Lott o clima tenso se estabiliza. Lacerda se auto exila em Cuba e Juscelino Toma posse cumprindo a vontade do povo garantida pelo General Lott.
Anos de Confiança (1956-1960)
Depois de assumir a presidência em condições muito adversas o governo de Juscelino se destaca pela evolução econômica do Brasil. Que em média cresceu na ordem de 7% ao ano. Sua política extremamente particular ficou conhecida como Nacionalismo Desenvolvimentista, onde procura equacionar as críticas da oposição e levar adiante o seu plano de metas. Os créditos foram liberados e políticas de incentivo ao capital produtivo foram amplamente implementadas no País. Notadamente a agricultura fica em segundo plano, pois Juscelino investia na produção de energia e no aparelhamento industrial do Brasil.
O símbolo maior do governo de Juscelino foi a construção da Brasília, que quando solicitada ao Congresso, foi rapidamente aprovada, quase quem em tom de jocosa provocação e desdém. Mas como é sabido, Juscelino empenhou-se em transformou a cidade no maior símbolo de seu governo.
Em sua política conciliatória deu consideráveis aumentos ao salário dos trabalhadores, comprou porta aviões para marinha, anistiou revoltosos. Mas estrategicamente controlou sindicatos e fechou jornais de oposição.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A Economia Política Brasileira De Guido Mantega
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
A Economia Política Brasileira
De Guido Mantega
Matéria: História do Brasil república
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
O Pensamento CEPAL.
Neste texto Guido Mantega traça alguns aspectos do que foi a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina). Onde já atuaram Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fernando Henrique Cardoso, Carlos Lessa e José Serra. Guido destaca que são poucos os trabalhos brasileiros que fazem referência a uma comissão que muito influenciou a política econômica dos anos 50 no Brasil.
A CEPAL Surge no final dos anos 40 em um pensamento conjunto das nações Sul Americanas tentando fugir da condição de colônia e terceiro mundo e participar das economias mais avançadas dos Países mais desenvolvidos. Essa comissão tinha como principal objetivo explicar os motivos do atraso econômico e propor as medidas para que a correção seja feita.
Contrário ao pensamento de Paul Samuelson que acreditava que os Países que produzem os produtos primários acabariam levando vantagem sobre os industrializados. A CEPAL comprovou que os centros desenvolvidos são os responsáveis por determinar de que forma o mercado internacional vai se comportar. Por possuir uma estrutura mais forte economicamente e uma classe trabalhadora melhor organizada, são os Países desenvolvidos que estipulam os preços dos seus produtos que invariavelmente são mais caros que os produtos oriundos dos Países que fornecem gêneros primários.
Um fator que explica essa diferença é que os consumidores do centro destinam um capital cada vez menor para a despesa com alimentação já que dispões de uma alimentação razoável. Outro fator é a mão de obra qualificada e organizada do centro que eleva o preço dos produtos industrializados, muito diferente da periferia com mão de obra barata e sem qualificação, contribuindo para o barateamento dos produtos a serem exportados.
A solução proposta é uma política que mantenha os investimentos no local de produção desenvolvendo a indústria e promovendo uma reforma agrária. O capital estrangeiro pode até ser utilizado, mas de forma que atenda as necessidades de investimento na produção de bens duráveis. Aumentando assim a renda nacional. A CEPAL chega até a determinar especificamente que este capital estrangeiro não seja investido em forma de privatização ou parceria nos setores de transporte ferroviário, energia e setores do serviço público ou de segurança. Este capital deve ser investido em indústrias de transformação que gera acúmulo de renda, melhoria salarial e desenvolvimento nacional.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
A Economia Política Brasileira
De Guido Mantega
Matéria: História do Brasil república
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
O Pensamento CEPAL.
Neste texto Guido Mantega traça alguns aspectos do que foi a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina). Onde já atuaram Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fernando Henrique Cardoso, Carlos Lessa e José Serra. Guido destaca que são poucos os trabalhos brasileiros que fazem referência a uma comissão que muito influenciou a política econômica dos anos 50 no Brasil.
A CEPAL Surge no final dos anos 40 em um pensamento conjunto das nações Sul Americanas tentando fugir da condição de colônia e terceiro mundo e participar das economias mais avançadas dos Países mais desenvolvidos. Essa comissão tinha como principal objetivo explicar os motivos do atraso econômico e propor as medidas para que a correção seja feita.
Contrário ao pensamento de Paul Samuelson que acreditava que os Países que produzem os produtos primários acabariam levando vantagem sobre os industrializados. A CEPAL comprovou que os centros desenvolvidos são os responsáveis por determinar de que forma o mercado internacional vai se comportar. Por possuir uma estrutura mais forte economicamente e uma classe trabalhadora melhor organizada, são os Países desenvolvidos que estipulam os preços dos seus produtos que invariavelmente são mais caros que os produtos oriundos dos Países que fornecem gêneros primários.
Um fator que explica essa diferença é que os consumidores do centro destinam um capital cada vez menor para a despesa com alimentação já que dispões de uma alimentação razoável. Outro fator é a mão de obra qualificada e organizada do centro que eleva o preço dos produtos industrializados, muito diferente da periferia com mão de obra barata e sem qualificação, contribuindo para o barateamento dos produtos a serem exportados.
A solução proposta é uma política que mantenha os investimentos no local de produção desenvolvendo a indústria e promovendo uma reforma agrária. O capital estrangeiro pode até ser utilizado, mas de forma que atenda as necessidades de investimento na produção de bens duráveis. Aumentando assim a renda nacional. A CEPAL chega até a determinar especificamente que este capital estrangeiro não seja investido em forma de privatização ou parceria nos setores de transporte ferroviário, energia e setores do serviço público ou de segurança. Este capital deve ser investido em indústrias de transformação que gera acúmulo de renda, melhoria salarial e desenvolvimento nacional.
A Guerra Civil Brasileira De Stanley E. Hilton
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
A Guerra Civil Brasileira
De Stanley E. Hilton
Matéria: História do Brasil República
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Transportados para julho de 1932 chegamos ao estado de São Paulo que ansiando por voltar ao poder prepara uma luta armada contra o governo Vargas. Já que a revolução de 32 foi feita tirando do poder o Partido Republicano Paulista. Um fato da época da revolução contribuiu muito para o descontentamento dos paulistas, foi à nomeação de João Alberto, totalmente desconhecido dos paulistas, como interventor do Estado. João Alberto logo se indispôs com a elite paulista. As relações entre paulistas e o governo federal foram se desgastando até o ponto de todos os paulistas pedirem demissão em massa dos cargos públicos. Logo depois o manifesto da Liga de Defesa Paulista que pregava a revolta armada, impossibilitou qualquer diálogo entre as partes. Coma ineficácia de um interventor cível em São Paulo, foi a partir de 1931 que os paulistas começaram a direcionar seus ataques diretamente a Vargas. Uma suposta falta de habilidade de Vargas no caso paulista pode até ser cogitada, mas deve ser levado em consideração o ideal de Vargas por uma união nacional sem bairrismos em busca de um País unido e forte. Em São Paulo as forças antes contrárias se unem e formam a aliança Liberal, pregando a reconstitucinalização do Brasil e a volta da autonomia de São Paulo. Vargas nomeia novo interventor paulista e civil que logo monta um secretariado de conformidade com as exigências da Aliança Liberal. Vargas já havia marcado as eleições e a aparente calma restabelecida no Estado tem seus dias contados segundo General Aranha.
Já com a dissidência do Rio Grande do Sul e com o apoio de Figueiredo na capital os paulistas já possuíam um plano de ataque a sede do governo paulista. A essa altura já com apoio de alguns militares do sul de Minas. Lideranças gaúchas garantiam o apoio aos paulistas na revolta armada, mas o chefe da brigada militar do Rio Grande do Sul, não era um constitucionalista. Flores logo aceita as garantias de Getúlio e descarta uma luta armada contra a Guanabara. Isso não foi o suficiente para deter o impulso armamentista e revoltoso de Klinger. Mas o governo já preparava seu contra ataque e em 8 de julho de 32 prende diversos conspiradores . Klinger é reformado, o que agita o Mato Grosso, mas não de forma decisiva. Em Minas Olegário Maciel continuava alinhado com Vargas e os paulistas cada vez mais isolados.
Após uma reunião presidida por Figueiredo as 11:00 do dia 09 de julho a revolução se inicia, logo algumas centenas de posições governamentais são tomadas na capital de São Paulo. As 21:00 A cidade estava sobre controle dos constitucionalistas. Vargas confirma a lealdade de Minas e do Rio Grande do Sul. E em menos de 24 horas todos os estados declaram apoio a Vargas, isolando São Paulo. O fim da revolta era só mais uma questão de tempo.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
A Guerra Civil Brasileira
De Stanley E. Hilton
Matéria: História do Brasil República
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Transportados para julho de 1932 chegamos ao estado de São Paulo que ansiando por voltar ao poder prepara uma luta armada contra o governo Vargas. Já que a revolução de 32 foi feita tirando do poder o Partido Republicano Paulista. Um fato da época da revolução contribuiu muito para o descontentamento dos paulistas, foi à nomeação de João Alberto, totalmente desconhecido dos paulistas, como interventor do Estado. João Alberto logo se indispôs com a elite paulista. As relações entre paulistas e o governo federal foram se desgastando até o ponto de todos os paulistas pedirem demissão em massa dos cargos públicos. Logo depois o manifesto da Liga de Defesa Paulista que pregava a revolta armada, impossibilitou qualquer diálogo entre as partes. Coma ineficácia de um interventor cível em São Paulo, foi a partir de 1931 que os paulistas começaram a direcionar seus ataques diretamente a Vargas. Uma suposta falta de habilidade de Vargas no caso paulista pode até ser cogitada, mas deve ser levado em consideração o ideal de Vargas por uma união nacional sem bairrismos em busca de um País unido e forte. Em São Paulo as forças antes contrárias se unem e formam a aliança Liberal, pregando a reconstitucinalização do Brasil e a volta da autonomia de São Paulo. Vargas nomeia novo interventor paulista e civil que logo monta um secretariado de conformidade com as exigências da Aliança Liberal. Vargas já havia marcado as eleições e a aparente calma restabelecida no Estado tem seus dias contados segundo General Aranha.
Já com a dissidência do Rio Grande do Sul e com o apoio de Figueiredo na capital os paulistas já possuíam um plano de ataque a sede do governo paulista. A essa altura já com apoio de alguns militares do sul de Minas. Lideranças gaúchas garantiam o apoio aos paulistas na revolta armada, mas o chefe da brigada militar do Rio Grande do Sul, não era um constitucionalista. Flores logo aceita as garantias de Getúlio e descarta uma luta armada contra a Guanabara. Isso não foi o suficiente para deter o impulso armamentista e revoltoso de Klinger. Mas o governo já preparava seu contra ataque e em 8 de julho de 32 prende diversos conspiradores . Klinger é reformado, o que agita o Mato Grosso, mas não de forma decisiva. Em Minas Olegário Maciel continuava alinhado com Vargas e os paulistas cada vez mais isolados.
Após uma reunião presidida por Figueiredo as 11:00 do dia 09 de julho a revolução se inicia, logo algumas centenas de posições governamentais são tomadas na capital de São Paulo. As 21:00 A cidade estava sobre controle dos constitucionalistas. Vargas confirma a lealdade de Minas e do Rio Grande do Sul. E em menos de 24 horas todos os estados declaram apoio a Vargas, isolando São Paulo. O fim da revolta era só mais uma questão de tempo.
Sindicalismo e Classe Operária. (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Sindicalismo e Classe Operária.
Matéria: História de Brasil República
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
O texto inicia com uma definição de sindicalismo. Que não é apenas um reflexo dos trabalhadores e sim um canal de reivindicação e proposição de mudanças. Foi a partir de 1930 que o estado iniciou uma apropriação das funções do sindicato. Culminando em uma integração ao governo depois de 1937. Nota-se que em 1937 Getúlio se apropria do poder e inicia uma política dura contra a oposição e os sindicados ficam sob controle do governo para, assim, evitar protestos e reivindicações que poderiam desestabilizar o governo.
Inegavelmente o governo provisório de 1930 trouxe reconhecimento e benefícios ao trabalhador, principalmente por criar o Ministério do Trabalho, órgão que estabeleceu normas que beneficiavam os trabalhadores em geral. Os sindicatos tinham a função de negociar diretamente com o governo, mas só teriam direito a essa negociação os sindicatos que fossem reconhecidos pelo Ministério do Trabalho. Ra essa a forma de Vargas, apesar de garantir benefício, manter a classe trabalhadora sob sua vigilância.
A transformação do meio sindical na década de 1930 aconteceu de forma lenta, mas fundamentalmente pelas transformações da sociedade da época, o movimento do homem saindo do campo e indo para a cidade, a nova classe proletariada que emergia junto com a industrialização mudavam a cara da sociedade e conseqüentemente as relações trabalhistas.
A vida sindical passou a ser uma constante no meio trabalhista. Os empregados que mesmo antes de 1930 já se associavam, mas não tinham poder de negociação com patrões e governo, passaram a se reconhecidos e a participar de negociações em beneficio dos trabalhadores. Esse segmento obteve tanta expressão e participação dos trabalhadores que foi “capitalisticamente” criado o imposto sindical em 1940.
O ato final e definitivo foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lançada em 1943 por Getúlio Vargas.
Ao fim do Estado Novo a constituição que foi implantada já garantia o direito de greve, com muitas limitações, mas já era um avanço. A estrutura sindical de forma ampla continuou a mesma, apesar da nova constituição. E neste período que o sindicalista descobre que mais do que servir a classe trabalhadora ele poderia, também, representar essa classe e os sindicados descobrem sua vertente política. Mas as atividades sindicais declinam e só se restabelecem em 1951 no retorno da Vargas a presidência.
A partir de então o sindicalismo entre de vez na vida política do País. A organização dos sindicatos conseguem deflagrar greves gerais como as de 5 de julho de 1962 e a de 15 de novembro de 1962.
A crescente organização dos sindicatos e a articulação mantida entre eles, levou a criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em 1962, onde sindicados de classes distintas reuniam-se para fortalecer suas ações.
Mas como em todo processo político as decisões não eram unânimes e descontes com o CGT formaram o Movimento Sindical Democrático com base de direita, já que o CGT era de base comunistas. Ainda criou-se uma terceira via a União Sindical dos Trabalhadores, formada pela dissidências dos pólos anteriores. Mas o golpe de 1964 colocou essas centrais na ilegalidade. E pouco mexeu na estudura sindical de base classista.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Sindicalismo e Classe Operária.
Matéria: História de Brasil República
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
O texto inicia com uma definição de sindicalismo. Que não é apenas um reflexo dos trabalhadores e sim um canal de reivindicação e proposição de mudanças. Foi a partir de 1930 que o estado iniciou uma apropriação das funções do sindicato. Culminando em uma integração ao governo depois de 1937. Nota-se que em 1937 Getúlio se apropria do poder e inicia uma política dura contra a oposição e os sindicados ficam sob controle do governo para, assim, evitar protestos e reivindicações que poderiam desestabilizar o governo.
Inegavelmente o governo provisório de 1930 trouxe reconhecimento e benefícios ao trabalhador, principalmente por criar o Ministério do Trabalho, órgão que estabeleceu normas que beneficiavam os trabalhadores em geral. Os sindicatos tinham a função de negociar diretamente com o governo, mas só teriam direito a essa negociação os sindicatos que fossem reconhecidos pelo Ministério do Trabalho. Ra essa a forma de Vargas, apesar de garantir benefício, manter a classe trabalhadora sob sua vigilância.
A transformação do meio sindical na década de 1930 aconteceu de forma lenta, mas fundamentalmente pelas transformações da sociedade da época, o movimento do homem saindo do campo e indo para a cidade, a nova classe proletariada que emergia junto com a industrialização mudavam a cara da sociedade e conseqüentemente as relações trabalhistas.
A vida sindical passou a ser uma constante no meio trabalhista. Os empregados que mesmo antes de 1930 já se associavam, mas não tinham poder de negociação com patrões e governo, passaram a se reconhecidos e a participar de negociações em beneficio dos trabalhadores. Esse segmento obteve tanta expressão e participação dos trabalhadores que foi “capitalisticamente” criado o imposto sindical em 1940.
O ato final e definitivo foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lançada em 1943 por Getúlio Vargas.
Ao fim do Estado Novo a constituição que foi implantada já garantia o direito de greve, com muitas limitações, mas já era um avanço. A estrutura sindical de forma ampla continuou a mesma, apesar da nova constituição. E neste período que o sindicalista descobre que mais do que servir a classe trabalhadora ele poderia, também, representar essa classe e os sindicados descobrem sua vertente política. Mas as atividades sindicais declinam e só se restabelecem em 1951 no retorno da Vargas a presidência.
A partir de então o sindicalismo entre de vez na vida política do País. A organização dos sindicatos conseguem deflagrar greves gerais como as de 5 de julho de 1962 e a de 15 de novembro de 1962.
A crescente organização dos sindicatos e a articulação mantida entre eles, levou a criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em 1962, onde sindicados de classes distintas reuniam-se para fortalecer suas ações.
Mas como em todo processo político as decisões não eram unânimes e descontes com o CGT formaram o Movimento Sindical Democrático com base de direita, já que o CGT era de base comunistas. Ainda criou-se uma terceira via a União Sindical dos Trabalhadores, formada pela dissidências dos pólos anteriores. Mas o golpe de 1964 colocou essas centrais na ilegalidade. E pouco mexeu na estudura sindical de base classista.
Capitalização e Nível de Renda da Colônia Açucareira de Celso Furtado. (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Formação Econômica do Brasil
Cap. VIII Capitalização e Nível de Renda da Colônia Açucareira
de Celso Furtado.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Agosto de 2010.
CAPITALIZAÇÃO E NÍVEL DE RENDA NA COLÔNIA AÇUCAREIRA
O autor inicia relatando que o governo português investe inicialmente na produção de açúcar no Brasil. A mão de obra utilizada era a indígena escava. Os negros africanos só viriam depois que a empresa já estava estabelecida. Negócio prosperou e a quota de produção foi vinte vezes maior do que a esperada. Isso ao fim do século XVI.
Ao analisar os custos da produção do açúcar no País, Celso Furtado revela que cerca de 90% da renda gerada pela produção, permanecia na mão do dono do engenho. Boa parte destes lucros era gasto com importação de artigos de luxo europeus.
A produção do açúcar era tão intensa que chegou a se duplicada a cada dois anos, devido ao forte retorno de capital. Capital que ao permanecia na colônia.
FLUXO DE RENDA E CRESCIMENTO
O primeiro investimento feito pelos donos de engenhos é na forma de pagamentos ao exterior com a importação de equipamentos, materiais de construção e mão de obra.
O autor rebate a comparação do sistema açucareiro com o feudalismo, já que o açúcar era totalmente voltado para a exportação. Também explica que a produção do açúcar foi regulada para evitar um colapso nos preços, pois as terras e o mercado consumidor possibilitavam uma expansão maior do que a ocorreu de fato. Isso entre as metades dos séculos XVI e XVII.
O autor termina o capitulo explicando que os custos fixos do engenho de açúcar permitia que a estrutura suportasse retrocessos, até seculares e retomasse com plena vitalidade depois.
PROJEÇÃO DE ECONOMIA AÇUCAREIRA: A PECUÁRIA.
A grande ocupação e movimentação financeira da empresa de açúcar justificou a existência de outras atividades econômicas, entre elas a pecuária. Já que a carne fazia parte da dieta alimentar de senhores e escravos. O governo português proibiu a criação de gado no litoral, que era fundamentalmente utilizado para o cultivo de cana. Criou-se então, duas atividades independentes, já que os senhores de engenho não diversificavam seus empreendimentos. Paralelamente, no nordeste, a pecuária contribuiu para a ocupação do interior.
A mão de obra utilizada inicialmente foi a indígena que se adaptou bem ao trabalho. A criação de gado dependia diretamente da expansão da cultura canavieira. No século XVII a expansão nordestina levou a criação para o interior. A exploração mineira do século XVIII levou a pecuária para o sul do Brasil
A economia criatória era um mercado muito pequeno comparado ao da açucareira e basicamente era, apenas, de subsistência.
A FORMAÇÃO DO COMPLEXO ECONÔMICO NORDESTINO
A lenta redução da atividade açucareira que se iniciou na segunda metade do século XVII ocasionou uma fuga de mão de obra para o setor pecuário, que dispunha de muitas terras no interior.
Essa fuga populacional do litoral para o interior foi caracterizada como involução, onde a expansão da pecuária reflete apenas, a expansão da atividade de subsistência.
CONTRAÇÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO TERRITORIAL
O controle da bacia amazônica foi intensificado a partir do século XVI, quando a coroa portuguesa e espanhola unidas, defenderam as terras do nordeste das invasões holandesas, francesas e inglesas.
A ocupação foi bastante difícil. A colônia do maranhão viveu dificuldades, pois estava isolada e o cultivo da cana não apresentou resultados positivos e ainda agravados pela baixa do mercado internacional.
A busca por escravos indígenas levou os colonos do maranhão ao Pará, onde dominaram técnicas de explorar os bens da floresta e com a ajuda dos jesuítas, terem a cooperação dos índios.
No sul, São Vicente vivia a queda da produção do açúcar e segue na direção da bacia do Prata com a fundação da colônia de Sacramento em 1680, onde o comércio de couro permitiu a expansão para o sul do País.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Formação Econômica do Brasil
Cap. VIII Capitalização e Nível de Renda da Colônia Açucareira
de Celso Furtado.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Agosto de 2010.
CAPITALIZAÇÃO E NÍVEL DE RENDA NA COLÔNIA AÇUCAREIRA
O autor inicia relatando que o governo português investe inicialmente na produção de açúcar no Brasil. A mão de obra utilizada era a indígena escava. Os negros africanos só viriam depois que a empresa já estava estabelecida. Negócio prosperou e a quota de produção foi vinte vezes maior do que a esperada. Isso ao fim do século XVI.
Ao analisar os custos da produção do açúcar no País, Celso Furtado revela que cerca de 90% da renda gerada pela produção, permanecia na mão do dono do engenho. Boa parte destes lucros era gasto com importação de artigos de luxo europeus.
A produção do açúcar era tão intensa que chegou a se duplicada a cada dois anos, devido ao forte retorno de capital. Capital que ao permanecia na colônia.
FLUXO DE RENDA E CRESCIMENTO
O primeiro investimento feito pelos donos de engenhos é na forma de pagamentos ao exterior com a importação de equipamentos, materiais de construção e mão de obra.
O autor rebate a comparação do sistema açucareiro com o feudalismo, já que o açúcar era totalmente voltado para a exportação. Também explica que a produção do açúcar foi regulada para evitar um colapso nos preços, pois as terras e o mercado consumidor possibilitavam uma expansão maior do que a ocorreu de fato. Isso entre as metades dos séculos XVI e XVII.
O autor termina o capitulo explicando que os custos fixos do engenho de açúcar permitia que a estrutura suportasse retrocessos, até seculares e retomasse com plena vitalidade depois.
PROJEÇÃO DE ECONOMIA AÇUCAREIRA: A PECUÁRIA.
A grande ocupação e movimentação financeira da empresa de açúcar justificou a existência de outras atividades econômicas, entre elas a pecuária. Já que a carne fazia parte da dieta alimentar de senhores e escravos. O governo português proibiu a criação de gado no litoral, que era fundamentalmente utilizado para o cultivo de cana. Criou-se então, duas atividades independentes, já que os senhores de engenho não diversificavam seus empreendimentos. Paralelamente, no nordeste, a pecuária contribuiu para a ocupação do interior.
A mão de obra utilizada inicialmente foi a indígena que se adaptou bem ao trabalho. A criação de gado dependia diretamente da expansão da cultura canavieira. No século XVII a expansão nordestina levou a criação para o interior. A exploração mineira do século XVIII levou a pecuária para o sul do Brasil
A economia criatória era um mercado muito pequeno comparado ao da açucareira e basicamente era, apenas, de subsistência.
A FORMAÇÃO DO COMPLEXO ECONÔMICO NORDESTINO
A lenta redução da atividade açucareira que se iniciou na segunda metade do século XVII ocasionou uma fuga de mão de obra para o setor pecuário, que dispunha de muitas terras no interior.
Essa fuga populacional do litoral para o interior foi caracterizada como involução, onde a expansão da pecuária reflete apenas, a expansão da atividade de subsistência.
CONTRAÇÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO TERRITORIAL
O controle da bacia amazônica foi intensificado a partir do século XVI, quando a coroa portuguesa e espanhola unidas, defenderam as terras do nordeste das invasões holandesas, francesas e inglesas.
A ocupação foi bastante difícil. A colônia do maranhão viveu dificuldades, pois estava isolada e o cultivo da cana não apresentou resultados positivos e ainda agravados pela baixa do mercado internacional.
A busca por escravos indígenas levou os colonos do maranhão ao Pará, onde dominaram técnicas de explorar os bens da floresta e com a ajuda dos jesuítas, terem a cooperação dos índios.
No sul, São Vicente vivia a queda da produção do açúcar e segue na direção da bacia do Prata com a fundação da colônia de Sacramento em 1680, onde o comércio de couro permitiu a expansão para o sul do País.
História Econômica do Brasil – Atividades Acessórias de Caio Prado Junior. (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
História Econômica do Brasil – Atividades Acessórias
de Caio Prado Junior.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Setembro de 2010.
As Atividades acessórias que se desenvolviam junto as grandes produções nacionais de açúcar e tabaco, eram mantidas pelos próprios escravos que trabalhavam na cultura principal, geralmente era dedicado o domingo para que eles produzissem culturas adjacentes que suplementavam a atividade principal e não era necessário recorrer a recursos fora da propriedade.
Os pequenos centros urbanos não recebiam produtos das fazendas, pois a atividade não tinha excedente, foram então, conduzidos a produzir suas próprias necessidades alimentares em pequenas culturas familiares. Os principais cultivos eram de mandioca, milho (muito valorizado), arroz feijão, poucas verduras e muitas frutas. Mas basicamente a população urbana era sub nutrida, pois grande parte dos donos de terras preferiam pagar um alto preço para completar sua alimentação do que plantar uma cultura que não lhes dava lucro.
O que me impressiona é que mesmo em uma época predominantemente rural e onde a população em números muito reduzidos não tinha laços de cooperação e de preocupação social. Os grandes fazendeiros, segundo Caio Prado, se isolavam em suas fazendas e não participavam da vida social da região em que viviam. E se o faziam seria somente com interesses econômicos ou políticos. A cooperação e a preocupação social não existiam. Pelo que posso analisar os graves problemas que enfrentamos hoje em dia tem origem bem anterior a época em que vivemos, já vem desde a colonização e se intensificou no século XVIII, segundo Caio Prado.
Mas voltando as atividades acessórias da qual trata o texto, temos a pecuária, também, desenvolvida como atividade acessória, apesar da importância na dieta dos centros urbanos. Essa atividade sempre ocorreu na periferia das atividades agrícolas de grande produção. E pecuária se expandiu pelo interior do nordeste, onde encontrou péssimas condições de desenvolvimento.
A partir do século XVIII a atividade de mineração se torna a principal atividade econômica no Brasil e por conta disto todas as outras atividades entram em declínio. Na região central de Minas Gerais é que são descobertas as maiores jazidas e a política econômica da metrópole atua cobrando o quinto da produção e implementando diversas regras de exploração.
Nesta parte do texto Caio Prado foge da intenção inicial de discorrer sobre as atividades acessórias, pois a mineração se torna uma atividade principal e apesar da grande importância dos relados tais como do derrame e a explanação sobre os faiscadores e a exploração dos diamantes, Caio Prado leva o foco do texto para a atividade principal.
No capítulo 8 ele volta a tratar da pecuária nordestina que em apoio a atividade açucareira no litoral, se desenvolveu partindo da Bahia até o Pernambuco, pelo interior da região. Mesmo tendo alcançado um regular nível de produção a falta de chuvas e as grandes distâncias contribuíram para um produção irregular e baixa qualidade do gado nordestino. O interessante é a referência as atividades complementares da pecuária do nordeste, que já é uma atividade complementar da produção açucareira do litoral.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
História Econômica do Brasil – Atividades Acessórias
de Caio Prado Junior.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Setembro de 2010.
As Atividades acessórias que se desenvolviam junto as grandes produções nacionais de açúcar e tabaco, eram mantidas pelos próprios escravos que trabalhavam na cultura principal, geralmente era dedicado o domingo para que eles produzissem culturas adjacentes que suplementavam a atividade principal e não era necessário recorrer a recursos fora da propriedade.
Os pequenos centros urbanos não recebiam produtos das fazendas, pois a atividade não tinha excedente, foram então, conduzidos a produzir suas próprias necessidades alimentares em pequenas culturas familiares. Os principais cultivos eram de mandioca, milho (muito valorizado), arroz feijão, poucas verduras e muitas frutas. Mas basicamente a população urbana era sub nutrida, pois grande parte dos donos de terras preferiam pagar um alto preço para completar sua alimentação do que plantar uma cultura que não lhes dava lucro.
O que me impressiona é que mesmo em uma época predominantemente rural e onde a população em números muito reduzidos não tinha laços de cooperação e de preocupação social. Os grandes fazendeiros, segundo Caio Prado, se isolavam em suas fazendas e não participavam da vida social da região em que viviam. E se o faziam seria somente com interesses econômicos ou políticos. A cooperação e a preocupação social não existiam. Pelo que posso analisar os graves problemas que enfrentamos hoje em dia tem origem bem anterior a época em que vivemos, já vem desde a colonização e se intensificou no século XVIII, segundo Caio Prado.
Mas voltando as atividades acessórias da qual trata o texto, temos a pecuária, também, desenvolvida como atividade acessória, apesar da importância na dieta dos centros urbanos. Essa atividade sempre ocorreu na periferia das atividades agrícolas de grande produção. E pecuária se expandiu pelo interior do nordeste, onde encontrou péssimas condições de desenvolvimento.
A partir do século XVIII a atividade de mineração se torna a principal atividade econômica no Brasil e por conta disto todas as outras atividades entram em declínio. Na região central de Minas Gerais é que são descobertas as maiores jazidas e a política econômica da metrópole atua cobrando o quinto da produção e implementando diversas regras de exploração.
Nesta parte do texto Caio Prado foge da intenção inicial de discorrer sobre as atividades acessórias, pois a mineração se torna uma atividade principal e apesar da grande importância dos relados tais como do derrame e a explanação sobre os faiscadores e a exploração dos diamantes, Caio Prado leva o foco do texto para a atividade principal.
No capítulo 8 ele volta a tratar da pecuária nordestina que em apoio a atividade açucareira no litoral, se desenvolveu partindo da Bahia até o Pernambuco, pelo interior da região. Mesmo tendo alcançado um regular nível de produção a falta de chuvas e as grandes distâncias contribuíram para um produção irregular e baixa qualidade do gado nordestino. O interessante é a referência as atividades complementares da pecuária do nordeste, que já é uma atividade complementar da produção açucareira do litoral.
Gestação da Economia Cafeeira De: Celso Furtado. (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Título: Formação Econômica do Brasil
Capítulo XX – Gestação da Economia Cafeeira
De: Celso Furtado.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Até a primeira metade do século XIX o Brasil vivia um período de estagnação onde os poucos pontos positivos, além do sistema administrativo, foram a criação de um banco nacional e a preservação da unidade do País.
O Brasil estagnado precisava expandir o seu comércio internacional. Para incrementar a economia o Brasil contraiu empréstimos no exterior que não surtiram efeito. Certamente pela grande burocracia e corrupção do Estado brasileiro, portanto as condições internas somente pioraram.
O comércio de açúcar e algodão estava decadente e o fumo, arroz, cacau e couro não eram grandes o suficiente para mover a economia brasileira. O Brasil precisava de uma cultura fundamentada no uso do solo, pois sua grande extensão territorial associada com terras improdutivas, praticamente empurrava o País para este tipo de solução comercial.
O café surge como força de uma nova produção no final do século XIX quando o Haiti sofre uma desorganização interna¹. O Produto que já era cultivado no Brasil desde o século XVIII, sobe de preço e se estabelece como principal produto de exportação. O custo de produção era menor do que a produção de açúcar, primeiro porque utilizava a mesma mão de obra escrava, mas a cultura é permanente e o equipamento utilizado era produzido localmente.
Um fator importante da expansão cafeeira foi a proximidade da capital, com a cultura concentrada nas regiões serranas de São Paulo, Rio de Janeiro e principalmente em Minas Gerais. Os produtores passam a ter uma relação política com a capital e não somente comercial. Este fato esclarece porque políticos ligados a produção de açúcar nunca se destacaram no cenário nacional.
1 – O Haiti conquistou sua independência em 1804. Logo depois do sucesso do movimento abolicionista de 1793. Transformando-se na primeira nação do mundo formada por apenas ex escravos. Depois das lutas contra o governo de Napoleão e de pagar uma quantia altíssima pela independência 150 milhões de francos. A terra foi loteada e os brancos e seus descendentes impedidos de tomar posse dela. Esse loteamento desorganizou a estrutura produtiva do Haiti. (Texto adaptada de reportagem de Ricardo Allan no Correio Brasiliense em 17/01/2010)
- O PROBLEMA DA MÃO DE OBRA
- OFERTA INTERNA POTENCIAL.
No censo de 1872 foi constatado que o Brasil tinha aproximadamente 1,5 milhões de escravos. Quantidade muito reduzida, comparando-a, por exemplo, com os EUA que alcançava os 4 milhões. Que no momento do fechamento do tráfico negreiro tinha números muito próximos do Brasil, indicando que no Brasil as condições de vida eram muito ruins.
Existia uma mão de obra não capitalizada na roça, trabalhando por subsistência nas grandes terras dos senhores fazendeiros e uma massa sem ocupação fixa nos centros urbanos. Mas o governo nunca pensou em uma campanha para aglutinar esses trabalhadores.
A IMIGRAÇÃO EUROPÉIA
O grande fluxo migratório de europeus para os EUA mostrava ao Brasil qual seria a saída para a escassez de mão de obra. De início com a subvenção do governo imperial algumas colônias de imigrantes se estabeleceram no sul do País. Mesmo com o grande vulto de dinheiro empregado nestas colônias elas minguavam quando a ajuda deixava de existir. Tanto que devido as más condições destas colônias a Alemanha proibiu a migração para o Brasil neste período.
Um pouco antes, em 1852, o senador Vergueiro, plantador de café, com ajuda governamental, transferiu para Limeira – SP. Oitenta famílias alemãs. Iniciando um processo copiado por outros fazendeiros. Que contando com o suporte do governo para o transporte e com a hipoteca de mão de obra do colono recém chegado, ficava com todas as vantagens.
Em 1870 o problema é equacionado com o governo brasileiro cobrindo as despesas com transporte e o fazendeiro garantindo o primeiro ano do colono e disponibilizando terras para que o mesmo tenha seu cultivo de subsistência. A partir de então um grande fluxo migratório se inicia da Europa para o Brasil, principalmente partindo da Itália.
TRANSUMÂNCIA AMAZÔNICA
No final do século XIX e início do século XX um movimento de migração do nordeste para a Amazônia registrou números significativos. Com uma pequena representatividade na extração do cacau a região amazônica começou a se destacar a partir da elevação do preço da borracha no mercado internacional. Existia um potencial muito grande para aumentar a extração na região, mas a falta de mão de obra, exatamente como no café, se tornou um grande empecilho para o aumento da produtividade. O aumento da produtividade inicial sem a melhora das técnicas de extração indica a expansão da mão de obra no local. Mesmo sem registros oficiais e estatísticos importantes ficou verificado que esta mão de obra se originou do nordeste e que aconteceu, também, pela saturação do mercado do sul pela mão de obra européia.
A situação da mão de obra nordestina na borracha era muito diferente da mão de obra européia no café. O nordestino já chegava endividado, comprava o produto para sua subsistência das mãos de seus empregadores, vivia no isolamento e em condições insalubres, se reproduzia pouco e morria cedo. Mais uma vez o Brasil dava privilégios ao produto, neste caso mão de obra, estrangeiros do que ao nacional.
ELIMINAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO
Para a sociedade e o empresário habituados ao trabalho servil a abolição da escravatura se configura como uma “Hecatombe Social”. Alguns alarmistas falavam em uma liquidação imediata de um grande patrimônio, já outros falavam em aumento do capital circulante no nordeste. A maior dificuldade para os libertos era que a terra já possuía donos e sobreviver se configurava uma difícil missão. Na região cafeeira os salários eram relativamente altos, mas de forma geral o Brasil não observou uma mudança da distribuição de renda.
NIVEL DE RENDA E RITMO DE CRESCIMENTO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX
Em números absolutos houve um crescimento nos últimos 50 anos do século XIX, as exportações aumentaram e os preços dos importados caíram.
Mas esse desenvolvimento atingiu o Brasil de forma desigual, os cultivos de açúcar e algodão do nordeste não tiveram números favoráveis como no restante do país.
A distribuição desta renda pode ser classificada em três faixas dentro do Brasil.
No nordeste, excluída a Bahia, a renda diminui devido as baixas do algodão e do açúcar. NO sul observa-se um aumento devido a adequação de produção da região para abastecer o mercado interno com seus produtos. No sudeste a exportação do café eleva consideravelmente a renda da região. Definindo assim contornos econômicos que podemos observar ainda nos dias de hoje, mês que de forma mais sutil.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Título: Formação Econômica do Brasil
Capítulo XX – Gestação da Economia Cafeeira
De: Celso Furtado.
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Até a primeira metade do século XIX o Brasil vivia um período de estagnação onde os poucos pontos positivos, além do sistema administrativo, foram a criação de um banco nacional e a preservação da unidade do País.
O Brasil estagnado precisava expandir o seu comércio internacional. Para incrementar a economia o Brasil contraiu empréstimos no exterior que não surtiram efeito. Certamente pela grande burocracia e corrupção do Estado brasileiro, portanto as condições internas somente pioraram.
O comércio de açúcar e algodão estava decadente e o fumo, arroz, cacau e couro não eram grandes o suficiente para mover a economia brasileira. O Brasil precisava de uma cultura fundamentada no uso do solo, pois sua grande extensão territorial associada com terras improdutivas, praticamente empurrava o País para este tipo de solução comercial.
O café surge como força de uma nova produção no final do século XIX quando o Haiti sofre uma desorganização interna¹. O Produto que já era cultivado no Brasil desde o século XVIII, sobe de preço e se estabelece como principal produto de exportação. O custo de produção era menor do que a produção de açúcar, primeiro porque utilizava a mesma mão de obra escrava, mas a cultura é permanente e o equipamento utilizado era produzido localmente.
Um fator importante da expansão cafeeira foi a proximidade da capital, com a cultura concentrada nas regiões serranas de São Paulo, Rio de Janeiro e principalmente em Minas Gerais. Os produtores passam a ter uma relação política com a capital e não somente comercial. Este fato esclarece porque políticos ligados a produção de açúcar nunca se destacaram no cenário nacional.
1 – O Haiti conquistou sua independência em 1804. Logo depois do sucesso do movimento abolicionista de 1793. Transformando-se na primeira nação do mundo formada por apenas ex escravos. Depois das lutas contra o governo de Napoleão e de pagar uma quantia altíssima pela independência 150 milhões de francos. A terra foi loteada e os brancos e seus descendentes impedidos de tomar posse dela. Esse loteamento desorganizou a estrutura produtiva do Haiti. (Texto adaptada de reportagem de Ricardo Allan no Correio Brasiliense em 17/01/2010)
- O PROBLEMA DA MÃO DE OBRA
- OFERTA INTERNA POTENCIAL.
No censo de 1872 foi constatado que o Brasil tinha aproximadamente 1,5 milhões de escravos. Quantidade muito reduzida, comparando-a, por exemplo, com os EUA que alcançava os 4 milhões. Que no momento do fechamento do tráfico negreiro tinha números muito próximos do Brasil, indicando que no Brasil as condições de vida eram muito ruins.
Existia uma mão de obra não capitalizada na roça, trabalhando por subsistência nas grandes terras dos senhores fazendeiros e uma massa sem ocupação fixa nos centros urbanos. Mas o governo nunca pensou em uma campanha para aglutinar esses trabalhadores.
A IMIGRAÇÃO EUROPÉIA
O grande fluxo migratório de europeus para os EUA mostrava ao Brasil qual seria a saída para a escassez de mão de obra. De início com a subvenção do governo imperial algumas colônias de imigrantes se estabeleceram no sul do País. Mesmo com o grande vulto de dinheiro empregado nestas colônias elas minguavam quando a ajuda deixava de existir. Tanto que devido as más condições destas colônias a Alemanha proibiu a migração para o Brasil neste período.
Um pouco antes, em 1852, o senador Vergueiro, plantador de café, com ajuda governamental, transferiu para Limeira – SP. Oitenta famílias alemãs. Iniciando um processo copiado por outros fazendeiros. Que contando com o suporte do governo para o transporte e com a hipoteca de mão de obra do colono recém chegado, ficava com todas as vantagens.
Em 1870 o problema é equacionado com o governo brasileiro cobrindo as despesas com transporte e o fazendeiro garantindo o primeiro ano do colono e disponibilizando terras para que o mesmo tenha seu cultivo de subsistência. A partir de então um grande fluxo migratório se inicia da Europa para o Brasil, principalmente partindo da Itália.
TRANSUMÂNCIA AMAZÔNICA
No final do século XIX e início do século XX um movimento de migração do nordeste para a Amazônia registrou números significativos. Com uma pequena representatividade na extração do cacau a região amazônica começou a se destacar a partir da elevação do preço da borracha no mercado internacional. Existia um potencial muito grande para aumentar a extração na região, mas a falta de mão de obra, exatamente como no café, se tornou um grande empecilho para o aumento da produtividade. O aumento da produtividade inicial sem a melhora das técnicas de extração indica a expansão da mão de obra no local. Mesmo sem registros oficiais e estatísticos importantes ficou verificado que esta mão de obra se originou do nordeste e que aconteceu, também, pela saturação do mercado do sul pela mão de obra européia.
A situação da mão de obra nordestina na borracha era muito diferente da mão de obra européia no café. O nordestino já chegava endividado, comprava o produto para sua subsistência das mãos de seus empregadores, vivia no isolamento e em condições insalubres, se reproduzia pouco e morria cedo. Mais uma vez o Brasil dava privilégios ao produto, neste caso mão de obra, estrangeiros do que ao nacional.
ELIMINAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO
Para a sociedade e o empresário habituados ao trabalho servil a abolição da escravatura se configura como uma “Hecatombe Social”. Alguns alarmistas falavam em uma liquidação imediata de um grande patrimônio, já outros falavam em aumento do capital circulante no nordeste. A maior dificuldade para os libertos era que a terra já possuía donos e sobreviver se configurava uma difícil missão. Na região cafeeira os salários eram relativamente altos, mas de forma geral o Brasil não observou uma mudança da distribuição de renda.
NIVEL DE RENDA E RITMO DE CRESCIMENTO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX
Em números absolutos houve um crescimento nos últimos 50 anos do século XIX, as exportações aumentaram e os preços dos importados caíram.
Mas esse desenvolvimento atingiu o Brasil de forma desigual, os cultivos de açúcar e algodão do nordeste não tiveram números favoráveis como no restante do país.
A distribuição desta renda pode ser classificada em três faixas dentro do Brasil.
No nordeste, excluída a Bahia, a renda diminui devido as baixas do algodão e do açúcar. NO sul observa-se um aumento devido a adequação de produção da região para abastecer o mercado interno com seus produtos. No sudeste a exportação do café eleva consideravelmente a renda da região. Definindo assim contornos econômicos que podemos observar ainda nos dias de hoje, mês que de forma mais sutil.
Introdução a Revolução Brasileira Capítulo 4 De: Nelson Werneck Sodré (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Introdução a Revolução Brasileira
Capítulo 4
De: Nelson Werneck Sodré
Matéria: Formação econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
A primeira metade do século XIX (1801 – 1850) foi marcada por ânsias de rebelião em todo o Brasil. Werneck afirma que a base destas rebeliões são transformações econômicas que aconteciam no Brasil. Vieram as tarifa Alves Branco e a Lei Eusébio de Queiroz, restringindo o tráfico escravo dentro do Brasil. Adicionando-se a abolição do tráfico internacional de escravos um maior capital circulante passou a ser disponibilizado no País.
A segunda metade (1850 – 1900) viu surgir grandes avanços como: estradas de ferro, linhas telegráficas, navegação a vapor, crédito e os primeiros cabos submarinos. Os estados brasileiros têm como metade de suas receitas as tarifas alfandegárias, receitas estas, provenientes da Lei Alves Branco e seguindo até 1900. Só perdendo a maior importância quando o café surge de forma significativa na economia. O açúcar chegou a ser muito importante na receita dos estados, mas o seu declínio após a utilização do açúcar de beterraba na Europa, logo o colocou em nível secundário na nova economia que se formava.
O café em ascensão comercial logo se desvincu-la da utilização de mão de obra escrava e se estabelece como o maior produto de exportação nacional. Por conseqüência qualquer abalo deste comércio provoca reações adversas por todo o Brasil.
O declínio do algodão e do açúcar se deve, principalmente, a falta de competência para concorrer com os mercados emergentes destes produtos.
As relações comerciais com outros Países, poucos vale ressaltar, revelam que os EUA substituem a Inglaterra como principal País a receber nossos produtos. Enquanto que nossas importações deixam de ser quase que exclusivamente da Inglaterra e passam a ser diversificadas entre diversas nações.
A balança comercial brasileira em geral permaneceu superavitária na segunda metade do século XIX. Mas o maior problema era que o Brasil nada produzia e todos os produtos eram importados até os gêneros alimentícios. Mesmo com este saldo positivo o País não tinha capacidade econômica para pagar suas dívidas externas e cobrir suas despesas cada vez maiores. As empresas estabelecidas no território brasileiro não se integram ao país, realizavam seus lucros e o remetiam para a matriz no exterior.
Um dos poucos aspectos positivos citados pelo autor temos: o crescimento vegetativa, a imigração européia e a abolição da escravatura. Aumentando a força de trabalho do País. Mas, pelo que posso analisar, aumentando o mercado consumidor dos produtos europeus e a mão de obra para ser explorada dentro do próprio Brasil.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Introdução a Revolução Brasileira
Capítulo 4
De: Nelson Werneck Sodré
Matéria: Formação econômica do Brasil
Professor: Victor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
A primeira metade do século XIX (1801 – 1850) foi marcada por ânsias de rebelião em todo o Brasil. Werneck afirma que a base destas rebeliões são transformações econômicas que aconteciam no Brasil. Vieram as tarifa Alves Branco e a Lei Eusébio de Queiroz, restringindo o tráfico escravo dentro do Brasil. Adicionando-se a abolição do tráfico internacional de escravos um maior capital circulante passou a ser disponibilizado no País.
A segunda metade (1850 – 1900) viu surgir grandes avanços como: estradas de ferro, linhas telegráficas, navegação a vapor, crédito e os primeiros cabos submarinos. Os estados brasileiros têm como metade de suas receitas as tarifas alfandegárias, receitas estas, provenientes da Lei Alves Branco e seguindo até 1900. Só perdendo a maior importância quando o café surge de forma significativa na economia. O açúcar chegou a ser muito importante na receita dos estados, mas o seu declínio após a utilização do açúcar de beterraba na Europa, logo o colocou em nível secundário na nova economia que se formava.
O café em ascensão comercial logo se desvincu-la da utilização de mão de obra escrava e se estabelece como o maior produto de exportação nacional. Por conseqüência qualquer abalo deste comércio provoca reações adversas por todo o Brasil.
O declínio do algodão e do açúcar se deve, principalmente, a falta de competência para concorrer com os mercados emergentes destes produtos.
As relações comerciais com outros Países, poucos vale ressaltar, revelam que os EUA substituem a Inglaterra como principal País a receber nossos produtos. Enquanto que nossas importações deixam de ser quase que exclusivamente da Inglaterra e passam a ser diversificadas entre diversas nações.
A balança comercial brasileira em geral permaneceu superavitária na segunda metade do século XIX. Mas o maior problema era que o Brasil nada produzia e todos os produtos eram importados até os gêneros alimentícios. Mesmo com este saldo positivo o País não tinha capacidade econômica para pagar suas dívidas externas e cobrir suas despesas cada vez maiores. As empresas estabelecidas no território brasileiro não se integram ao país, realizavam seus lucros e o remetiam para a matriz no exterior.
Um dos poucos aspectos positivos citados pelo autor temos: o crescimento vegetativa, a imigração européia e a abolição da escravatura. Aumentando a força de trabalho do País. Mas, pelo que posso analisar, aumentando o mercado consumidor dos produtos europeus e a mão de obra para ser explorada dentro do próprio Brasil.
Evolução Agrícola De Caio Prado Junior (Resenha)
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
História Econômica do Brasil
16 – Evolução Agrícola
De Caio Prado Junior
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: VIctor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Caio Prado Junior inicia seu texto alertando que o século XIX foi marcante para a formação econômica do Brasil. Principalmente na sua segunda metade. O início mais marcante destas transformações foi a inversão geográfica onde o sul passa a figurar com índices econômicos muito superiores ao do norte, que anteriormente dominava o cenário econômico com o cultivo do algodão, do fumo e principalmente da cana de açúcar. O início da decadência do nordeste começou com a introdução do açúcar de beterraba na Europa. E agravada pela falta de competência dos produtores brasileiros de concorrer no mercado ou de substituir seu cultivo por outro mais rentável.
Foi exatamente no meio do século que o tráfico negreiro foi interrompido o que contribuiu ainda mais para o fim do predomínio do nordeste e o declínio definitivo do cultivo de cana. O centro sul que ainda emergia adaptou-se mais rapidamente as mudanças e ainda pode contar com a mão de obra que imigrava da Europa e não podia se adaptar ao clima quente do nordeste mas encontrou boas condições para o cultivo do café em uma região mais temperada.
O café encontrou o mercado dos EUA em busca de parceiros que não estivesses sob o domínio da Inglaterra e foi o café brasileiro que atendeu a esse mercado.
17 – Novo equilíbrio Econômico
O cultivo do café de forma a atender ao mercado internacional e conseqüentemente alavancar o comércio brasileiro no exterior além de ajustar a vida econômica interna contribuiu fundamentalmente para a evolução do aparelhamento técnico do Brasil e também pelo restabelecimento do comércio com a Inglaterra que havia se abalado desde a suspensão do tráfico de escravos. Mesmo sem dados mais profundos foram os empréstimos ou reescalonamento dos empréstimos anteriores que contribuíram para a estabilização e crescimento da economia brasileira. Outro fator importante na estabilização econômica foi o reajuste das tarifas alfandegárias para produtos importados. A taxa anterior de 15%, passou pata 30% em 1844 e chegou a 50% em 1860, fortalecendo as iniciativas nacionais de formar uma industria manufatureira.
18 A decadência do Trabalho Servil e Sua Abolição.
Ainda em 1831 o parlamento brasileiro recebe um projeto de abolição da escravidão. Projeto este que sequer chegou a ser deliberado. A possibilidade de abolição era vista com muito temor pela sociedade da época. Na realidade ninguém conseguia prever a reação dos libertos em uma sociedade que os reprimiu e humilhou, por isso o assunto era tratado como que em segredo. O debate aberto sobre este tema só se intensificaria a partir de 1850 quando por ocasião do fim do trafico internacional.
O primeiro setor a sentir falta de mão de obra foi a lavoura, principalmente a do café que se expandia ano após ano e como solução iniciou a transferência de escravos do norte para o sul ocasionando uma maior deficiência na já abalada estrutura econômica do norte do Brasil.
Em 1860 a classe pensante do Brasil: Advogados, bacharéis e juristas iniciam amplo debate sobre o fim da escravidão. Mais uma pressão é realizada pela Junta Francesa de Emancipação em 1865. Como obstáculo a liberdade aos escravos o Brasil inicia a campanha da guerra do Paraguai, fortalecendo ainda mais as políticas escravocratas do império em 1868 D. Pedro dissolve a câmara e nomeia um gabinete conservador e escravocrata. Por conseqüência a oposição constitui o partido Liberal que mais tarde chegaria a levantar a bandeira pela república.
Em 28 de setembro de 1871 o império aprova a lei do ventre livre. Medida necessária, pois ao fim da guerra do Paraguai o País não dispunha de homens necessários para o exercito e essa lei acalmava os abolicionistas e não feria os interesses dos donos de escravos, pois os filhos nascidos após esta lei permaneceriam sob tutela do dono dos pais até completarem a maioridade.
A população carioca é a mais atuante na luta contra a escravidão organizando sociedades que chegam a formar uma federação abolicionista em 1883. Em 28 de setembro de 1885 o governo tenta acalmar, como com a lei do ventre livre, os abolicionistas com a lei do sexagenário, que não provocou mais do que uma gargalhada geral. No mesmo ano o império endurece suas medidas levando ao poder uma ala mais radical de escravistas e a luta armada acontece em alguns lugares do Brasil. Os escravos não mais passivos organizam ajudados pelas sociedades abolicionistas, fugas diárias, contando com a recusa do exercito de atuar em uma missão considerada humilhante. Sofrendo pressões por todos os lados em 13 de maio de 1888 é assinada a lei Áurea.
19 – Imigração Colonização
O povoamento do território brasileiro se deu nas seguintes etapas. Primeiro foi o branco europeu, principalmente o português a se estabelecer na terra, mesmo que de forma tímida ainda nos primeiros anos de colonização. Depois com o incremento das atividades agrícolas foi a mão de obra negra e escrava, trazida da África que aumentou o povoamento do País, juntamente com a inclusão dos índios nativos. Em um novo ciclo migratório, tendo a Europa como fonte principal, a não de obra branca voltou a ser a principal fonte de povoamento do território brasileiro.
A transferência da corte portuguesa para o Brasil demonstrou, se é que eles já não sabiam das péssimas condições da colônia e a urgência nas reformas. As forças armadas foram as primeiras a serem fortificadas.
A deficiência da mão de obra já era um problema crônico, pois a vasta extensão territorial demonstrava que grandes áreas permaneciam despovoadas. Mesmo tendo como aliada a Inglaterra o Brasil seria ainda mais prejudicado pela interrupção do tráfico internacional de escravos promovido pela Inglaterra
Foi o senador Vergueiro o pioneiro na tentativa de importação de mão de obra européia, em 1847, pouco antes do fechamento do tráfico internacional de escravos, ele iniciou a contratação de famílias européias para as suas lavouras de café. Com o fechamento do mercado dos EUA aos imigrantes europeus e o incremento do mercado internacional de café. O Brasil recebeu um grande fluxo de colonos, principalmente italianos a partir de 1870. O sistema de parceria entre colonos e fazendeiros deu lugar ao sistema salarial. A região brasileira mais beneficiada com a chegada do maior número de colonos europeus foi o sul do Brasil, as condições climáticas e a riqueza da terra foram os principais fatores que decidiram em favor do sul para a escolha dos colonos.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
História Econômica do Brasil
16 – Evolução Agrícola
De Caio Prado Junior
Matéria: Formação Econômica do Brasil
Professor: VIctor
Macaé/RJ
Outubro de 2010.
Caio Prado Junior inicia seu texto alertando que o século XIX foi marcante para a formação econômica do Brasil. Principalmente na sua segunda metade. O início mais marcante destas transformações foi a inversão geográfica onde o sul passa a figurar com índices econômicos muito superiores ao do norte, que anteriormente dominava o cenário econômico com o cultivo do algodão, do fumo e principalmente da cana de açúcar. O início da decadência do nordeste começou com a introdução do açúcar de beterraba na Europa. E agravada pela falta de competência dos produtores brasileiros de concorrer no mercado ou de substituir seu cultivo por outro mais rentável.
Foi exatamente no meio do século que o tráfico negreiro foi interrompido o que contribuiu ainda mais para o fim do predomínio do nordeste e o declínio definitivo do cultivo de cana. O centro sul que ainda emergia adaptou-se mais rapidamente as mudanças e ainda pode contar com a mão de obra que imigrava da Europa e não podia se adaptar ao clima quente do nordeste mas encontrou boas condições para o cultivo do café em uma região mais temperada.
O café encontrou o mercado dos EUA em busca de parceiros que não estivesses sob o domínio da Inglaterra e foi o café brasileiro que atendeu a esse mercado.
17 – Novo equilíbrio Econômico
O cultivo do café de forma a atender ao mercado internacional e conseqüentemente alavancar o comércio brasileiro no exterior além de ajustar a vida econômica interna contribuiu fundamentalmente para a evolução do aparelhamento técnico do Brasil e também pelo restabelecimento do comércio com a Inglaterra que havia se abalado desde a suspensão do tráfico de escravos. Mesmo sem dados mais profundos foram os empréstimos ou reescalonamento dos empréstimos anteriores que contribuíram para a estabilização e crescimento da economia brasileira. Outro fator importante na estabilização econômica foi o reajuste das tarifas alfandegárias para produtos importados. A taxa anterior de 15%, passou pata 30% em 1844 e chegou a 50% em 1860, fortalecendo as iniciativas nacionais de formar uma industria manufatureira.
18 A decadência do Trabalho Servil e Sua Abolição.
Ainda em 1831 o parlamento brasileiro recebe um projeto de abolição da escravidão. Projeto este que sequer chegou a ser deliberado. A possibilidade de abolição era vista com muito temor pela sociedade da época. Na realidade ninguém conseguia prever a reação dos libertos em uma sociedade que os reprimiu e humilhou, por isso o assunto era tratado como que em segredo. O debate aberto sobre este tema só se intensificaria a partir de 1850 quando por ocasião do fim do trafico internacional.
O primeiro setor a sentir falta de mão de obra foi a lavoura, principalmente a do café que se expandia ano após ano e como solução iniciou a transferência de escravos do norte para o sul ocasionando uma maior deficiência na já abalada estrutura econômica do norte do Brasil.
Em 1860 a classe pensante do Brasil: Advogados, bacharéis e juristas iniciam amplo debate sobre o fim da escravidão. Mais uma pressão é realizada pela Junta Francesa de Emancipação em 1865. Como obstáculo a liberdade aos escravos o Brasil inicia a campanha da guerra do Paraguai, fortalecendo ainda mais as políticas escravocratas do império em 1868 D. Pedro dissolve a câmara e nomeia um gabinete conservador e escravocrata. Por conseqüência a oposição constitui o partido Liberal que mais tarde chegaria a levantar a bandeira pela república.
Em 28 de setembro de 1871 o império aprova a lei do ventre livre. Medida necessária, pois ao fim da guerra do Paraguai o País não dispunha de homens necessários para o exercito e essa lei acalmava os abolicionistas e não feria os interesses dos donos de escravos, pois os filhos nascidos após esta lei permaneceriam sob tutela do dono dos pais até completarem a maioridade.
A população carioca é a mais atuante na luta contra a escravidão organizando sociedades que chegam a formar uma federação abolicionista em 1883. Em 28 de setembro de 1885 o governo tenta acalmar, como com a lei do ventre livre, os abolicionistas com a lei do sexagenário, que não provocou mais do que uma gargalhada geral. No mesmo ano o império endurece suas medidas levando ao poder uma ala mais radical de escravistas e a luta armada acontece em alguns lugares do Brasil. Os escravos não mais passivos organizam ajudados pelas sociedades abolicionistas, fugas diárias, contando com a recusa do exercito de atuar em uma missão considerada humilhante. Sofrendo pressões por todos os lados em 13 de maio de 1888 é assinada a lei Áurea.
19 – Imigração Colonização
O povoamento do território brasileiro se deu nas seguintes etapas. Primeiro foi o branco europeu, principalmente o português a se estabelecer na terra, mesmo que de forma tímida ainda nos primeiros anos de colonização. Depois com o incremento das atividades agrícolas foi a mão de obra negra e escrava, trazida da África que aumentou o povoamento do País, juntamente com a inclusão dos índios nativos. Em um novo ciclo migratório, tendo a Europa como fonte principal, a não de obra branca voltou a ser a principal fonte de povoamento do território brasileiro.
A transferência da corte portuguesa para o Brasil demonstrou, se é que eles já não sabiam das péssimas condições da colônia e a urgência nas reformas. As forças armadas foram as primeiras a serem fortificadas.
A deficiência da mão de obra já era um problema crônico, pois a vasta extensão territorial demonstrava que grandes áreas permaneciam despovoadas. Mesmo tendo como aliada a Inglaterra o Brasil seria ainda mais prejudicado pela interrupção do tráfico internacional de escravos promovido pela Inglaterra
Foi o senador Vergueiro o pioneiro na tentativa de importação de mão de obra européia, em 1847, pouco antes do fechamento do tráfico internacional de escravos, ele iniciou a contratação de famílias européias para as suas lavouras de café. Com o fechamento do mercado dos EUA aos imigrantes europeus e o incremento do mercado internacional de café. O Brasil recebeu um grande fluxo de colonos, principalmente italianos a partir de 1870. O sistema de parceria entre colonos e fazendeiros deu lugar ao sistema salarial. A região brasileira mais beneficiada com a chegada do maior número de colonos europeus foi o sul do Brasil, as condições climáticas e a riqueza da terra foram os principais fatores que decidiram em favor do sul para a escolha dos colonos.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Análise Comparativa de Livros Didáticos
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Análise Comparativa de Livros Didáticos
Matéria: Laboratório de Pesquisa
e Prática Pedagógica em História
Professora: Jussara.
Macaé/RJ
Setembro de 2010.
Apresentação.
Quando recebi a tarefa de analisar dois livros didáticos da história, a principio fique satisfeito por ter a oportunidade de voltar a ter contato com material que foi responsável por hoje ser um estudante do curso superior de história. Tinha certeza que muita coisa já havia se modificado e atualizado, já que estudamos uma ciência dinâmica e com técnicas que evoluem a cada dia.
Portanto procurei livros que tivessem o maior alcance possível, que fossem reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), e tivessem o ano de publicação mais recente disponível.
Consultando amigos educadores que atuam na área cheguei a estes dois livros que aqui apresento.
Introdução.
O trabalho se desenvolve sobre os livros Série Link do Tempo da 5ª Série da Editora Edições Escala Educacional e História por eixos Temáticos da 5ª Série da Editora FDT. Das várias formas de abordagem de análise para o trabalho proposto optei por uma abordagem sintética, utilizando um quadro comparativo dos principais elementos que fui capaz de identificar e julgar relevantes para serem descritos.
Não foi objetivo deste trabalho analisar e interpretar o conteúdo e didática dos livros escolhidos. Principalmente por não reunir as competências necessárias para fazer tal análise.
Capitulo 1 – A tabela
Tabela comparativa de Livros Didáticos
Livro Analisado
Série Link do Tempo História por Eixos Temáticos
Autor Denise Matos Marinho Antonio Pedro
Léo Stampacchio Lizanias de Souza Lima
Editora Edições Escala Educacional FTD
Ano 2008 2008
Serie 5ª 5ª
Páginas 136 238
Imagens Pinturas clássicas, Pinturas clássicas, Fotos
Documentos Históricos e Mapas
Cores Sim Sim
Sugestões de Atividades Propõe trabalho em grupo Não sugere atividades coletivas
e em duplas
Material complementar Propõe Propõe
Textos Propõe Não Propõe
Capitulos Numerados Sim Sim
Capitulo 2 – Os autores
Denise Matos Marinho é autora que desde 2005 tem seus obras incluídas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Léo Stampacchio é editor gráfico e trabalha na linha de livros didáticos para diversos segmentos do ensino médio e fundamental. Antonio Pedro Toda é historiador e escritor. Já publicou livros pela FTD, Companhia das Letras e Editora Contexto. Lizanias de Souza Lima, Professor de Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas e particulares, mestre em História Social pela USP. Editor de autor de livros didáticos e paradidáticos de História e Geografia.
Todos os autores citados tem uma vasta coleção de livros editados e recomendados pelo MEC. Em catálogos pesquisados do ano de 2005 a 2008 estes autores sempre foram listados para apreciação dos professores.
Capítulo 2 – As Editoras.
A Escala Educacional tem sede em São Paulo e em seu catálogo, totalmente voltado para a área de educação encontram-se livros didáticos como o aqui apresentado, paradidáticos como “ Meu computador a Internet e Eu”, Revistas de Literatura e Geografia e séries como “Literatura sem Segredos”.
FTD Editora com mais de 100 anos de tradição em publicações educacionais e em literatura infanto juvenil. Tem sua sede na cidade de São Paulo.
As duas editoras possuem um grande catálogo na área educacional. Mesmo com a maior experiência da FTD eles se equivalem em confiabilidade.
Capitulo 3 – A Comparação.
Com a preocupação de escolher livros que atinjam a mesma faixa etária, optei pela 5ª serie do ensino fundamental, onde o aluno inicia seu conato com um número maior de disciplinas e encontra a História como um disciplina isolada da geografia e quase sempre lecionada por um professor específico para a matéria. Logo de início percebe-se claramente que o livro da Serie Link do Tempo (SLT) é mais fino e mais leve, pois são 102 páginas a menos que a História Por Eixos Temáticos (HET). Uma diferença considerável já que o tamanho da fonte de impressão são bastante semelhantes e espaçamento entre as linhas também são muito parecidos. O livro HET utiliza o recuso de mapas para ilustrar suas narrativas, recurso que enriquece o conteúdo e auxilia o estudante na referencia do espaço onde os fatos ocorreram. Este recurso são foi explorado pela SLT que fica mais uma vez deixando uma percepção de falta de conteúdo. Por outro lado a SLT propõe diversas vezes trabalhos em grupos e em duplas, ao final de cada capitulo apresentado, motivando o estudo e a integração entre os alunos, concorrendo para um melhor aprendizado. Esse sentido de integração não é visto na HET.
Visualmente os livros são bem agradáveis à leitura. Como são direcionados para alunos da 5ª Série que geralmente tem entre 10 e 11 anos tem cores atrativas e trazem ilustrações clássicas e muito encontradas nos livros destinados ao mesmo segmento. Os capítulos numerados e com textos acessórios contribuem para dinâmica de leitura. Somente deve ser relatado que a HET não propõe ao aluno a elaboração de textos próprios com a mesma intensidade que a SLT o faz.
Capítulo 4 – Conclusão.
Apesar de uma primeira impressão desfavorável o SLT é o livro que mais interage com o estudante, estimulando-o a praticar o que é estudado e assim, na minha opinião, desenvolver maiores saberes e conseqüentemente ter uma visão mais apropriada da nossa realidade.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Segundo Período
Análise Comparativa de Livros Didáticos
Matéria: Laboratório de Pesquisa
e Prática Pedagógica em História
Professora: Jussara.
Macaé/RJ
Setembro de 2010.
Apresentação.
Quando recebi a tarefa de analisar dois livros didáticos da história, a principio fique satisfeito por ter a oportunidade de voltar a ter contato com material que foi responsável por hoje ser um estudante do curso superior de história. Tinha certeza que muita coisa já havia se modificado e atualizado, já que estudamos uma ciência dinâmica e com técnicas que evoluem a cada dia.
Portanto procurei livros que tivessem o maior alcance possível, que fossem reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), e tivessem o ano de publicação mais recente disponível.
Consultando amigos educadores que atuam na área cheguei a estes dois livros que aqui apresento.
Introdução.
O trabalho se desenvolve sobre os livros Série Link do Tempo da 5ª Série da Editora Edições Escala Educacional e História por eixos Temáticos da 5ª Série da Editora FDT. Das várias formas de abordagem de análise para o trabalho proposto optei por uma abordagem sintética, utilizando um quadro comparativo dos principais elementos que fui capaz de identificar e julgar relevantes para serem descritos.
Não foi objetivo deste trabalho analisar e interpretar o conteúdo e didática dos livros escolhidos. Principalmente por não reunir as competências necessárias para fazer tal análise.
Capitulo 1 – A tabela
Tabela comparativa de Livros Didáticos
Livro Analisado
Série Link do Tempo História por Eixos Temáticos
Autor Denise Matos Marinho Antonio Pedro
Léo Stampacchio Lizanias de Souza Lima
Editora Edições Escala Educacional FTD
Ano 2008 2008
Serie 5ª 5ª
Páginas 136 238
Imagens Pinturas clássicas, Pinturas clássicas, Fotos
Documentos Históricos e Mapas
Cores Sim Sim
Sugestões de Atividades Propõe trabalho em grupo Não sugere atividades coletivas
e em duplas
Material complementar Propõe Propõe
Textos Propõe Não Propõe
Capitulos Numerados Sim Sim
Capitulo 2 – Os autores
Denise Matos Marinho é autora que desde 2005 tem seus obras incluídas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Léo Stampacchio é editor gráfico e trabalha na linha de livros didáticos para diversos segmentos do ensino médio e fundamental. Antonio Pedro Toda é historiador e escritor. Já publicou livros pela FTD, Companhia das Letras e Editora Contexto. Lizanias de Souza Lima, Professor de Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas e particulares, mestre em História Social pela USP. Editor de autor de livros didáticos e paradidáticos de História e Geografia.
Todos os autores citados tem uma vasta coleção de livros editados e recomendados pelo MEC. Em catálogos pesquisados do ano de 2005 a 2008 estes autores sempre foram listados para apreciação dos professores.
Capítulo 2 – As Editoras.
A Escala Educacional tem sede em São Paulo e em seu catálogo, totalmente voltado para a área de educação encontram-se livros didáticos como o aqui apresentado, paradidáticos como “ Meu computador a Internet e Eu”, Revistas de Literatura e Geografia e séries como “Literatura sem Segredos”.
FTD Editora com mais de 100 anos de tradição em publicações educacionais e em literatura infanto juvenil. Tem sua sede na cidade de São Paulo.
As duas editoras possuem um grande catálogo na área educacional. Mesmo com a maior experiência da FTD eles se equivalem em confiabilidade.
Capitulo 3 – A Comparação.
Com a preocupação de escolher livros que atinjam a mesma faixa etária, optei pela 5ª serie do ensino fundamental, onde o aluno inicia seu conato com um número maior de disciplinas e encontra a História como um disciplina isolada da geografia e quase sempre lecionada por um professor específico para a matéria. Logo de início percebe-se claramente que o livro da Serie Link do Tempo (SLT) é mais fino e mais leve, pois são 102 páginas a menos que a História Por Eixos Temáticos (HET). Uma diferença considerável já que o tamanho da fonte de impressão são bastante semelhantes e espaçamento entre as linhas também são muito parecidos. O livro HET utiliza o recuso de mapas para ilustrar suas narrativas, recurso que enriquece o conteúdo e auxilia o estudante na referencia do espaço onde os fatos ocorreram. Este recurso são foi explorado pela SLT que fica mais uma vez deixando uma percepção de falta de conteúdo. Por outro lado a SLT propõe diversas vezes trabalhos em grupos e em duplas, ao final de cada capitulo apresentado, motivando o estudo e a integração entre os alunos, concorrendo para um melhor aprendizado. Esse sentido de integração não é visto na HET.
Visualmente os livros são bem agradáveis à leitura. Como são direcionados para alunos da 5ª Série que geralmente tem entre 10 e 11 anos tem cores atrativas e trazem ilustrações clássicas e muito encontradas nos livros destinados ao mesmo segmento. Os capítulos numerados e com textos acessórios contribuem para dinâmica de leitura. Somente deve ser relatado que a HET não propõe ao aluno a elaboração de textos próprios com a mesma intensidade que a SLT o faz.
Capítulo 4 – Conclusão.
Apesar de uma primeira impressão desfavorável o SLT é o livro que mais interage com o estudante, estimulando-o a praticar o que é estudado e assim, na minha opinião, desenvolver maiores saberes e conseqüentemente ter uma visão mais apropriada da nossa realidade.
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