quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História







Bruno Botelho Horta
Quarto Período







Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.

Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone







Macaé/RJ
Agosto de 2011.



Os Estados Unidos permaneceram entre 1814 e 1898 longe da política internacional e mergulhados na doutrina Monroe. Mas os interessem sempre estiveram nesta direção, pois a própria doutrina Moroe era uma política internacional. Os EUA sempre tiveram interesse em expandir o seu mercado consumidor, principalmente para o extremo oriente e montar um protetorado no Havaí. Historiadores apontam uma elite bélica na costa leste direcionando esforços para uma marinha de guerra. Nomes como o de Willian H. Seward, secretário de estado, Theodore Roosevelt, então secretário assistente da marinha, o presidente Grant e o secretário james G. Elaine.
Cuba era o maior interesse dos EUA para ampliar sua política expansionista, seria a porta de entrada para o caribe. Uma lei das tarifas chamada lei McKinley de 1890, isentava o açúcar cubano de pagar impostos aduaneiros, quando essa lei foi suspensa a ilha entrou em crise uma revolta foi massacrada pela Espanha e mesmo com uma pressão para ajudar Cuba o presidente Cleveland não atacou os espanhóis da ilha, isso só viria a acontecer em 11 de abril de 1898, depois do navio de guerra americano U.S. Maines sofrer um taque durante uma visita a Havana onde 260 marinheiros morreram. Para evitar uma política imperialista opositores do congresso aprovaram uma lei que não autorizava os EUA a montar uma base em Cuba. Simultaneamente o Comodoro George Dewey recebe ordens de atacar a capital das Filipinas, Manila, que também enfrentava uma luta colonial contra a Espanha. Os EUA saem vitoriosos. Cuba e as Filipinas não foram anexadas ao território dos EUA por questões constitucionais, racistas e estrategistas.
As Filipinas só se estabeleceriam como república após a segunda guerra, Cuba permaneceu orbitando os EUA, Porto Rico se tornou um estado livre associado aos EUA. Paralelamente a esses acontecimentos a Inglaterra reconhecia e apoiava a política dos EUA no caribe e no oriente.
O expansionismo dos EUA foi crescendo com acordos com o Japão para garantir as Filipinas para os EUA e a Manchúria para o Japão. Financiou a revolução do Panamá para construir o canal, separando-o da Colômbia. Em resumo de 1900 a 1920 os EUA interviram em Cuba, no Haiti, na República Dominicana, na Nicarágua e no México.
Duas teses tentam explicar o caráter expansionista dos EUA. O primeiro é econômico onde o mercado americano necessitava de matérias primas para seu mercado interno, outra de que os EUA eram exemplo de ética e retidão protestante e deveriam levar essa retidão aos povos não remidos do pecado do México e de toda a América do Sul.



De um século a outro

Um país sem nome que de 1800 com 16 estados chega a 1900 com 45, banhado por dois oceanos, a mesma constituição e sonhando com o futuro.



O Século Americano
A Era progressista: 1900 – 1920.


No início do século XX os EUA possuem um grande parque industrial, comandado por grandes monopólios, superando as nações europeias. O Darwinismo social justificava as políticas opressoras. Horas excedentes de trabalho, baixos salários e péssimas condições de trabalho eram justificadas pela capacidade de raciocinar e trabalhar do povo americano. Capacidade superior a índios, latinos e a demais imigrantes.

Capitalismo monopolista e trabalho.

A economia que era agrícola e artesanal na virada do século se torna industrial. A expansão das ferrovias facilitou os acessos e a expansão agrícola, de extração de ferro e na abertura do mercado. Grandes empresas dominavam o mercado dos EUA. J. P. Morgan e John D. Rockfeller controlavam 48 e 37 empresas respectivamente. Os salários eram muito baixos e os benefícios trabalhistas não existiam. As empresas preferiam empregar mulheres e crianças, pois os salários eram mais baratos.


Imigrantes e o sonho de “fazer a América”


Cerca de 25 milhões de imigrantes chegaram aos EUA entre 1865 e 1915. No ano de 1890 a grande maioria da população das grandes cidades era formada por imigrantes 87% em Chicago, 80% em Nova Iorque e 84% em Milwaukee. Dos imigrantes os que mais sofreram discriminação foram os negros, os latino americanos e os asiáticos. Segundo o economista Francis Amasa Walker a sociedade americana considerava que a fibra da sociedade estava se enfraquecendo, pois os imigrantes estavam ultrapassando os números de pessoas anglo saxônicas. Mesmo com todo o preconceito as leis não impediam as imigrações de forma mais efetiva, pois a mão de obra era muito necessária para a indústria do país.



Racismo e a grande migração de afro-americanos.

O sul dos EUA trataram os negros de uma forma bastante discriminatória no início do século XX. Os negros não tinham direito a voto, usavam repartições públicas diferenciadas. Sofriam violência social e policial. Chegando a média de 2 espancamentos por semana entre 1889 e 1903. Em 1900 90% dos negros dos EUA estavam nos sul do país trabalhando nas plantações de algodão. O êxodo em direção ao norte se seguiu de forma intensa, mas mesmo no norte do país os negros sofriam uma discriminação já enraizada na cultura era uma segregação informal mas impunha limitações sócias.



O Jazz e o Blues.

Basicamente uma mistura de ritmos africanos e europeus o blues se originou nas cantigas de trabalho e toadas da época da escravidão. Por fim se transformou em uma das maiores contribuições dos EUA para a música mundial.


O impulso progressista e seus críticos.

Essa era progressista fez surgir diversos segmentos na sociedade preocupados em controlar e prevenir um caos social. Em 1905 duzentos sindicalistas de Chicago fundaram o Idustrial Workes of the World (IWW) popularmente conhecidos como Wobblies. Fundamentalmente anarquistas buscavam um organização social ampla, onde somente a greve e o enfrentamento levariam a classe operária ao poder. Milhares de ativistas foram presos, torturados e executados. Pela polícia e por milícias de industriais.


O partido socialista da América.

Fundado em 1901 misturava ideias marxistas e a necessidade de acabar com a propriedade privada. Seu programa previa a estatização de bancos e ferrovias, trazia benefícios sócias e trabalhistas. Se desenvolveu a ponto de em 1912 seu candidato a presidência receber cerca de 1 milhão de votos. Sua influência chega ao fim junto com o início da primeira guerra.

Resenha de capítulos de O Império Marítimo Português De Charles R. Boxer.

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História







Bruno Botelho Horta
Quarto Período







Resenha de capítulos de O Império Marítimo Português
De Charles R. Boxer.
Matéria: Brasil Colônia
Professor: Meynardo







Macaé/RJ
Agosto de 2011.


A principal característica da sociedade humana antes dos descobrimentos portugueses era a dispersão. As sociedades viviam isoladas uma das outras, muitas sequer chegaram a saber da existência de outras sociedades. Muitas delas, principalmente na África, cresceram e deixaram de existir sem ter realizado qualquer contato externo.
Os portugueses tiveram alguma vantagem para iniciar as viagens marítimas por estar em uma posição geográfica favorável e, também, por já ter uma tolerância e facilidade na adaptação a convivência com outras raças, já que os mouros por muitos séculos dominaram a península ibérica. Ainda como vantagem, Portugal expulsou os mesmos mouros em 1249, dois séculos antes de a Espanha fazer o mesmo. Seus solos rochosos dificultavam o plantio, seus rios eram pouco navegáveis e sua população era pequena, cerca de um milhão de almas. Tudo isso contribuiu para a expansão marítima portuguesa.
As classes sócias não eram homogêneas. A nobreza estava dividida em Nobres, Fidalgos e cavaleiros. O clero também era bastante segmentado: Arcebispos, bispos, arquidiáconos, deões, chantres cônegos, padres, frades e monges compunham essa classe social. Uma classe social intermediária abaixo do clero e acima dos camponeses eram os comerciantes, advogados, médicos e funcionários da coroa.


1 . O Ouro da Guiné e Preste João (1415-99)

Pode-se considerar a conquista do Ceuta frente aos Mouros em 1419 o início da expansão marítima portuguesa. Não que outros povos em datas anteriores não tenham realizado algumas navegações, mas todas elas, isso quando os navegantes retornavam, eram esporádicas e não representavam mudanças para o mundo desta época. Certamente o início da “Era dos Descobrimentos” foi motivada por fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos. Nem sempre dosados na mesma medida.
A ocupação do Ceuta mostrou aos portugueses o mercado do ouro que vinha do interior do continente africano. A partir de então tentaram estabelecer uma rota marítima para receber esse ouro. A lenda do Prestes João foi motivadora das incursões portuguesas na África, onde este Rei – Sacerdote viveria em uma terra muito rica e com muitos súditos. O Preste João seria útil na luta contra os mulçumanos.
Portugal conseguiu uma extrema aproximação com a igreja católica, principalmente por ser uma nação católica e seguir obedientemente as determinações do Papa. Nicolau V decreta que todas as novas terras conquistadas e as que ainda serão descobertas são monopólio português. Em 13 de março de 1456, já no papado de Calisto III a bula Inter Caetera confirma a posse dos atuais e futuros territórios a serem descobertos para Portugal.
Após 1442 Portugal passou a usar o tráfico de escravos para financiar suas expedições pela costa africana. A princípio entrando em conflito com aldeias que pouco potencial de defesa e depois simplesmente negociando com mercadores negros que vendiam seus prisioneiros como escravos.
Até 1460 foi o infante Don Henrique o responsável por monopolizar as ações de comércio e exploração na África, depois dele a coroa portuguesa autorizou Fernão Gomes a monopolizar esse comércio, seguido do infante e herdeiro do trono Don João. Que mesmo quando cedia o comércio a algum outro comerciante, nunca abriu mão do monopólio do ouro e dos impostos sobre os lucros do concessionário.
Os recursos provenientes do comércio com o continente africano, principalmente com o ouro. Levou Don João II a continuar na sua obcecada busca pelo Preste João. Uma destas expedições levou Bartolomeu Dias a dobrar o cabo da Boa Esperança em 1488 e abrir o caminho marítimo para as Índias.
Após a bem sucedida viajem de Vasco da Gama o rei de Portugal, Don Manoel escreve ao Papa contando as maravilhas do descobrimento e assina como Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.

2 – A navegação e as especiarias nos mares asiáticos (1500 – 1600).

O historiador indiano K.M. Panikkar considera o período de 1498 a 1945 como a época Vasco da Gama da história asiática, período em que a navegação foi controlada por forças estrangeiras ao continente.
Em elemento facilitador da conquista portuguesa do século XVI é a inexistência de navios armados no oceano índico. Os impérios do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar provavelmente nunca tiveram embarcações armadas. Certamente Portugal não obteve controle completo do mar índico, mas o controle dor portos de Moçambique, Ormuz, Diu, Goa e Malaca lhes permitiu um grande domínio na região.
O historiador George Sansom afirma que a vontade de conquistar dos portugueses foi maior do que a vontade de resistir dos asiáticos, isso se reflete na várias tentativas de Albuquerque para conquistar Goa, Malaca e Ormuz.
O império marítimo português era excepcionalmente extenso em meados do século XVI se espalhava pela parte acidental da Ásia, a costa leste do pacífico, a costa ocidental africana e o litoral brasileiro. Portugal tinha pouco mais do que um milhão de habitantes e a extensão de seu império e a reduzida população obrigaram a navegação asiática ser operada cada vez mais por marinheiros asiáticos que trabalhavam sob as ordens de poucos oficiais eurasianos, todos sob o comando de Afonso de Albuquerque.





10 – O Padroado da Coroa e as missões católicas.

O cronista e soldado Diogo do Couto escreveu em 1612 que os reis de Portugal sempre conduziram a conquista do oriente com a união dos poderes militares e espirituais. O Padroado português concedia privilégios aos reis da Portugal para construir igrejas e nomear padres e bispos nas novas terras conquistadas. No continente europeu a igreja estava preocupada com o crescimento do protestantismo e os turcos no mediterrâneo, não tendo tempo para cuidar do novo mundo descoberto.
Já em 1759 o Marques de Pombal aboliu a Companhia de Jesus do império português, expulsando assim os jesuítas. Com este ato o padroado estava demolido em Portugal. As missões católicas na Ásia já em declínio foram totalmente extintas.



11 – “Pureza de sangue” e “Raças infectas”.

Edgar Prestage escreveu em 1923 que em Portugal exatos os escravos e os judeus, qualquer um que tenha se convertido ao catolicismo é elegível para um cargo oficial. Mas devemos atentar para que a teoria é uma e a prática é outra. Em 1518 um congolês foi sagrado bispo em Utica. Mas somente em 1541 o primeiro seminário em Goa teve início para jovens de 13 a quinze anos, onde sairiam formados padres seculares, mas não regulares.
Na Companhia de jesus apenas um indiano foi ordenado padre em 1575, lembrando que a Companhia durou até 1773. Alexandre Valignano organizador das missões na Ásia abriu o sacerdócio para chineses, japonese, indochineses e coreanos, mas sempre resistiu aos indianos.
Marques de Pombal, um déspota esclarecido, em 1774 enviou para Goa um novo vice rei e um novo arcebispo, com a função de terminar com as práticas racistas de seus predecessores. As recomendações eram de garantir a propriedade das terras cultivadas, os ministérios sagrados das paróquias e das missões, o exercício das funções públicas, e até os postos militares sejam garantidos em sua maior parte aos nativos, ou a seus filhos e netos, a despeito da cor de sua pele ser mais clara ou mais escura.
Mesmo depois de destituído a política de Pombal foi mantida no governo de Maria I.
Resume-se que anteriormente a Pombal o império português era racista e pregava a limpeza racial.

Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História







Bruno Botelho Horta
Quarto Período







Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Matéria: história da América e Cultura Afro-brasileira.
Professor: Marcelo Abreu







Macaé/RJ
de 2011.

Introdução.

Na introdução os autores alertam que este livro se trata de apenas uma introdução aos temas africanos. Alerta pra a cultura euro centrista em que estamos submetidos. Destaca que o continente africano possui escritores, cineastas, músicos e intelectuais que são completamente desconhecidos da nossa cultura. Os autores indicam que tratarão dos grandes temas africanos para iniciar o e estudo do continente. Estudo esse regulamentado em lei como matéria obrigatória nas escolas de nível médio e superior no Brasil.

Idéia de África.

Estudar a África não é simplesmente realizar uma descrição física do continente e entre seus desertos, montanhas, rios e florestas, colocar o homem africano entra as zebras, elefantes e girafas. O Homem africano não pode ser naturalizado. São pessoas vivendo em grupo, criando culturas, vivendo e amando.
Culturalmente a África entrou no imaginário europeu como uma terra bestializada. No século XIII o continente era definido pela igreja como uma terra de seres fantásticos e longe das terras dos homens. Mas essa estigmatização não acompanha o pensamento anteriormente defendido e estudado no período clássico de nossa história, Heródoto, Plínio e Solino em seus escritos, fazem muitas referências ao continente africano, essas referências foram completamente deixadas de lado na Idade Média. Contribuindo para rechear o imaginário europeu com lendas e mitos a respeito do continente africano.
Existe um pensamento generalizante que trata toda a África como um só bloco, um pensamento que transforma todo um continente em uma só unidade monolítica. Mesmo durante a colonização do continente, nunca houve um esforço na diferenciação dos conjuntos populacionais.

Os africanos

Apesar da simples definição de que africanos são os nascidos na África, devemos ficar atentos para evitar que as simplificações reduzam a grande diversidade cultural, humana, linguística, alimentar, religiosa entre outras que compõe os vários africanos que habitam a África.
O “fardo moral dos homens brancos” foi um pensamento europeu em relação aos homens da África. Por não reconhecer na sociedade africana seus padrões de vida, sua estrutura política, sua semelhança em comportamento. O europeu considerou que alí, na África não havia humanidade.


Religiões

As religiões na África podem começar a serem analisadas a partir do norte. Onde o cristianismo partindo da Grécia e do posterior domínio do império romano. Logo se verifica uma penetração mulçumana através do vale do Nilo, devido a proximidade com a península arábica. Essa expansão mulçumana se estende por todas as regiões do Saara. O protestantismo com suas missões atingiram pontualmente algumas regiões do continente, mas nas regiões cristãs do que nas mulçumanas. De forma geral para cada dez convertidos apenas um era cristão e nove mulçumanos.
As religiões africanas de forma geral apresentam um ser superior que criou o universo, cercado por entidades menores que o auxiliam nas tarefas da terra. Além de uma forte ligação com os ancestrais. Mas a falta de livros sagrados e a forte tendência da tradição oral podem levar, erroneamente, a uma generalização das religiões africanas.




História e Historiadores

Não podemos esperar da natureza aquilo que só a cultura pode nos dar, ou seja, a história dos povos que habitavam e habitam o continente.
A concepção de história do século XIX fundamentada na definição de Hegel definia o continente como um lugar sem história, sem cultura, sem política, sem registros. Durante muito tempo a história do continente africano foi confundida com a história do europeu na África. Esse panorama só foi mudado a partir de 1950 com as primeiras independências mais significativas conquistadas e a inclusão da matéria história da África nas escolas e academias.


As organizações políticas.

As organizações politicas do continente são tão variadas que não permitem uma síntese conclusiva. Variando de impérios a pequenos clãs familiares os lideres eram erguidos das mais diversas formas. Uma visão panorâmica para facilitar o entendimento dos grupos políticos e suas formações pode ser dividida em três pontos:
1 – Até o século VI as grandes civilizações a militarização e multiplicidade religiosa caracterizou a região.
2 – Até o século XV o islamismo e o catolicismo formaram a base estrutural da sociedade na porção norte. Ao sul os movimentos migratórios formaram alguns estados políticos.
3 – Até 1880 com forte influência europeia, supratribalização e dominação militar.








Partilha européia e conquista da África.

O século XIX marcou a invasão europeia para o interior do continente africano. Motivada por diversos fatores tais como econômicos, religiosos, militares ou sócios, essa invasão foi tão intensa que esse período ficou conhecido como África europeia.
No século anterior o continente já contava com uma estrutura politica definida por grandes impérios como o Zulu, o Tucolor, e o Ashanti. Foi a resistência a invasão política europeia que transformou essa invasão em uma ação militar que, também, funcionou para um equilíbrio de forças entre as nações europeias.
Os europeus não encontram uma África unida e imaculada na sua chegada. Ao contrário, encontram uma um continente um luta por terras para a agricultura e constantes tensões e conflitos internos.
Por fim o que se planejou ser uma invasão comercial se transformou numa invasão militar devido a resistências de todos os povos africanos. “O mascate e sua mala foram substituídos pelo soldado e sua arma”


Congresso de Berlim.

Realizado em 1884 este congresso foi importante para regulamentar a ocupação do continente africano, pois os constantes movimentos militares e os interesses contrariados iram resultar em uma guerra entre os países da Europa.








A África sob o domínio colonial.

Quando o litoral já não era mais suficiente para os europeus e a conquista do interior começou os principais motivos para a vitória européia foram: Superioridade militar e logística, estabilidade associada a instabilidade africana, maior recurso material e financeiro, maior conhecimento do continente, avanço da medicina tropical.
A conquista européia trouxe duas profundas modificações na vida do africano: a expropriação das terras e o trabalho escravo.
Os nativos eram obrigados a pagar impostos aos conquistadores, mas estes impostos tinham que ser pagos com moeda européia, isso obrigava ao nativo a ter que trabalhar ou se escravizar para conseguir a moeda européia.



Pensar as independências africanas.

O movimento de independência africano que tomou força após o fim da segunda guerra mundial. Foi chamado, por alguns, de descolonização. Termo esse que mais do que uma diferença semântica para independência é uma personificação da volta a um passado pré-colonial, mas que não é o passado natural da região. A definição de libertação ou independência é a que mais se ajusta ao movimento ocorrido nesse período.
O movimento de libertação se tornou uma luta armada principalmente a partir de 1975 e as independências das colônias portuguesas.


Sul da África racismo e resistência.

Por se um ponto estratégico nas navegações da companhia das índias o Cabo da Boa Esperança recebeu ingleses e holandeses que logo se desprenderam dos costumes de seus países de origens e passaram a viver com novos costumes, originários desta nova região. O século XX já trouxe uma forte característica separatória na região. Mas foi a partir do fim da segunda guerra mundial que as politicas se endureceram e a África do Sul programou em toda a sua força de opressão o Apartheid.
O governo dos Boers realizou a separação dos povos por raças e isolou os negros em estados independes de forma forçada, onde eles perderam a cidadania sul-africana.




sábado, 6 de agosto de 2011

A educação inclusiva

Macaé 06 de agosto de 2011.
Relatório da primeira aula.
Autor : Bruno Botelho Horta. 4º Período de História.

A educação inclusiva deve ter, primeiramente, uma abordagem pedagógica. Entendo essa abordagem como um planejamento metodológico elaborado por profissionais que visam atender não tão somente os alunos que necessitam de atendimento diferenciado, mas como também, aos alunos de atendimento normal. Pois se objetivamos a inclusão dos portadores de necessidades especiais, necessitamos facilitar e desmitificar a convivência entre todos os alunos que utilizam as dependências escolares.
Os profissionais que atuam direta e indiretamente na formação destes aluno, devem ser preparados para atuarem de forma abrangente tanto para os alunos regulares quanto para os que necessitam de atendimento diferenciado, mas acredito que não é somente missão do professor facilitar este aprendizado. Acredito que o professor é somente a ponta de um processo que anteriormente deve ser planejado e estruturado por autoridades governamentais compromissadas com a educação inclusiva. Pedagogos, psicólogos, orientadores e diretores que antecipadamente apresentem projetos de facilitação da aprendizagem inclusiva, com cursos, palestras comunitárias, material pedagógico e estrutura física escolar. Para só então, depois de toda a estrutura preparada e funcionando, o professor possa trabalhar o caráter educacional dos alunos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Criança Esperança

Faça sua doação para o Criança Esperança e fique com a consciência tranquila. Que se danem os meninos viciados, malabares nos sinais e vitimas de violência familiar bem ao nosso lado. Afinal você já fez a sua parte né?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Trabalho digno e trabalho honesto.

Em uma das várias viagens que faço quase que semanalmente entre a capital do Rio de Janeiro e a cidade de Macaé passei por uma das obras de manutenção da BR 101. A obra colocava a estrada no sistema pare e siga, onde somente uma das pistas fica aberta e o fluxo dos veículos fica alternando entre os sentidos.
Em um trecho da estrada nas imediações de Rocha Leão, um distrito pobre e rural da progressista cidade de Rio das Ostras. A fila de veículos se formava e aproveitando a parada dos veículos algumas pessoas foram para estrada vender água, biscoito e outras pequenas coisas que possam ser úteis a quem está na estrada e ainda mais em um engarrafamento. Era visível a cara de esforço e o aparente cansaço na expressão de cada um que tentava vender seus humildes produtos a carros modernos e grandes caminhões e ônibus de empresas famosas e outas nem tanto.
Rosane, que sempre está comigo nestas viagens, logo comentou que era um trabalho duro, sacrificante, mas era um trabalho digno, mesmo que humilde. Percebi imediatamente que aquele trabalho está longe de ser digno. E que acabamos colocando o conceito de digno no lugar do conceito de honesto neste caso.
Não vi, neste caso, nenhuma ou muito pouca dignidade no trabalho exercido por essas pessoas. Por morarem em um distrito rural e afastado do centro da cidade não beneficiados por todas as oportunidades oferecidas para quem mora no centro. O distrito é atendido por apenas uma linha de Kombi para transportar a população para o centro. Carentes de saúde, educação e, principalmente, de emprego. Os moradores aproveitam as oportunidades que o destino lhes oferece. Como engarrafamentos; acidentes onde as cargas são saqueadas; chuvas que fecham a estrada ou ações de filantropia oferecidas por algum órgão governamental.
Andar no asfalto, às vezes até descaço, debaixo de sol ou chuva, oferecendo produtos de pouca qualidade, sem nenhuma garantia de procedência para pessoal que consomem produtos muito diferentes, por estarem em outra classe social. E ainda defrontar-se com olhares de desprezo ou de desconfiança, é um trabalho duro para adultos e jovens e se torna ainda mais pesado e nada digno para crianças, mulheres e idosos que necessitam estar nesta condição.
Esta é a principal característica que separa o trabalho digno do trabalho honesto. Não há duvidas que o trabalho destas pessoas é honesto. Afinal oferecem produtos a preços justos quando não são produzidos por eles próprios, como frutas ou legumes e verduras. Mas é a falta de igualdade de condições para todos da sociedade que coloca uma linha bem definida entre trabalho digno e trabalho honesto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Planejamento Participativo na Educação Escolar - Final

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História






Bruno Botelho Horta
Terceiro Período - História







O Planejamento Participativo na Educação Escolar
Matéria: Politicas Educacionais
Professora: Tânia Gregório








Macaé/RJ
Junho de 2011.
Dezembro de 1996 altera as políticas educacionais do Brasil. A Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (LDB). Que estabelece as diretrizes básicas da educação no Brasil trouxe grandes avanços. A educação passa a ser administrada e planejada por educadores.
O artigo 12 da LDB determina que todos os estabelecimentos de ensino elaborem suas propostas pedagógicas, gerem seus recursos financeiros de forma independente do Estado, fiscalize seus docentes, ajuste metodologias para aceleração do aprendizado e, principalmente, abra a escola, de forma oficial, para a comunidade, convidando pais e responsáveis para atuarem na gestão da escola e na elaboração de seu projeto de ensino.
Ficam estabelecidas, então, as bases democráticas e participativas da “nova escola”, a partir de 1996. Dentro destas práticas participativas é de fundamental destaque o Planejamento Participativo. Por conceito pode-se aceitar um entendimento que Danilo Gandin nos transmite:
Planejamento participativo: “... é um processo em que as pessoas realmente participam porque a elas são entregues não só as decisões específicas, mas os próprios rumos que se deve imprimir... Os diversos saberes são valorizados, cada pessoa se sente construtora (...) de um todo que vai fazendo sentido na medida em que a reflexão atinge a prática e esta vai esclarecendo a compreensão, e à medida que os resultados práticos são alcançados em determinado rumo” (Gandin, 1988).
O Planejamento participativo permite que os novos saberes sejam regulados por ações dinâmicas e específicas, geridas por todos os implicados no processo educacional. O conhecimento difundido na escola passa a ser multidisciplinar e crítico de uma forma positiva, onde as críticas surgem como transformadoras de espaços que estão constantemente sob influência de diversos ramos, tanto da área educacional, como da social. O planejamento participativo permite essa conciliação de ideias e campos de estudo e atuação. Onde todos se comprometem, fiscalizam-se e participam ativamente da educação escolar.
Desta forma o centralismo de decisões, tão maléfico a qualquer tipo de gestão, mas em especial a gestão escolar, deixa de prejudicar todo o sistema de ensino. Quando as decisões são tomadas por apenas uma pessoa as diversas questões que envolvem um planejamento escolar deixam de ser abordadas de forma satisfatória para uma educação moderna.
O advento desta participação efetiva do corpo escolar em conjunto com a sociedade, vem atender a pluralidade do mundo moderno, um mundo de ideias, progresso, desenvolvimento tecnológico e globalização.

“Governar é coordenar o processo de definição participativa dos rumos de um povo” (Gandin, 2009).

Os projetos participativos na educação devem ter procurar transformar a realidade em que a unidade escolar atua. Os problemas a serem enfrentados devem ser trazidos por membros desta mesma sociedade. Os processos de autoavaliação devem ser objetivos e constantemente confrontados com os objetivos estabelecidos, a fim de que a proposta seja sempre transformadora.

“A escola é influenciada por forças "externas" e "internas" a seus muros. Enquanto uma unidade social os “elementos que integram a vida escolar são, em parte, transpostos de fora; em parte, redefinidos na passagem, para ajustar-se às condições grupais; em parte, desenvolvidos internamente e devidos a estas condições”. Longe de ser um reflexo da vida da comunidade, as escolas têm uma atividade criadora própria, que faz de cada uma delas um grupo diferente dos demais" (Cândido, 1987).

O planejamento participativo tem por objetivo envolver a todos que fazem parte do dia a dia da escola. Fortalecendo ou até estabelecendo pela primeira vez os elos entre pais, alunos, professores, funcionários, especialistas e sociedade.
Possui a importante função de manter aberto o debate verdadeiramente democrático, de sustentar a produção de novos meios e novas ideias para o planejamento escolar. E de facilitar a execução de ações entre aqueles diretamente ligados ao processo educacional.

Por fim o projeto participativo na educação deve traduzir o pensar dos educadores, a prática do corpo docente e as necessidades da sociedade.

Bibliografia.

OLIVEIRA, D. A. (Org.) Gestão Democrática da Educação: desafios contemporâneos Rio de Janeiro: Vozes, 1997,
VEIGA, I. P. A. (Org.)(1999) Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 8ª edição.
GANDIN, Danilo. Planejamento como prática educativa. São Paulo : Loyola, 1983;
GANDIN, Danilo. A prática do planejamento participativo: na educação e em outras instituições, grupos e movimentos dos campos cultural, social, político, religioso e governamental. Petrópolis : Vozes, 1995.
CÂNDIDO, A. Tendências no desenvolvimento da sociologia da educação. In: PEREIRA, L.; FORACCHI, M. (Org.) Educação e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional,1987.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MARXISMO E IDEALISMO EN EL COMBATE CONTEMPORÁNEO - Comentários.

MARXISMO E IDEALISMO EN EL COMBATE CONTEMPORÁNEO

Réplica a una carta de intelectuales con motivo de la detención de Julián Conrado.

Luis Bilbao | América XXI | 17-6-2011 a las 20:23 | 82 lecturas | 3 comentarios

www.kaosenlared.net/noticia/marxismo-idealismo-combate-contemporaneo

Con ribetes diferentes a los de tiempo atrás, una contradicción velada en la última década se agudiza en América Latina para las fuerzas anticapitalistas: vía armada o camino institucional para la conquista, afianzamiento y defensa del poder.

En la perspectiva de revolución socialista, lucha armada o electoral son métodos. En tanto tales deberían ser asumidos como tácticas, determinadas por circunstancias y posibilidades, que bien pueden transformarse en su contrario según el desarrollo de los acontecimientos. Pero en un período histórico acotado, concebidos como estrategias, esos métodos difícilmente pueden coexistir y al cabo uno habrá de resumirse en el otro o acabarán chocando de frente.

Dos casos recientes, resonantes en el ámbito militante internacional, corporizan de manera dramática esta dinámica de colisión. Se trata de la detención en Venezuela e inmediata deportación a Colombia de Joaquiín Pérez Becerra, seguida un mes después de la detención de Guillermo Torres Cueter (alias Julián Conrado), cuya eventual deportación está en trámite al momento de redactar estas líneas. El primero es director de una agencia de noticias con sede en Estocolmo, próxima a las Farc; el segundo, un comandante de esa organización, conocido además en su ámbito como cantautor.

A propósito de este segundo caso, un grupo de intelectuales emitió el pronunciamiento crítico. Antes de otra consideración hay que decir que esta carta implica una injusticia contra Hugo Chávez y sus esfuerzos por contribuir con la difícil situación del pueblo y los revolucionarios colombianos. Pero omitiremos ese aspecto aquí.

El más notorio de los firmantes es István Meszaros. Es un hombre culto y consecuente. Ha investigado y compilado ideas de gran valor para los revolucionarios. Ha sostenido posiciones en tiempos de pleamar. Ha pasado la difícil prueba de ser secretario de Lukacs y de enseñar en universidades británicas. Pena que todo eso haya desembocado, como desde la lógica formal podría presumirse, en un salto mortal hacia el idealismo cuando afrontó la exigencia de analizar una revolución viva en un momento crucial.

Los corresponsales transformaron un hecho ciertamente penoso en argumento para descargar un juicio lapidario contra una revolución viviente, que brega en el torbellino de la transición en situación sin precedentes. Lo hicieron al margen de toda consideración sobre el cuadro en el que la decisión de Chávez fue tomada. El ariete argumental esta afirmado en principios y símbolos. Pero ni aquéllos ni estos son suficientes (a menudo siquiera son válidos) cuando se trata de dar respuesta a una necesidad planteada en el fragor de una revolución. Como se verá enseguida, nada hay de maquiavelismo ni realpolik en esta afirmación.


Es para otra oportunidad analizar la abrupta mudanza de Meszaros, quien pasó de paladín premiado de la Revolución Bolivariana a puntero en la denuncia de una supuesta contrarrevolución en Venezuela. Asombra que un hombre de su formación no haya detectado y denunciado previamente los signos de una supuesta degeneración de la Revolución Bolivariana en Venezuela y defina su posición en torno a un hecho puntual. Por ahora sólo es posible afirmar con certeza que el compañero respetable ha dejado de lado, en la prueba ácida, su alegada condición marxista.

La revolución, la genuina, tan ansiada y siempre original revolución, ya no está en la hora de los símbolos. Es una actualidad arrolladora a la que todo debe amoldarse. Si principios y símbolos no logran o se niegan a hacerlo, fatalmente se ubicarán frente a ella.

Enarbolar símbolos y principios como brújula para la conducción política puede ser comprensible y aun necesario cuando está ausente la fuerza viva de la revolución. Pero cuando ésta irrumpe, continuar con esa conducta equivale a ponerse al margen -y a menudo en contra- del flujo histórico.

Carlos Marx lo decía de otra manera (lo hemos citado infinidad de veces):
"El desarrollo del sistema de las sectas socialistas y el del verdadero movimiento obrero siempre están en relación inversa entre sí. Mientras se justifica (históricamente) la existencia de las sectas, la clase obrera no está aun madura para un movimiento histórico independiente. En cuanto alcanza su madurez, todas las sectas son esencialmente reaccionarias"
(1).
La idea de que se puede conducir un combate político con alegorías lleva al desvío y de allí al desastre. Ocurre que la burguesía sabe mucho en materia de apropiación y manipulación de símbolos, como lo estamos comprobando a altísimo costo en Argentina en torno al caso Madres de Plaza de Mayo. La clase dominante sabe también burlarse de la incapacidad para la acción de quienes practican la utilización abstracta de los principios, hasta lograr que buena parte del activo político deseche cualquier noción principista, para empantanarse en el pragmatismo y el oportunismo.

Hoy la revolución viva es una realidad. No requiere frases ni gestos; exige estudio sistemático, análisis, debate, accionar organizado.

Esquemas en lugar de hechos

Es propio del pensamiento metafísico separar algunas fórmulas a las que denomina "principios" de la realidad concreta. Aquí entiéndase concreto en su sentido etimológico: con-crescere. Lo concreto no es lo pequeño e inmediatamente palpable, sino todo lo contrario: el devenir hacia la totalidad. Conocer el con crescere de un fenómeno requiere esfuerzo y aptitudes. Los principios se extraen, se moldean y convierten en tales a partir de ese conocimiento, del cual la acción organizada es inseparable.

Cuando llega la hora de una genuina revolución, al calor del combate se forjan nuevos principios y aparecen nuevos símbolos. Y quienes no pueden o no quieren dejarse tocar por el tifón de fuerzas encontradas -eso es una revolución- quedan aferrados a "principios" inhabilitados por definición para dar respuesta a la realidad.

Es previsible que habrá quien responda con sarcasmo o injuria, igualando esta proposición a la real politik, a la defensa de cualquier arbitrio, el abandono de toda conducta moral. Pero estamos hablando de materialismo histórico, de dialéctica materialista. Y no inventamos nada. El error teórico tras la postura de los firmantes de la carta de marras ya lo denunció con precisión Federico Engels en su debate con Düring, en 1877:

"Los esquemas lógicos no pueden referirse sino a formas de pensamiento; pero aquí no se trata sino de las formas del ser, del mundo externo, y el pensamiento no puede jamás obtener e inferir esas formas de sí mismo, sino sólo del mundo externo. Con lo que se invierte enteramente la situación: los principios no son el punto de partida de la investigación, sino su resultado final, y no se aplican a la naturaleza y a la historia humana, sino que se abstraen de ellas; no son la naturaleza ni el reino del hombre los que se rigen según los principios, sino que estos son correctos en la medida en que concuerdan con la naturaleza y con la historia ...(la concepción del Sr. Dühring) es idealista, invierte completamente la situación y construye artificialmente el mundo real partiendo del pensamiento, de ciertos esquematismos, esquemas o categorías que existen en algún lugar antes que el mundo y desde la eternidad"(subrayado LB) (2).

No sería un exceso de suspicacia suponer que algunos de los firmantes integran las filas -acrecidas en los últimos años en el mundo académico- de quienes denuncian a Engels y lo separan de Marx. Si fuera el caso, eso daría lugar a otro debate productivo. Por mi parte, sostengo que el corpus engelsiano -y este concepto, como todo el capítulo filosófico que lo contiene- lejos de contraponerse a la teoría científica de la revolución es un puntal sin el cual el marxismo se convierte en religión o palabra vacía.

Dice la carta de los intelectuales en defensa de Julián Conrado: "Los argumentos citados por el gobierno venezolano para justificar la medida (solicitud de la Interpol, acuerdos con Bogotá, etc, son inaceptables e incluso ridículos)".

Entiéndase bien: Interpol, acuerdos con el colombiano (y el cumplimiento de la propia Constitución venezolana) son argumentos ridículos. He aquí ideas extraídas del propio pensamiento. Completo desprecio por la realidad, al punto de calificarla como "ridícula".

Hasta donde sé, los firmantes de la carta no aparecieron públicamente de manera conjunta ante el caso de Joaquiín Pérez Becerra. Por mi parte, emití inmediatamente una declaración frente a aquel hecho. Puede leerse allí:

"(Pérez Becerra) No debía ser deportado a su país de origen. No porque sea ciudadano sueco y viva en Estocolmo desde hace dos décadas. Sino porque siendo un enemigo de la oligarquía colombiana -la más orgánica y salvaje del continente- debía ser preservado de semejante circunstancia".

Tras aclarar que esa conclusión no podía ser desdibujada, subrayé que el tema no se agotaba allí y requería otro ángulo de interpretación:

"Hay en curso una revolución en América Latina. Y en consecuencia, una contrarrevolución, eficiente y extraordinariamente poderosa.

He sostenido (en ésta y otras tribunas) que en América existe de manera simbólica el partido revolucionario hemisférico; que sus dirigentes son Fidel Castro, Hugo Chávez y Evo Morales. Por eso, alenté sin demora ni vacilación la posibilidad de construir una V Internacional [es decir, agrego ahora, pasar de los símbolos a la concreción] cuando Hugo Chávez la propuso, hace ya un año y medio. La extraordinaria diversidad y complejidad de las fuerzas antisistema en la región necesita un punto de coherencia y comando unificado.

El día en que Joaquín Pérez Becerra arribaba a Caracas, comenzaban a llegar también los cancilleres de toda América Latina y el Caribe para una reunión preparatoria de la Celac (Comunidad de Estados Latino Americanos y Caribeños). El 5 de julio debe tomar cuerpo en Caracas esta organización que, por primera vez, dará lugar a una instancia regional sin la presencia de Estados Unidos. En otras palabras: es el certificado de defunción para la siniestra OEA. Una victoria sin precedentes contra el imperialismo estadounidense.

¿Es o no crucial para el difícil proceso de convergencia latinoamericana la creación de la Celac? ¿Es deseable, estratégicamente positivo, impedir su formación? ¿Quién tiene más interés en bloquear la realización de ese objetivo? ¿No era un obvio propósito de la CIA señalar a Venezuela como santuario de las Farc para abortar el encuentro fundacional de julio? ¿No calzaba como un guante a la provocación imperialista la presencia de Pérez Becerra en Caracas en ese momento?

Una dirección revolucionaria seria, responsable, no puede eludir estas cuestiones. Son, literalmente, de vida o muerte. No para un individuo, sino para millones. Estados Unidos prepara minuto a minuto una guerra de invasión contra nuestra región, como la que ha iniciado en Noráfrica y Medio Oriente con la agresión devastadora contra Libia, sumada a las que ya comanda en Irak, Afganistán y Pakistán.

Quien obre por decisión o inadvertencia contra la concreción de la Celac, está haciendo algo muy grave. Quien desestime que el Departamento de Estado mueve todos sus tentáculos para buscar resquicios y hacer estallar la obvia fragilidad de la arquitectura regional, no puede reclamar título de vanguardia. Y quien apele a la política de los hechos consumados, no puede gemir luego porque encuentra frente a sí, también, hechos consumados" (3).

Era previsible que el imperialismo y sus aparatos de espionaje y sabotaje, incluyendo al gobierno colombiano, continuarían sin cesar las provocaciones para abortar la Celac. Y que eventuales acciones como la que dio lugar al caso Pérez Becerra, en caso de repetirse tendrían el mismo resultado. En ausencia de un órgano dirigente o, como mínimo, coordinador, de las fuerzas revolucionarias, queda a la vista que la estrategia de la Revolución Bolivariana choca con la de las Farc en cuestiones tan elementales como enviar un periodista en momentos en que se realiza un encuentro internacional, o mantener cuadros clandestinos en territorio venezolano, dos ejemplos que están lejos de agotar el listado.

Chávez explicó en el caso Conrado que los órganos de seguridad del Estado recibieron la denuncia de la presencia de un irregular y actuaron sin saber de quién se trataba. Resultó ser un comandante de las Farc. Chávez agregó: "lo hemos hecho cumpliendo con nuestra obligación y seguiremos haciéndolo".


Para los firmantes de la carta, es ridículo cumplir los acuerdos con el gobierno colombiano porque es de ultraderecha; atender a Interpol es simplemente cosa de traidores. ¿Qué proponen? Nada. Sólo condenan. El silencio se explica: no podrían alcanzar acuerdo para proponer el abandono del curso llevado durante 12 años por la Revolución Bolivariana y emprender la lucha armada, que en este caso implica la guerra abierta con Colombia y Estados Unidos y el estallido irremediable de Unasur y Celac. Entonces callan. Se atienen... a "principios": un cuadro de las Farc, aún cuando esté por su cuenta en territorio venezolano, no puede ser entregado a su gobierno, criminal y enemigo de ambos.

Bien. Pero hay otros principios en cuestión: ¿qué hacer con la estrategia hasta ahora vigente -¡y exitosa!- de la Revolución Bolivariana? ¿Chávez y el Psuv no tienen obligaciones de principio con las masas venezolanas -y con millones de luchadores en América Latina y el mundo? El cumplimiento de la Constitución y la leyes venezolanas ¿no es un principio? ¿No será un principio hacer todo lo posible para evitar el desenlace que busca Washington: una guerra entre Venezuela y Colombia, prólogo del ingreso al escenario de Estados Unidos y su aparato guerrero? ¿O tal vez no es verdad que Estados Unidos está preparando la guerra contra nuestros pueblos y tiene a Venezuela en la mira y con el dedo en el gatillo? Actuar en función de evitar ese desenlace, o más precisamente, en función de que la mayoría de la población mundial y específicamente latinoamericana entienda que el inexorable accionar violento de Estados Unidos contra América
Latina es sólo y exclusivamente una acción contrarrevolucionaria unilateral... ¿no debería ser considerado un principio en este momento histórico?

Es por demás evidente que hay un choque de principios, resultante de la colisión de estrategias. El error de los compañeros firmantes es de concepción y de método: actúan en base a un pensamiento idealista y no se involucran en el análisis de la realidad concreta. No sólo yerran: se apartan del problema a resolver y se instalan en la noche metafísica, donde, como se sabe, todos los gatos son pardos.

El verdadero debate

No es sólo en Venezuela donde la Revolución se abre paso en un marco institucional y esforzándose por eludir o minimizar la violencia. Están allí también Bolivia y Ecuador, más los restantes países del Alba, entre los cuales no cabría soslayar los casos de Cuba y Nicaragua pese a su punto de partida diferente. ¿Deben o no las Farc contemplar esa realidad como factor determinante de su accionar fronteras afuera? ¿Qué pesa más a la hora de tomar una decisión en ese terreno: el rumbo adoptado por estos procesos revolucionarios (a su vez diferentes entre sí) o la lógica propia de las Farc? Desde luego está planteado también el interrogante de cómo continuará su lucha esta antigua organización, que durante décadas recibió la solidaridad de miles de revolucionarios en América Latina. Ese debate no es exclusivo de las Farc, pero parte de ellas y a ella se subordina, en lo atinente a la política interna. El hecho es que en materia
internacional, hay otros protagonistas. Continuar con la política de los hechos consumados frente a ellos, no es sólo un error propio sino, como queda a la vista, fuente de conflictos de difícil resolución.

El verdadero debate es, entonces, qué estrategia de poder se adopta a escala latinoamericana. Una estrategia diferente determina diferentes principios aunque, como estos, no es ni puede ser jamás definitiva e inconmovible.

Tal como lo admite la carta en cuestión, "durante años el Presidente Hugo Chávez apeló para el reconocimiento de las Farc como fuerza revolucionaría beligerante". Los acuerdos firmados por Chávez con Santos (esos cuyos compromisos la carta califica de ridículos) han dado lugar, precisamente, a que el presidente colombiano hiciera ese reconocimiento de hecho y abriera la posibilidad de un reconocimiento de derecho, lo cual a su vez podría abrir nuevos caminos para Colombia.

No tengo razones para cambiar mis puntos de vista y mi accionar político respecto de la Revolución Bolivariana y su principal dirigente, Hugo Chávez (4). A la par, no cambiaré una práctica de muchos años de solidaridad con la militancia de las Farc que jamás implicó identificación con concepciones ni métodos.

Si las contradicciones en materia de estrategia y tácticas de acción vuelven a contraponer a esta organización con las políticas fijadas por la dirigencia de la Revolución Bolivariana (y lo mismo vale para Bolivia, Ecuador, etc), continuaré bregando por la creación de una instancia organizativa que permita elaborar y encuadrar esas diferencias, pero sin ambigüedad respecto del accionar necesario para mantener la línea de marcha trazada. Siempre habrá espacio para discutir medidas puntuales, cuya adopción requiere el conocimiento exacto de condiciones y circunstancias, por lo general al alcance sólo de los principales protagonistas. En cambio, no hay espacio para condenar aquello que, en este momento de la historia, ofrece la única posibilidad de unir a los pueblos del continente y afirmar el combate de masas contra el imperialismo y el capitalismo.

Luis Bilbao

Buenos Aires, 11 de junio de 2011.



Comentários.



Apontar apenas dois caminhos para a revolução socialista: A luta armada ou a eleição é um caminho, se não hermético demais, diria simplificador de mais ou pacificador de menos. Ter o socialismo como justificativa da luta armada, é um recurso vem sendo utilizado por grupos revolucionários por toda a América Latina do século XX. E por muitas das vezes, estes revolucionários socialistas, quando vitoriosos, aplicam uma pesada reforma ainda mais imobilizadora que a estrutura anterior. Outro fator negativo na revolução socialista armada é a utilização da própria luta armada como primeiro recurso e não como última alternativa. Estes grupos não programam reformas no campo social a partir de suas bases, não iniciam movimentos de esclarecimento político e, o pior, pressupõe que todo o cidadão é um revolucionário em si mesmo e que deve ter uma pré-disposição para o enfrentamento. Sabemos que o enfretamento armado é para poucos e quando o cidadão comum, sem esta característica, é levado para a linha de frente deste embate, ainda mais contra forças oficiais, são os primeiros a serem presos, torturados e mortos.
Neste relato/denúncia, o que me desperta a maior atenção, é a sugerida coalizão entre Colômbia e Venezuela. O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos é aliado político e financeiro dos Estados Unidos, o país recebe fortes investimentos para combater o tráfico de drogas e assim “poupar” o povo americano da influência de cartéis e criminosos de alta periculosidade da Colômbia. Enquanto Hugo Chaves é o maior representante do anti-imperialismo americano na América Latina. Essa cooperação precisa ser melhor explicada nas notícias e fatos que seguirão após a deportação do Jornalista/revolucionário Joaquin Perez Becerra. E da prisão e futura deportação de Guillermo Torres Cueto, conhecido como Julian Conrado, cantor, compositor e membro do alto escalão das FARC.
O apoio de Istvan Meszaros dá uma forte dose de legitimação nos protestos contra essa inesperada reformulação da “operação condor”. Istvan, diferente de muitos teóricos, viveu na calsse operária e conhece bem o que o poder do dinheiro, ou o “capital”, para sermos mais marxistas, pode impor para se manter dominante. Todo tipo de arbitrariedade é digna de censura e retaliação, a grande questão é a medida desta retaliação.

“Hay en curso una revolución en América Latina. Y en consecuencia, una contrarrevolución, eficiente y extraordinariamente poderosa”

Perfeito e direto, ninguém quer perder o seu poder. E nós, simples espectadores de um conflito sangrento que ocorre em nossos vizinhos, não temos a perfeita dimensão do significado da luta armada e ideológica que ocorre em territórios venezuelanos e colombianos. Os movimentos que os líderes carismáticos, leia-se presidentes, destes países podem executar para garantir-se no poder é a grande questão nestes fatos. Qual aliança é permitida para me sustentar no poder? A quem eu devo obedecer e a quem eu devo oprimir? Acredito que até mesmo que vive a realidade destes países não saberia responder corretamente e sem dúvidas a estas questões.

Finalizando tenho apenas uma grande preocupação. Quando estes atores irão trocar de lados? Quando mudarão de perseguidores para perseguidos e de revolucionários para ditadores?
E o quanto o povo sofrerá com isso? Já que as causas particulares, quase sempre, se utilizam do discurso de Angels e Marx e impões suas causas como causas populares. Mas, como já dito, a distância dos fatos não permite um envolvimento completo. Permite apenas a questionamentos como os realizados no início deste texto. E que as respostas venham... e logo.


Bruno Horta

20 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Planejamento Participativo na Educação Escolar

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História






Bruno Botelho Horta
Terceiro Período - História







O Planejamento Participativo na Educação Escolar
Matéria: Politicas Educacionais
Professor: Tânia








Macaé/RJ
Junho de 2011.
Dezembro de 1996 alterou profundamente as políticas educacionais do Brasil. A Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996 (LDB). Que estabelece as diretrizes básicas da educação no Brasil trouxe avanços nunca antes observados. A partir de então a educação passou a ser administrada e planejada por educadores. E não mais com políticas verticalistas emanadas de autoridades não ligadas ao tema da educação.
O artigo 12 da já citada Lei (LDB), permite, de forma bastante democrática, que todos os estabelecimentos de ensino elaborem suas propostas pedagógicas, gerem seus recursos financeiros de forma independe do Estado, fiscalize seus docentes, ajuste metodologias para aceleração do aprendizado e, principalmente, abre a escola, de forma oficial, para a comunidade, convidando pais e responsáveis para atuarem na gestão da escola e na elaboração de seu projeto de ensino. Ficam estabelecidas, então, as bases democráticas e participativas da “nova escola”, a partir de 1996.
O sistema escolar brasileiro é dividido, fundamentalmente, entre o poder municipal, estadual e federal. Concorrendo com estes poderes temos a iniciativa privada atuando em todos os campos destes poderes. O municipal, com a sua atribuição, delegada pela LDB, de cuidar da educação infantil, do ensino de jovens e adultos e do ensino fundamental, em colaboração com o estado, que deve cuidar do nível fundamental e médio. E do governo federal que deve cuidar do ensino superior. Na prática temos alguns municípios que investem em ensino superior e creches assistidas pelo governo federal. Todo esse aparelhamento sempre engessou as unidades escolares. A LDB vai trazer a independência no planejamento das ações e na administração das unidades escolares, ao mesmo tempo em que estabelece outros parâmetros educacionais que devem ser seguidos.
O advento desta participação efetiva do corpo escolar em conjunto com a sociedade, vem atender a pluralidade do mundo moderno, um mundo de ideias, progresso, desenvolvimento tecnológico e globalização. Os governantes não conseguem mais fixar sozinhos os novos rumos para todas as áreas, principalmente a educacional. O poder se esparrama pela sociedade e os governantes não possuem mais o gosto pela luta da manutenção do poder.

“Governar é coordenar o processo de definição participativa dos rumos de um povo” (Danilo Gandin, 2009).

O desenrolar do século XXI acentuou a segmentação social onde os grupos são cada vez menores e heterogêneos. Em função disto alguns alertas devem ser dados para práticas supostamente participativas, que na realidade funcionam como uma mascara que esconde práticas autoritárias.
Algumas “autoridades” para tentar iludir uma participação efetiva, oferecem apenas opções dentro de possibilidades já previamente definidas por esta mesma “autoridade” iludindo, assim, uma real participação livre.
Ainda há a subestimação dos participantes e convocados a participação, aonde quem conduz as atividades nega igualdade de ideias a todos os participantes, principalmente as participações de agentes mais populares. Uma construção de um projeto educacional participativo se dá de forma mais produtiva quando as pessoas envolvidas, independente das suas diferenças transformam seu saber próprio em propostas de ação.
Os projetos participativos na educação devem ter procurar transformar a realidade em que a unidade escolar atua. Os problemas a serem enfrentados devem ser trazidos por membros desta mesma sociedade. O próprio pensar da sociedade envolvida deve ser o transformador da realidade e motor das transformações futuras que atualizarão o atual projeto, para que este seja sempre um projeto participativo moderno e em sintonia com a sua comunidade. Os processos de autoavaliação devem ser objetivos e constantemente confrontados com os objetivos estabelecidos, a fim de que a proposta seja sempre transformadora.
Por fim o projeto participativo na educação deve traduzir o pensar dos educadores, a prática do corpo docente e as necessidades da sociedade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Para onde Vai A Educação – Jean Piaget

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História







Bruno Botelho Horta
Terceiro Período







Para onde Vai A Educação – Jean Piaget
Matéria: Psicologia da Educação
Professor: Daisy







Macaé/RJ
Junho de 2011.




Para onde Vai A Educação – Jean Piaget


I – Parte Retrospectiva

Nos últimos anos um grande avanço nas políticas governamentais para educação, tem aumentando consideravelmente o acesso de todas as camadas da população, aos vários níveis de ensino, principalmente ao nível superior. Esta justiça que é realizada, não ocorre somente por políticas publicas ligada diretamente a educação. Avanços sociais e econômicos possibilitam uma elevação no nível de renda da população e as exigências de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, impulsionam os trabalhadores a buscar sua instrução e qualificação para não serem superados em seus campos de trabalho ou para alcançarem novos patamares em níveis maiores de remuneração. Todos esses elementos apontam para o aumento do quadro de alunos em sala de aula, mas em nenhum destes fatores políticas de capacitação, aumento e valorização dos profissionais de ensino é mencionado de forma significativa.


II – Parte Prospectiva

Dentre os vários campos do estudo acessíveis aos alunos podemos facilmente constatar que alguns têm uma maior propensão aos estudos matemáticos, quando outros já possuem está propensão a estudos dirigidos a arte ou a estudos linguísticos. Mas o que Piaget conseguiu comprovar em seus estudos no Centro Internacional de Epistemologia Genética foi que todos os alunos possuem a mesma capacidade de iniciativa e compreensão, devendo apenas a forma que os conhecimentos que eles possuem maior dificuldade são repassados é quem devem ser reestruturados e transformados em seus modos de ensino.
Piaget valoriza, fundamentalmente, os aspectos qualitativos em detrimento dos quantitativos. Sua principal argumentação é de que os alunos devam ser orientados no sentido de transformar as verdades que são transmitidas em novas verdades transformadas por cada aluno e não totalmente transformada, já que pode ocasionar o risco de modificação fundamental da verdade, ao menos que esta verdade seja reconstruída de forma particular e ainda verdadeira, para o aluno.
São esses métodos ativos propostos por Piaget que pode beneficiar os estudos em geral. Compreender, reconstruir e reinventar. Moldar os indivíduos para que produzam e criem e não apenas repitam.



B – Questões de Ordem Geral.

Um importante alerta é dado por Piaget neste capítulo quando ele afirma que a principal questão em todas as propostas de reforma pedagógica passa pela preparação do professor. É totalmente inútil preparar belos programas de educação, identificar a praticar teorias educacionais, se não ocorrer uma valorização social do professor, tanto dos docentes primários quando os do ensino secundário. Defendendo uma formação universitária para os docentes de todos os níveis escolares.







Toda Pessoa Tem Direito a Educação

Neste capítulo Piaget destaca o papel social na formação do indivíduo. Essa diversidade social que todos os indivíduos se encontram é fundamental para a formação educacional, pois como cada um tem uma história social diferente, eles certamente, reagirão de forma diferente aos saberes que são transmitidos.


A Educação Deve Ser Gratuita

Piaget parte do princípio de que se o ensino de primeiro grau deve ser obrigatório e um direito de todas as pessoas. Não faria sentido se esse ensino não fosse público, oferecido de forma gratuita. E seguindo essa linha de pensamento podemos admitir que seguir nos estudos, alcançando os níveis médios e superiores, também é um direito universal do ser humano. Não imaginamos um direto pela metade. O direito a educação não pode deixar de existir em certo momento ou certa fase da vida escolar. E por se tratar de um direito não é possível imaginá-lo sem ser gratuito.

Aplicação Prática nas Aulas de História.

Com o desenvolvimento dos recursos tecnológicos e humanos a História é uma disciplina, que ainda no nível escolar fundamental, pode contribuir para uma melhor formação do ser humano e contribuir para que os paradigmas da educação tradicional sejam desfeitos.
Os novos recursos que a tecnologia nos permite utilizar pode contribuir para a visualização de fatos históricos através de suas representações. Quadros, estátuas, mapas e fotografias podem instantaneamente apresentar ao aluno uma boa representação do assunto tratado em sala de aula. Os recursos de mídia como filmes, documentários, sites e entrevistas aproximam de forma ainda mais intensa os alunos não só a história, mas também a quem produz ou já produziu a história.
O desenvolvimento de recursos humanos também contribuiu para facilitar o acesso às informações históricas. Novos pesquisadores, congressos e universidades contribuíram para o desenvolvimento do pensamento, da análise dos fatos por um ponto de vista múltiplo e não mais apenas a história oficial ou a do vencedor.
Portando as aulas de história podem atingir o objetivo mais importante da “nova educação”, elas podem estimular o pensamento e a capacidade de refletir sobre os fatos. Apropriando-se destas novas ferramentas os estudantes podem além de interpretar fatos, podem produzir suas verdades com fundamentação válida e desta forma transformar a verdade na sua própria verdade, sem que isso distorça ou corrompa os fatos.