Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento de O Egito antigo
de Ciro Flamarion S. Cardoso.
Matéria: Arqueologia
Professor: Marcelo Abreu
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
Introdução:
Reconhecidamente como o primeiro reino unificado da história e com registros documentados de sua política e cultura. Que mesmo em seus períodos de anarquia e domínio estrangeiro, manteve sua identidade política reconhecível.
Certamente os registros da civilização egípcia se dão voltado aos feitos dos monarcas e as questões religiosas. É a história dos poderosos, pois nada justificaria o registro um ato quase sagrado retratar a vida comum da sociedade.
A Falência da hipótese casual hidráulica.
Com a desertificação da região do Saara o vale do Nilo passou a receber os povos da África branca na região do Egito iniciando, assim, o povoamento do lugar. Alguns estudiosos africanos, ligados ao Pan-africanismo defendem a idéia de que o Egito, na sua formação, era de origem negra. O mais sensato a se admitir é que na região em questão a diversidade de agentes certamente influenciaram a formação de um povo miscigenado. A região recebia asiáticos que atravessavam o mar vermelho. E negros que desciam o vale do Nilo, proporcionando, assim, uma grande variedade de etnias que comporam o Egito.
O rio Nilo que se tornou a base de toda a estrutura egípcia podia ser caracterizado em três aspectos. o Delta, com maior extensão de terras aráveis e de pastos, e contendo também muitos pântanos; o Vale, estreita faixa de terra arável apertada entre desertos, que na Antiguidade continha igualmente manchas pantanosas; e o deserto estéril.
J. Vercoutter atribuiu a unificação do Egito à necessidade de centralizar as tarefas de irrigação na região. Mas estudos recentes revelaram que a administração dos diques tinha caráter apenas regional não contribuindo para a formação de um estado nacional centralizado. Seja como for, tudo indica que o processo de formação do Egito como reino centralizado dependeu de numerosos fatores demográficos, ecológicos, políticos etc. Entre os quais a irrigação, pelo menos indiretamente, foi elemento de peso.
Economia e sociedade.
Uma comparação entre o Egito e a Mesopotâmia leva a constatar que os egípcios estavam atrasados tecnologicamente em relação a Mesopotâmia. O uso do metal substituindo a madeira, do cobre pelo bronze, o uso ineficiente do torno para cerâmica e o não conhecimento do shaduf, contrapeso para elevação da água, marcam claramente esse atraso.
Mas simplificar a história egípcia ao ponto de negar toda sua origem não é uma fato aceitável. A solução dada pelos egípcios para a agricultura e para a escrita prova que a originalidade do povo.
A agricultura era a atividade fundamental do Egito antigo e ela se desenvolvia em três épocas do ano: A Inundação, a “Saída”, quando as terras reaparecem, e a Semeadura e colheita. Este período durava aproximadamente seis meses, deixando a outra metade do ano livre para se dedicarem a obras de engenharia, cerimônias e sepulcros reais. A caça e a pesca funcionavam como atividades complementares.
A domesticação de animais passou pelas hienas, antílopes e pelicanos. Também domesticaram bois e cavalos, que só serviam para carga e arado, mas não para montaria.
Mesmo sem informações mais atualizadas estima-se que a população girava em torno de 7 milhões de pessoas, um verdadeiro formigueiro humano para a época.
Quanto a propriedade é falsa a ideia de que o faraó era o dono de todas as terras. Algumas propriedades eram doadas e isentas de impostos, além de altos funcionários terem suas terras particulares.
A mão de obra era camponesa, onde os impostos eram pagos em forma de mercadorias ou na forma de trabalho forçado para o estado.
A sociedade se formava pelo Faraó (um Deus), a família real, os sacerdotes, a alta hierarquia, as famílias provinciais, hierarquia inferior, camponeses e trabalhadores braçais.
O Poder sinopse da história faraônica
A unificação.
A história do Egito se inicia no período pré-dinástico. Dividido em Nagada I e II. Em Nagada II, mais adiantada, já podemos encontrar a manipulação do cobre e socialmente uma estratificação da sociedade. Além de contatos comerciais e culturais com a Ásia. O fim desse segundo período se deu após sucessivas guerras que resultaram em duas grandes confederações a do Vale sob o deus Seth e a do Delta sob o deus Hórus. Uma sequencia de avanços no sentido sul – norte leva a unificação do reino e iniciando a primeira dinastia comprovada com Men o primeiro rei Aha.
O III milênio:
Dinástico primitivo, Reino antigo e Primeiro período intermediário.
O Dinástico primitivo compreende as três primeiras dinastias. Período de poucos documentos escritos e ainda de organização administrativa. O reino antigo está compreendido entre as dinastias de IV a VIII. Na fase inicial esse período fica marcado pela construção das três grandes pirâmides: Queóps, Quéfren e Miquerinos. O primeiro período intermediário se dá nas dinastias IX e X, onde a anarquização é a forma dominante da sociedade. A principal causa da desestabilização foi a insuficiente inundação e um grande período de fome. Somente na dinastia XI os asiáticos invasores são expulsos e o reino reunificado.
A primeira metade do II milênio: Reino Médio e Segundo Período
Intermediário
No Reino Médio temos os últimos reis das dinastias XI e de XII a XIV. Onde um período de descentralização foi experimentado, mas a principal característica foi a modernização administrativa e uma maior aproximação do Rei com os súditos. Um lento declínio aconteceu até o fim da XIV dinastia e o inicio do segundo período de transição.
A segunda metade do II milênio: o Reino Novo
As dinastias XVIII a XX representam o auge do poder faraônico. É também o período de maior riqueza de textos arqueológicos. Além de apresentar uma maior aproximação com o oriente e a dominação da Núbia até a Síria-Palestina. Esta agressiva expansão implica em um maior avanço militar e político da civilização egípcia. O avanço político resultou na transmissão do poder administrativo para uma serie de altos funcionários, onde o faraó somente administrava os conflitos resultantes desta disseminação do poder. Essa expansão se justifica para evitar que o território egípcio seja novamente invadido. A região arábica dominada pelo Egito permaneceu como um protetorado, sem que a cultura egípcia seja influente na sociedade local. Diferente da Núbia, que sofreu forte egipcianização.
A origem divina dos faraós era transmitida pelas mães, portanto eram comuns os casamentos com irmãs e filhas para manter a linhagem real e divina.
A descoberta do túmulo de Tutankhamon com muitos tesouros elevou a dinastia XVIII ao patamar da mais famosa dinastia egípcia.
Depois de Ramsés III e seus oito homônimos sucessores o Egito experimentou uma grande decadência com períodos de carestia, perdeu seu protetorado na Arábia.
O I milênio (até 332): Terceiro Período Intermediário e Época Tardia
Das dinastias XXI a XXIV foi um período de muitas subdivisões e de dinastias paralelas, foi a fragmentação do poder e da política no Egito.
O domínio assírio, as duas ocupações persas, a reunificação da Núbia, os militares mercenários e os conflitos como oriente próximo apesar de trazerem uma confusão política, trouxa alguns avanços tecnológicos e influencias culturais para o Egito.
Conclusão
Entre 3000 e 332 A.C. o Egito viveu a unidade e a centralização alternada por curtos períodos de dinastias paralelas, domínios estrangeiros e descentralização. Apesar de uma língua e uma religião básica em comum o distanciamento de algumas regiões eram suficientes para que os dialetos causassem problemas de comunicação dentro do próprio Egito.
ASPECTOS DA VIDA INTELECTUAL
O pensamento egípcio antigo
Pode-se descrever o pensamento egípcio como conservador e conformista. Existia uma ordem que mesmo com as mudanças e períodos que a região viveu, permaneceu quase que inalterada. Religiosamente acreditavam no poder das palavras, das imagens, dos gestos e dos símbolos.
A Religião
Não havia um dogma central. As regiões possuíam divindades supremas. Foi com a unificação que uma hierarquização foi realizada para manter a função de todos os deuses. Existia uma forte diferença entre o culto oficial, destinado a monarquia e o culto do homem comum. Deuses e rituais eram diferentes. As crenças funerárias levavam a acreditar em uma vida após a morte. Onde os egípcios passavam por um julgamento e alcançavam a vida eterna.
Língua, escrita e literatura.
Considerada uma língua africana os textos passaram por três fases: egípcio arcaico, clássico e médio. A escrita começou a ser desenvolvida desde o período pré-dinástico. Os testos tinham um caráter científico e na matemática não utilizavam o zero mas realizavam a soma e a subtração.
Artes Plásticas.
A visão de arte era voltada para a utilização de objetos práticos para o dia a dia. E não para desenvolvimento intelectual. Ou possuíam o aspecto religioso.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Avaliaç]ao de Arqueologia
1. Baseando-se no livro O Egito Antigo de Ciro Flamarion, percebe-se que o autor desenvolve uma discussão sobre a “Hipótese Causal Hidráulica”, que debate a possibilidade da “questão hidráulica” ter sido fundamental na formação do Egito enquanto Estado unificado. Comente a discussão desenvolvida pelo autor: defina a hipótese, descrevendo-a, escreva sobre suas possibilidades de certezas e incertezas, ou seja, porque ela era considerada uma hipótese viável e porque deixou de sê-lo.
Por milhares da nos a região do Saara era formada por uma vegetação desavana, habitada por pescadores, caçadores, agricultores e criadores de gado. O gradual ressecamento da regiãotransformando a savana em deserto obrigou o movimento dos homens em direção ao maior rio perene da região, o rio Nilo. O principal debate e fonte de muitas dúvidas sobre esta hipótese é a carência de documentos, fontes, restos humanos, iconografia, dados linguísticos e etnológicos para comprovar ou refutar a afirmação de que foi o ressecamento da região saariana que determinou a fixação das populações nas margens do rio Nilo. Estudos comprovaram que entre 3300 e 3000 A.C. houve uma acentuada queda de pluviosidade, reduzindo a área de abrangência das cheias do rio, limitando as possibilidades de agricultura a uma faixa estreita ao longo do curso do Nilo. É neste período que se pode determinar as três áreas mais importantes da região: O delta do Nilo, com grande faixa alagada e pantanosa, o vale onde as cheias do Nilo irrigava sua margens fixando o homem no vale e as grandes regiões desérticas. E foi a necessidade de administrar esse sistema que envolvia obras de irrigação e o funcionamento da agricultura que se pode avaliar como fatos fundamentais para a unificação do reino egípcio.
Mas foi a partir do final do século XIX e início do século XX que a hipótese casual hidráulica foi combatida, primeiro pela falta de uma maior documentação sobre os trabalhos de irrigação. Os diques e represas são uma prática comum na região e existem desde a era dos faraós e essas constantes transformações acabam por apagar os traços das primeiras obras realizadas. Outro fato que pode combater a hipótese casual hidráulica é o relato de escritos que revelam o sentimento/devoção em relação as águas do rio que não poderiam ser sujas pelos homens. Ainda sobre o regime das águas é levantada a hipótese de que as inundações eram bastante regulares e previsíveis não sendo necessária, desta forma, importantes obras de complementação e auxílio a agricultura. Trabalhos recentes demostram que o sistema de tanques de irrigação eram realizados de forma local e que não existem provas de uma administração centralizada até o Reino Médio. A agricultura irrigada funcionava dentro das organizações tribais contribuindo, desta fora, para a fragmentação da região e não a sua centralização e consequente formação de reino.
2. Há semelhanças e diferenças entre os povos mesopotâmios e os egípcios. Uma das semelhanças advêm do fato de que ambas eram sociedades hidráulicas, ou seja, relacionadas aos rios Nilo, Tigre e Eufrates, respectivamente. Uma das diferenças está na estrutura política estatal, onde o reino e império egípcio contrastava com as cidades-estado mesopotâmicas. Comente este contraste, baseando-se nas definições, semelhanças e diferenças entre as cidades-estado e o reino/império do Egito.
A semelhante condição natural, por habitarem terras alagadiças, estabeleceu algumas semelhanças entre os dois modelos apresentados, como o sistema de irrigação, mas as diferenças entre os sistemas eram significativos. Partindo-se da grande unificação egípcia, onde o poder divino do faraó comandava a grande região do vale até o Delta do Nilo. Sistema de poder que foi transmitido por diversas dinastias e que mesmo em períodos de crise, ressurge logo adiante nas mesmas bases de governo. Centralizado e personificado no faraó. Diferente se faz a organização na região da Mesopotâmia, onde as principais cidades estabelecem independentemente suas formas de organização e liderança. Cada cidade governava suas terras e suas redes de irrigação. Mas a grande diferença era o comércio realizado entre estas cidades, agora classificadas como Cidades-estados, que proporcionava uma grande incremento de atividades comercias. Estas Cidades-estados também se uniam ocasionalmente pra alguma estratégia militar ou política, mas depois de cumprido o desejado era desfeito os laços e os governos permaneciam independentes. Bem diferente da organização egípcia que manteve a centralização do poder e mesmo quando dominada ou invadida, permanecia nas mãos de um só governante. A característica das cidades- estado, foi também um fator determinante para o seu fim, pois os conflitos entre as cidades acabaram enfraquecendo o poder que elas ostentavam e se tornaram alvo de invasões como a dos Acádios
3. Gordon Child em A Evolução Cultural do Homem, disse: “O surgimento do homem sobre a terra é indicado pelos instrumentos que ele faz (p.122).” Engels em Origem da Família, Propriedade Privada e do Estado, diz que :“O Estado não é, pois, de modo algum, um poderque se impôs à sociedade de fora para dentro; [...] É antes um produto da sociedade, quandoesta chega a um determinado grau de desenvolvimento; é a confissão de que essa sociedade se enredou numa irremediável contradição com ela própria e está dividida porantagonismos irreconciliáveis que não consegueconjurar (p.135-136).” Considerando as citações de Child e Engels, analisando os livros que você leu e fichou sobre Arqueologia e Pré-História:
a. Discorra sobre o papel da Arqueologia nos estudos das comunidades ágrafas e o fato de que o homem não dominar a escrita deve ser um diferencial para separar História e Pré-História.
b. Relacione a citação de Engels a Revolução Neolítica e a formação dos Estados dando início a Antiguidade.
A – A arqueologia, ciência responsável por resgatar os sinais deixados por antigas civilizações tem o importante papel de traduzir o ambiente social e político de sociedades que não chegaram ao estágio da escrita. Interpretando pinturas, artefatos e restos humanos, ela permite determinar o estágio de evolução em que uma sociedade já extinta, seja em que época for, deixou para ser estudado. Este estudo permite que se entendam as mudanças ocorridas na sociedade humana. A escrita é um fator determinante para a classificação das sociedades, deixando de lado a discussão do conceito da palavra história dentro da expressão “Pré-História” e aceitando a classificação de que os povos pré-históricos são aqueles que não dominavam a escrita para “documentar” a sua história, podemos entender que a pré-história ocorreu em tempos diferentes nas mais variadas sociedades pelo mundo. Pois foi ao longo de cada história particular, de cada civilização estudada, é que o arqueólogo pode determinar em que momento se dá a passagem da pré-história pra a história. Somente quando estas civilizações estudadas passam a escrever sua própria história é que se pode determinar com maior exatidão quais eram as formas de governo, como se organizava a sociedade, quais eram os seus costumes religiosos e suas relações com outras sociedades.
B - A formação dos estados dando início a antiguidade é um movimento natural de fixação de povos nômades quando iniciam o domínio da agricultura, são estes pequenos aglomerados humanos que iniciarão a experiência do convívio sedentário, convívio que inicia o estabelecimento das primeiras regras sociais. As necessidades de liderança começam a ser supridas por lideres naturais é a sociedade criando suas próprias regras, estabelecendo seus limites e o poder de seus líderes. A evolução da sociedade é, também, a evolução das normas que a conduzem, os conflitos internos e os grupos excluídos realizam movimentos antagônicos dentro desta sociedade, criando conflitos, lutas e movimentos separatistas, que por fim dão origem a novas sociedades. Construindo cidades, reinos e impérios.
4. “O pobre está melhor morto que vivo;
Se tem pão, não tem sal;
Se tem sal, não tem pão;
Ser tem carne, não tem cordeiro;
Ser tem cordeiro, não tem carne”.
O ditado acima foi escrito há quase cinco mil anos na Suméria. Ele demonstra (além do humor), uma insatisfação popular com a situação de exclusão de boa parte da sociedade sumeriana.
Observando o que você leu, fichou, descreva os aspectos sociais e econômicos das sociedades do Egito Antigo e da Mesopotâmia, destacando o caráter de sociedades onde não igualdade.
Na mesopotâmia as classes ou castas sociais eram rígidas e permanentes. A classe dominada era formada porartesãos, camponeses e escravos formando a maior classe social, desde o seu nascimento já estavam determinados a permanecerem nas mesmas condições. Comerciantes, aristocratas e militares compunham uma classe intermediária da sociedade mesopotâmica, onde desempenhavam um papel mais relevante, mais continuavam fora do circulo do poder e de influência governamental.Sacerdotes e nobres eram a mais alta representação da sociedade e da mesma forma que as classes anteriores seu nascimento era que determinava definitivamente sua condição social.As terras eram pertencentes ao governo real que permitia aos camponeses ocupa-las. Um agravante da exploração das classes superiores era a obrigatoriedade da entrega dos excedentes da produção para a classe dominante. O que deixava os camponeses trabalhando para a sua subsistência e para abastecer as classes dominantes do clero e da nobreza.
Semelhantes fatos sociais ocorriam no Egito que tinha a agricultura, assim como os mesopotâmios, a base de sua atividade econômica. O fato que beneficiava a sociedade egípcia era a regularidade das cheias do rio Nilo. Proporcionando um planejamento que evitava a fome no reino. Mas o lado perverso da sociedade egípcia era dos trabalhos forçados exigidos pelo faraó, as obras de arquitetura e de construção de diques eram obrigações impostas pelo estado. Assim como os mesopotâmios, os egípcios tinham uma pequena classe dominante, formada logo abaixo do faraó, que era a personificação do Deus Horus, essa classe dominante era formada por nomarcas, sacerdotes e escribas. A classe dominada era composta por soldados, artesãos, comerciantes e escravos.
Por milhares da nos a região do Saara era formada por uma vegetação desavana, habitada por pescadores, caçadores, agricultores e criadores de gado. O gradual ressecamento da regiãotransformando a savana em deserto obrigou o movimento dos homens em direção ao maior rio perene da região, o rio Nilo. O principal debate e fonte de muitas dúvidas sobre esta hipótese é a carência de documentos, fontes, restos humanos, iconografia, dados linguísticos e etnológicos para comprovar ou refutar a afirmação de que foi o ressecamento da região saariana que determinou a fixação das populações nas margens do rio Nilo. Estudos comprovaram que entre 3300 e 3000 A.C. houve uma acentuada queda de pluviosidade, reduzindo a área de abrangência das cheias do rio, limitando as possibilidades de agricultura a uma faixa estreita ao longo do curso do Nilo. É neste período que se pode determinar as três áreas mais importantes da região: O delta do Nilo, com grande faixa alagada e pantanosa, o vale onde as cheias do Nilo irrigava sua margens fixando o homem no vale e as grandes regiões desérticas. E foi a necessidade de administrar esse sistema que envolvia obras de irrigação e o funcionamento da agricultura que se pode avaliar como fatos fundamentais para a unificação do reino egípcio.
Mas foi a partir do final do século XIX e início do século XX que a hipótese casual hidráulica foi combatida, primeiro pela falta de uma maior documentação sobre os trabalhos de irrigação. Os diques e represas são uma prática comum na região e existem desde a era dos faraós e essas constantes transformações acabam por apagar os traços das primeiras obras realizadas. Outro fato que pode combater a hipótese casual hidráulica é o relato de escritos que revelam o sentimento/devoção em relação as águas do rio que não poderiam ser sujas pelos homens. Ainda sobre o regime das águas é levantada a hipótese de que as inundações eram bastante regulares e previsíveis não sendo necessária, desta forma, importantes obras de complementação e auxílio a agricultura. Trabalhos recentes demostram que o sistema de tanques de irrigação eram realizados de forma local e que não existem provas de uma administração centralizada até o Reino Médio. A agricultura irrigada funcionava dentro das organizações tribais contribuindo, desta fora, para a fragmentação da região e não a sua centralização e consequente formação de reino.
2. Há semelhanças e diferenças entre os povos mesopotâmios e os egípcios. Uma das semelhanças advêm do fato de que ambas eram sociedades hidráulicas, ou seja, relacionadas aos rios Nilo, Tigre e Eufrates, respectivamente. Uma das diferenças está na estrutura política estatal, onde o reino e império egípcio contrastava com as cidades-estado mesopotâmicas. Comente este contraste, baseando-se nas definições, semelhanças e diferenças entre as cidades-estado e o reino/império do Egito.
A semelhante condição natural, por habitarem terras alagadiças, estabeleceu algumas semelhanças entre os dois modelos apresentados, como o sistema de irrigação, mas as diferenças entre os sistemas eram significativos. Partindo-se da grande unificação egípcia, onde o poder divino do faraó comandava a grande região do vale até o Delta do Nilo. Sistema de poder que foi transmitido por diversas dinastias e que mesmo em períodos de crise, ressurge logo adiante nas mesmas bases de governo. Centralizado e personificado no faraó. Diferente se faz a organização na região da Mesopotâmia, onde as principais cidades estabelecem independentemente suas formas de organização e liderança. Cada cidade governava suas terras e suas redes de irrigação. Mas a grande diferença era o comércio realizado entre estas cidades, agora classificadas como Cidades-estados, que proporcionava uma grande incremento de atividades comercias. Estas Cidades-estados também se uniam ocasionalmente pra alguma estratégia militar ou política, mas depois de cumprido o desejado era desfeito os laços e os governos permaneciam independentes. Bem diferente da organização egípcia que manteve a centralização do poder e mesmo quando dominada ou invadida, permanecia nas mãos de um só governante. A característica das cidades- estado, foi também um fator determinante para o seu fim, pois os conflitos entre as cidades acabaram enfraquecendo o poder que elas ostentavam e se tornaram alvo de invasões como a dos Acádios
3. Gordon Child em A Evolução Cultural do Homem, disse: “O surgimento do homem sobre a terra é indicado pelos instrumentos que ele faz (p.122).” Engels em Origem da Família, Propriedade Privada e do Estado, diz que :“O Estado não é, pois, de modo algum, um poderque se impôs à sociedade de fora para dentro; [...] É antes um produto da sociedade, quandoesta chega a um determinado grau de desenvolvimento; é a confissão de que essa sociedade se enredou numa irremediável contradição com ela própria e está dividida porantagonismos irreconciliáveis que não consegueconjurar (p.135-136).” Considerando as citações de Child e Engels, analisando os livros que você leu e fichou sobre Arqueologia e Pré-História:
a. Discorra sobre o papel da Arqueologia nos estudos das comunidades ágrafas e o fato de que o homem não dominar a escrita deve ser um diferencial para separar História e Pré-História.
b. Relacione a citação de Engels a Revolução Neolítica e a formação dos Estados dando início a Antiguidade.
A – A arqueologia, ciência responsável por resgatar os sinais deixados por antigas civilizações tem o importante papel de traduzir o ambiente social e político de sociedades que não chegaram ao estágio da escrita. Interpretando pinturas, artefatos e restos humanos, ela permite determinar o estágio de evolução em que uma sociedade já extinta, seja em que época for, deixou para ser estudado. Este estudo permite que se entendam as mudanças ocorridas na sociedade humana. A escrita é um fator determinante para a classificação das sociedades, deixando de lado a discussão do conceito da palavra história dentro da expressão “Pré-História” e aceitando a classificação de que os povos pré-históricos são aqueles que não dominavam a escrita para “documentar” a sua história, podemos entender que a pré-história ocorreu em tempos diferentes nas mais variadas sociedades pelo mundo. Pois foi ao longo de cada história particular, de cada civilização estudada, é que o arqueólogo pode determinar em que momento se dá a passagem da pré-história pra a história. Somente quando estas civilizações estudadas passam a escrever sua própria história é que se pode determinar com maior exatidão quais eram as formas de governo, como se organizava a sociedade, quais eram os seus costumes religiosos e suas relações com outras sociedades.
B - A formação dos estados dando início a antiguidade é um movimento natural de fixação de povos nômades quando iniciam o domínio da agricultura, são estes pequenos aglomerados humanos que iniciarão a experiência do convívio sedentário, convívio que inicia o estabelecimento das primeiras regras sociais. As necessidades de liderança começam a ser supridas por lideres naturais é a sociedade criando suas próprias regras, estabelecendo seus limites e o poder de seus líderes. A evolução da sociedade é, também, a evolução das normas que a conduzem, os conflitos internos e os grupos excluídos realizam movimentos antagônicos dentro desta sociedade, criando conflitos, lutas e movimentos separatistas, que por fim dão origem a novas sociedades. Construindo cidades, reinos e impérios.
4. “O pobre está melhor morto que vivo;
Se tem pão, não tem sal;
Se tem sal, não tem pão;
Ser tem carne, não tem cordeiro;
Ser tem cordeiro, não tem carne”.
O ditado acima foi escrito há quase cinco mil anos na Suméria. Ele demonstra (além do humor), uma insatisfação popular com a situação de exclusão de boa parte da sociedade sumeriana.
Observando o que você leu, fichou, descreva os aspectos sociais e econômicos das sociedades do Egito Antigo e da Mesopotâmia, destacando o caráter de sociedades onde não igualdade.
Na mesopotâmia as classes ou castas sociais eram rígidas e permanentes. A classe dominada era formada porartesãos, camponeses e escravos formando a maior classe social, desde o seu nascimento já estavam determinados a permanecerem nas mesmas condições. Comerciantes, aristocratas e militares compunham uma classe intermediária da sociedade mesopotâmica, onde desempenhavam um papel mais relevante, mais continuavam fora do circulo do poder e de influência governamental.Sacerdotes e nobres eram a mais alta representação da sociedade e da mesma forma que as classes anteriores seu nascimento era que determinava definitivamente sua condição social.As terras eram pertencentes ao governo real que permitia aos camponeses ocupa-las. Um agravante da exploração das classes superiores era a obrigatoriedade da entrega dos excedentes da produção para a classe dominante. O que deixava os camponeses trabalhando para a sua subsistência e para abastecer as classes dominantes do clero e da nobreza.
Semelhantes fatos sociais ocorriam no Egito que tinha a agricultura, assim como os mesopotâmios, a base de sua atividade econômica. O fato que beneficiava a sociedade egípcia era a regularidade das cheias do rio Nilo. Proporcionando um planejamento que evitava a fome no reino. Mas o lado perverso da sociedade egípcia era dos trabalhos forçados exigidos pelo faraó, as obras de arquitetura e de construção de diques eram obrigações impostas pelo estado. Assim como os mesopotâmios, os egípcios tinham uma pequena classe dominante, formada logo abaixo do faraó, que era a personificação do Deus Horus, essa classe dominante era formada por nomarcas, sacerdotes e escribas. A classe dominada era composta por soldados, artesãos, comerciantes e escravos.
sábado, 10 de setembro de 2011
Antropologia e História De: Roberto Damata
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Antropologia e História
De: Roberto Damata
Matéria: Antropologia Cultural
Professor: Dauro
Macaé/RJ
Setembro de 2011.
1 – Introdução.
Partindo do posicionamento de que um encontro com o começo não é a garantia de um sucesso intelectual, o autor inicia o capítulo alertando para esse tipo de erro, pois analisando antropologicamente a civilização da Grécia antiga é possível dividir o mundo em dois tipos de homens os gregos e os bárbaros. Outro alerta é a atenção para diferenciar história, estória, mitos e relatos de viagens. Relatórios de viajantes que descrevem a fauna e a flora de um lugar costumam não tomar em vista o ponto dou “outro” e sim seu próprio ponto de vista. O principal objetivo do autor não é somente apresentar uma história antropológica, mas sim relacionar os fenômenos antropológicos com a dimensão temporal. Tendo desta forma informações de grande importância para demostrar fatos e estudar o comportamento do homem.
2 – História da Antropologia.
É especular sobre como os homens percebem suas diferenças ao longo do tempo. E desta análise pode-se justificar diversos comportamentos, como dominações e destruições de sociedades inteiras. Para que esse pensamento não seja dominante e justificador de barbaridades criou-se a Teoria das Diferenças, onde uma capa de responsabilidade científica protege o sentido e o valor da existência do outro.
Foi esse pensamento dominador que justificou as colonizações européias dos séculos XV e XVI. Mas também justificou os movimentos contrários de reação e independência.
O pensamento antropológico fica dividido em duas correntes que Edmund Leach exemplifica como o Evolucionismo de James Frazer e o funcionalismo de Bronislaw Malinowski. Frazer em sua linha vitoriana e eurocentrista com certezas racistas e superioridade política, econômica e intelectual. E Malinowski com seu relativismo que impede sínteses grandiosas.
A) O Evolucionismo.
Esse método de pesquisa separa e classifica todos os elementos dos dados sociais ou culturais. Mas não como o cientista que logo depois reúne todos os elementos para uma análise completa, mas deixa a classificação e separação como uma via de mão única. Separando os fatos dos conceitos de onde surgiam. Os evolucionistas não comparavam os fatos dentro de seu próprio contexto e sim com outras sociedades. Trabalhavam com o método de classificar tudo, de anexar tudo ao pensamento evolucionista situando-os em uma escala apropriada. O evolucionismo pode ser caracterizado por quatro ideias gerais.
Primeira, as sociedades humanas devem ser comparadas entre si. E seus costumes são definidos pelo investigador. Exemplificando-se temos o exemplo de Morgan para a família que no século XIX era nucleado por pai, mãe e filhos. Seguindo a linha evolucionista em tempos anteriores teríamos famílias onde não de diferencia pais e mães, isto é, seus genitores seriam inseridos no contexto dos adultos da mesma faixa de idade, sem diferença entre eles. Hoje sabemos que tal forma de explicação não passa de uma fantasia sociológica.
Segunda, os costumes têm uma origem, uma individualidade e um fim. O fim não é discutido pelos pesquisadores, pois é a atual sociedade do século XIX que representa o modelo final de evolução. A síntese religiosa é um dos problemas apontados para o evolucionismo. O fato de sintetizar religiosidade a crença em almas coloca a religião dos romanos e dos Neures no mesmo plano. Essa falha de argumentação reduz o jogo dos fatos sócias é uma lógica psicologizante.
Terceira, as sociedades se desenvolvem de modo linear, onde os eventos possuem causas e consequências, formando assim a ideia de progresso e determinação. O pensamento evolucionista segue pelo conceito de processo civilizatório, onde o contato com o mundo capitalista era o momento de a força social atuante romper com as amarras do atraso e do primitivismo da sociedade referida.
O determinismo evolucionista é baseado em forças das quais a sociedade não tem consciência e nem controle. Mas sua fraqueza é não considerar o múltiplo jogo de realidades que atuam no mundo das consciências e desta forma aprisionar o espírito.
Quarta o evolucionista trata as diferenças como se tratam etapas reduzindo-as ao eixo do tempo, situando no sistema classificatório e explicando essas diferenças como atraso evolucionista no eixo deste tempo. O tempo não conduz uma dimensão genética exclusiva, com um caminho único, que leva ao progresso da sociedade.
B) O Funcionalismo.
A palavra funcionalismo é usada dentro dos conceitos estabelecidos por Malinowski e Radcliffe Brown, onde primeiramente é uma reação as teorias evolucionistas. O funcionalismo busca a sobra que ocorre na passagem do tempo, o resíduo da instituição ou do costume que sobrevive ao tempo e que indica o passado no meio do presente.
Existe a possibilidade de estudar a sociedade como um sistema coerentemente e interligado de relações sociais. Um sentido básico ao funcionalismo é de que nada num sistema ocorre ao acaso ou está definitivamente errado ou deslocado. A postura definidora do papel social é de que nada deixa restos, tudo desempenha um papel, tudo tem sentido ainda que esse sentido não seja facilmente localizável e os costumes e hábitos sociais devem ser compreendidos dentro do sistema do qual provém. O funcionalismo se preocupa com alguns fenômenos sociais. Como as sociedades que temem o conflito e se armam de um aparato repressivo para isso e sociedades com dinâmicas de conflitos. O centro de referencia é a própria tribo, segmento ou cultura em análise.
3. Uma antropologia da História?
O funcionalismo revelou que a pesquisa antropológica era um caminho de duplo movimento, um em direção ao desconhecido e outro de volta ao etnólogo que reexamina seus dados e os integra no plano das escolhas humanas. E revela-se que o que se chamava de exótico ou irracional é apenas um traço conhecido para a própria sociedade. A sociedade marcada pela mudança do eixo do tempo tem valores que estão fora da temporalidade, relíquias reais ou religiosas marcam uma dimensão que atravessa o tempo. Esse entendimento pela via temporal é uma linha contínua onde um evento provoca outro, onde os acontecimentos têm antecedentes e consequentes.
A antropologia social pode relativizar o tempo e utilizar vertentes comparativas que podem substituir o tempo para refletir sobre as semelhanças e diferenças entre as sociedades. Tudo que o homem está realizando em todas as suas manifestações sociais de todos os tempos e lugares são formas sociais imperfeitas quando relacionadas com outras formas sociais da mesma forma que não existe uma cultura ou sociedade mais acabada que outra.
Para Lévi-Strauss o inconsciente não é uma substancia social, moral ou filosófica, mas um lugar ou uma posição em que podemos tomar consciência das diferenças e por meio delas alcançar as semelhanças entre as sociedades. Esse lugar não se situa mais no tempo mas no seu espaço complementar, um ponto vazio de conteúdo e de tempo, onde o observador pode se situar para observar as diferenças e semelhanças entre as sociedades humanas.
4. Tempo e História.
As críticas ao estruturalismo de Lévi-Strauss pregam uma forma de consciência continua aonde estruturas cada vez mais desalienadas vão substituindo as outras mais atrasadas. Já a antropologia funcionalista se aproxima do olhar do selvagem que foi uma abordagem inovadora de Malinowski. Atitude que levou a uma separação epistemológica dos pontos de vista e fundamentando uma teoria baseada na descontinuidade do tempo.
A temporariedade histórica se situa em uma idéia de passagem do tempo onde nem todas as sociedades o percebem ou o operam da mesma forma. Utilizando o tempo como uma ideologia que serve para expressar sua própria identidade.
Algumas perguntas surgem no plano estruturalista. Quem realmente faz história? Os homens do passado que deixam seus resíduos. Ou os resíduos são próprios da história humana? E qual história escolherá o historiador para contar a história dos homens?
Uma percepção diferente do tempo é do povo Apinayé. Onde o passado e o presente se refletem um no outro, a sociedade não possuiu interpretes do passado e nem transformadores do presente, não existe o herói histórico, a grande personalidade e nem um admirável mundo novo no futuro. Existe o presente anterior e um presente presente. Mas é importante salientar que as sociedades construídas desta forma são formadas por grupos, segmentos, categorias, classes, indivíduos e elementos absolutamente descontínuos e em conflito.
Para Lévi-Strauss a história também precisa de um significado, pois quando se escolhe um período histórico ao mesmo tempo se condena a escolher regiões, épocas, grupos de homens e indivíduos nestes grupos e se fazem parecerem figuras descontínuas.
O significado só aparecerá na forma de um jogo complexo entre o esquecido e o permanentemente lembrado. Um tempo totalizado é um absurdo para Lévi-Strauss, pois o seu próprio sentido se perderia.
O romancista Thomas Manm trás uma análise de tempo que mercê uma reflexão. Ele trás a narrativa temporal como um aspecto relevante do tempo, onde diferenciamos o tempo que se pode cronometrar e o tempo de duração. Um tempo visto de fora, como uma musica ou a leitura de um livro ou o tempo vivido por uma peça de teatro ou de um livro que conta a história de um homem que viveu 80 anos.
O estudo da história é abordado por Van Gennep na sua dificuldade em se estudar fatos recentes e em desenvolvimento. Restando aos fatos mais antigos a facilidade de estudo devido a sua consolidação. Lévi-Strauss qualifica como eventos frios ou quentes, dependendo da distância em que se encontram do presente.
Outro problema abordado pela perspectiva histórica são as restrições metodológicas quando se trabalha em uma sociedade desconhecida. Uma abordagem religiosa, por exemplo, vai excluir de imediato as abordagens financeiras ou políticas.
5. A Lógica do Totemismo e a Lógica da História.
Em muitos sistemas tribais a continuidade social é obtida por meio das diferenciações como a identificação com a natureza, a identidade entre homens e grupos de homens, espécies de plantas, animais, fenômenos meteorológicos e geográficos. Este sistema foi definido como Totemismo por Claude Lévi-Strauss. Essa mentalidade pré-lógica é um tipo de inteligência que segundo Levy-Bruhl se caracteriza pela confusão mental, que mistura a classificação das coisas do universo.
A relação entre historicidade e a lógica totêmica é de que a historicidade trás a ideia de que uma forma social sai de dentre de outra anterior que lhe causou o nascimento. Já a totêmica relaciona homes com plantas, animais e fenômenos naturais e geográficos.
Chega-se ao indivíduo, razão do nosso sistema social que possui esferas que lhes são ligadas como o amor, a justiça, a igualdade, o trabalho e a arte. Isto é o indivíduo precisa criar um espaço interno onde as coisas particulares possam ter livre curso.
Descobrimos na música popular, na publicidade, na moralidade, no amor e na arte em geral a atuação da lógica totêmica que aspiram à junção de tudo com tudo dando significado a nossa sociedade.
A Antropologia propõe um diálogo aberto e sistemático com a temporalidade vivida pelos homens de diversas sociedades para poder relativiza-los e conseguir alcançar tudo aquilo que pode oferecer.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Antropologia e História
De: Roberto Damata
Matéria: Antropologia Cultural
Professor: Dauro
Macaé/RJ
Setembro de 2011.
1 – Introdução.
Partindo do posicionamento de que um encontro com o começo não é a garantia de um sucesso intelectual, o autor inicia o capítulo alertando para esse tipo de erro, pois analisando antropologicamente a civilização da Grécia antiga é possível dividir o mundo em dois tipos de homens os gregos e os bárbaros. Outro alerta é a atenção para diferenciar história, estória, mitos e relatos de viagens. Relatórios de viajantes que descrevem a fauna e a flora de um lugar costumam não tomar em vista o ponto dou “outro” e sim seu próprio ponto de vista. O principal objetivo do autor não é somente apresentar uma história antropológica, mas sim relacionar os fenômenos antropológicos com a dimensão temporal. Tendo desta forma informações de grande importância para demostrar fatos e estudar o comportamento do homem.
2 – História da Antropologia.
É especular sobre como os homens percebem suas diferenças ao longo do tempo. E desta análise pode-se justificar diversos comportamentos, como dominações e destruições de sociedades inteiras. Para que esse pensamento não seja dominante e justificador de barbaridades criou-se a Teoria das Diferenças, onde uma capa de responsabilidade científica protege o sentido e o valor da existência do outro.
Foi esse pensamento dominador que justificou as colonizações européias dos séculos XV e XVI. Mas também justificou os movimentos contrários de reação e independência.
O pensamento antropológico fica dividido em duas correntes que Edmund Leach exemplifica como o Evolucionismo de James Frazer e o funcionalismo de Bronislaw Malinowski. Frazer em sua linha vitoriana e eurocentrista com certezas racistas e superioridade política, econômica e intelectual. E Malinowski com seu relativismo que impede sínteses grandiosas.
A) O Evolucionismo.
Esse método de pesquisa separa e classifica todos os elementos dos dados sociais ou culturais. Mas não como o cientista que logo depois reúne todos os elementos para uma análise completa, mas deixa a classificação e separação como uma via de mão única. Separando os fatos dos conceitos de onde surgiam. Os evolucionistas não comparavam os fatos dentro de seu próprio contexto e sim com outras sociedades. Trabalhavam com o método de classificar tudo, de anexar tudo ao pensamento evolucionista situando-os em uma escala apropriada. O evolucionismo pode ser caracterizado por quatro ideias gerais.
Primeira, as sociedades humanas devem ser comparadas entre si. E seus costumes são definidos pelo investigador. Exemplificando-se temos o exemplo de Morgan para a família que no século XIX era nucleado por pai, mãe e filhos. Seguindo a linha evolucionista em tempos anteriores teríamos famílias onde não de diferencia pais e mães, isto é, seus genitores seriam inseridos no contexto dos adultos da mesma faixa de idade, sem diferença entre eles. Hoje sabemos que tal forma de explicação não passa de uma fantasia sociológica.
Segunda, os costumes têm uma origem, uma individualidade e um fim. O fim não é discutido pelos pesquisadores, pois é a atual sociedade do século XIX que representa o modelo final de evolução. A síntese religiosa é um dos problemas apontados para o evolucionismo. O fato de sintetizar religiosidade a crença em almas coloca a religião dos romanos e dos Neures no mesmo plano. Essa falha de argumentação reduz o jogo dos fatos sócias é uma lógica psicologizante.
Terceira, as sociedades se desenvolvem de modo linear, onde os eventos possuem causas e consequências, formando assim a ideia de progresso e determinação. O pensamento evolucionista segue pelo conceito de processo civilizatório, onde o contato com o mundo capitalista era o momento de a força social atuante romper com as amarras do atraso e do primitivismo da sociedade referida.
O determinismo evolucionista é baseado em forças das quais a sociedade não tem consciência e nem controle. Mas sua fraqueza é não considerar o múltiplo jogo de realidades que atuam no mundo das consciências e desta forma aprisionar o espírito.
Quarta o evolucionista trata as diferenças como se tratam etapas reduzindo-as ao eixo do tempo, situando no sistema classificatório e explicando essas diferenças como atraso evolucionista no eixo deste tempo. O tempo não conduz uma dimensão genética exclusiva, com um caminho único, que leva ao progresso da sociedade.
B) O Funcionalismo.
A palavra funcionalismo é usada dentro dos conceitos estabelecidos por Malinowski e Radcliffe Brown, onde primeiramente é uma reação as teorias evolucionistas. O funcionalismo busca a sobra que ocorre na passagem do tempo, o resíduo da instituição ou do costume que sobrevive ao tempo e que indica o passado no meio do presente.
Existe a possibilidade de estudar a sociedade como um sistema coerentemente e interligado de relações sociais. Um sentido básico ao funcionalismo é de que nada num sistema ocorre ao acaso ou está definitivamente errado ou deslocado. A postura definidora do papel social é de que nada deixa restos, tudo desempenha um papel, tudo tem sentido ainda que esse sentido não seja facilmente localizável e os costumes e hábitos sociais devem ser compreendidos dentro do sistema do qual provém. O funcionalismo se preocupa com alguns fenômenos sociais. Como as sociedades que temem o conflito e se armam de um aparato repressivo para isso e sociedades com dinâmicas de conflitos. O centro de referencia é a própria tribo, segmento ou cultura em análise.
3. Uma antropologia da História?
O funcionalismo revelou que a pesquisa antropológica era um caminho de duplo movimento, um em direção ao desconhecido e outro de volta ao etnólogo que reexamina seus dados e os integra no plano das escolhas humanas. E revela-se que o que se chamava de exótico ou irracional é apenas um traço conhecido para a própria sociedade. A sociedade marcada pela mudança do eixo do tempo tem valores que estão fora da temporalidade, relíquias reais ou religiosas marcam uma dimensão que atravessa o tempo. Esse entendimento pela via temporal é uma linha contínua onde um evento provoca outro, onde os acontecimentos têm antecedentes e consequentes.
A antropologia social pode relativizar o tempo e utilizar vertentes comparativas que podem substituir o tempo para refletir sobre as semelhanças e diferenças entre as sociedades. Tudo que o homem está realizando em todas as suas manifestações sociais de todos os tempos e lugares são formas sociais imperfeitas quando relacionadas com outras formas sociais da mesma forma que não existe uma cultura ou sociedade mais acabada que outra.
Para Lévi-Strauss o inconsciente não é uma substancia social, moral ou filosófica, mas um lugar ou uma posição em que podemos tomar consciência das diferenças e por meio delas alcançar as semelhanças entre as sociedades. Esse lugar não se situa mais no tempo mas no seu espaço complementar, um ponto vazio de conteúdo e de tempo, onde o observador pode se situar para observar as diferenças e semelhanças entre as sociedades humanas.
4. Tempo e História.
As críticas ao estruturalismo de Lévi-Strauss pregam uma forma de consciência continua aonde estruturas cada vez mais desalienadas vão substituindo as outras mais atrasadas. Já a antropologia funcionalista se aproxima do olhar do selvagem que foi uma abordagem inovadora de Malinowski. Atitude que levou a uma separação epistemológica dos pontos de vista e fundamentando uma teoria baseada na descontinuidade do tempo.
A temporariedade histórica se situa em uma idéia de passagem do tempo onde nem todas as sociedades o percebem ou o operam da mesma forma. Utilizando o tempo como uma ideologia que serve para expressar sua própria identidade.
Algumas perguntas surgem no plano estruturalista. Quem realmente faz história? Os homens do passado que deixam seus resíduos. Ou os resíduos são próprios da história humana? E qual história escolherá o historiador para contar a história dos homens?
Uma percepção diferente do tempo é do povo Apinayé. Onde o passado e o presente se refletem um no outro, a sociedade não possuiu interpretes do passado e nem transformadores do presente, não existe o herói histórico, a grande personalidade e nem um admirável mundo novo no futuro. Existe o presente anterior e um presente presente. Mas é importante salientar que as sociedades construídas desta forma são formadas por grupos, segmentos, categorias, classes, indivíduos e elementos absolutamente descontínuos e em conflito.
Para Lévi-Strauss a história também precisa de um significado, pois quando se escolhe um período histórico ao mesmo tempo se condena a escolher regiões, épocas, grupos de homens e indivíduos nestes grupos e se fazem parecerem figuras descontínuas.
O significado só aparecerá na forma de um jogo complexo entre o esquecido e o permanentemente lembrado. Um tempo totalizado é um absurdo para Lévi-Strauss, pois o seu próprio sentido se perderia.
O romancista Thomas Manm trás uma análise de tempo que mercê uma reflexão. Ele trás a narrativa temporal como um aspecto relevante do tempo, onde diferenciamos o tempo que se pode cronometrar e o tempo de duração. Um tempo visto de fora, como uma musica ou a leitura de um livro ou o tempo vivido por uma peça de teatro ou de um livro que conta a história de um homem que viveu 80 anos.
O estudo da história é abordado por Van Gennep na sua dificuldade em se estudar fatos recentes e em desenvolvimento. Restando aos fatos mais antigos a facilidade de estudo devido a sua consolidação. Lévi-Strauss qualifica como eventos frios ou quentes, dependendo da distância em que se encontram do presente.
Outro problema abordado pela perspectiva histórica são as restrições metodológicas quando se trabalha em uma sociedade desconhecida. Uma abordagem religiosa, por exemplo, vai excluir de imediato as abordagens financeiras ou políticas.
5. A Lógica do Totemismo e a Lógica da História.
Em muitos sistemas tribais a continuidade social é obtida por meio das diferenciações como a identificação com a natureza, a identidade entre homens e grupos de homens, espécies de plantas, animais, fenômenos meteorológicos e geográficos. Este sistema foi definido como Totemismo por Claude Lévi-Strauss. Essa mentalidade pré-lógica é um tipo de inteligência que segundo Levy-Bruhl se caracteriza pela confusão mental, que mistura a classificação das coisas do universo.
A relação entre historicidade e a lógica totêmica é de que a historicidade trás a ideia de que uma forma social sai de dentre de outra anterior que lhe causou o nascimento. Já a totêmica relaciona homes com plantas, animais e fenômenos naturais e geográficos.
Chega-se ao indivíduo, razão do nosso sistema social que possui esferas que lhes são ligadas como o amor, a justiça, a igualdade, o trabalho e a arte. Isto é o indivíduo precisa criar um espaço interno onde as coisas particulares possam ter livre curso.
Descobrimos na música popular, na publicidade, na moralidade, no amor e na arte em geral a atuação da lógica totêmica que aspiram à junção de tudo com tudo dando significado a nossa sociedade.
A Antropologia propõe um diálogo aberto e sistemático com a temporalidade vivida pelos homens de diversas sociedades para poder relativiza-los e conseguir alcançar tudo aquilo que pode oferecer.
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Antropologia e História De: Roberto Damata
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Ensino no Brasil. Conquistas pontuais, avanços particulares e atraso para todos.
Ensino no Brasil.
Conquistas pontuais, avanços particulares e atraso para todos.
Poucas coisas incomodam mais do que mais do que a repetição desnecessária, o discurso fácil, a falta de ação e o falso compromisso assumido. Visitando os sites mais acessados do Brasil pude observar algumas manchetes referentes a educação brasileira. São elas:
Prova ABC mediu quantas crianças do 3ª ano sabem somar e subtrair.
Na escola privada, 75% atingiram mínimo esperado; na pública, 32%. (G1 – 26/8/2011)
A notícia é assustadora em todos os aspectos. Primeiro porque na caríssima rede particular de ensino brasileira, onde a educação é levada de forma mercantil e a relação é baseada no vendedor X cliente. Os resultados são cobrados de forma cruel sobre os alunos que, mesmo assim, apresentam resultados de apenas 75% e não próximos dos 100%. Os índices das escolas particulares não estão, ao menos, próximos dos índices da educação pública de países desenvolvidos. Já o indicativo de 32% da educação pública reflete exatamente a qual é o verdadeiro interesse do governo em relação a educação.
Universidade Federal de Juiz de Fora abre as inscrições para o vestibular. Prazo de inscrição se encerra no dia 19 de outubro. Enem será usado como a primeira etapa do processo seletivo. (G1 – 26/08/2011)
Uma manchete que aparentemente trás uma normalidade e um avanço, pelo uso do ENEM como o principal fator de avaliação, e assim atingindo uma política de avaliação unificada. Na verdade trás no corpo da matéria a obrigatoriedade do pagamento da taxa de inscrição de cem reais para participar do vestibular. Tratando-se de uma universidade pública, de ensino gratuito, vem a pergunta: Porque o pagamento de taxa de inscrição? Ou oferecemos um ensino realmente publico ou paramos com a falsa propaganda do ensino para todos. Certamente muitos deixarão de participar do processo por falta de condição de pagar a taxa de inscrição. E ainda, no decorrer do processo de formação, certamente outros alunos de menor poder aquisitivo deixarão seus cursos. Pois o ensino público e “gratuito” não garante a gratuidade de passagens, refeições, livros e estadias.
Estudantes invadem reitoria da UFSC (UOL – 25/08/2011)
Em protesto pelo corte do numero de vagas, pela falta de estrutura física e em apoio a greve dos servidores administrativos. Esse movimento que acompanha os estudantes de forma mais intensa desde a década de 60 nunca conseguiu de fato mudar os rumos da educação no país. As conquistas pontuais que conseguiram avanços transitórios logo foram atropeladas por políticas educacionais que nunca tiveram qualquer sentido de continuidade. Trocas de reitores, secretários, ministros, presidentes sempre resultaram na troca de políticas educacionais, mudanças de orçamentos e ajustes econômicos. Nunca houve um continuísmo, um planejamento em longo prazo e uma verdadeira preocupação com o futuro da educação e não apenas dos atuais estudantes.
Prefeito em 'greve' fecha escolas e postos de saúde em AL. (Terra – 25/08/2011)
Em uma disputa política entre a prefeitura e a câmara dos vereadores na cidade de Paulo Jacinto – AL. O prefeito em forma de protesto fechou escolas e postos de saúde deixando sem assistência mais de mil moradores da cidade. Como os professores irão explicar tamanho absurdo aos seus alunos? Qual exemplo de atitude diante dos problemas estes alunos e professores terão? Os alunos querendo ir à escola para estudar. Os professores querendo trabalhar e os dois principais elementos da educação impedidos por vontade de terceiros. Terceiros sim; afinal os governantes são facilitadores do processo educativo e não um elemento fundamental para que a educação aconteça. E qual será o argumento quando os professores resolverem fazer a sua justa greve?
Baixa escolaridade amplia desemprego de jovens em São Paulo. Números mostram que o aumento da taxa afetou mais os que não têm ensino médio. (R7 – 25/08/2011)
Esse é o reverso da educação inclusiva. É a segregação dos excluídos e a valorização dos escolhidos. As classes que não tiveram acesso a educação são taxadas como incompetentes ou indolentes e são involuntariamente conduzidas a segregação educacional, são colocadas em bolsões de miséria, também educacional, e lá trancadas e isoladas. As insipientes politicas educacionais atingem quase que exclusivamente a quem está inserido no sistema educacional ou que participa ativamente dele. Para os excluídos do sistema ou aos que vivem dentre dele, mas de forma não participativa, o que sobra são raras políticas inclusivas. E nessas políticas, que deveriam receber o maior aporte de investimentos são justamente as que são deixadas para o serviço de voluntariado ou aos que estão na base mais insuficientemente remunerada do sistema educacional. Isto é, os profissionais que atendem aos excluídos e tem a missão de tentar resgatá-los são os piores remunerados de todo o sistema educacional.
Conquistas pontuais, avanços particulares e atraso para todos.
Poucas coisas incomodam mais do que mais do que a repetição desnecessária, o discurso fácil, a falta de ação e o falso compromisso assumido. Visitando os sites mais acessados do Brasil pude observar algumas manchetes referentes a educação brasileira. São elas:
Prova ABC mediu quantas crianças do 3ª ano sabem somar e subtrair.
Na escola privada, 75% atingiram mínimo esperado; na pública, 32%. (G1 – 26/8/2011)
A notícia é assustadora em todos os aspectos. Primeiro porque na caríssima rede particular de ensino brasileira, onde a educação é levada de forma mercantil e a relação é baseada no vendedor X cliente. Os resultados são cobrados de forma cruel sobre os alunos que, mesmo assim, apresentam resultados de apenas 75% e não próximos dos 100%. Os índices das escolas particulares não estão, ao menos, próximos dos índices da educação pública de países desenvolvidos. Já o indicativo de 32% da educação pública reflete exatamente a qual é o verdadeiro interesse do governo em relação a educação.
Universidade Federal de Juiz de Fora abre as inscrições para o vestibular. Prazo de inscrição se encerra no dia 19 de outubro. Enem será usado como a primeira etapa do processo seletivo. (G1 – 26/08/2011)
Uma manchete que aparentemente trás uma normalidade e um avanço, pelo uso do ENEM como o principal fator de avaliação, e assim atingindo uma política de avaliação unificada. Na verdade trás no corpo da matéria a obrigatoriedade do pagamento da taxa de inscrição de cem reais para participar do vestibular. Tratando-se de uma universidade pública, de ensino gratuito, vem a pergunta: Porque o pagamento de taxa de inscrição? Ou oferecemos um ensino realmente publico ou paramos com a falsa propaganda do ensino para todos. Certamente muitos deixarão de participar do processo por falta de condição de pagar a taxa de inscrição. E ainda, no decorrer do processo de formação, certamente outros alunos de menor poder aquisitivo deixarão seus cursos. Pois o ensino público e “gratuito” não garante a gratuidade de passagens, refeições, livros e estadias.
Estudantes invadem reitoria da UFSC (UOL – 25/08/2011)
Em protesto pelo corte do numero de vagas, pela falta de estrutura física e em apoio a greve dos servidores administrativos. Esse movimento que acompanha os estudantes de forma mais intensa desde a década de 60 nunca conseguiu de fato mudar os rumos da educação no país. As conquistas pontuais que conseguiram avanços transitórios logo foram atropeladas por políticas educacionais que nunca tiveram qualquer sentido de continuidade. Trocas de reitores, secretários, ministros, presidentes sempre resultaram na troca de políticas educacionais, mudanças de orçamentos e ajustes econômicos. Nunca houve um continuísmo, um planejamento em longo prazo e uma verdadeira preocupação com o futuro da educação e não apenas dos atuais estudantes.
Prefeito em 'greve' fecha escolas e postos de saúde em AL. (Terra – 25/08/2011)
Em uma disputa política entre a prefeitura e a câmara dos vereadores na cidade de Paulo Jacinto – AL. O prefeito em forma de protesto fechou escolas e postos de saúde deixando sem assistência mais de mil moradores da cidade. Como os professores irão explicar tamanho absurdo aos seus alunos? Qual exemplo de atitude diante dos problemas estes alunos e professores terão? Os alunos querendo ir à escola para estudar. Os professores querendo trabalhar e os dois principais elementos da educação impedidos por vontade de terceiros. Terceiros sim; afinal os governantes são facilitadores do processo educativo e não um elemento fundamental para que a educação aconteça. E qual será o argumento quando os professores resolverem fazer a sua justa greve?
Baixa escolaridade amplia desemprego de jovens em São Paulo. Números mostram que o aumento da taxa afetou mais os que não têm ensino médio. (R7 – 25/08/2011)
Esse é o reverso da educação inclusiva. É a segregação dos excluídos e a valorização dos escolhidos. As classes que não tiveram acesso a educação são taxadas como incompetentes ou indolentes e são involuntariamente conduzidas a segregação educacional, são colocadas em bolsões de miséria, também educacional, e lá trancadas e isoladas. As insipientes politicas educacionais atingem quase que exclusivamente a quem está inserido no sistema educacional ou que participa ativamente dele. Para os excluídos do sistema ou aos que vivem dentre dele, mas de forma não participativa, o que sobra são raras políticas inclusivas. E nessas políticas, que deveriam receber o maior aporte de investimentos são justamente as que são deixadas para o serviço de voluntariado ou aos que estão na base mais insuficientemente remunerada do sistema educacional. Isto é, os profissionais que atendem aos excluídos e tem a missão de tentar resgatá-los são os piores remunerados de todo o sistema educacional.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A Antropologia no quadro das ciências
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
A Antropologia no quadro das ciências
Matéria: Antropologia Cultural
Professor: Dauro
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
O estudo das Ciências da natureza ou naturais e das Ciências sociais ou humanas pode ser situado no campo da antropologia social ou cultural aproximando-as, ainda mais, do homem em uma visão e uma prática por ele executadas.
Os fatos fundamentalmente mais simples são estudados pelas ciências naturais. São descritos como mais simples por serem facilmente isoláveis. E serem recorrentes e sincrônicos. Essa recorrência pode ser provada ou testada quando uma teoria feita por dois observadores diferentes, situados em lugares diferentes e até com perspectivas opostas podem produzir o mesmo fenômeno. Esta mesma possibilidade não pode ser construída nas ciências sociais, que estudam sistemas complexos e com elementos de casualidade e de complexa determinação. Mesmo que consigamos reunir todos os elementos de um fato social, seria impossível recriar todo ambiente e todo clima da um determinado momento. Fato que ocorre inversamente nas ciências naturais, onde a repetição de elementos gera a repetição de resultados. Da mesma forma podemos diferenciar os fatos naturais dos sociais quando analisamos a possibilidade de existência dos fatos na atualidade. Os naturais acontecem de forma igual a todo o momento, já os sociais possuem um caráter único, impossível de ser realizado no presente exatamente como foi no passado.
Mesmo sendo algo desejável para alguns cientistas sociais é impossível reproduzir um fato social em laboratório. Alguns pedaços de realidade podem até ser reproduzidos, mas a reconstrução verdadeira, incluindo todos os fatos em questão é uma totalização impossível. É relevante para analisar a abordagem diferente de cada ciência que o observador da ciência social pode julgar, por seus interesses ou motivações, diferentemente do natural que só tem um resultado fixo.
Estas duas ciências possuem alguns elementos em comum. Certamente que esses elementos não invalidam ou põem em duvida qualquer das fundamentações expostas anteriormente, mas são pontos de convergência entre elas.
A Antropologia Biológica utiliza o conhecimento estatístico e se dedica ao estudo dos primatas superiores, sendo assim um campo das ciências sociais que se aproxima das ciências naturais. Assim como a Antropologia Arqueológica que apesar de estudar as sociedades, estuda sociedades já desaparecidas, isto é, sociedades que não se modificam mais. Sendo um objeto estático de estudo.
Desta forma em alguns aspectos as ciências se misturam, mas não perdem suas características nem invalidam os fundamentos da outra. Ampliando o campo da formação humana e sua evoluçãi antropológica e cultural.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
A Antropologia no quadro das ciências
Matéria: Antropologia Cultural
Professor: Dauro
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
O estudo das Ciências da natureza ou naturais e das Ciências sociais ou humanas pode ser situado no campo da antropologia social ou cultural aproximando-as, ainda mais, do homem em uma visão e uma prática por ele executadas.
Os fatos fundamentalmente mais simples são estudados pelas ciências naturais. São descritos como mais simples por serem facilmente isoláveis. E serem recorrentes e sincrônicos. Essa recorrência pode ser provada ou testada quando uma teoria feita por dois observadores diferentes, situados em lugares diferentes e até com perspectivas opostas podem produzir o mesmo fenômeno. Esta mesma possibilidade não pode ser construída nas ciências sociais, que estudam sistemas complexos e com elementos de casualidade e de complexa determinação. Mesmo que consigamos reunir todos os elementos de um fato social, seria impossível recriar todo ambiente e todo clima da um determinado momento. Fato que ocorre inversamente nas ciências naturais, onde a repetição de elementos gera a repetição de resultados. Da mesma forma podemos diferenciar os fatos naturais dos sociais quando analisamos a possibilidade de existência dos fatos na atualidade. Os naturais acontecem de forma igual a todo o momento, já os sociais possuem um caráter único, impossível de ser realizado no presente exatamente como foi no passado.
Mesmo sendo algo desejável para alguns cientistas sociais é impossível reproduzir um fato social em laboratório. Alguns pedaços de realidade podem até ser reproduzidos, mas a reconstrução verdadeira, incluindo todos os fatos em questão é uma totalização impossível. É relevante para analisar a abordagem diferente de cada ciência que o observador da ciência social pode julgar, por seus interesses ou motivações, diferentemente do natural que só tem um resultado fixo.
Estas duas ciências possuem alguns elementos em comum. Certamente que esses elementos não invalidam ou põem em duvida qualquer das fundamentações expostas anteriormente, mas são pontos de convergência entre elas.
A Antropologia Biológica utiliza o conhecimento estatístico e se dedica ao estudo dos primatas superiores, sendo assim um campo das ciências sociais que se aproxima das ciências naturais. Assim como a Antropologia Arqueológica que apesar de estudar as sociedades, estuda sociedades já desaparecidas, isto é, sociedades que não se modificam mais. Sendo um objeto estático de estudo.
Desta forma em alguns aspectos as ciências se misturam, mas não perdem suas características nem invalidam os fundamentos da outra. Ampliando o campo da formação humana e sua evoluçãi antropológica e cultural.
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Bruno Horta
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Direção João Jardim (2007)
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
O primeiro e grave alerta do filme é um relato de 1962, onde o jornalista mostra o problema da educação que não atinge a todos, pois somente a metade dos que iniciam a vida escolar conseguem terminar o primeiro grau. Comparando 1962 e 2011, podemos facilmente constatar que pouca coisa mudou.
O filme inicialmente nos leva a Manari – PE. Uma das cidades mais pobres do Brasil. E a ironia inicial sobre a verba escolar de mil e duzentos reais que o personagem revela “Quem dera que fosse por mês”. Logo chegamos a uma sala de aula e a excelente iniciativa de uma aula sobre história regional. Não seria adequado ter exatamente o mesmo conteúdo em todo o país, respeitar a história regional de cada população é uma iniciativa que facilita o aprendizado e diminui a evasão escolar. O que mais impressiona no relato da menina Clécia, de 13 anos, além das tristes condições de estudo, é a sua pequena estatura da personagem, certamente por viver em deficientes condições alimentares. E para fugir dos generalismos podemos encontrar Valéria de 16 anos que admira e lê Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. E ainda enfrenta a dúvida dos professores que não acreditam que ela é a autora de seus próprios textos, certamente pelo próprio professor não ser capaz de produzir textos melhores do que o da aluna, não por culpa do professor, mas sim do contexto ruim em que ele se encontra. Falta de transporte, evasão de professores e evasão escolar são outros graves problemas denunciados ao fim da reportagem da cidade.
Tendo agora a cidade de Duque de Caxias – RJ. Como pano de fundo, encontramos a mesma precariedade de estrutura só que agora é a pobreza urbana retratada. Alunos dispensados e professores faltosos demostram que mesmo mudando de cidade os problemas são os mesmos. O agravante é o maior nível de influência negativa da vida urbana, concorrendo com a vida escolar. O aluno Deivison retrata muito bem o aluno descompromissado e que, da mesma forma que na cidade de Manari só frequenta o ambiente escolar para adquirir um status social e ter acesso a outros objetivos que não educacionais. Por fim o conselho aprova o aluno sem notas, muito mais para passar o problema pra frente do que para tentar resolve-lo.
A influência de bailes funkes, armas, mulheres é uma concorrência desleal para uma educação sem atrativos para o jovem de periferia da cidade grande. O único motivo para o Daivison continuar na escola é a banda de tambores, que representa mais um status social do que uma integração cultural. A escola em nada atrai o aluno, não o estimula e não consegue mantê-lo no circulo escolar, perdendo-o facilmente para qualquer outra atividade.
O filme chega a Itaquaquecetuba – SP. A escola bem organizada, limpa e com bons resultados consegue se destacar em uma periferia sem recursos. Na mesma faixa de idade dos personagens anteriores Ronaldo de 16 anos tem uma visão crítica sobre os avanços da educação no país, contestando as políticas de educação e os falsos resultados positivos. Mas os problemas de falta de professores são recorrentes. A professora Suzana é muito consciente ao afirmar que a escola tem que ser repensada. E certamente o formato já se esgotou, hoje, para o jovem em geral, tudo é mais importante que a escola, tudo é mais divertido que a escola, tudo dá mais resultados positivos que a escola. O fanzine feito por alunos dentro da escola foi uma atividade transformadora que aproximou os dois mundos, o escolar e o social, transformando realidades e criando um elo entre educação escolar e a vida cotidiana.
Ainda em São Paulo entramos em um colégio de classe alta. Onde o discurso do jovem já muda, entendendo porque o colégio deve exigir dos alunos, mas ao mesmo tempo se colocando em uma “bolha” social diferente e justificando sua condição social pelo acaso e ainda não procurando meios de diminuir essa distancia. Mostrando que mesmo os jovens que tiveram acesso a uma educação privilegiada tem um comportamento de exclusão social. Mas os índices de reprovação são grandes também. Mostrando que alguns dos problemas se repetem independente de condição social. Tanto os problemas educacionais quanto os sociais. Pode-se encontrar neste ambiente social de maior poder financeiro o reverso da moeda, o comércio da educação, o controle dos pais sobre o futuro dos filhos e a falta de controle sobre o próprio futuro.
O filme começa a retratar o problema das famílias desestruturadas em todas as classes sócias, de como essa falta de base familiar dificulta a formação de um bom ambiente escolar. Os problemas de relacionamento interno como briga entre alunos e a falta de apoio especializado para resolver esses conflitos.
O filme termina de forma chocante com os depoimentos de casos extremos mostrando o caminho que a grande maioria dos jovens pode tomar se a desassistência, o comodismo e a falta de ações efetivas continuarem. Por fim todos, por mais diversos que pareçam ser, são muito parecidos em seus problemas, suas dúvidas e suas necessidades.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Direção João Jardim (2007)
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
O primeiro e grave alerta do filme é um relato de 1962, onde o jornalista mostra o problema da educação que não atinge a todos, pois somente a metade dos que iniciam a vida escolar conseguem terminar o primeiro grau. Comparando 1962 e 2011, podemos facilmente constatar que pouca coisa mudou.
O filme inicialmente nos leva a Manari – PE. Uma das cidades mais pobres do Brasil. E a ironia inicial sobre a verba escolar de mil e duzentos reais que o personagem revela “Quem dera que fosse por mês”. Logo chegamos a uma sala de aula e a excelente iniciativa de uma aula sobre história regional. Não seria adequado ter exatamente o mesmo conteúdo em todo o país, respeitar a história regional de cada população é uma iniciativa que facilita o aprendizado e diminui a evasão escolar. O que mais impressiona no relato da menina Clécia, de 13 anos, além das tristes condições de estudo, é a sua pequena estatura da personagem, certamente por viver em deficientes condições alimentares. E para fugir dos generalismos podemos encontrar Valéria de 16 anos que admira e lê Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. E ainda enfrenta a dúvida dos professores que não acreditam que ela é a autora de seus próprios textos, certamente pelo próprio professor não ser capaz de produzir textos melhores do que o da aluna, não por culpa do professor, mas sim do contexto ruim em que ele se encontra. Falta de transporte, evasão de professores e evasão escolar são outros graves problemas denunciados ao fim da reportagem da cidade.
Tendo agora a cidade de Duque de Caxias – RJ. Como pano de fundo, encontramos a mesma precariedade de estrutura só que agora é a pobreza urbana retratada. Alunos dispensados e professores faltosos demostram que mesmo mudando de cidade os problemas são os mesmos. O agravante é o maior nível de influência negativa da vida urbana, concorrendo com a vida escolar. O aluno Deivison retrata muito bem o aluno descompromissado e que, da mesma forma que na cidade de Manari só frequenta o ambiente escolar para adquirir um status social e ter acesso a outros objetivos que não educacionais. Por fim o conselho aprova o aluno sem notas, muito mais para passar o problema pra frente do que para tentar resolve-lo.
A influência de bailes funkes, armas, mulheres é uma concorrência desleal para uma educação sem atrativos para o jovem de periferia da cidade grande. O único motivo para o Daivison continuar na escola é a banda de tambores, que representa mais um status social do que uma integração cultural. A escola em nada atrai o aluno, não o estimula e não consegue mantê-lo no circulo escolar, perdendo-o facilmente para qualquer outra atividade.
O filme chega a Itaquaquecetuba – SP. A escola bem organizada, limpa e com bons resultados consegue se destacar em uma periferia sem recursos. Na mesma faixa de idade dos personagens anteriores Ronaldo de 16 anos tem uma visão crítica sobre os avanços da educação no país, contestando as políticas de educação e os falsos resultados positivos. Mas os problemas de falta de professores são recorrentes. A professora Suzana é muito consciente ao afirmar que a escola tem que ser repensada. E certamente o formato já se esgotou, hoje, para o jovem em geral, tudo é mais importante que a escola, tudo é mais divertido que a escola, tudo dá mais resultados positivos que a escola. O fanzine feito por alunos dentro da escola foi uma atividade transformadora que aproximou os dois mundos, o escolar e o social, transformando realidades e criando um elo entre educação escolar e a vida cotidiana.
Ainda em São Paulo entramos em um colégio de classe alta. Onde o discurso do jovem já muda, entendendo porque o colégio deve exigir dos alunos, mas ao mesmo tempo se colocando em uma “bolha” social diferente e justificando sua condição social pelo acaso e ainda não procurando meios de diminuir essa distancia. Mostrando que mesmo os jovens que tiveram acesso a uma educação privilegiada tem um comportamento de exclusão social. Mas os índices de reprovação são grandes também. Mostrando que alguns dos problemas se repetem independente de condição social. Tanto os problemas educacionais quanto os sociais. Pode-se encontrar neste ambiente social de maior poder financeiro o reverso da moeda, o comércio da educação, o controle dos pais sobre o futuro dos filhos e a falta de controle sobre o próprio futuro.
O filme começa a retratar o problema das famílias desestruturadas em todas as classes sócias, de como essa falta de base familiar dificulta a formação de um bom ambiente escolar. Os problemas de relacionamento interno como briga entre alunos e a falta de apoio especializado para resolver esses conflitos.
O filme termina de forma chocante com os depoimentos de casos extremos mostrando o caminho que a grande maioria dos jovens pode tomar se a desassistência, o comodismo e a falta de ações efetivas continuarem. Por fim todos, por mais diversos que pareçam ser, são muito parecidos em seus problemas, suas dúvidas e suas necessidades.
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Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
Os Estados Unidos permaneceram entre 1814 e 1898 longe da política internacional e mergulhados na doutrina Monroe. Mas os interessem sempre estiveram nesta direção, pois a própria doutrina Moroe era uma política internacional. Os EUA sempre tiveram interesse em expandir o seu mercado consumidor, principalmente para o extremo oriente e montar um protetorado no Havaí. Historiadores apontam uma elite bélica na costa leste direcionando esforços para uma marinha de guerra. Nomes como o de Willian H. Seward, secretário de estado, Theodore Roosevelt, então secretário assistente da marinha, o presidente Grant e o secretário james G. Elaine.
Cuba era o maior interesse dos EUA para ampliar sua política expansionista, seria a porta de entrada para o caribe. Uma lei das tarifas chamada lei McKinley de 1890, isentava o açúcar cubano de pagar impostos aduaneiros, quando essa lei foi suspensa a ilha entrou em crise uma revolta foi massacrada pela Espanha e mesmo com uma pressão para ajudar Cuba o presidente Cleveland não atacou os espanhóis da ilha, isso só viria a acontecer em 11 de abril de 1898, depois do navio de guerra americano U.S. Maines sofrer um taque durante uma visita a Havana onde 260 marinheiros morreram. Para evitar uma política imperialista opositores do congresso aprovaram uma lei que não autorizava os EUA a montar uma base em Cuba. Simultaneamente o Comodoro George Dewey recebe ordens de atacar a capital das Filipinas, Manila, que também enfrentava uma luta colonial contra a Espanha. Os EUA saem vitoriosos. Cuba e as Filipinas não foram anexadas ao território dos EUA por questões constitucionais, racistas e estrategistas.
As Filipinas só se estabeleceriam como república após a segunda guerra, Cuba permaneceu orbitando os EUA, Porto Rico se tornou um estado livre associado aos EUA. Paralelamente a esses acontecimentos a Inglaterra reconhecia e apoiava a política dos EUA no caribe e no oriente.
O expansionismo dos EUA foi crescendo com acordos com o Japão para garantir as Filipinas para os EUA e a Manchúria para o Japão. Financiou a revolução do Panamá para construir o canal, separando-o da Colômbia. Em resumo de 1900 a 1920 os EUA interviram em Cuba, no Haiti, na República Dominicana, na Nicarágua e no México.
Duas teses tentam explicar o caráter expansionista dos EUA. O primeiro é econômico onde o mercado americano necessitava de matérias primas para seu mercado interno, outra de que os EUA eram exemplo de ética e retidão protestante e deveriam levar essa retidão aos povos não remidos do pecado do México e de toda a América do Sul.
De um século a outro
Um país sem nome que de 1800 com 16 estados chega a 1900 com 45, banhado por dois oceanos, a mesma constituição e sonhando com o futuro.
O Século Americano
A Era progressista: 1900 – 1920.
No início do século XX os EUA possuem um grande parque industrial, comandado por grandes monopólios, superando as nações europeias. O Darwinismo social justificava as políticas opressoras. Horas excedentes de trabalho, baixos salários e péssimas condições de trabalho eram justificadas pela capacidade de raciocinar e trabalhar do povo americano. Capacidade superior a índios, latinos e a demais imigrantes.
Capitalismo monopolista e trabalho.
A economia que era agrícola e artesanal na virada do século se torna industrial. A expansão das ferrovias facilitou os acessos e a expansão agrícola, de extração de ferro e na abertura do mercado. Grandes empresas dominavam o mercado dos EUA. J. P. Morgan e John D. Rockfeller controlavam 48 e 37 empresas respectivamente. Os salários eram muito baixos e os benefícios trabalhistas não existiam. As empresas preferiam empregar mulheres e crianças, pois os salários eram mais baratos.
Imigrantes e o sonho de “fazer a América”
Cerca de 25 milhões de imigrantes chegaram aos EUA entre 1865 e 1915. No ano de 1890 a grande maioria da população das grandes cidades era formada por imigrantes 87% em Chicago, 80% em Nova Iorque e 84% em Milwaukee. Dos imigrantes os que mais sofreram discriminação foram os negros, os latino americanos e os asiáticos. Segundo o economista Francis Amasa Walker a sociedade americana considerava que a fibra da sociedade estava se enfraquecendo, pois os imigrantes estavam ultrapassando os números de pessoas anglo saxônicas. Mesmo com todo o preconceito as leis não impediam as imigrações de forma mais efetiva, pois a mão de obra era muito necessária para a indústria do país.
Racismo e a grande migração de afro-americanos.
O sul dos EUA trataram os negros de uma forma bastante discriminatória no início do século XX. Os negros não tinham direito a voto, usavam repartições públicas diferenciadas. Sofriam violência social e policial. Chegando a média de 2 espancamentos por semana entre 1889 e 1903. Em 1900 90% dos negros dos EUA estavam nos sul do país trabalhando nas plantações de algodão. O êxodo em direção ao norte se seguiu de forma intensa, mas mesmo no norte do país os negros sofriam uma discriminação já enraizada na cultura era uma segregação informal mas impunha limitações sócias.
O Jazz e o Blues.
Basicamente uma mistura de ritmos africanos e europeus o blues se originou nas cantigas de trabalho e toadas da época da escravidão. Por fim se transformou em uma das maiores contribuições dos EUA para a música mundial.
O impulso progressista e seus críticos.
Essa era progressista fez surgir diversos segmentos na sociedade preocupados em controlar e prevenir um caos social. Em 1905 duzentos sindicalistas de Chicago fundaram o Idustrial Workes of the World (IWW) popularmente conhecidos como Wobblies. Fundamentalmente anarquistas buscavam um organização social ampla, onde somente a greve e o enfrentamento levariam a classe operária ao poder. Milhares de ativistas foram presos, torturados e executados. Pela polícia e por milícias de industriais.
O partido socialista da América.
Fundado em 1901 misturava ideias marxistas e a necessidade de acabar com a propriedade privada. Seu programa previa a estatização de bancos e ferrovias, trazia benefícios sócias e trabalhistas. Se desenvolveu a ponto de em 1912 seu candidato a presidência receber cerca de 1 milhão de votos. Sua influência chega ao fim junto com o início da primeira guerra.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
Os Estados Unidos permaneceram entre 1814 e 1898 longe da política internacional e mergulhados na doutrina Monroe. Mas os interessem sempre estiveram nesta direção, pois a própria doutrina Moroe era uma política internacional. Os EUA sempre tiveram interesse em expandir o seu mercado consumidor, principalmente para o extremo oriente e montar um protetorado no Havaí. Historiadores apontam uma elite bélica na costa leste direcionando esforços para uma marinha de guerra. Nomes como o de Willian H. Seward, secretário de estado, Theodore Roosevelt, então secretário assistente da marinha, o presidente Grant e o secretário james G. Elaine.
Cuba era o maior interesse dos EUA para ampliar sua política expansionista, seria a porta de entrada para o caribe. Uma lei das tarifas chamada lei McKinley de 1890, isentava o açúcar cubano de pagar impostos aduaneiros, quando essa lei foi suspensa a ilha entrou em crise uma revolta foi massacrada pela Espanha e mesmo com uma pressão para ajudar Cuba o presidente Cleveland não atacou os espanhóis da ilha, isso só viria a acontecer em 11 de abril de 1898, depois do navio de guerra americano U.S. Maines sofrer um taque durante uma visita a Havana onde 260 marinheiros morreram. Para evitar uma política imperialista opositores do congresso aprovaram uma lei que não autorizava os EUA a montar uma base em Cuba. Simultaneamente o Comodoro George Dewey recebe ordens de atacar a capital das Filipinas, Manila, que também enfrentava uma luta colonial contra a Espanha. Os EUA saem vitoriosos. Cuba e as Filipinas não foram anexadas ao território dos EUA por questões constitucionais, racistas e estrategistas.
As Filipinas só se estabeleceriam como república após a segunda guerra, Cuba permaneceu orbitando os EUA, Porto Rico se tornou um estado livre associado aos EUA. Paralelamente a esses acontecimentos a Inglaterra reconhecia e apoiava a política dos EUA no caribe e no oriente.
O expansionismo dos EUA foi crescendo com acordos com o Japão para garantir as Filipinas para os EUA e a Manchúria para o Japão. Financiou a revolução do Panamá para construir o canal, separando-o da Colômbia. Em resumo de 1900 a 1920 os EUA interviram em Cuba, no Haiti, na República Dominicana, na Nicarágua e no México.
Duas teses tentam explicar o caráter expansionista dos EUA. O primeiro é econômico onde o mercado americano necessitava de matérias primas para seu mercado interno, outra de que os EUA eram exemplo de ética e retidão protestante e deveriam levar essa retidão aos povos não remidos do pecado do México e de toda a América do Sul.
De um século a outro
Um país sem nome que de 1800 com 16 estados chega a 1900 com 45, banhado por dois oceanos, a mesma constituição e sonhando com o futuro.
O Século Americano
A Era progressista: 1900 – 1920.
No início do século XX os EUA possuem um grande parque industrial, comandado por grandes monopólios, superando as nações europeias. O Darwinismo social justificava as políticas opressoras. Horas excedentes de trabalho, baixos salários e péssimas condições de trabalho eram justificadas pela capacidade de raciocinar e trabalhar do povo americano. Capacidade superior a índios, latinos e a demais imigrantes.
Capitalismo monopolista e trabalho.
A economia que era agrícola e artesanal na virada do século se torna industrial. A expansão das ferrovias facilitou os acessos e a expansão agrícola, de extração de ferro e na abertura do mercado. Grandes empresas dominavam o mercado dos EUA. J. P. Morgan e John D. Rockfeller controlavam 48 e 37 empresas respectivamente. Os salários eram muito baixos e os benefícios trabalhistas não existiam. As empresas preferiam empregar mulheres e crianças, pois os salários eram mais baratos.
Imigrantes e o sonho de “fazer a América”
Cerca de 25 milhões de imigrantes chegaram aos EUA entre 1865 e 1915. No ano de 1890 a grande maioria da população das grandes cidades era formada por imigrantes 87% em Chicago, 80% em Nova Iorque e 84% em Milwaukee. Dos imigrantes os que mais sofreram discriminação foram os negros, os latino americanos e os asiáticos. Segundo o economista Francis Amasa Walker a sociedade americana considerava que a fibra da sociedade estava se enfraquecendo, pois os imigrantes estavam ultrapassando os números de pessoas anglo saxônicas. Mesmo com todo o preconceito as leis não impediam as imigrações de forma mais efetiva, pois a mão de obra era muito necessária para a indústria do país.
Racismo e a grande migração de afro-americanos.
O sul dos EUA trataram os negros de uma forma bastante discriminatória no início do século XX. Os negros não tinham direito a voto, usavam repartições públicas diferenciadas. Sofriam violência social e policial. Chegando a média de 2 espancamentos por semana entre 1889 e 1903. Em 1900 90% dos negros dos EUA estavam nos sul do país trabalhando nas plantações de algodão. O êxodo em direção ao norte se seguiu de forma intensa, mas mesmo no norte do país os negros sofriam uma discriminação já enraizada na cultura era uma segregação informal mas impunha limitações sócias.
O Jazz e o Blues.
Basicamente uma mistura de ritmos africanos e europeus o blues se originou nas cantigas de trabalho e toadas da época da escravidão. Por fim se transformou em uma das maiores contribuições dos EUA para a música mundial.
O impulso progressista e seus críticos.
Essa era progressista fez surgir diversos segmentos na sociedade preocupados em controlar e prevenir um caos social. Em 1905 duzentos sindicalistas de Chicago fundaram o Idustrial Workes of the World (IWW) popularmente conhecidos como Wobblies. Fundamentalmente anarquistas buscavam um organização social ampla, onde somente a greve e o enfrentamento levariam a classe operária ao poder. Milhares de ativistas foram presos, torturados e executados. Pela polícia e por milícias de industriais.
O partido socialista da América.
Fundado em 1901 misturava ideias marxistas e a necessidade de acabar com a propriedade privada. Seu programa previa a estatização de bancos e ferrovias, trazia benefícios sócias e trabalhistas. Se desenvolveu a ponto de em 1912 seu candidato a presidência receber cerca de 1 milhão de votos. Sua influência chega ao fim junto com o início da primeira guerra.
Resenha de capítulos de O Império Marítimo Português De Charles R. Boxer.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha de capítulos de O Império Marítimo Português
De Charles R. Boxer.
Matéria: Brasil Colônia
Professor: Meynardo
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
A principal característica da sociedade humana antes dos descobrimentos portugueses era a dispersão. As sociedades viviam isoladas uma das outras, muitas sequer chegaram a saber da existência de outras sociedades. Muitas delas, principalmente na África, cresceram e deixaram de existir sem ter realizado qualquer contato externo.
Os portugueses tiveram alguma vantagem para iniciar as viagens marítimas por estar em uma posição geográfica favorável e, também, por já ter uma tolerância e facilidade na adaptação a convivência com outras raças, já que os mouros por muitos séculos dominaram a península ibérica. Ainda como vantagem, Portugal expulsou os mesmos mouros em 1249, dois séculos antes de a Espanha fazer o mesmo. Seus solos rochosos dificultavam o plantio, seus rios eram pouco navegáveis e sua população era pequena, cerca de um milhão de almas. Tudo isso contribuiu para a expansão marítima portuguesa.
As classes sócias não eram homogêneas. A nobreza estava dividida em Nobres, Fidalgos e cavaleiros. O clero também era bastante segmentado: Arcebispos, bispos, arquidiáconos, deões, chantres cônegos, padres, frades e monges compunham essa classe social. Uma classe social intermediária abaixo do clero e acima dos camponeses eram os comerciantes, advogados, médicos e funcionários da coroa.
1 . O Ouro da Guiné e Preste João (1415-99)
Pode-se considerar a conquista do Ceuta frente aos Mouros em 1419 o início da expansão marítima portuguesa. Não que outros povos em datas anteriores não tenham realizado algumas navegações, mas todas elas, isso quando os navegantes retornavam, eram esporádicas e não representavam mudanças para o mundo desta época. Certamente o início da “Era dos Descobrimentos” foi motivada por fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos. Nem sempre dosados na mesma medida.
A ocupação do Ceuta mostrou aos portugueses o mercado do ouro que vinha do interior do continente africano. A partir de então tentaram estabelecer uma rota marítima para receber esse ouro. A lenda do Prestes João foi motivadora das incursões portuguesas na África, onde este Rei – Sacerdote viveria em uma terra muito rica e com muitos súditos. O Preste João seria útil na luta contra os mulçumanos.
Portugal conseguiu uma extrema aproximação com a igreja católica, principalmente por ser uma nação católica e seguir obedientemente as determinações do Papa. Nicolau V decreta que todas as novas terras conquistadas e as que ainda serão descobertas são monopólio português. Em 13 de março de 1456, já no papado de Calisto III a bula Inter Caetera confirma a posse dos atuais e futuros territórios a serem descobertos para Portugal.
Após 1442 Portugal passou a usar o tráfico de escravos para financiar suas expedições pela costa africana. A princípio entrando em conflito com aldeias que pouco potencial de defesa e depois simplesmente negociando com mercadores negros que vendiam seus prisioneiros como escravos.
Até 1460 foi o infante Don Henrique o responsável por monopolizar as ações de comércio e exploração na África, depois dele a coroa portuguesa autorizou Fernão Gomes a monopolizar esse comércio, seguido do infante e herdeiro do trono Don João. Que mesmo quando cedia o comércio a algum outro comerciante, nunca abriu mão do monopólio do ouro e dos impostos sobre os lucros do concessionário.
Os recursos provenientes do comércio com o continente africano, principalmente com o ouro. Levou Don João II a continuar na sua obcecada busca pelo Preste João. Uma destas expedições levou Bartolomeu Dias a dobrar o cabo da Boa Esperança em 1488 e abrir o caminho marítimo para as Índias.
Após a bem sucedida viajem de Vasco da Gama o rei de Portugal, Don Manoel escreve ao Papa contando as maravilhas do descobrimento e assina como Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.
2 – A navegação e as especiarias nos mares asiáticos (1500 – 1600).
O historiador indiano K.M. Panikkar considera o período de 1498 a 1945 como a época Vasco da Gama da história asiática, período em que a navegação foi controlada por forças estrangeiras ao continente.
Em elemento facilitador da conquista portuguesa do século XVI é a inexistência de navios armados no oceano índico. Os impérios do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar provavelmente nunca tiveram embarcações armadas. Certamente Portugal não obteve controle completo do mar índico, mas o controle dor portos de Moçambique, Ormuz, Diu, Goa e Malaca lhes permitiu um grande domínio na região.
O historiador George Sansom afirma que a vontade de conquistar dos portugueses foi maior do que a vontade de resistir dos asiáticos, isso se reflete na várias tentativas de Albuquerque para conquistar Goa, Malaca e Ormuz.
O império marítimo português era excepcionalmente extenso em meados do século XVI se espalhava pela parte acidental da Ásia, a costa leste do pacífico, a costa ocidental africana e o litoral brasileiro. Portugal tinha pouco mais do que um milhão de habitantes e a extensão de seu império e a reduzida população obrigaram a navegação asiática ser operada cada vez mais por marinheiros asiáticos que trabalhavam sob as ordens de poucos oficiais eurasianos, todos sob o comando de Afonso de Albuquerque.
10 – O Padroado da Coroa e as missões católicas.
O cronista e soldado Diogo do Couto escreveu em 1612 que os reis de Portugal sempre conduziram a conquista do oriente com a união dos poderes militares e espirituais. O Padroado português concedia privilégios aos reis da Portugal para construir igrejas e nomear padres e bispos nas novas terras conquistadas. No continente europeu a igreja estava preocupada com o crescimento do protestantismo e os turcos no mediterrâneo, não tendo tempo para cuidar do novo mundo descoberto.
Já em 1759 o Marques de Pombal aboliu a Companhia de Jesus do império português, expulsando assim os jesuítas. Com este ato o padroado estava demolido em Portugal. As missões católicas na Ásia já em declínio foram totalmente extintas.
11 – “Pureza de sangue” e “Raças infectas”.
Edgar Prestage escreveu em 1923 que em Portugal exatos os escravos e os judeus, qualquer um que tenha se convertido ao catolicismo é elegível para um cargo oficial. Mas devemos atentar para que a teoria é uma e a prática é outra. Em 1518 um congolês foi sagrado bispo em Utica. Mas somente em 1541 o primeiro seminário em Goa teve início para jovens de 13 a quinze anos, onde sairiam formados padres seculares, mas não regulares.
Na Companhia de jesus apenas um indiano foi ordenado padre em 1575, lembrando que a Companhia durou até 1773. Alexandre Valignano organizador das missões na Ásia abriu o sacerdócio para chineses, japonese, indochineses e coreanos, mas sempre resistiu aos indianos.
Marques de Pombal, um déspota esclarecido, em 1774 enviou para Goa um novo vice rei e um novo arcebispo, com a função de terminar com as práticas racistas de seus predecessores. As recomendações eram de garantir a propriedade das terras cultivadas, os ministérios sagrados das paróquias e das missões, o exercício das funções públicas, e até os postos militares sejam garantidos em sua maior parte aos nativos, ou a seus filhos e netos, a despeito da cor de sua pele ser mais clara ou mais escura.
Mesmo depois de destituído a política de Pombal foi mantida no governo de Maria I.
Resume-se que anteriormente a Pombal o império português era racista e pregava a limpeza racial.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha de capítulos de O Império Marítimo Português
De Charles R. Boxer.
Matéria: Brasil Colônia
Professor: Meynardo
Macaé/RJ
Agosto de 2011.
A principal característica da sociedade humana antes dos descobrimentos portugueses era a dispersão. As sociedades viviam isoladas uma das outras, muitas sequer chegaram a saber da existência de outras sociedades. Muitas delas, principalmente na África, cresceram e deixaram de existir sem ter realizado qualquer contato externo.
Os portugueses tiveram alguma vantagem para iniciar as viagens marítimas por estar em uma posição geográfica favorável e, também, por já ter uma tolerância e facilidade na adaptação a convivência com outras raças, já que os mouros por muitos séculos dominaram a península ibérica. Ainda como vantagem, Portugal expulsou os mesmos mouros em 1249, dois séculos antes de a Espanha fazer o mesmo. Seus solos rochosos dificultavam o plantio, seus rios eram pouco navegáveis e sua população era pequena, cerca de um milhão de almas. Tudo isso contribuiu para a expansão marítima portuguesa.
As classes sócias não eram homogêneas. A nobreza estava dividida em Nobres, Fidalgos e cavaleiros. O clero também era bastante segmentado: Arcebispos, bispos, arquidiáconos, deões, chantres cônegos, padres, frades e monges compunham essa classe social. Uma classe social intermediária abaixo do clero e acima dos camponeses eram os comerciantes, advogados, médicos e funcionários da coroa.
1 . O Ouro da Guiné e Preste João (1415-99)
Pode-se considerar a conquista do Ceuta frente aos Mouros em 1419 o início da expansão marítima portuguesa. Não que outros povos em datas anteriores não tenham realizado algumas navegações, mas todas elas, isso quando os navegantes retornavam, eram esporádicas e não representavam mudanças para o mundo desta época. Certamente o início da “Era dos Descobrimentos” foi motivada por fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos. Nem sempre dosados na mesma medida.
A ocupação do Ceuta mostrou aos portugueses o mercado do ouro que vinha do interior do continente africano. A partir de então tentaram estabelecer uma rota marítima para receber esse ouro. A lenda do Prestes João foi motivadora das incursões portuguesas na África, onde este Rei – Sacerdote viveria em uma terra muito rica e com muitos súditos. O Preste João seria útil na luta contra os mulçumanos.
Portugal conseguiu uma extrema aproximação com a igreja católica, principalmente por ser uma nação católica e seguir obedientemente as determinações do Papa. Nicolau V decreta que todas as novas terras conquistadas e as que ainda serão descobertas são monopólio português. Em 13 de março de 1456, já no papado de Calisto III a bula Inter Caetera confirma a posse dos atuais e futuros territórios a serem descobertos para Portugal.
Após 1442 Portugal passou a usar o tráfico de escravos para financiar suas expedições pela costa africana. A princípio entrando em conflito com aldeias que pouco potencial de defesa e depois simplesmente negociando com mercadores negros que vendiam seus prisioneiros como escravos.
Até 1460 foi o infante Don Henrique o responsável por monopolizar as ações de comércio e exploração na África, depois dele a coroa portuguesa autorizou Fernão Gomes a monopolizar esse comércio, seguido do infante e herdeiro do trono Don João. Que mesmo quando cedia o comércio a algum outro comerciante, nunca abriu mão do monopólio do ouro e dos impostos sobre os lucros do concessionário.
Os recursos provenientes do comércio com o continente africano, principalmente com o ouro. Levou Don João II a continuar na sua obcecada busca pelo Preste João. Uma destas expedições levou Bartolomeu Dias a dobrar o cabo da Boa Esperança em 1488 e abrir o caminho marítimo para as Índias.
Após a bem sucedida viajem de Vasco da Gama o rei de Portugal, Don Manoel escreve ao Papa contando as maravilhas do descobrimento e assina como Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.
2 – A navegação e as especiarias nos mares asiáticos (1500 – 1600).
O historiador indiano K.M. Panikkar considera o período de 1498 a 1945 como a época Vasco da Gama da história asiática, período em que a navegação foi controlada por forças estrangeiras ao continente.
Em elemento facilitador da conquista portuguesa do século XVI é a inexistência de navios armados no oceano índico. Os impérios do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar provavelmente nunca tiveram embarcações armadas. Certamente Portugal não obteve controle completo do mar índico, mas o controle dor portos de Moçambique, Ormuz, Diu, Goa e Malaca lhes permitiu um grande domínio na região.
O historiador George Sansom afirma que a vontade de conquistar dos portugueses foi maior do que a vontade de resistir dos asiáticos, isso se reflete na várias tentativas de Albuquerque para conquistar Goa, Malaca e Ormuz.
O império marítimo português era excepcionalmente extenso em meados do século XVI se espalhava pela parte acidental da Ásia, a costa leste do pacífico, a costa ocidental africana e o litoral brasileiro. Portugal tinha pouco mais do que um milhão de habitantes e a extensão de seu império e a reduzida população obrigaram a navegação asiática ser operada cada vez mais por marinheiros asiáticos que trabalhavam sob as ordens de poucos oficiais eurasianos, todos sob o comando de Afonso de Albuquerque.
10 – O Padroado da Coroa e as missões católicas.
O cronista e soldado Diogo do Couto escreveu em 1612 que os reis de Portugal sempre conduziram a conquista do oriente com a união dos poderes militares e espirituais. O Padroado português concedia privilégios aos reis da Portugal para construir igrejas e nomear padres e bispos nas novas terras conquistadas. No continente europeu a igreja estava preocupada com o crescimento do protestantismo e os turcos no mediterrâneo, não tendo tempo para cuidar do novo mundo descoberto.
Já em 1759 o Marques de Pombal aboliu a Companhia de Jesus do império português, expulsando assim os jesuítas. Com este ato o padroado estava demolido em Portugal. As missões católicas na Ásia já em declínio foram totalmente extintas.
11 – “Pureza de sangue” e “Raças infectas”.
Edgar Prestage escreveu em 1923 que em Portugal exatos os escravos e os judeus, qualquer um que tenha se convertido ao catolicismo é elegível para um cargo oficial. Mas devemos atentar para que a teoria é uma e a prática é outra. Em 1518 um congolês foi sagrado bispo em Utica. Mas somente em 1541 o primeiro seminário em Goa teve início para jovens de 13 a quinze anos, onde sairiam formados padres seculares, mas não regulares.
Na Companhia de jesus apenas um indiano foi ordenado padre em 1575, lembrando que a Companhia durou até 1773. Alexandre Valignano organizador das missões na Ásia abriu o sacerdócio para chineses, japonese, indochineses e coreanos, mas sempre resistiu aos indianos.
Marques de Pombal, um déspota esclarecido, em 1774 enviou para Goa um novo vice rei e um novo arcebispo, com a função de terminar com as práticas racistas de seus predecessores. As recomendações eram de garantir a propriedade das terras cultivadas, os ministérios sagrados das paróquias e das missões, o exercício das funções públicas, e até os postos militares sejam garantidos em sua maior parte aos nativos, ou a seus filhos e netos, a despeito da cor de sua pele ser mais clara ou mais escura.
Mesmo depois de destituído a política de Pombal foi mantida no governo de Maria I.
Resume-se que anteriormente a Pombal o império português era racista e pregava a limpeza racial.
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Matéria: história da América e Cultura Afro-brasileira.
Professor: Marcelo Abreu
Macaé/RJ
de 2011.
Introdução.
Na introdução os autores alertam que este livro se trata de apenas uma introdução aos temas africanos. Alerta pra a cultura euro centrista em que estamos submetidos. Destaca que o continente africano possui escritores, cineastas, músicos e intelectuais que são completamente desconhecidos da nossa cultura. Os autores indicam que tratarão dos grandes temas africanos para iniciar o e estudo do continente. Estudo esse regulamentado em lei como matéria obrigatória nas escolas de nível médio e superior no Brasil.
Idéia de África.
Estudar a África não é simplesmente realizar uma descrição física do continente e entre seus desertos, montanhas, rios e florestas, colocar o homem africano entra as zebras, elefantes e girafas. O Homem africano não pode ser naturalizado. São pessoas vivendo em grupo, criando culturas, vivendo e amando.
Culturalmente a África entrou no imaginário europeu como uma terra bestializada. No século XIII o continente era definido pela igreja como uma terra de seres fantásticos e longe das terras dos homens. Mas essa estigmatização não acompanha o pensamento anteriormente defendido e estudado no período clássico de nossa história, Heródoto, Plínio e Solino em seus escritos, fazem muitas referências ao continente africano, essas referências foram completamente deixadas de lado na Idade Média. Contribuindo para rechear o imaginário europeu com lendas e mitos a respeito do continente africano.
Existe um pensamento generalizante que trata toda a África como um só bloco, um pensamento que transforma todo um continente em uma só unidade monolítica. Mesmo durante a colonização do continente, nunca houve um esforço na diferenciação dos conjuntos populacionais.
Os africanos
Apesar da simples definição de que africanos são os nascidos na África, devemos ficar atentos para evitar que as simplificações reduzam a grande diversidade cultural, humana, linguística, alimentar, religiosa entre outras que compõe os vários africanos que habitam a África.
O “fardo moral dos homens brancos” foi um pensamento europeu em relação aos homens da África. Por não reconhecer na sociedade africana seus padrões de vida, sua estrutura política, sua semelhança em comportamento. O europeu considerou que alí, na África não havia humanidade.
Religiões
As religiões na África podem começar a serem analisadas a partir do norte. Onde o cristianismo partindo da Grécia e do posterior domínio do império romano. Logo se verifica uma penetração mulçumana através do vale do Nilo, devido a proximidade com a península arábica. Essa expansão mulçumana se estende por todas as regiões do Saara. O protestantismo com suas missões atingiram pontualmente algumas regiões do continente, mas nas regiões cristãs do que nas mulçumanas. De forma geral para cada dez convertidos apenas um era cristão e nove mulçumanos.
As religiões africanas de forma geral apresentam um ser superior que criou o universo, cercado por entidades menores que o auxiliam nas tarefas da terra. Além de uma forte ligação com os ancestrais. Mas a falta de livros sagrados e a forte tendência da tradição oral podem levar, erroneamente, a uma generalização das religiões africanas.
História e Historiadores
Não podemos esperar da natureza aquilo que só a cultura pode nos dar, ou seja, a história dos povos que habitavam e habitam o continente.
A concepção de história do século XIX fundamentada na definição de Hegel definia o continente como um lugar sem história, sem cultura, sem política, sem registros. Durante muito tempo a história do continente africano foi confundida com a história do europeu na África. Esse panorama só foi mudado a partir de 1950 com as primeiras independências mais significativas conquistadas e a inclusão da matéria história da África nas escolas e academias.
As organizações políticas.
As organizações politicas do continente são tão variadas que não permitem uma síntese conclusiva. Variando de impérios a pequenos clãs familiares os lideres eram erguidos das mais diversas formas. Uma visão panorâmica para facilitar o entendimento dos grupos políticos e suas formações pode ser dividida em três pontos:
1 – Até o século VI as grandes civilizações a militarização e multiplicidade religiosa caracterizou a região.
2 – Até o século XV o islamismo e o catolicismo formaram a base estrutural da sociedade na porção norte. Ao sul os movimentos migratórios formaram alguns estados políticos.
3 – Até 1880 com forte influência europeia, supratribalização e dominação militar.
Partilha européia e conquista da África.
O século XIX marcou a invasão europeia para o interior do continente africano. Motivada por diversos fatores tais como econômicos, religiosos, militares ou sócios, essa invasão foi tão intensa que esse período ficou conhecido como África europeia.
No século anterior o continente já contava com uma estrutura politica definida por grandes impérios como o Zulu, o Tucolor, e o Ashanti. Foi a resistência a invasão política europeia que transformou essa invasão em uma ação militar que, também, funcionou para um equilíbrio de forças entre as nações europeias.
Os europeus não encontram uma África unida e imaculada na sua chegada. Ao contrário, encontram uma um continente um luta por terras para a agricultura e constantes tensões e conflitos internos.
Por fim o que se planejou ser uma invasão comercial se transformou numa invasão militar devido a resistências de todos os povos africanos. “O mascate e sua mala foram substituídos pelo soldado e sua arma”
Congresso de Berlim.
Realizado em 1884 este congresso foi importante para regulamentar a ocupação do continente africano, pois os constantes movimentos militares e os interesses contrariados iram resultar em uma guerra entre os países da Europa.
A África sob o domínio colonial.
Quando o litoral já não era mais suficiente para os europeus e a conquista do interior começou os principais motivos para a vitória européia foram: Superioridade militar e logística, estabilidade associada a instabilidade africana, maior recurso material e financeiro, maior conhecimento do continente, avanço da medicina tropical.
A conquista européia trouxe duas profundas modificações na vida do africano: a expropriação das terras e o trabalho escravo.
Os nativos eram obrigados a pagar impostos aos conquistadores, mas estes impostos tinham que ser pagos com moeda européia, isso obrigava ao nativo a ter que trabalhar ou se escravizar para conseguir a moeda européia.
Pensar as independências africanas.
O movimento de independência africano que tomou força após o fim da segunda guerra mundial. Foi chamado, por alguns, de descolonização. Termo esse que mais do que uma diferença semântica para independência é uma personificação da volta a um passado pré-colonial, mas que não é o passado natural da região. A definição de libertação ou independência é a que mais se ajusta ao movimento ocorrido nesse período.
O movimento de libertação se tornou uma luta armada principalmente a partir de 1975 e as independências das colônias portuguesas.
Sul da África racismo e resistência.
Por se um ponto estratégico nas navegações da companhia das índias o Cabo da Boa Esperança recebeu ingleses e holandeses que logo se desprenderam dos costumes de seus países de origens e passaram a viver com novos costumes, originários desta nova região. O século XX já trouxe uma forte característica separatória na região. Mas foi a partir do fim da segunda guerra mundial que as politicas se endureceram e a África do Sul programou em toda a sua força de opressão o Apartheid.
O governo dos Boers realizou a separação dos povos por raças e isolou os negros em estados independes de forma forçada, onde eles perderam a cidadania sul-africana.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Matéria: história da América e Cultura Afro-brasileira.
Professor: Marcelo Abreu
Macaé/RJ
de 2011.
Introdução.
Na introdução os autores alertam que este livro se trata de apenas uma introdução aos temas africanos. Alerta pra a cultura euro centrista em que estamos submetidos. Destaca que o continente africano possui escritores, cineastas, músicos e intelectuais que são completamente desconhecidos da nossa cultura. Os autores indicam que tratarão dos grandes temas africanos para iniciar o e estudo do continente. Estudo esse regulamentado em lei como matéria obrigatória nas escolas de nível médio e superior no Brasil.
Idéia de África.
Estudar a África não é simplesmente realizar uma descrição física do continente e entre seus desertos, montanhas, rios e florestas, colocar o homem africano entra as zebras, elefantes e girafas. O Homem africano não pode ser naturalizado. São pessoas vivendo em grupo, criando culturas, vivendo e amando.
Culturalmente a África entrou no imaginário europeu como uma terra bestializada. No século XIII o continente era definido pela igreja como uma terra de seres fantásticos e longe das terras dos homens. Mas essa estigmatização não acompanha o pensamento anteriormente defendido e estudado no período clássico de nossa história, Heródoto, Plínio e Solino em seus escritos, fazem muitas referências ao continente africano, essas referências foram completamente deixadas de lado na Idade Média. Contribuindo para rechear o imaginário europeu com lendas e mitos a respeito do continente africano.
Existe um pensamento generalizante que trata toda a África como um só bloco, um pensamento que transforma todo um continente em uma só unidade monolítica. Mesmo durante a colonização do continente, nunca houve um esforço na diferenciação dos conjuntos populacionais.
Os africanos
Apesar da simples definição de que africanos são os nascidos na África, devemos ficar atentos para evitar que as simplificações reduzam a grande diversidade cultural, humana, linguística, alimentar, religiosa entre outras que compõe os vários africanos que habitam a África.
O “fardo moral dos homens brancos” foi um pensamento europeu em relação aos homens da África. Por não reconhecer na sociedade africana seus padrões de vida, sua estrutura política, sua semelhança em comportamento. O europeu considerou que alí, na África não havia humanidade.
Religiões
As religiões na África podem começar a serem analisadas a partir do norte. Onde o cristianismo partindo da Grécia e do posterior domínio do império romano. Logo se verifica uma penetração mulçumana através do vale do Nilo, devido a proximidade com a península arábica. Essa expansão mulçumana se estende por todas as regiões do Saara. O protestantismo com suas missões atingiram pontualmente algumas regiões do continente, mas nas regiões cristãs do que nas mulçumanas. De forma geral para cada dez convertidos apenas um era cristão e nove mulçumanos.
As religiões africanas de forma geral apresentam um ser superior que criou o universo, cercado por entidades menores que o auxiliam nas tarefas da terra. Além de uma forte ligação com os ancestrais. Mas a falta de livros sagrados e a forte tendência da tradição oral podem levar, erroneamente, a uma generalização das religiões africanas.
História e Historiadores
Não podemos esperar da natureza aquilo que só a cultura pode nos dar, ou seja, a história dos povos que habitavam e habitam o continente.
A concepção de história do século XIX fundamentada na definição de Hegel definia o continente como um lugar sem história, sem cultura, sem política, sem registros. Durante muito tempo a história do continente africano foi confundida com a história do europeu na África. Esse panorama só foi mudado a partir de 1950 com as primeiras independências mais significativas conquistadas e a inclusão da matéria história da África nas escolas e academias.
As organizações políticas.
As organizações politicas do continente são tão variadas que não permitem uma síntese conclusiva. Variando de impérios a pequenos clãs familiares os lideres eram erguidos das mais diversas formas. Uma visão panorâmica para facilitar o entendimento dos grupos políticos e suas formações pode ser dividida em três pontos:
1 – Até o século VI as grandes civilizações a militarização e multiplicidade religiosa caracterizou a região.
2 – Até o século XV o islamismo e o catolicismo formaram a base estrutural da sociedade na porção norte. Ao sul os movimentos migratórios formaram alguns estados políticos.
3 – Até 1880 com forte influência europeia, supratribalização e dominação militar.
Partilha européia e conquista da África.
O século XIX marcou a invasão europeia para o interior do continente africano. Motivada por diversos fatores tais como econômicos, religiosos, militares ou sócios, essa invasão foi tão intensa que esse período ficou conhecido como África europeia.
No século anterior o continente já contava com uma estrutura politica definida por grandes impérios como o Zulu, o Tucolor, e o Ashanti. Foi a resistência a invasão política europeia que transformou essa invasão em uma ação militar que, também, funcionou para um equilíbrio de forças entre as nações europeias.
Os europeus não encontram uma África unida e imaculada na sua chegada. Ao contrário, encontram uma um continente um luta por terras para a agricultura e constantes tensões e conflitos internos.
Por fim o que se planejou ser uma invasão comercial se transformou numa invasão militar devido a resistências de todos os povos africanos. “O mascate e sua mala foram substituídos pelo soldado e sua arma”
Congresso de Berlim.
Realizado em 1884 este congresso foi importante para regulamentar a ocupação do continente africano, pois os constantes movimentos militares e os interesses contrariados iram resultar em uma guerra entre os países da Europa.
A África sob o domínio colonial.
Quando o litoral já não era mais suficiente para os europeus e a conquista do interior começou os principais motivos para a vitória européia foram: Superioridade militar e logística, estabilidade associada a instabilidade africana, maior recurso material e financeiro, maior conhecimento do continente, avanço da medicina tropical.
A conquista européia trouxe duas profundas modificações na vida do africano: a expropriação das terras e o trabalho escravo.
Os nativos eram obrigados a pagar impostos aos conquistadores, mas estes impostos tinham que ser pagos com moeda européia, isso obrigava ao nativo a ter que trabalhar ou se escravizar para conseguir a moeda européia.
Pensar as independências africanas.
O movimento de independência africano que tomou força após o fim da segunda guerra mundial. Foi chamado, por alguns, de descolonização. Termo esse que mais do que uma diferença semântica para independência é uma personificação da volta a um passado pré-colonial, mas que não é o passado natural da região. A definição de libertação ou independência é a que mais se ajusta ao movimento ocorrido nesse período.
O movimento de libertação se tornou uma luta armada principalmente a partir de 1975 e as independências das colônias portuguesas.
Sul da África racismo e resistência.
Por se um ponto estratégico nas navegações da companhia das índias o Cabo da Boa Esperança recebeu ingleses e holandeses que logo se desprenderam dos costumes de seus países de origens e passaram a viver com novos costumes, originários desta nova região. O século XX já trouxe uma forte característica separatória na região. Mas foi a partir do fim da segunda guerra mundial que as politicas se endureceram e a África do Sul programou em toda a sua força de opressão o Apartheid.
O governo dos Boers realizou a separação dos povos por raças e isolou os negros em estados independes de forma forçada, onde eles perderam a cidadania sul-africana.
sábado, 6 de agosto de 2011
A educação inclusiva
Macaé 06 de agosto de 2011.
Relatório da primeira aula.
Autor : Bruno Botelho Horta. 4º Período de História.
A educação inclusiva deve ter, primeiramente, uma abordagem pedagógica. Entendo essa abordagem como um planejamento metodológico elaborado por profissionais que visam atender não tão somente os alunos que necessitam de atendimento diferenciado, mas como também, aos alunos de atendimento normal. Pois se objetivamos a inclusão dos portadores de necessidades especiais, necessitamos facilitar e desmitificar a convivência entre todos os alunos que utilizam as dependências escolares.
Os profissionais que atuam direta e indiretamente na formação destes aluno, devem ser preparados para atuarem de forma abrangente tanto para os alunos regulares quanto para os que necessitam de atendimento diferenciado, mas acredito que não é somente missão do professor facilitar este aprendizado. Acredito que o professor é somente a ponta de um processo que anteriormente deve ser planejado e estruturado por autoridades governamentais compromissadas com a educação inclusiva. Pedagogos, psicólogos, orientadores e diretores que antecipadamente apresentem projetos de facilitação da aprendizagem inclusiva, com cursos, palestras comunitárias, material pedagógico e estrutura física escolar. Para só então, depois de toda a estrutura preparada e funcionando, o professor possa trabalhar o caráter educacional dos alunos.
Relatório da primeira aula.
Autor : Bruno Botelho Horta. 4º Período de História.
A educação inclusiva deve ter, primeiramente, uma abordagem pedagógica. Entendo essa abordagem como um planejamento metodológico elaborado por profissionais que visam atender não tão somente os alunos que necessitam de atendimento diferenciado, mas como também, aos alunos de atendimento normal. Pois se objetivamos a inclusão dos portadores de necessidades especiais, necessitamos facilitar e desmitificar a convivência entre todos os alunos que utilizam as dependências escolares.
Os profissionais que atuam direta e indiretamente na formação destes aluno, devem ser preparados para atuarem de forma abrangente tanto para os alunos regulares quanto para os que necessitam de atendimento diferenciado, mas acredito que não é somente missão do professor facilitar este aprendizado. Acredito que o professor é somente a ponta de um processo que anteriormente deve ser planejado e estruturado por autoridades governamentais compromissadas com a educação inclusiva. Pedagogos, psicólogos, orientadores e diretores que antecipadamente apresentem projetos de facilitação da aprendizagem inclusiva, com cursos, palestras comunitárias, material pedagógico e estrutura física escolar. Para só então, depois de toda a estrutura preparada e funcionando, o professor possa trabalhar o caráter educacional dos alunos.
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