Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Teoria da dependência, neoliberalismo e desenvolvimento:
Reflexões para os 30 anos da teoria
Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone.
Duas principais teorizações da dependência podem ser definidas como:
I – A marxista onde a luta de classes é a principal conseqüência da dominação, onde essas classes buscam na periferia uma organização socialista.
II – E a weberiana onde as estruturas de dominação são as responsáveis por manter o sistema dominante operando.
Para Cardoso foi o crescimento da unidade nacional que iniciou o rompimento com as estruturas dominadoras caracterizou o verdadeiro insucesso dos países que, no contexto internacional, não conseguiram encontrar os seus nichos internacionais de mercado, terminando como grupos irrelevantes para o mercado global.
A vertente econômica da dominação é a mais esmagadora e eficaz. Impões que estruturas internas só funcionem para manter ou abastecer as estruturas externas e dominadoras. A estrutura política pouco pode contribuir para buscar um ajuste que diminua ou termine com a dependência, pois esta se encontra funcionando apenas na ordem interna, sem poder, verdadeiramente influencias em estruturas internacionais.
Para fugir das estruturas de dependência Cardoso sugere que a centralidade do mercado se estabeleça no aspecto político, nas relações internacionais e no desenvolvimento econômico. Voltando para o lado da ética as ações dominadoras. Colocando, desta forma, barreiras morais para evitar dominações e massacres econômicos.
Ainda para Cardoso a globalização trouxe práticas ainda mais negativas, pois o capital especulatório se movimentava de forma muito dinâmica no mercado internacional, gerando crises e ainda mais dependência do sistema financeiro. E para Cardoso somente quando os mercados se tornarem únicos internacionalmente que os problemas gerados pela globalização poderão ser controlados.
A entrada do capital internacional nos mercados internos primeiro funcionou como amortização das tensões sociais, mas logo se transformou em mais uma forma de ameaçar as estruturas de desenvolvimento interno.
O caminho proposto para fugir das armadilhas impostas pelo capital internacional é abrir o mercado para atrair investimentos e manter a moeda forte para escapar de ataques especulativos.
A saída marxista para a dominação é a integração nacional para comandar os processos criados pela entrada do capital estrangeiro. A melhor distribuição das indústrias no território nacional, investimentos sociais para a qualificação do trabalhador, seriam políticas de integração nacional que fortaleceria as estruturas internas, diminuindo a dominação e a dependência externa a cada momento.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Resenha de Gramsci, Materialismo e Relações Internacionais. De: Stephen Gill
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha de Gramsci,
Materialismo e Relações Internacionais.
De: Stephen Gill
Matéria: História da América
Professor: Victor
Gramsci, Hegemonia e relações internacionais: Um ensaio sobre o método. – Robert W. Cox
Baseada na leitura de Os Cadernos do Cárcere do ex líder do partido comunista italiano Gramsci, o autor ressalta a importância do estudo do conceito de hegemonia. Principalmente nas teorias e estudos das relações internacionais.
Gramsci e hegemonia.
Gramsci utiliza sua própria experiência pessoal pra adaptar e evoluir conceitos que, segundo ele, não podem ser abstraídos de suas aplicações, evitando assim contradições e ambigüidades. A validade dos conceitos só pode ser confirmada se postos em prática resolvem situações e as deixam claras.
Origens do conceito de hegemonia.
Partindo da terceira internacional comunista e passando pelos conceitos de Maquiavel o pensamento de Gramsci nos caminhos do e Lênin leva a definição de liderança com consentimento das classes aliadas. Mas adaptando esse pensamento Gramsci aplica a classe burguesa o conceito de hegemonia observando ainda que para se estabelecer no comando e no controle a burguesia até oferece concessões para manter a subordinação das classes assalariadas. Essa hegemonia permanecerá enquanto a classe dominada permanecer passiva, mas os casos em que a ordem for ameaçada a latente coerção se fará sentir pela classe dominante.
Para combater essa hegemonia das sociedades européias Gramsci defendia a utilização da guerra de posição e não a de movimento, pois a hegemonia só seria derrubada com ataques constantes a base de sustentação da hegemonia, que são os aspectos sóciais do estado.
Esse combate é a construção da contra hegemonia, que se forma no interior da atuante hegemonia, e que deve resistir as tentações de não ser incorporado pela atual hegemonia.
Revolução Passiva
Para Gramsci existiam dois tipos de sociedades que haviam se transformado socialmente: as completas como Inglaterra e França. E as que a nova ordem havia sido imposta, ordem esta criada no estrangeiro. A principal característica desta segunda sociedade é a dialética revolução-restauração. Aqui mesmo no Brasil podemos ver as constantes revoluções e golpes que transformaram a sociedade e mudou, por diversas vezes o pode de mãos.
Achei importante e esclarecedora pra mim a definição “progressistas, quando o governo forte preside um processo mais ordenado de criação de um novo Estado; reacionárias, quando estabiliza o poder existente.”
O transformismo definido por Gramsci era uma coalização de forças de amplo aspecto formando um grupo de interesses com objetivos comuns e transformadores.
Bloco Histórico
A estrutura formada por estado e sociedade representa um contexto estabelecido e que só poderiam ser modificados por um evento catastrófico que derrubando a atual estrutura possibilitaria a o surgimento de um novo bloco, o bloco histórico.
O bloco histórico não existe sem uma estabilidade da conjuntura dominante. Só a permanência de um Estado, suas forças sociais, políticas e econômicas caracterizam o bloco histórico. Para manter a estabilidade do bloco histórico os intelectuais desempenham um papel importante em manter imagens mentais da funcionalidade da organização ou, ao contrario, para derruba-la.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha de Gramsci,
Materialismo e Relações Internacionais.
De: Stephen Gill
Matéria: História da América
Professor: Victor
Gramsci, Hegemonia e relações internacionais: Um ensaio sobre o método. – Robert W. Cox
Baseada na leitura de Os Cadernos do Cárcere do ex líder do partido comunista italiano Gramsci, o autor ressalta a importância do estudo do conceito de hegemonia. Principalmente nas teorias e estudos das relações internacionais.
Gramsci e hegemonia.
Gramsci utiliza sua própria experiência pessoal pra adaptar e evoluir conceitos que, segundo ele, não podem ser abstraídos de suas aplicações, evitando assim contradições e ambigüidades. A validade dos conceitos só pode ser confirmada se postos em prática resolvem situações e as deixam claras.
Origens do conceito de hegemonia.
Partindo da terceira internacional comunista e passando pelos conceitos de Maquiavel o pensamento de Gramsci nos caminhos do e Lênin leva a definição de liderança com consentimento das classes aliadas. Mas adaptando esse pensamento Gramsci aplica a classe burguesa o conceito de hegemonia observando ainda que para se estabelecer no comando e no controle a burguesia até oferece concessões para manter a subordinação das classes assalariadas. Essa hegemonia permanecerá enquanto a classe dominada permanecer passiva, mas os casos em que a ordem for ameaçada a latente coerção se fará sentir pela classe dominante.
Para combater essa hegemonia das sociedades européias Gramsci defendia a utilização da guerra de posição e não a de movimento, pois a hegemonia só seria derrubada com ataques constantes a base de sustentação da hegemonia, que são os aspectos sóciais do estado.
Esse combate é a construção da contra hegemonia, que se forma no interior da atuante hegemonia, e que deve resistir as tentações de não ser incorporado pela atual hegemonia.
Revolução Passiva
Para Gramsci existiam dois tipos de sociedades que haviam se transformado socialmente: as completas como Inglaterra e França. E as que a nova ordem havia sido imposta, ordem esta criada no estrangeiro. A principal característica desta segunda sociedade é a dialética revolução-restauração. Aqui mesmo no Brasil podemos ver as constantes revoluções e golpes que transformaram a sociedade e mudou, por diversas vezes o pode de mãos.
Achei importante e esclarecedora pra mim a definição “progressistas, quando o governo forte preside um processo mais ordenado de criação de um novo Estado; reacionárias, quando estabiliza o poder existente.”
O transformismo definido por Gramsci era uma coalização de forças de amplo aspecto formando um grupo de interesses com objetivos comuns e transformadores.
Bloco Histórico
A estrutura formada por estado e sociedade representa um contexto estabelecido e que só poderiam ser modificados por um evento catastrófico que derrubando a atual estrutura possibilitaria a o surgimento de um novo bloco, o bloco histórico.
O bloco histórico não existe sem uma estabilidade da conjuntura dominante. Só a permanência de um Estado, suas forças sociais, políticas e econômicas caracterizam o bloco histórico. Para manter a estabilidade do bloco histórico os intelectuais desempenham um papel importante em manter imagens mentais da funcionalidade da organização ou, ao contrario, para derruba-la.
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone
Os Estados Unidos permaneceram entre 1814 e 1898 longe da política internacional e mergulhados na doutrina Monroe. Mas os interessem sempre estiveram nesta direção, pois a própria doutrina Moroe era uma política internacional. Os EUA sempre tiveram interesse em expandir o seu mercado consumidor, principalmente para o extremo oriente e montar um protetorado no Havaí. Historiadores apontam uma elite bélica na costa leste direcionando esforços para uma marinha de guerra. Nomes como o de Willian H. Seward, secretário de estado, Theodore Roosevelt, então secretário assistente da marinha, o presidente Grant e o secretário james G. Elaine.
Cuba era o maior interesse dos EUA para ampliar sua política expansionista, seria a porta de entrada para o caribe. Uma lei das tarifas chamada lei McKinley de 1890, isentava o açúcar cubano de pagar impostos aduaneiros, quando essa lei foi suspensa a ilha entrou em crise uma revolta foi massacrada pela Espanha e mesmo com uma pressão para ajudar Cuba o presidente Cleveland não atacou os espanhóis da ilha, isso só viria a acontecer em 11 de abril de 1898, depois do navio de guerra americano U.S. Maines sofrer um taque durante uma visita a Havana onde 260 marinheiros morreram. Para evitar uma política imperialista opositores do congresso aprovaram uma lei que não autorizava os EUA a montar uma base em Cuba. Simultaneamente o Comodoro George Dewey recebe ordens de atacar a capital das Filipinas, Manila, que também enfrentava uma luta colonial contra a Espanha. Os EUA saem vitoriosos. Cuba e as Filipinas não foram anexadas ao território dos EUA por questões constitucionais, racistas e estrategistas.
As Filipinas só se estabeleceriam como república após a segunda guerra, Cuba permaneceu orbitando os EUA, Porto Rico se tornou um estado livre associado aos EUA. Paralelamente a esses acontecimentos a Inglaterra reconhecia e apoiava a política dos EUA no caribe e no oriente.
O expansionismo dos EUA foi crescendo com acordos com o Japão para garantir as Filipinas para os EUA e a Manchúria para o Japão. Financiou a revolução do Panamá para construir o canal, separando-o da Colômbia. Em resumo de 1900 a 1920 os EUA interviram em Cuba, no Haiti, na República Dominicana, na Nicarágua e no México.
Duas teses tentam explicar o caráter expansionista dos EUA. O primeiro é econômico onde o mercado americano necessitava de matérias primas para seu mercado interno, outra de que os EUA eram exemplo de ética e retidão protestante e deveriam levar essa retidão aos povos não remidos do pecado do México e de toda a América do Sul.
De um século a outro
Um país sem nome que de 1800 com 16 estados chega a 1900 com 45, banhado por dois oceanos, a mesma constituição e sonhando com o futuro.
O Século Americano
A Era progressista: 1900 – 1920.
No início do século XX os EUA possuem um grande parque industrial, comandado por grandes monopólios, superando as nações europeias. O Darwinismo social justificava as políticas opressoras. Horas excedentes de trabalho, baixos salários e péssimas condições de trabalho eram justificadas pela capacidade de raciocinar e trabalhar do povo americano. Capacidade superior a índios, latinos e a demais imigrantes.
Capitalismo monopolista e trabalho.
A economia que era agrícola e artesanal na virada do século se torna industrial. A expansão das ferrovias facilitou os acessos e a expansão agrícola, de extração de ferro e na abertura do mercado. Grandes empresas dominavam o mercado dos EUA. J. P. Morgan e John D. Rockfeller controlavam 48 e 37 empresas respectivamente. Os salários eram muito baixos e os benefícios trabalhistas não existiam. As empresas preferiam empregar mulheres e crianças, pois os salários eram mais baratos.
Imigrantes e o sonho de “fazer a América”
Cerca de 25 milhões de imigrantes chegaram aos EUA entre 1865 e 1915. No ano de 1890 a grande maioria da população das grandes cidades era formada por imigrantes 87% em Chicago, 80% em Nova Iorque e 84% em Milwaukee. Dos imigrantes os que mais sofreram discriminação foram os negros, os latino americanos e os asiáticos. Segundo o economista Francis Amasa Walker a sociedade americana considerava que a fibra da sociedade estava se enfraquecendo, pois os imigrantes estavam ultrapassando os números de pessoas anglo saxônicas. Mesmo com todo o preconceito as leis não impediam as imigrações de forma mais efetiva, pois a mão de obra era muito necessária para a indústria do país.
Racismo e a grande migração de afro-americanos.
O sul dos EUA trataram os negros de uma forma bastante discriminatória no início do século XX. Os negros não tinham direito a voto, usavam repartições públicas diferenciadas. Sofriam violência social e policial. Chegando a média de 2 espancamentos por semana entre 1889 e 1903. Em 1900 90% dos negros dos EUA estavam nos sul do país trabalhando nas plantações de algodão. O êxodo em direção ao norte se seguiu de forma intensa, mas mesmo no norte do país os negros sofriam uma discriminação já enraizada na cultura era uma segregação informal mas impunha limitações sócias.
O Jazz e o Blues.
Basicamente uma mistura de ritmos africanos e europeus o blues se originou nas cantigas de trabalho e toadas da época da escravidão. Por fim se transformou em uma das maiores contribuições dos EUA para a música mundial.
O impulso progressista e seus críticos.
Essa era progressista fez surgir diversos segmentos na sociedade preocupados em controlar e prevenir um caos social. Em 1905 duzentos sindicalistas de Chicago fundaram o Idustrial Workes of the World (IWW) popularmente conhecidos como Wobblies. Fundamentalmente anarquistas buscavam um organização social ampla, onde somente a greve e o enfrentamento levariam a classe operária ao poder. Milhares de ativistas foram presos, torturados e executados. Pela polícia e por milícias de industriais.
O partido socialista da América.
Fundado em 1901 misturava ideias marxistas e a necessidade de acabar com a propriedade privada. Seu programa previa a estatização de bancos e ferrovias, trazia benefícios sócias e trabalhistas. Se desenvolveu a ponto de em 1912 seu candidato a presidência receber cerca de 1 milhão de votos. Sua influência chega ao fim junto com o início da primeira guerra.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Resenha da História dos Estados Unidos de Leandro Karnal, Purdy, Fernandez e de Morais.
Matéria: História da América
Professor: Victor Temprone
Os Estados Unidos permaneceram entre 1814 e 1898 longe da política internacional e mergulhados na doutrina Monroe. Mas os interessem sempre estiveram nesta direção, pois a própria doutrina Moroe era uma política internacional. Os EUA sempre tiveram interesse em expandir o seu mercado consumidor, principalmente para o extremo oriente e montar um protetorado no Havaí. Historiadores apontam uma elite bélica na costa leste direcionando esforços para uma marinha de guerra. Nomes como o de Willian H. Seward, secretário de estado, Theodore Roosevelt, então secretário assistente da marinha, o presidente Grant e o secretário james G. Elaine.
Cuba era o maior interesse dos EUA para ampliar sua política expansionista, seria a porta de entrada para o caribe. Uma lei das tarifas chamada lei McKinley de 1890, isentava o açúcar cubano de pagar impostos aduaneiros, quando essa lei foi suspensa a ilha entrou em crise uma revolta foi massacrada pela Espanha e mesmo com uma pressão para ajudar Cuba o presidente Cleveland não atacou os espanhóis da ilha, isso só viria a acontecer em 11 de abril de 1898, depois do navio de guerra americano U.S. Maines sofrer um taque durante uma visita a Havana onde 260 marinheiros morreram. Para evitar uma política imperialista opositores do congresso aprovaram uma lei que não autorizava os EUA a montar uma base em Cuba. Simultaneamente o Comodoro George Dewey recebe ordens de atacar a capital das Filipinas, Manila, que também enfrentava uma luta colonial contra a Espanha. Os EUA saem vitoriosos. Cuba e as Filipinas não foram anexadas ao território dos EUA por questões constitucionais, racistas e estrategistas.
As Filipinas só se estabeleceriam como república após a segunda guerra, Cuba permaneceu orbitando os EUA, Porto Rico se tornou um estado livre associado aos EUA. Paralelamente a esses acontecimentos a Inglaterra reconhecia e apoiava a política dos EUA no caribe e no oriente.
O expansionismo dos EUA foi crescendo com acordos com o Japão para garantir as Filipinas para os EUA e a Manchúria para o Japão. Financiou a revolução do Panamá para construir o canal, separando-o da Colômbia. Em resumo de 1900 a 1920 os EUA interviram em Cuba, no Haiti, na República Dominicana, na Nicarágua e no México.
Duas teses tentam explicar o caráter expansionista dos EUA. O primeiro é econômico onde o mercado americano necessitava de matérias primas para seu mercado interno, outra de que os EUA eram exemplo de ética e retidão protestante e deveriam levar essa retidão aos povos não remidos do pecado do México e de toda a América do Sul.
De um século a outro
Um país sem nome que de 1800 com 16 estados chega a 1900 com 45, banhado por dois oceanos, a mesma constituição e sonhando com o futuro.
O Século Americano
A Era progressista: 1900 – 1920.
No início do século XX os EUA possuem um grande parque industrial, comandado por grandes monopólios, superando as nações europeias. O Darwinismo social justificava as políticas opressoras. Horas excedentes de trabalho, baixos salários e péssimas condições de trabalho eram justificadas pela capacidade de raciocinar e trabalhar do povo americano. Capacidade superior a índios, latinos e a demais imigrantes.
Capitalismo monopolista e trabalho.
A economia que era agrícola e artesanal na virada do século se torna industrial. A expansão das ferrovias facilitou os acessos e a expansão agrícola, de extração de ferro e na abertura do mercado. Grandes empresas dominavam o mercado dos EUA. J. P. Morgan e John D. Rockfeller controlavam 48 e 37 empresas respectivamente. Os salários eram muito baixos e os benefícios trabalhistas não existiam. As empresas preferiam empregar mulheres e crianças, pois os salários eram mais baratos.
Imigrantes e o sonho de “fazer a América”
Cerca de 25 milhões de imigrantes chegaram aos EUA entre 1865 e 1915. No ano de 1890 a grande maioria da população das grandes cidades era formada por imigrantes 87% em Chicago, 80% em Nova Iorque e 84% em Milwaukee. Dos imigrantes os que mais sofreram discriminação foram os negros, os latino americanos e os asiáticos. Segundo o economista Francis Amasa Walker a sociedade americana considerava que a fibra da sociedade estava se enfraquecendo, pois os imigrantes estavam ultrapassando os números de pessoas anglo saxônicas. Mesmo com todo o preconceito as leis não impediam as imigrações de forma mais efetiva, pois a mão de obra era muito necessária para a indústria do país.
Racismo e a grande migração de afro-americanos.
O sul dos EUA trataram os negros de uma forma bastante discriminatória no início do século XX. Os negros não tinham direito a voto, usavam repartições públicas diferenciadas. Sofriam violência social e policial. Chegando a média de 2 espancamentos por semana entre 1889 e 1903. Em 1900 90% dos negros dos EUA estavam nos sul do país trabalhando nas plantações de algodão. O êxodo em direção ao norte se seguiu de forma intensa, mas mesmo no norte do país os negros sofriam uma discriminação já enraizada na cultura era uma segregação informal mas impunha limitações sócias.
O Jazz e o Blues.
Basicamente uma mistura de ritmos africanos e europeus o blues se originou nas cantigas de trabalho e toadas da época da escravidão. Por fim se transformou em uma das maiores contribuições dos EUA para a música mundial.
O impulso progressista e seus críticos.
Essa era progressista fez surgir diversos segmentos na sociedade preocupados em controlar e prevenir um caos social. Em 1905 duzentos sindicalistas de Chicago fundaram o Idustrial Workes of the World (IWW) popularmente conhecidos como Wobblies. Fundamentalmente anarquistas buscavam um organização social ampla, onde somente a greve e o enfrentamento levariam a classe operária ao poder. Milhares de ativistas foram presos, torturados e executados. Pela polícia e por milícias de industriais.
O partido socialista da América.
Fundado em 1901 misturava ideias marxistas e a necessidade de acabar com a propriedade privada. Seu programa previa a estatização de bancos e ferrovias, trazia benefícios sócias e trabalhistas. Se desenvolveu a ponto de em 1912 seu candidato a presidência receber cerca de 1 milhão de votos. Sua influência chega ao fim junto com o início da primeira guerra.
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução. De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Matéria: história da América e Cultura Afro-brasileira.
Professor: Marcelo Abreu
Introdução.
Na introdução os autores alertam que este livro se trata de apenas uma introdução aos temas africanos. Alerta pra a cultura euro centrista em que estamos submetidos. Destaca que o continente africano possui escritores, cineastas, músicos e intelectuais que são completamente desconhecidos da nossa cultura. Os autores indicam que tratarão dos grandes temas africanos para iniciar o e estudo do continente. Estudo esse regulamentado em lei como matéria obrigatória nas escolas de nível médio e superior no Brasil.
Idéia de África.
Estudar a África não é simplesmente realizar uma descrição física do continente e entre seus desertos, montanhas, rios e florestas, colocar o homem africano entra as zebras, elefantes e girafas. O Homem africano não pode ser naturalizado. São pessoas vivendo em grupo, criando culturas, vivendo e amando.
Culturalmente a África entrou no imaginário europeu como uma terra bestializada. No século XIII o continente era definido pela igreja como uma terra de seres fantásticos e longe das terras dos homens. Mas essa estigmatização não acompanha o pensamento anteriormente defendido e estudado no período clássico de nossa história, Heródoto, Plínio e Solino em seus escritos, fazem muitas referências ao continente africano, essas referências foram completamente deixadas de lado na Idade Média. Contribuindo para rechear o imaginário europeu com lendas e mitos a respeito do continente africano.
Existe um pensamento generalizante que trata toda a África como um só bloco, um pensamento que transforma todo um continente em uma só unidade monolítica. Mesmo durante a colonização do continente, nunca houve um esforço na diferenciação dos conjuntos populacionais.
Os africanos
Apesar da simples definição de que africanos são os nascidos na África, devemos ficar atentos para evitar que as simplificações reduzam a grande diversidade cultural, humana, linguística, alimentar, religiosa entre outras que compõe os vários africanos que habitam a África.
O “fardo moral dos homens brancos” foi um pensamento europeu em relação aos homens da África. Por não reconhecer na sociedade africana seus padrões de vida, sua estrutura política, sua semelhança em comportamento. O europeu considerou que alí, na África não havia humanidade.
Religiões
As religiões na África podem começar a serem analisadas a partir do norte. Onde o cristianismo partindo da Grécia e do posterior domínio do império romano. Logo se verifica uma penetração mulçumana através do vale do Nilo, devido a proximidade com a península arábica. Essa expansão mulçumana se estende por todas as regiões do Saara. O protestantismo com suas missões atingiram pontualmente algumas regiões do continente, mas nas regiões cristãs do que nas mulçumanas. De forma geral para cada dez convertidos apenas um era cristão e nove mulçumanos.
As religiões africanas de forma geral apresentam um ser superior que criou o universo, cercado por entidades menores que o auxiliam nas tarefas da terra. Além de uma forte ligação com os ancestrais. Mas a falta de livros sagrados e a forte tendência da tradição oral podem levar, erroneamente, a uma generalização das religiões africanas.
História e Historiadores
Não podemos esperar da natureza aquilo que só a cultura pode nos dar, ou seja, a história dos povos que habitavam e habitam o continente.
A concepção de história do século XIX fundamentada na definição de Hegel definia o continente como um lugar sem história, sem cultura, sem política, sem registros. Durante muito tempo a história do continente africano foi confundida com a história do europeu na África. Esse panorama só foi mudado a partir de 1950 com as primeiras independências mais significativas conquistadas e a inclusão da matéria história da África nas escolas e academias.
As organizações políticas.
As organizações politicas do continente são tão variadas que não permitem uma síntese conclusiva. Variando de impérios a pequenos clãs familiares os lideres eram erguidos das mais diversas formas. Uma visão panorâmica para facilitar o entendimento dos grupos políticos e suas formações pode ser dividida em três pontos:
1 – Até o século VI as grandes civilizações a militarização e multiplicidade religiosa caracterizou a região.
2 – Até o século XV o islamismo e o catolicismo formaram a base estrutural da sociedade na porção norte. Ao sul os movimentos migratórios formaram alguns estados políticos.
3 – Até 1880 com forte influência europeia, supratribalização e dominação militar.
Partilha européia e conquista da África.
O século XIX marcou a invasão europeia para o interior do continente africano. Motivada por diversos fatores tais como econômicos, religiosos, militares ou sócios, essa invasão foi tão intensa que esse período ficou conhecido como África europeia.
No século anterior o continente já contava com uma estrutura politica definida por grandes impérios como o Zulu, o Tucolor, e o Ashanti. Foi a resistência a invasão política europeia que transformou essa invasão em uma ação militar que, também, funcionou para um equilíbrio de forças entre as nações europeias.
Os europeus não encontram uma África unida e imaculada na sua chegada. Ao contrário, encontram uma um continente um luta por terras para a agricultura e constantes tensões e conflitos internos.
Por fim o que se planejou ser uma invasão comercial se transformou numa invasão militar devido a resistências de todos os povos africanos. “O mascate e sua mala foram substituídos pelo soldado e sua arma”
Congresso de Berlim.
Realizado em 1884 este congresso foi importante para regulamentar a ocupação do continente africano, pois os constantes movimentos militares e os interesses contrariados iram resultar em uma guerra entre os países da Europa.
A África sob o domínio colonial.
Quando o litoral já não era mais suficiente para os europeus e a conquista do interior começou os principais motivos para a vitória européia foram: Superioridade militar e logística, estabilidade associada a instabilidade africana, maior recurso material e financeiro, maior conhecimento do continente, avanço da medicina tropical.
A conquista européia trouxe duas profundas modificações na vida do africano: a expropriação das terras e o trabalho escravo.
Os nativos eram obrigados a pagar impostos aos conquistadores, mas estes impostos tinham que ser pagos com moeda européia, isso obrigava ao nativo a ter que trabalhar ou se escravizar para conseguir a moeda européia.
Pensar as independências africanas.
O movimento de independência africano que tomou força após o fim da segunda guerra mundial. Foi chamado, por alguns, de descolonização. Termo esse que mais do que uma diferença semântica para independência é uma personificação da volta a um passado pré-colonial, mas que não é o passado natural da região. A definição de libertação ou independência é a que mais se ajusta ao movimento ocorrido nesse período.
O movimento de libertação se tornou uma luta armada principalmente a partir de 1975 e as independências das colônias portuguesas.
Sul da África racismo e resistência.
Por se um ponto estratégico nas navegações da companhia das índias o Cabo da Boa Esperança recebeu ingleses e holandeses que logo se desprenderam dos costumes de seus países de origens e passaram a viver com novos costumes, originários desta nova região. O século XX já trouxe uma forte característica separatória na região. Mas foi a partir do fim da segunda guerra mundial que as politicas se endureceram e a África do Sul programou em toda a sua força de opressão o Apartheid.
O governo dos Boers realizou a separação dos povos por raças e isolou os negros em estados independes de forma forçada, onde eles perderam a cidadania sul-africana.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento do livro: Historia da África, uma introdução.
De: Ana Mônica Lopes e Luiz Arnaut
Matéria: história da América e Cultura Afro-brasileira.
Professor: Marcelo Abreu
Introdução.
Na introdução os autores alertam que este livro se trata de apenas uma introdução aos temas africanos. Alerta pra a cultura euro centrista em que estamos submetidos. Destaca que o continente africano possui escritores, cineastas, músicos e intelectuais que são completamente desconhecidos da nossa cultura. Os autores indicam que tratarão dos grandes temas africanos para iniciar o e estudo do continente. Estudo esse regulamentado em lei como matéria obrigatória nas escolas de nível médio e superior no Brasil.
Idéia de África.
Estudar a África não é simplesmente realizar uma descrição física do continente e entre seus desertos, montanhas, rios e florestas, colocar o homem africano entra as zebras, elefantes e girafas. O Homem africano não pode ser naturalizado. São pessoas vivendo em grupo, criando culturas, vivendo e amando.
Culturalmente a África entrou no imaginário europeu como uma terra bestializada. No século XIII o continente era definido pela igreja como uma terra de seres fantásticos e longe das terras dos homens. Mas essa estigmatização não acompanha o pensamento anteriormente defendido e estudado no período clássico de nossa história, Heródoto, Plínio e Solino em seus escritos, fazem muitas referências ao continente africano, essas referências foram completamente deixadas de lado na Idade Média. Contribuindo para rechear o imaginário europeu com lendas e mitos a respeito do continente africano.
Existe um pensamento generalizante que trata toda a África como um só bloco, um pensamento que transforma todo um continente em uma só unidade monolítica. Mesmo durante a colonização do continente, nunca houve um esforço na diferenciação dos conjuntos populacionais.
Os africanos
Apesar da simples definição de que africanos são os nascidos na África, devemos ficar atentos para evitar que as simplificações reduzam a grande diversidade cultural, humana, linguística, alimentar, religiosa entre outras que compõe os vários africanos que habitam a África.
O “fardo moral dos homens brancos” foi um pensamento europeu em relação aos homens da África. Por não reconhecer na sociedade africana seus padrões de vida, sua estrutura política, sua semelhança em comportamento. O europeu considerou que alí, na África não havia humanidade.
Religiões
As religiões na África podem começar a serem analisadas a partir do norte. Onde o cristianismo partindo da Grécia e do posterior domínio do império romano. Logo se verifica uma penetração mulçumana através do vale do Nilo, devido a proximidade com a península arábica. Essa expansão mulçumana se estende por todas as regiões do Saara. O protestantismo com suas missões atingiram pontualmente algumas regiões do continente, mas nas regiões cristãs do que nas mulçumanas. De forma geral para cada dez convertidos apenas um era cristão e nove mulçumanos.
As religiões africanas de forma geral apresentam um ser superior que criou o universo, cercado por entidades menores que o auxiliam nas tarefas da terra. Além de uma forte ligação com os ancestrais. Mas a falta de livros sagrados e a forte tendência da tradição oral podem levar, erroneamente, a uma generalização das religiões africanas.
História e Historiadores
Não podemos esperar da natureza aquilo que só a cultura pode nos dar, ou seja, a história dos povos que habitavam e habitam o continente.
A concepção de história do século XIX fundamentada na definição de Hegel definia o continente como um lugar sem história, sem cultura, sem política, sem registros. Durante muito tempo a história do continente africano foi confundida com a história do europeu na África. Esse panorama só foi mudado a partir de 1950 com as primeiras independências mais significativas conquistadas e a inclusão da matéria história da África nas escolas e academias.
As organizações políticas.
As organizações politicas do continente são tão variadas que não permitem uma síntese conclusiva. Variando de impérios a pequenos clãs familiares os lideres eram erguidos das mais diversas formas. Uma visão panorâmica para facilitar o entendimento dos grupos políticos e suas formações pode ser dividida em três pontos:
1 – Até o século VI as grandes civilizações a militarização e multiplicidade religiosa caracterizou a região.
2 – Até o século XV o islamismo e o catolicismo formaram a base estrutural da sociedade na porção norte. Ao sul os movimentos migratórios formaram alguns estados políticos.
3 – Até 1880 com forte influência europeia, supratribalização e dominação militar.
Partilha européia e conquista da África.
O século XIX marcou a invasão europeia para o interior do continente africano. Motivada por diversos fatores tais como econômicos, religiosos, militares ou sócios, essa invasão foi tão intensa que esse período ficou conhecido como África europeia.
No século anterior o continente já contava com uma estrutura politica definida por grandes impérios como o Zulu, o Tucolor, e o Ashanti. Foi a resistência a invasão política europeia que transformou essa invasão em uma ação militar que, também, funcionou para um equilíbrio de forças entre as nações europeias.
Os europeus não encontram uma África unida e imaculada na sua chegada. Ao contrário, encontram uma um continente um luta por terras para a agricultura e constantes tensões e conflitos internos.
Por fim o que se planejou ser uma invasão comercial se transformou numa invasão militar devido a resistências de todos os povos africanos. “O mascate e sua mala foram substituídos pelo soldado e sua arma”
Congresso de Berlim.
Realizado em 1884 este congresso foi importante para regulamentar a ocupação do continente africano, pois os constantes movimentos militares e os interesses contrariados iram resultar em uma guerra entre os países da Europa.
A África sob o domínio colonial.
Quando o litoral já não era mais suficiente para os europeus e a conquista do interior começou os principais motivos para a vitória européia foram: Superioridade militar e logística, estabilidade associada a instabilidade africana, maior recurso material e financeiro, maior conhecimento do continente, avanço da medicina tropical.
A conquista européia trouxe duas profundas modificações na vida do africano: a expropriação das terras e o trabalho escravo.
Os nativos eram obrigados a pagar impostos aos conquistadores, mas estes impostos tinham que ser pagos com moeda européia, isso obrigava ao nativo a ter que trabalhar ou se escravizar para conseguir a moeda européia.
Pensar as independências africanas.
O movimento de independência africano que tomou força após o fim da segunda guerra mundial. Foi chamado, por alguns, de descolonização. Termo esse que mais do que uma diferença semântica para independência é uma personificação da volta a um passado pré-colonial, mas que não é o passado natural da região. A definição de libertação ou independência é a que mais se ajusta ao movimento ocorrido nesse período.
O movimento de libertação se tornou uma luta armada principalmente a partir de 1975 e as independências das colônias portuguesas.
Sul da África racismo e resistência.
Por se um ponto estratégico nas navegações da companhia das índias o Cabo da Boa Esperança recebeu ingleses e holandeses que logo se desprenderam dos costumes de seus países de origens e passaram a viver com novos costumes, originários desta nova região. O século XX já trouxe uma forte característica separatória na região. Mas foi a partir do fim da segunda guerra mundial que as politicas se endureceram e a África do Sul programou em toda a sua força de opressão o Apartheid.
O governo dos Boers realizou a separação dos povos por raças e isolou os negros em estados independes de forma forçada, onde eles perderam a cidadania sul-africana.
AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA E CULTURA AFROBRASILEIRA
AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA E CULTURA AFROBRASILEIRA
2º BIMESTRE
1. Algumas manifestações culturais do Norte Fluminense, como manifestações carnavalescas, formas idiomáticas de linguagem, culinária, músicas e danças, nos remetem a ancestrais africanos ou afro-brasileiros. Mais que isso, algumas manifestações desse tipo só são encontradas em estados nordestinos como Alagoas, Maranhão e Pernambuco, principalmente. Segundo uma pesquisa baseada em entrevistas, depoimentos, cruzamento de dados, estatísticas que relacionam o fim do tráfico Atlântico ao aumento da população escrava, é possível se atribuir essa presença de elementos culturais nordestinos ao tráfico interno de escravos.
1.1 Aproveitando seus elevados conhecimentos e o texto anterior, faça uma explanação considerando a definição de escravidão (Moderna), de tráfico de escravos e da Lei Eusébio de Queirós (1850).
Contextualizando para o Brasil colonial, os escravos eram os prisioneiros das guerras entre tribos africanas. Onde os vencedores vendiam seus prisioneiros para os portugueses, que os utilizava para fazer a economia do Brasil colonial funcionar. Quando da aprovação da lei e o fim oficial do tráfico interatlantico uma rota de tráfico interna de escravos se estabeleceu. Escravos que estavam fixados no nordeste foram transferidos para as lavouras do sul e sudeste do país, principalmente para o plantio de café. Com isso as tradições praticadas no nordeste foram estabelecidas, também, nesta nova região. Desta forma foi possível explicar os traços em comum encontrados no cruzamento de dados.
1.2 Compare a escravidão Moderna com as formas de escravidão existentes na África (pelo menos duas).
Desde antes da presença dos europeus no continente africano a prática escravocrata já estava estabelecida no continente. Diferente da prática posterior onde os escravos eram tratados como mercadorias.
Além da guerra a escravidão poderia ser também imposta como castigos penais por assassinato, adultério e roubo. O ainda para se saldar uma dívida ou adquirir um empréstimo. Uma pessoa da própria família poderia ser entregue a outra comunidade para ser escravizada. Além disso, a fome, obrigava a própria escravização ou a de um familiar. Pode ser citada, também, a Escravidão por dívida, onde a pessoa fica a serviço do credor por um prazo determinado combinado até que a dívida seja considerada paga.
E a escravidão voluntária, onde por já estar em uma situação ruim, a pessoa se submete a escravidão, onde trabalha por alimentos e por um lugar para morar.
Posteriormente algumas tribos africanas passaram a vender seus escravos para os povos mulçumanos do norte, que traficavam estes escravos/prisioneiros para Europa e para o Ceuta, agora com o “status” de mercadoria. Essa prática de venda de prisioneiros chegou a ser a principal estratégia econômica de alguns povos africanos.
1.3 O que foi o tráfico interno de escravos e qual sua relação com a difusão de elementos culturais nordestinos em nossa região?
Um dos principais movimentos de tráfico interno de escravos foi da Bahia para as plantações de café do sudeste. Segundo os dados de Robert W. Slenes, entre 1850 e 1881 entre 210 a 300 mil escravos foram deslocados do nordeste para estas culturas do sudeste e em particular da nossa região, trazendo seus hábitos e estabelecendo sua forma de viver em nossa região.
Estes escravos atuavam na criação de gado, na cultura da cana e depois na do café. E o número de escravos sofre um aumento de mais de 300% em nossa região após a fim do trafico internacional em 1850. E foram os escravos do nordeste que ocupam a região após o fim deste tráfico com destino as plantações de café.
Estudando estas origens é possível constatar que algumas manifestações culturais só podem ser encontradas no nordeste e em nossa região como: A Catirina e monstro Jaguará são encontrados em Conceição de Macabú. A dança folclórica Manachita é observada na região de Campos e Quissamã. Além dês expressões idiomáticas como: Cabrunco, Lamparão e Estopô que são encontradas no nordeste e em nossa região.
2. Vários foram os quilombos macaenses. Quase sempre seguiam o modelo “palmarino” – rebelião, fugas, resistência, guerra, destruição, etc. Entretanto, se compararmos os quilombos de Cruz Sena (1870-74) e o “lendário” Quilombo do Carukango (+/- 1817-1831), veremos que existem semelhanças e diferenças marcantes, que mostram as etapas da História da Escravidão no Norte Fluminense. Assim, discorra sobre ambos, resumindo suas Histórias, estabelecendo comparações e relacionando-as com essa “História da Escravidão”.
O quilombo de Cruz Sena era localizado no atual município de Conceição de Macabú, nas terras do fazendeiro Manuel da Cruz Sena na fazenda de Santo Antônio. Manuel enriqueceu no período do comércio escravocrata tanto no tráfico internacional quando no trafico interno. Era um home experiente e com habilidade para o comércio. A forma de administrar a fazenda foi a principal responsável pela revolta e fuga dos escravos que formaram o quilombo de Cruz Sena. Proibindo festas e atividades paralelas as das obrigações com a fazenda e deslocando escravos, e assim, desfazendo os laços familiares foram os principais atos que motivaram esta revolta.
e um ano 39 dos 42 escravos fugiram do cativeiro. Mas mantinham-se próximos da fazendo, onde ocasionalmente praticavam pequenos furtos de utensílios, armas e munições ou sementes da mesma fazenda da qual fugiram e no quilombo produziam seus alimentos, além da caça e da pesca.
A princípio se dando por vencido, mas depois procurando reaver seu investimento Manuel iniciou um movimento para retomar seus escravos. Esse movimento só tomou força e obteve apoio oficial quando um meeiro foi assassinado em uma tentativa de assalto. Como a culpa recaiu sob o quilombo o Coronel Amado, importante figura da sociedade escravocrata e delegado de polícia da região, precisou acalmar os demais fazendeiros e negociou a rendição dos escravos com o compromisso de serem vendidos para outros donos. A venda foi confirmada mesmo sob tentativa de Manuel de evitar a perda dos escravos. E um novo proprietário assume a fazenda com, praticamente, os mesmos escravos de antes.
Um pouco mais cedo, ainda no início do século XIX, já no atual município de Macaé um formidável quilombo, o maior do Estado do Rio de Janeiro já registrado se formou e são os seus traços peculiares que serão analisados e comparados com o quilombo anteriormente descrito.
Tal como em Cruz Sena o quilombo de Carucango foi formado por uma fuga em massa da fazenda e com a fixação dos escravos em uma região próxima a antiga fazenda. Os furtos da fazenda original, também eram a uma fonte de sobrevivência para os fugitivos. Sementes, ferramentas e armas foram apossadas pelos escravos. Mas por ser um quilombo maior do que o de Cruz Sena, os da Carucango procuram um espaço maior para se estabelecerem e os furtos aconteciam em outras fazendas, não apenas na qual eles fugiram. Esse quilombo adquiriu força e as milícias de Macaé e Cabo Frio não tinham condições de enfrentá-los.
Foi somente com o apoio da milícia do Espírito Santo e de um estrategista português que as tropas alcançaram o quilombo. Ali encontraram uma sociedade organizada e auto-sustentável, diferente de Cruz Sena, que dependia da proximidade das fazendas, Carucango já vivia de forma semi independente. A destruição foi completa e não houve a preocupação de preservar os escravos, que eram propriedade de outros senhores, foram todos mortos para que o exemplo e as idéias não se espalhassem.
3. Em “Escravidão e Engenhos” João Oscar discorre sobre episódios da “História da Escravidão no Norte Fluminense” em municípios como Macaé, Campos, São João da Barra. Segundo Oscar, 14.000 escravos habitaram o município de Macaé nos anos oitenta do século XIX, correspondendo a 55% da população total. Com tantos escravos, como era possível a manutenção da ordem nessa e em outras regiões similares do Brasil?
Ao analisar os casos dos quilombos de Cruz Sena e do Carucango é possível observar as estratégias sociais e políticas que envolviam a convivência com os escravos. O caso de Cruz Sena os escravos aceitaram uma negociação com seus donos e por isso foram preservadas e garantidas as suas reivindicações básicas. Desta forma, também, o interesse dos donos de escravos eram preservados, pois seus patrimônios estavam garantidos. A segurança pública era mantida e a população em geral se sentia segura. Mas o caso do Carucango extrapolou esse limite quando um caso de assassinato foi ligado aos quilombolas. O Carucango, além deste problema, já se estabelecia de forma a chamar a atenção de outros escravos pela dimensão que tomava, tanto em tamanho quanto em fama, como exemplo a ser seguido por outros escravos. A reação policial e política foram arrasadoras, todos os membros foram mortos pelas autoridades e o líder do movimento o negro Carucango foi esquartejado e sua cabeça posta em exposição pública para aterrorizar novas tentativas. E foi, também, essa ausência de um líder que facilitou o desfecho pacífico do caso Cruz Sena.
4. Gana, Monomotapa, Congo, Timbuctu, Gao, são exemplos de culturas e ciivilizações africanas imediatamente anteriores a presença européia naquele continente. Selecione duas dessas culturas caracterizando-as.
Reino de Gana.
Uma região que se destaca na África subsaariana é o SAEL( região de savanas ao sul do Saara). Os povos desta região também eram conhecidos como sudaneses (Bilad al-Sudan, em árabe significa terra dos negros). Além de agricultores, era povos que dominavam a pesca a caça e a metalurgia.
O reino de Gana era um destes povos sudaneses. Região rica em ouro desde cedo se tornou um ponto de comércio com o norte do continente e essa característica natural ajudou a transformar a mentalidade do povo formando um reino estruturado. Nobres, homens livres, servos e escravos compunham a sociedade ganesa. A religião era tradicional e ligada a própria região somente com o incremento das trocas com o norte é que o islamismo se desenvolveu na sociedade.
Pouco desenvolvida militarmente o reino ganes se estabilizou valorizando o comércio e cobrando taxas oficiais aos postos comerciais. O apogeu de sua economia aconteceu no século VIII onde o domínio ganes alcança a região do Nilo, passando pelo Sudão. Desta forma todo o norte da África estava sujeita a influência do reino de Gana.
Dois fatores contribuíram para o declínio do reino. Primeiro a exaustão das jazidas de ouro e depois o avanço da dominação mulçumana.
Reino do Congo.
Foi no final do século XIV que uma unificação ocorreu na região do Congo. Tendo como núcleo inicial a cidade de Mbanza Kongo, um forte laço comercial uniu os demais centros regionais, formando assim o reino do Congo. O poder exercido pelo Mani Congo e um conselho real formado por 12 membros, mantinha a estabilidade política e comercial através de casamentos e arranjos familiares.
Em 1485 acontece o primeiro contato entre Portugal e o Reino do Congo através de Diogo Cão. Teve início um processo de cristianização da sociedade congolesa. Missões entre os dois reinos foram estabelecidas e alguns congoleses foram levados a Portugal para aprender os costumes e levá-los ao seu reino de origem.
Com tradições ligadas a terra e a fundição de metais o Reino do Congo não tinha características bélicas e militares, mantendo sua administração intimamente ligada as linhagens hereditárias e aos casamentos de ocasião.
As relações com Portugal foram se desgastando até que em 1665 aconteceu o confronto chamado “batalha de Mbwila” onde os portugueses vencem o confronto e dominam a região.
2º BIMESTRE
1. Algumas manifestações culturais do Norte Fluminense, como manifestações carnavalescas, formas idiomáticas de linguagem, culinária, músicas e danças, nos remetem a ancestrais africanos ou afro-brasileiros. Mais que isso, algumas manifestações desse tipo só são encontradas em estados nordestinos como Alagoas, Maranhão e Pernambuco, principalmente. Segundo uma pesquisa baseada em entrevistas, depoimentos, cruzamento de dados, estatísticas que relacionam o fim do tráfico Atlântico ao aumento da população escrava, é possível se atribuir essa presença de elementos culturais nordestinos ao tráfico interno de escravos.
1.1 Aproveitando seus elevados conhecimentos e o texto anterior, faça uma explanação considerando a definição de escravidão (Moderna), de tráfico de escravos e da Lei Eusébio de Queirós (1850).
Contextualizando para o Brasil colonial, os escravos eram os prisioneiros das guerras entre tribos africanas. Onde os vencedores vendiam seus prisioneiros para os portugueses, que os utilizava para fazer a economia do Brasil colonial funcionar. Quando da aprovação da lei e o fim oficial do tráfico interatlantico uma rota de tráfico interna de escravos se estabeleceu. Escravos que estavam fixados no nordeste foram transferidos para as lavouras do sul e sudeste do país, principalmente para o plantio de café. Com isso as tradições praticadas no nordeste foram estabelecidas, também, nesta nova região. Desta forma foi possível explicar os traços em comum encontrados no cruzamento de dados.
1.2 Compare a escravidão Moderna com as formas de escravidão existentes na África (pelo menos duas).
Desde antes da presença dos europeus no continente africano a prática escravocrata já estava estabelecida no continente. Diferente da prática posterior onde os escravos eram tratados como mercadorias.
Além da guerra a escravidão poderia ser também imposta como castigos penais por assassinato, adultério e roubo. O ainda para se saldar uma dívida ou adquirir um empréstimo. Uma pessoa da própria família poderia ser entregue a outra comunidade para ser escravizada. Além disso, a fome, obrigava a própria escravização ou a de um familiar. Pode ser citada, também, a Escravidão por dívida, onde a pessoa fica a serviço do credor por um prazo determinado combinado até que a dívida seja considerada paga.
E a escravidão voluntária, onde por já estar em uma situação ruim, a pessoa se submete a escravidão, onde trabalha por alimentos e por um lugar para morar.
Posteriormente algumas tribos africanas passaram a vender seus escravos para os povos mulçumanos do norte, que traficavam estes escravos/prisioneiros para Europa e para o Ceuta, agora com o “status” de mercadoria. Essa prática de venda de prisioneiros chegou a ser a principal estratégia econômica de alguns povos africanos.
1.3 O que foi o tráfico interno de escravos e qual sua relação com a difusão de elementos culturais nordestinos em nossa região?
Um dos principais movimentos de tráfico interno de escravos foi da Bahia para as plantações de café do sudeste. Segundo os dados de Robert W. Slenes, entre 1850 e 1881 entre 210 a 300 mil escravos foram deslocados do nordeste para estas culturas do sudeste e em particular da nossa região, trazendo seus hábitos e estabelecendo sua forma de viver em nossa região.
Estes escravos atuavam na criação de gado, na cultura da cana e depois na do café. E o número de escravos sofre um aumento de mais de 300% em nossa região após a fim do trafico internacional em 1850. E foram os escravos do nordeste que ocupam a região após o fim deste tráfico com destino as plantações de café.
Estudando estas origens é possível constatar que algumas manifestações culturais só podem ser encontradas no nordeste e em nossa região como: A Catirina e monstro Jaguará são encontrados em Conceição de Macabú. A dança folclórica Manachita é observada na região de Campos e Quissamã. Além dês expressões idiomáticas como: Cabrunco, Lamparão e Estopô que são encontradas no nordeste e em nossa região.
2. Vários foram os quilombos macaenses. Quase sempre seguiam o modelo “palmarino” – rebelião, fugas, resistência, guerra, destruição, etc. Entretanto, se compararmos os quilombos de Cruz Sena (1870-74) e o “lendário” Quilombo do Carukango (+/- 1817-1831), veremos que existem semelhanças e diferenças marcantes, que mostram as etapas da História da Escravidão no Norte Fluminense. Assim, discorra sobre ambos, resumindo suas Histórias, estabelecendo comparações e relacionando-as com essa “História da Escravidão”.
O quilombo de Cruz Sena era localizado no atual município de Conceição de Macabú, nas terras do fazendeiro Manuel da Cruz Sena na fazenda de Santo Antônio. Manuel enriqueceu no período do comércio escravocrata tanto no tráfico internacional quando no trafico interno. Era um home experiente e com habilidade para o comércio. A forma de administrar a fazenda foi a principal responsável pela revolta e fuga dos escravos que formaram o quilombo de Cruz Sena. Proibindo festas e atividades paralelas as das obrigações com a fazenda e deslocando escravos, e assim, desfazendo os laços familiares foram os principais atos que motivaram esta revolta.
e um ano 39 dos 42 escravos fugiram do cativeiro. Mas mantinham-se próximos da fazendo, onde ocasionalmente praticavam pequenos furtos de utensílios, armas e munições ou sementes da mesma fazenda da qual fugiram e no quilombo produziam seus alimentos, além da caça e da pesca.
A princípio se dando por vencido, mas depois procurando reaver seu investimento Manuel iniciou um movimento para retomar seus escravos. Esse movimento só tomou força e obteve apoio oficial quando um meeiro foi assassinado em uma tentativa de assalto. Como a culpa recaiu sob o quilombo o Coronel Amado, importante figura da sociedade escravocrata e delegado de polícia da região, precisou acalmar os demais fazendeiros e negociou a rendição dos escravos com o compromisso de serem vendidos para outros donos. A venda foi confirmada mesmo sob tentativa de Manuel de evitar a perda dos escravos. E um novo proprietário assume a fazenda com, praticamente, os mesmos escravos de antes.
Um pouco mais cedo, ainda no início do século XIX, já no atual município de Macaé um formidável quilombo, o maior do Estado do Rio de Janeiro já registrado se formou e são os seus traços peculiares que serão analisados e comparados com o quilombo anteriormente descrito.
Tal como em Cruz Sena o quilombo de Carucango foi formado por uma fuga em massa da fazenda e com a fixação dos escravos em uma região próxima a antiga fazenda. Os furtos da fazenda original, também eram a uma fonte de sobrevivência para os fugitivos. Sementes, ferramentas e armas foram apossadas pelos escravos. Mas por ser um quilombo maior do que o de Cruz Sena, os da Carucango procuram um espaço maior para se estabelecerem e os furtos aconteciam em outras fazendas, não apenas na qual eles fugiram. Esse quilombo adquiriu força e as milícias de Macaé e Cabo Frio não tinham condições de enfrentá-los.
Foi somente com o apoio da milícia do Espírito Santo e de um estrategista português que as tropas alcançaram o quilombo. Ali encontraram uma sociedade organizada e auto-sustentável, diferente de Cruz Sena, que dependia da proximidade das fazendas, Carucango já vivia de forma semi independente. A destruição foi completa e não houve a preocupação de preservar os escravos, que eram propriedade de outros senhores, foram todos mortos para que o exemplo e as idéias não se espalhassem.
3. Em “Escravidão e Engenhos” João Oscar discorre sobre episódios da “História da Escravidão no Norte Fluminense” em municípios como Macaé, Campos, São João da Barra. Segundo Oscar, 14.000 escravos habitaram o município de Macaé nos anos oitenta do século XIX, correspondendo a 55% da população total. Com tantos escravos, como era possível a manutenção da ordem nessa e em outras regiões similares do Brasil?
Ao analisar os casos dos quilombos de Cruz Sena e do Carucango é possível observar as estratégias sociais e políticas que envolviam a convivência com os escravos. O caso de Cruz Sena os escravos aceitaram uma negociação com seus donos e por isso foram preservadas e garantidas as suas reivindicações básicas. Desta forma, também, o interesse dos donos de escravos eram preservados, pois seus patrimônios estavam garantidos. A segurança pública era mantida e a população em geral se sentia segura. Mas o caso do Carucango extrapolou esse limite quando um caso de assassinato foi ligado aos quilombolas. O Carucango, além deste problema, já se estabelecia de forma a chamar a atenção de outros escravos pela dimensão que tomava, tanto em tamanho quanto em fama, como exemplo a ser seguido por outros escravos. A reação policial e política foram arrasadoras, todos os membros foram mortos pelas autoridades e o líder do movimento o negro Carucango foi esquartejado e sua cabeça posta em exposição pública para aterrorizar novas tentativas. E foi, também, essa ausência de um líder que facilitou o desfecho pacífico do caso Cruz Sena.
4. Gana, Monomotapa, Congo, Timbuctu, Gao, são exemplos de culturas e ciivilizações africanas imediatamente anteriores a presença européia naquele continente. Selecione duas dessas culturas caracterizando-as.
Reino de Gana.
Uma região que se destaca na África subsaariana é o SAEL( região de savanas ao sul do Saara). Os povos desta região também eram conhecidos como sudaneses (Bilad al-Sudan, em árabe significa terra dos negros). Além de agricultores, era povos que dominavam a pesca a caça e a metalurgia.
O reino de Gana era um destes povos sudaneses. Região rica em ouro desde cedo se tornou um ponto de comércio com o norte do continente e essa característica natural ajudou a transformar a mentalidade do povo formando um reino estruturado. Nobres, homens livres, servos e escravos compunham a sociedade ganesa. A religião era tradicional e ligada a própria região somente com o incremento das trocas com o norte é que o islamismo se desenvolveu na sociedade.
Pouco desenvolvida militarmente o reino ganes se estabilizou valorizando o comércio e cobrando taxas oficiais aos postos comerciais. O apogeu de sua economia aconteceu no século VIII onde o domínio ganes alcança a região do Nilo, passando pelo Sudão. Desta forma todo o norte da África estava sujeita a influência do reino de Gana.
Dois fatores contribuíram para o declínio do reino. Primeiro a exaustão das jazidas de ouro e depois o avanço da dominação mulçumana.
Reino do Congo.
Foi no final do século XIV que uma unificação ocorreu na região do Congo. Tendo como núcleo inicial a cidade de Mbanza Kongo, um forte laço comercial uniu os demais centros regionais, formando assim o reino do Congo. O poder exercido pelo Mani Congo e um conselho real formado por 12 membros, mantinha a estabilidade política e comercial através de casamentos e arranjos familiares.
Em 1485 acontece o primeiro contato entre Portugal e o Reino do Congo através de Diogo Cão. Teve início um processo de cristianização da sociedade congolesa. Missões entre os dois reinos foram estabelecidas e alguns congoleses foram levados a Portugal para aprender os costumes e levá-los ao seu reino de origem.
Com tradições ligadas a terra e a fundição de metais o Reino do Congo não tinha características bélicas e militares, mantendo sua administração intimamente ligada as linhagens hereditárias e aos casamentos de ocasião.
As relações com Portugal foram se desgastando até que em 1665 aconteceu o confronto chamado “batalha de Mbwila” onde os portugueses vencem o confronto e dominam a região.
Avaliação de História da Africa.
1. Um breve exame do mapa físico da África basta para mostrar a importância da Núbia como elo entre a África central – a dos Grandes Lagos e da bacia do Congo – e o mundo mediterrânico. O vale do Nilo, que em sua maior parte corre paralelo ao mar Vermelho, em direção ao “corredor” núbio, entre o Saara, a oeste, e o deserto arábico ou núbio, a leste, permitiu um contato direto entre as antigas civilizações do Mediterrâneo e as da África negra. Assim, não deve causar espanto a descoberta de uma admirável cabeça de bronze de Augusto em Meroé, a menos de 200 km de Cartum.
Descreva as principais características das civilizações núbias, estabelecendo uma relação com a citação acima. Em outras palavras, pesquise a importância do comércio nas atividades econômicas dos povos núbios.
Os núbios possuíam algumas riquezas em seu território como o ouro, ébano e marfim que atraiam a atenção dos egípcios iniciando atividades comerciais e também guerras de conquista. Mas esses materiais também eram exportados para o Egito na época da dominação egípcia. A Núbia desenvolveu a produção de manufaturados, como camas e sofás, que também eram exportados para o Egito. Mostrando assim o avanço do povo núbio.
Mas foi sua estratégica posição geográfica que facilitou seu acesso a todo o continente. O contato ao norte com o vale do Nilo e ao sul, servindo de elo para a África negra subsaariana. Foi principalmente no segundo período intermediário que a Núbia intensificou seu comércio com o vale do Nilo. A cidade de Kush intensificou seu comércio na região obtendo muito lucro nas negociações.
Foram os monarcas de Assuã que perceberam a importância do comercio na fronteira entre Núbia e Egito. Por se tratar de um ponto estratégico de acesso a toda a região.
Meroé era um entreposto para as caravanas comerciais do mar vermelho para o Nilo e para o Chade. A abundância de madeira foi um incremento do comércio de ferro para a Núbia onde seu arenito fornecia minério para a fundição do metal. O ponto alto do comércio núbio foi sua dominação do Egito, onde tiveram contato com os romanos, foi na saída do Egito que o episódio da cabeça de Augusto aconteceu, ela foi levada para o território núbio na cidade de Maroé. E ficou enterrada na entrada na soleira do palácio para que todos pisassem sobre a cabeça do imperador romano.
2. “A observação arqueológica e o produto das escavações constituem sem duvida a principal fonte documentaria a respeito da civilização axumita. A partir do século XIX, viajantes começam a registrar a existência de sítios, monumentos e inscrições. Publicaram‑se inúmeros estudos, alguns do maior interesse – como, por exemplo, a obra fartamente documentada da missão alemã para Axum (1906). Criado em 1952, o Instituto Etíope de Arqueologia deu inicio a trabalhos sistemáticos. Diversos sítios foram objeto de pesquisas exaustivas, caso de Axum, Melazo, Haulti, Yeha e Matara. Ao mesmo tempo, o mapa de povoamentos antigos cresceu consideravelmente. Sabe‑ se hoje da existência de aproximadamente quarenta sítios importantes, numero que por certo crescera com a realização de novas prospecções. Estas, no entanto, são ainda insuficientes, donde a precariedade do nosso atual conhecimento. A datação da maioria dos vestígios descobertos não e precisa, sendo as inscrições praticamente as únicas evidencias que nos permitem esboçar um quadro cronológico, mesmo assim nem sempre definitivo. Os dados disponíveis não são suficientes sequer para se traçar as linhas mais gerais da civilização axumita.”
A civilização de Axum teve grande parte de sua História revelada pelo trabalho dos arqueólogos. Descreva qual a importância da Arqueologia como Ciência “reveladora do passado”. Aproveite a ocasião e descreva resumidamente a civilização axumita.
Acompanhar a evolução de uma sociedade extinta ou o passado remoto de uma sociedade atual é o principal foco da arqueologia. Utilizando-se de vestígios históricos escritos ou não, como: ossos, restos de fogueiras, pinturas rupestres, artesanato e ruínas, entre outros artefatos. A arqueologia é importante para diversas ciências sociais, como a etnologia, a história e sociologia. Estas ciências se valem das descobertas arqueológicas para estabelecerem suas pesquisas e seus estudos. Elaboram teses, entendem acontecimentos e propõe novas verdades quando o passado se revela de forma consistente pela arqueologia.
O reino de Axum se localizava nos planaltos da Etiópia. A população foi basicamente formada por povos locais e alguns imigrantes da Arábia que atravessaram o mar vermelho pra contribuir com a formação do povo. Estabeleceram um forte comércio como os Kushitas e se estabeleceram como importante centro comercial. Dominavam o mar vermelho e estabeleceram contatos com muitos reinos arábicos.
3. “Em Cerna, os fenícios [isto e, os cartagineses] ancoram seus gauloi (assim se chamavam seus navios mercantes) e armam suas tendas na ilha. Apos ter descarregado suas mercadorias, eles as transportam em pequenas canoas para o continente; ai vivem os etíopes [isto e, os negros] com os quais negociam. Os fenícios trocam suas mercadorias por peles de veado, de leão e de leopardo, couros e presas de elefantes [...] os fenícios trazem perfume, pedras egípcias [cerâmica?], loucas e ânforas atenienses.”(Enciclopédia da História da África, Unesco, 2010, Volume 2)
Na formação de Cartago há importantes contribuições berberes e fenícias, embora a História narre com muita propriedade apenas o legado fenício. Quem foram os berberes (pesquise), e qual a contribuição de um grupo e de outro a civilização cartaginesa?
Os berberes eram povos nômades que ocupavam o norte da África, principalmente na área do atual Saara. A área em que viviam os berberes é o atual Marrocos, Tunísia e a Argélia. Receberam a influência inicial dos fenícios, depois dos gregos.
O Cártago teve sua ocupação realizada pelos povos fenícios que partiram da cidade de Tiro. Os fenícios eram povos semitas e vieram do Golfo Pérsico. Foi a expansão das cidades estados se transformando em federação que levou os fenícios a conquistar e construir a cidade de Cártago. Os fenícios já dominavam a metalurgia, fato que coloca seu povo entre os mais desenvolvidos da época. Um ponto negativo da história cartaginesa é de que os gregos e os romanos destruíram quase todo o legado deixado pela sociedade cartaginesa, principalmente seus escritos. Mas em pouco tempo a cidade se desenvolve grandemente, superando inclusive a própria Tiro. Já que as cidades estados eram constantemente atacadas e Cartago pode, livre das guerras, se desenvolver e dominar todo o mediterrâneo, tornando-se especialistas na navegação. Administrada pelos Sufetes, pelo conselho de anciões e uma assembleia do povo. Conheceu o crescimento por conquistas territoriais e pelo comercio.
4. A aceitação geral da hipótese da origem monogenésica e africana da humanidade suscitada pelos trabalhos do professor Leakey tomou possível colocar em termos totalmente novos a questão do povoamento do Egito, e mesmo do mundo. Ha mais de 150 mil anos, a única parte do mundo em que viviam seres morfologicamente iguais aos homens de hoje era a região dos Grandes Lagos, nas nascentes do Nilo. Essa noção – e outras que não nos cabe recapitular aqui – constitui a essência do ultimo relatório apresentado pelo Dr. Leakey no VII Congresso Pan‑Africano de Pré‑ Historia, em Adis Abeba, em 19711. Isso quer dizer que toda a raça humana teve sua origem, exatamente como supunham os antigos, aos pés das montanhas da Lua. Contra todas as expectativas e a despeito das hipóteses recentes, foi desse lugar que o homem partiu para povoar o resto do mundo. Disso resultam dois fatos de capital importância: (a) necessariamente, os primeiros homens eram etnicamente homogêneos e negroides. A lei de Gloger, que parece ser aplicável também aos seres humanos, estabelece que os animais de sangue quente, desenvolvendo‑ se em clima quente e úmido, secretam um pigmento negro (melanina). Portanto, se a humanidade teve origem nos trópicos, em tomo da latitude dos Grandes Lagos, ela certamente apresentava, no inicio, pigmentação escura, e foi pela diferenciação em outros climas que a matriz original se dividiu, mais tarde, em diferentes raças; havia apenas duas rotas através das quais esses primeiros homens poderiam se deslocar, indo povoar os outros continentes: o Saara e o vale do Nilo. E esta ultima região que será discutida aqui. A partir do Paleolítico Superior ate a época dinástica, toda a bacia do rio foi progressivamente ocupada por esses povos negroides.
Descreva o processo de surgimento do homem, estendendo sua explanação até o povoamento do vale do rio Nilo e a unificação dos reinos que originou o Egito histórico, como o conhecemos, ou seja, a civilização.
Existem fortes motivos para se acreditar que os primeiros hominídeos surgiram na África, seguidos da postura ereta e do andar sobre dois pés. O continente sempre ofereceu boas condições para o desenvolvimento da vida, seus planaltos e o clima equatorial, permitia melhores condições para que os primeiros homens se estabeleçam, mudando de ambiente caso o clima esfrie ou esquente demais, sem ter que percorrer grandes distâncias. Estudos apontam que a origem do homem pode datar de mais de cem mil anos e que o aprofundamento dos estudos podem estender essa data até a duzentos mil anos.
Mas há oito ou dez mil anos o clima da África era muito úmido e os homens tinham o costume de acompanhar os cursos das águas. Desenvolvendo técnicas de navegação e aproveitando as boas condições de cheias nos rios e ainda a pequena extensão do Saara o homem consegue descer todo o vale do Nilo e alcançar o mediterrâneo.
O início da utilização da cerâmica marca a fixação do homem na terra e a redução dos movimentos nômades. Pois a utilização deste frágil material, inadequado para ser transportado pelos povos nômades, marca definitivamente a estabilização das primeiras aldeias. Estas sempre junto aos lagos e aos rios, mas ainda sem registro de utilização da agricultura.
Aproximadamente 5 mil anos antes da era cristã o clima começa a ficar mais seco, o nível dos lagos e o curso dos rios diminuíram. Isto fixou ainda mais o homem junto às margens do dos rios e algumas atividades agropecuárias começaram a se desenvolver, principalmente vindas da Etiópia. Esse sedentarização fixou o homem as margens do Nilo, junto veio a agricultura, a domesticação do gado e a cerâmica. As pequenas aldeias que começavam a sofrer a queda de pluviosidade e o aumento do Saara tiveram que estreitar seus laços regionais e se cooperarem para superar as dificuldades. Com isso a forma igualitária de sociedade deu lugar a uma iniciativa centralizadora que levou a região a se unificar politicamente e dar origem ao Estado Nacional Egípcio.
Descreva as principais características das civilizações núbias, estabelecendo uma relação com a citação acima. Em outras palavras, pesquise a importância do comércio nas atividades econômicas dos povos núbios.
Os núbios possuíam algumas riquezas em seu território como o ouro, ébano e marfim que atraiam a atenção dos egípcios iniciando atividades comerciais e também guerras de conquista. Mas esses materiais também eram exportados para o Egito na época da dominação egípcia. A Núbia desenvolveu a produção de manufaturados, como camas e sofás, que também eram exportados para o Egito. Mostrando assim o avanço do povo núbio.
Mas foi sua estratégica posição geográfica que facilitou seu acesso a todo o continente. O contato ao norte com o vale do Nilo e ao sul, servindo de elo para a África negra subsaariana. Foi principalmente no segundo período intermediário que a Núbia intensificou seu comércio com o vale do Nilo. A cidade de Kush intensificou seu comércio na região obtendo muito lucro nas negociações.
Foram os monarcas de Assuã que perceberam a importância do comercio na fronteira entre Núbia e Egito. Por se tratar de um ponto estratégico de acesso a toda a região.
Meroé era um entreposto para as caravanas comerciais do mar vermelho para o Nilo e para o Chade. A abundância de madeira foi um incremento do comércio de ferro para a Núbia onde seu arenito fornecia minério para a fundição do metal. O ponto alto do comércio núbio foi sua dominação do Egito, onde tiveram contato com os romanos, foi na saída do Egito que o episódio da cabeça de Augusto aconteceu, ela foi levada para o território núbio na cidade de Maroé. E ficou enterrada na entrada na soleira do palácio para que todos pisassem sobre a cabeça do imperador romano.
2. “A observação arqueológica e o produto das escavações constituem sem duvida a principal fonte documentaria a respeito da civilização axumita. A partir do século XIX, viajantes começam a registrar a existência de sítios, monumentos e inscrições. Publicaram‑se inúmeros estudos, alguns do maior interesse – como, por exemplo, a obra fartamente documentada da missão alemã para Axum (1906). Criado em 1952, o Instituto Etíope de Arqueologia deu inicio a trabalhos sistemáticos. Diversos sítios foram objeto de pesquisas exaustivas, caso de Axum, Melazo, Haulti, Yeha e Matara. Ao mesmo tempo, o mapa de povoamentos antigos cresceu consideravelmente. Sabe‑ se hoje da existência de aproximadamente quarenta sítios importantes, numero que por certo crescera com a realização de novas prospecções. Estas, no entanto, são ainda insuficientes, donde a precariedade do nosso atual conhecimento. A datação da maioria dos vestígios descobertos não e precisa, sendo as inscrições praticamente as únicas evidencias que nos permitem esboçar um quadro cronológico, mesmo assim nem sempre definitivo. Os dados disponíveis não são suficientes sequer para se traçar as linhas mais gerais da civilização axumita.”
A civilização de Axum teve grande parte de sua História revelada pelo trabalho dos arqueólogos. Descreva qual a importância da Arqueologia como Ciência “reveladora do passado”. Aproveite a ocasião e descreva resumidamente a civilização axumita.
Acompanhar a evolução de uma sociedade extinta ou o passado remoto de uma sociedade atual é o principal foco da arqueologia. Utilizando-se de vestígios históricos escritos ou não, como: ossos, restos de fogueiras, pinturas rupestres, artesanato e ruínas, entre outros artefatos. A arqueologia é importante para diversas ciências sociais, como a etnologia, a história e sociologia. Estas ciências se valem das descobertas arqueológicas para estabelecerem suas pesquisas e seus estudos. Elaboram teses, entendem acontecimentos e propõe novas verdades quando o passado se revela de forma consistente pela arqueologia.
O reino de Axum se localizava nos planaltos da Etiópia. A população foi basicamente formada por povos locais e alguns imigrantes da Arábia que atravessaram o mar vermelho pra contribuir com a formação do povo. Estabeleceram um forte comércio como os Kushitas e se estabeleceram como importante centro comercial. Dominavam o mar vermelho e estabeleceram contatos com muitos reinos arábicos.
3. “Em Cerna, os fenícios [isto e, os cartagineses] ancoram seus gauloi (assim se chamavam seus navios mercantes) e armam suas tendas na ilha. Apos ter descarregado suas mercadorias, eles as transportam em pequenas canoas para o continente; ai vivem os etíopes [isto e, os negros] com os quais negociam. Os fenícios trocam suas mercadorias por peles de veado, de leão e de leopardo, couros e presas de elefantes [...] os fenícios trazem perfume, pedras egípcias [cerâmica?], loucas e ânforas atenienses.”(Enciclopédia da História da África, Unesco, 2010, Volume 2)
Na formação de Cartago há importantes contribuições berberes e fenícias, embora a História narre com muita propriedade apenas o legado fenício. Quem foram os berberes (pesquise), e qual a contribuição de um grupo e de outro a civilização cartaginesa?
Os berberes eram povos nômades que ocupavam o norte da África, principalmente na área do atual Saara. A área em que viviam os berberes é o atual Marrocos, Tunísia e a Argélia. Receberam a influência inicial dos fenícios, depois dos gregos.
O Cártago teve sua ocupação realizada pelos povos fenícios que partiram da cidade de Tiro. Os fenícios eram povos semitas e vieram do Golfo Pérsico. Foi a expansão das cidades estados se transformando em federação que levou os fenícios a conquistar e construir a cidade de Cártago. Os fenícios já dominavam a metalurgia, fato que coloca seu povo entre os mais desenvolvidos da época. Um ponto negativo da história cartaginesa é de que os gregos e os romanos destruíram quase todo o legado deixado pela sociedade cartaginesa, principalmente seus escritos. Mas em pouco tempo a cidade se desenvolve grandemente, superando inclusive a própria Tiro. Já que as cidades estados eram constantemente atacadas e Cartago pode, livre das guerras, se desenvolver e dominar todo o mediterrâneo, tornando-se especialistas na navegação. Administrada pelos Sufetes, pelo conselho de anciões e uma assembleia do povo. Conheceu o crescimento por conquistas territoriais e pelo comercio.
4. A aceitação geral da hipótese da origem monogenésica e africana da humanidade suscitada pelos trabalhos do professor Leakey tomou possível colocar em termos totalmente novos a questão do povoamento do Egito, e mesmo do mundo. Ha mais de 150 mil anos, a única parte do mundo em que viviam seres morfologicamente iguais aos homens de hoje era a região dos Grandes Lagos, nas nascentes do Nilo. Essa noção – e outras que não nos cabe recapitular aqui – constitui a essência do ultimo relatório apresentado pelo Dr. Leakey no VII Congresso Pan‑Africano de Pré‑ Historia, em Adis Abeba, em 19711. Isso quer dizer que toda a raça humana teve sua origem, exatamente como supunham os antigos, aos pés das montanhas da Lua. Contra todas as expectativas e a despeito das hipóteses recentes, foi desse lugar que o homem partiu para povoar o resto do mundo. Disso resultam dois fatos de capital importância: (a) necessariamente, os primeiros homens eram etnicamente homogêneos e negroides. A lei de Gloger, que parece ser aplicável também aos seres humanos, estabelece que os animais de sangue quente, desenvolvendo‑ se em clima quente e úmido, secretam um pigmento negro (melanina). Portanto, se a humanidade teve origem nos trópicos, em tomo da latitude dos Grandes Lagos, ela certamente apresentava, no inicio, pigmentação escura, e foi pela diferenciação em outros climas que a matriz original se dividiu, mais tarde, em diferentes raças; havia apenas duas rotas através das quais esses primeiros homens poderiam se deslocar, indo povoar os outros continentes: o Saara e o vale do Nilo. E esta ultima região que será discutida aqui. A partir do Paleolítico Superior ate a época dinástica, toda a bacia do rio foi progressivamente ocupada por esses povos negroides.
Descreva o processo de surgimento do homem, estendendo sua explanação até o povoamento do vale do rio Nilo e a unificação dos reinos que originou o Egito histórico, como o conhecemos, ou seja, a civilização.
Existem fortes motivos para se acreditar que os primeiros hominídeos surgiram na África, seguidos da postura ereta e do andar sobre dois pés. O continente sempre ofereceu boas condições para o desenvolvimento da vida, seus planaltos e o clima equatorial, permitia melhores condições para que os primeiros homens se estabeleçam, mudando de ambiente caso o clima esfrie ou esquente demais, sem ter que percorrer grandes distâncias. Estudos apontam que a origem do homem pode datar de mais de cem mil anos e que o aprofundamento dos estudos podem estender essa data até a duzentos mil anos.
Mas há oito ou dez mil anos o clima da África era muito úmido e os homens tinham o costume de acompanhar os cursos das águas. Desenvolvendo técnicas de navegação e aproveitando as boas condições de cheias nos rios e ainda a pequena extensão do Saara o homem consegue descer todo o vale do Nilo e alcançar o mediterrâneo.
O início da utilização da cerâmica marca a fixação do homem na terra e a redução dos movimentos nômades. Pois a utilização deste frágil material, inadequado para ser transportado pelos povos nômades, marca definitivamente a estabilização das primeiras aldeias. Estas sempre junto aos lagos e aos rios, mas ainda sem registro de utilização da agricultura.
Aproximadamente 5 mil anos antes da era cristã o clima começa a ficar mais seco, o nível dos lagos e o curso dos rios diminuíram. Isto fixou ainda mais o homem junto às margens do dos rios e algumas atividades agropecuárias começaram a se desenvolver, principalmente vindas da Etiópia. Esse sedentarização fixou o homem as margens do Nilo, junto veio a agricultura, a domesticação do gado e a cerâmica. As pequenas aldeias que começavam a sofrer a queda de pluviosidade e o aumento do Saara tiveram que estreitar seus laços regionais e se cooperarem para superar as dificuldades. Com isso a forma igualitária de sociedade deu lugar a uma iniciativa centralizadora que levou a região a se unificar politicamente e dar origem ao Estado Nacional Egípcio.
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Avaliação de História da Africa.
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Direção João Jardim (2007)
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
O primeiro e grave alerta do filme é um relato de 1962, onde o jornalista mostra o problema da educação que não atinge a todos, pois somente a metade dos que iniciam a vida escolar conseguem terminar o primeiro grau. Comparando 1962 e 2011, podemos facilmente constatar que pouca coisa mudou.
O filme inicialmente nos leva a Manari – PE. Uma das cidades mais pobres do Brasil. E a ironia inicial sobre a verba escolar de mil e duzentos reais que o personagem revela “Quem dera que fosse por mês”. Logo chegamos a uma sala de aula e a excelente iniciativa de uma aula sobre história regional. Não seria adequado ter exatamente o mesmo conteúdo em todo o país, respeitar a história regional de cada população é uma iniciativa que facilita o aprendizado e diminui a evasão escolar. O que mais impressiona no relato da menina Clécia, de 13 anos, além das tristes condições de estudo, é a sua pequena estatura da personagem, certamente por viver em deficientes condições alimentares. E para fugir dos generalismos podemos encontrar Valéria de 16 anos que admira e lê Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. E ainda enfrenta a dúvida dos professores que não acreditam que ela é a autora de seus próprios textos, certamente pelo próprio professor não ser capaz de produzir textos melhores do que o da aluna, não por culpa do professor, mas sim do contexto ruim em que ele se encontra. Falta de transporte, evasão de professores e evasão escolar são outros graves problemas denunciados ao fim da reportagem da cidade.
Tendo agora a cidade de Duque de Caxias – RJ. Como pano de fundo, encontramos a mesma precariedade de estrutura só que agora é a pobreza urbana retratada. Alunos dispensados e professores faltosos demostram que mesmo mudando de cidade os problemas são os mesmos. O agravante é o maior nível de influência negativa da vida urbana, concorrendo com a vida escolar. O aluno Deivison retrata muito bem o aluno descompromissado e que, da mesma forma que na cidade de Manari só frequenta o ambiente escolar para adquirir um status social e ter acesso a outros objetivos que não educacionais. Por fim o conselho aprova o aluno sem notas, muito mais para passar o problema pra frente do que para tentar resolve-lo.
A influência de bailes funkes, armas, mulheres é uma concorrência desleal para uma educação sem atrativos para o jovem de periferia da cidade grande. O único motivo para o Daivison continuar na escola é a banda de tambores, que representa mais um status social do que uma integração cultural. A escola em nada atrai o aluno, não o estimula e não consegue mantê-lo no circulo escolar, perdendo-o facilmente para qualquer outra atividade.
O filme chega a Itaquaquecetuba – SP. A escola bem organizada, limpa e com bons resultados consegue se destacar em uma periferia sem recursos. Na mesma faixa de idade dos personagens anteriores Ronaldo de 16 anos tem uma visão crítica sobre os avanços da educação no país, contestando as políticas de educação e os falsos resultados positivos. Mas os problemas de falta de professores são recorrentes. A professora Suzana é muito consciente ao afirmar que a escola tem que ser repensada. E certamente o formato já se esgotou, hoje, para o jovem em geral, tudo é mais importante que a escola, tudo é mais divertido que a escola, tudo dá mais resultados positivos que a escola. O fanzine feito por alunos dentro da escola foi uma atividade transformadora que aproximou os dois mundos, o escolar e o social, transformando realidades e criando um elo entre educação escolar e a vida cotidiana.
Ainda em São Paulo entramos em um colégio de classe alta. Onde o discurso do jovem já muda, entendendo porque o colégio deve exigir dos alunos, mas ao mesmo tempo se colocando em uma “bolha” social diferente e justificando sua condição social pelo acaso e ainda não procurando meios de diminuir essa distancia. Mostrando que mesmo os jovens que tiveram acesso a uma educação privilegiada tem um comportamento de exclusão social. Mas os índices de reprovação são grandes também. Mostrando que alguns dos problemas se repetem independente de condição social. Tanto os problemas educacionais quanto os sociais. Pode-se encontrar neste ambiente social de maior poder financeiro o reverso da moeda, o comércio da educação, o controle dos pais sobre o futuro dos filhos e a falta de controle sobre o próprio futuro.
O filme começa a retratar o problema das famílias desestruturadas em todas as classes sócias, de como essa falta de base familiar dificulta a formação de um bom ambiente escolar. Os problemas de relacionamento interno como briga entre alunos e a falta de apoio especializado para resolver esses conflitos.
O filme termina de forma chocante com os depoimentos de casos extremos mostrando o caminho que a grande maioria dos jovens pode tomar se a desassistência, o comodismo e a falta de ações efetivas continuarem. Por fim todos, por mais diversos que pareçam ser, são muito parecidos em seus problemas, suas dúvidas e suas necessidades.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Relatório do filme Pro Dia Nascer Feliz.
Direção João Jardim (2007)
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
O primeiro e grave alerta do filme é um relato de 1962, onde o jornalista mostra o problema da educação que não atinge a todos, pois somente a metade dos que iniciam a vida escolar conseguem terminar o primeiro grau. Comparando 1962 e 2011, podemos facilmente constatar que pouca coisa mudou.
O filme inicialmente nos leva a Manari – PE. Uma das cidades mais pobres do Brasil. E a ironia inicial sobre a verba escolar de mil e duzentos reais que o personagem revela “Quem dera que fosse por mês”. Logo chegamos a uma sala de aula e a excelente iniciativa de uma aula sobre história regional. Não seria adequado ter exatamente o mesmo conteúdo em todo o país, respeitar a história regional de cada população é uma iniciativa que facilita o aprendizado e diminui a evasão escolar. O que mais impressiona no relato da menina Clécia, de 13 anos, além das tristes condições de estudo, é a sua pequena estatura da personagem, certamente por viver em deficientes condições alimentares. E para fugir dos generalismos podemos encontrar Valéria de 16 anos que admira e lê Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira. E ainda enfrenta a dúvida dos professores que não acreditam que ela é a autora de seus próprios textos, certamente pelo próprio professor não ser capaz de produzir textos melhores do que o da aluna, não por culpa do professor, mas sim do contexto ruim em que ele se encontra. Falta de transporte, evasão de professores e evasão escolar são outros graves problemas denunciados ao fim da reportagem da cidade.
Tendo agora a cidade de Duque de Caxias – RJ. Como pano de fundo, encontramos a mesma precariedade de estrutura só que agora é a pobreza urbana retratada. Alunos dispensados e professores faltosos demostram que mesmo mudando de cidade os problemas são os mesmos. O agravante é o maior nível de influência negativa da vida urbana, concorrendo com a vida escolar. O aluno Deivison retrata muito bem o aluno descompromissado e que, da mesma forma que na cidade de Manari só frequenta o ambiente escolar para adquirir um status social e ter acesso a outros objetivos que não educacionais. Por fim o conselho aprova o aluno sem notas, muito mais para passar o problema pra frente do que para tentar resolve-lo.
A influência de bailes funkes, armas, mulheres é uma concorrência desleal para uma educação sem atrativos para o jovem de periferia da cidade grande. O único motivo para o Daivison continuar na escola é a banda de tambores, que representa mais um status social do que uma integração cultural. A escola em nada atrai o aluno, não o estimula e não consegue mantê-lo no circulo escolar, perdendo-o facilmente para qualquer outra atividade.
O filme chega a Itaquaquecetuba – SP. A escola bem organizada, limpa e com bons resultados consegue se destacar em uma periferia sem recursos. Na mesma faixa de idade dos personagens anteriores Ronaldo de 16 anos tem uma visão crítica sobre os avanços da educação no país, contestando as políticas de educação e os falsos resultados positivos. Mas os problemas de falta de professores são recorrentes. A professora Suzana é muito consciente ao afirmar que a escola tem que ser repensada. E certamente o formato já se esgotou, hoje, para o jovem em geral, tudo é mais importante que a escola, tudo é mais divertido que a escola, tudo dá mais resultados positivos que a escola. O fanzine feito por alunos dentro da escola foi uma atividade transformadora que aproximou os dois mundos, o escolar e o social, transformando realidades e criando um elo entre educação escolar e a vida cotidiana.
Ainda em São Paulo entramos em um colégio de classe alta. Onde o discurso do jovem já muda, entendendo porque o colégio deve exigir dos alunos, mas ao mesmo tempo se colocando em uma “bolha” social diferente e justificando sua condição social pelo acaso e ainda não procurando meios de diminuir essa distancia. Mostrando que mesmo os jovens que tiveram acesso a uma educação privilegiada tem um comportamento de exclusão social. Mas os índices de reprovação são grandes também. Mostrando que alguns dos problemas se repetem independente de condição social. Tanto os problemas educacionais quanto os sociais. Pode-se encontrar neste ambiente social de maior poder financeiro o reverso da moeda, o comércio da educação, o controle dos pais sobre o futuro dos filhos e a falta de controle sobre o próprio futuro.
O filme começa a retratar o problema das famílias desestruturadas em todas as classes sócias, de como essa falta de base familiar dificulta a formação de um bom ambiente escolar. Os problemas de relacionamento interno como briga entre alunos e a falta de apoio especializado para resolver esses conflitos.
O filme termina de forma chocante com os depoimentos de casos extremos mostrando o caminho que a grande maioria dos jovens pode tomar se a desassistência, o comodismo e a falta de ações efetivas continuarem. Por fim todos, por mais diversos que pareçam ser, são muito parecidos em seus problemas, suas dúvidas e suas necessidades.
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A Reorganização do trabalho pedagógico
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
A Reorganização do trabalho pedagógico
- A Escola pode ser um espaço inclusivo?
- Currículo e adaptações curriculares: Do que estamos falando?
De: Rosita Edier Carvalho
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
A autora inicia afirmando que a escola tem assumido funções cada vez mais complexas e que para uma verdadeira transformação as ações comunicativas devem ser o foco das relações escolares.
Buscando a resposta para a pergunta do capitulo algumas análises e críticas são levantadas. Primeiro a respeito do projeto político pedagógico da escola. Onde, geralmente, apenas um pequeno grupo da escola participa da elaboração sem maiores interações com todos os setores que formam a proposta de uma escola moderna. E ainda as relações de poder que ocorrem dentro da escola e as intencionalidades da educação. Isto é, onde o projeto político pedagógico pretende chegar.
Na intencionalidade educativa e político pedagógica é proposto que alunos e professores discutam o que é a escola e qual o seu sentido e seu significado.
Uma análise realizada em projetos pedagógicos é possível notar a tendência a manter modelos de características comportamentalistas ou racionalistas que prendem o desenvolvimento escolar a raízes tradicionalistas.
A escola excludente é trada no capítulo “Resultados do Ensino”. Esta escola excludente que se maquia sob o aspecto funcionalista, privilegiando e valorizando o aluno que se enquadra as exigências de demonstração de aprendizagem somente através de notas e conceitos. Os alunos que possuem outros recursos para demonstrar aprendizagem se tornam excluídos dentro da própria sala de aula.
Assim como os currículos que são elaborados para sem utilizados apenas por esses alunos “normais”, pois são eles que “conseguem” aproveitar esse conteúdo, restando aos demais a exclusão.
As atividades de aprendizagem devem andar em conjunto com as atividades de ensino. O aluno de vê ser estimulado a tomar decisões, ter um papel ativo e desenvolver a cultura do pensamento em sala de aula.
A escola pode ser um espaço inclusivo sim, mas se, ao começar pela sua arquitetura e planejamento físico adaptado a todas as necessidades e se as políticas públicas integrarem uma articulação com a sociedade para exercer o pleno direito a educação.
A educação inclusiva não atinge apenas aos alunos portadores de algum tipo de necessidade especial. Deve atingir a todo o alunato e promover a inclusão de todo o sistema e não apenas a escola. Deve incluir as famílias e escola e a sociedade, para que estas
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Bruno Botelho Horta
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A Reorganização do trabalho pedagógico
- A Escola pode ser um espaço inclusivo?
- Currículo e adaptações curriculares: Do que estamos falando?
De: Rosita Edier Carvalho
Matéria: Educação Inclusiva
Professor: Francisco
A autora inicia afirmando que a escola tem assumido funções cada vez mais complexas e que para uma verdadeira transformação as ações comunicativas devem ser o foco das relações escolares.
Buscando a resposta para a pergunta do capitulo algumas análises e críticas são levantadas. Primeiro a respeito do projeto político pedagógico da escola. Onde, geralmente, apenas um pequeno grupo da escola participa da elaboração sem maiores interações com todos os setores que formam a proposta de uma escola moderna. E ainda as relações de poder que ocorrem dentro da escola e as intencionalidades da educação. Isto é, onde o projeto político pedagógico pretende chegar.
Na intencionalidade educativa e político pedagógica é proposto que alunos e professores discutam o que é a escola e qual o seu sentido e seu significado.
Uma análise realizada em projetos pedagógicos é possível notar a tendência a manter modelos de características comportamentalistas ou racionalistas que prendem o desenvolvimento escolar a raízes tradicionalistas.
A escola excludente é trada no capítulo “Resultados do Ensino”. Esta escola excludente que se maquia sob o aspecto funcionalista, privilegiando e valorizando o aluno que se enquadra as exigências de demonstração de aprendizagem somente através de notas e conceitos. Os alunos que possuem outros recursos para demonstrar aprendizagem se tornam excluídos dentro da própria sala de aula.
Assim como os currículos que são elaborados para sem utilizados apenas por esses alunos “normais”, pois são eles que “conseguem” aproveitar esse conteúdo, restando aos demais a exclusão.
As atividades de aprendizagem devem andar em conjunto com as atividades de ensino. O aluno de vê ser estimulado a tomar decisões, ter um papel ativo e desenvolver a cultura do pensamento em sala de aula.
A escola pode ser um espaço inclusivo sim, mas se, ao começar pela sua arquitetura e planejamento físico adaptado a todas as necessidades e se as políticas públicas integrarem uma articulação com a sociedade para exercer o pleno direito a educação.
A educação inclusiva não atinge apenas aos alunos portadores de algum tipo de necessidade especial. Deve atingir a todo o alunato e promover a inclusão de todo o sistema e não apenas a escola. Deve incluir as famílias e escola e a sociedade, para que estas
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A Reorganização do trabalho pedagógico
Fichamento de O Egito antigo de Ciro Flamarion S. Cardoso.
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Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento de O Egito antigo
de Ciro Flamarion S. Cardoso.
Matéria: Arqueologia
Professor: Marcelo Abreu
Introdução:
Reconhecidamente como o primeiro reino unificado da história e com registros documentados de sua política e cultura. Que mesmo em seus períodos de anarquia e domínio estrangeiro, manteve sua identidade política reconhecível.
Certamente os registros da civilização egípcia se dão voltado aos feitos dos monarcas e as questões religiosas. É a história dos poderosos, pois nada justificaria o registro um ato quase sagrado retratar a vida comum da sociedade.
A Falência da hipótese casual hidráulica.
Com a desertificação da região do Saara o vale do Nilo passou a receber os povos da África branca na região do Egito iniciando, assim, o povoamento do lugar. Alguns estudiosos africanos, ligados ao Pan-africanismo defendem a idéia de que o Egito, na sua formação, era de origem negra. O mais sensato a se admitir é que na região em questão a diversidade de agentes certamente influenciaram a formação de um povo miscigenado. A região recebia asiáticos que atravessavam o mar vermelho. E negros que desciam o vale do Nilo, proporcionando, assim, uma grande variedade de etnias que comporam o Egito.
O rio Nilo que se tornou a base de toda a estrutura egípcia podia ser caracterizado em três aspectos. o Delta, com maior extensão de terras aráveis e de pastos, e contendo também muitos pântanos; o Vale, estreita faixa de terra arável apertada entre desertos, que na Antiguidade continha igualmente manchas pantanosas; e o deserto estéril.
J. Vercoutter atribuiu a unificação do Egito à necessidade de centralizar as tarefas de irrigação na região. Mas estudos recentes revelaram que a administração dos diques tinha caráter apenas regional não contribuindo para a formação de um estado nacional centralizado. Seja como for, tudo indica que o processo de formação do Egito como reino centralizado dependeu de numerosos fatores demográficos, ecológicos, políticos etc. Entre os quais a irrigação, pelo menos indiretamente, foi elemento de peso.
Economia e sociedade.
Uma comparação entre o Egito e a Mesopotâmia leva a constatar que os egípcios estavam atrasados tecnologicamente em relação a Mesopotâmia. O uso do metal substituindo a madeira, do cobre pelo bronze, o uso ineficiente do torno para cerâmica e o não conhecimento do shaduf, contrapeso para elevação da água, marcam claramente esse atraso.
Mas simplificar a história egípcia ao ponto de negar toda sua origem não é uma fato aceitável. A solução dada pelos egípcios para a agricultura e para a escrita prova que a originalidade do povo.
A agricultura era a atividade fundamental do Egito antigo e ela se desenvolvia em três épocas do ano: A Inundação, a “Saída”, quando as terras reaparecem, e a Semeadura e colheita. Este período durava aproximadamente seis meses, deixando a outra metade do ano livre para se dedicarem a obras de engenharia, cerimônias e sepulcros reais. A caça e a pesca funcionavam como atividades complementares.
A domesticação de animais passou pelas hienas, antílopes e pelicanos. Também domesticaram bois e cavalos, que só serviam para carga e arado, mas não para montaria.
Mesmo sem informações mais atualizadas estima-se que a população girava em torno de 7 milhões de pessoas, um verdadeiro formigueiro humano para a época.
Quanto a propriedade é falsa a ideia de que o faraó era o dono de todas as terras. Algumas propriedades eram doadas e isentas de impostos, além de altos funcionários terem suas terras particulares.
A mão de obra era camponesa, onde os impostos eram pagos em forma de mercadorias ou na forma de trabalho forçado para o estado.
A sociedade se formava pelo Faraó (um Deus), a família real, os sacerdotes, a alta hierarquia, as famílias provinciais, hierarquia inferior, camponeses e trabalhadores braçais.
O Poder sinopse da história faraônica
A unificação.
A história do Egito se inicia no período pré-dinástico. Dividido em Nagada I e II. Em Nagada II, mais adiantada, já podemos encontrar a manipulação do cobre e socialmente uma estratificação da sociedade. Além de contatos comerciais e culturais com a Ásia. O fim desse segundo período se deu após sucessivas guerras que resultaram em duas grandes confederações a do Vale sob o deus Seth e a do Delta sob o deus Hórus. Uma sequencia de avanços no sentido sul – norte leva a unificação do reino e iniciando a primeira dinastia comprovada com Men o primeiro rei Aha.
O III milênio:
Dinástico primitivo, Reino antigo e Primeiro período intermediário.
O Dinástico primitivo compreende as três primeiras dinastias. Período de poucos documentos escritos e ainda de organização administrativa. O reino antigo está compreendido entre as dinastias de IV a VIII. Na fase inicial esse período fica marcado pela construção das três grandes pirâmides: Queóps, Quéfren e Miquerinos. O primeiro período intermediário se dá nas dinastias IX e X, onde a anarquização é a forma dominante da sociedade. A principal causa da desestabilização foi a insuficiente inundação e um grande período de fome. Somente na dinastia XI os asiáticos invasores são expulsos e o reino reunificado.
A primeira metade do II milênio: Reino Médio e Segundo Período
Intermediário
No Reino Médio temos os últimos reis das dinastias XI e de XII a XIV. Onde um período de descentralização foi experimentado, mas a principal característica foi a modernização administrativa e uma maior aproximação do Rei com os súditos. Um lento declínio aconteceu até o fim da XIV dinastia e o inicio do segundo período de transição.
A segunda metade do II milênio: o Reino Novo
As dinastias XVIII a XX representam o auge do poder faraônico. É também o período de maior riqueza de textos arqueológicos. Além de apresentar uma maior aproximação com o oriente e a dominação da Núbia até a Síria-Palestina. Esta agressiva expansão implica em um maior avanço militar e político da civilização egípcia. O avanço político resultou na transmissão do poder administrativo para uma serie de altos funcionários, onde o faraó somente administrava os conflitos resultantes desta disseminação do poder. Essa expansão se justifica para evitar que o território egípcio seja novamente invadido. A região arábica dominada pelo Egito permaneceu como um protetorado, sem que a cultura egípcia seja influente na sociedade local. Diferente da Núbia, que sofreu forte egipcianização.
A origem divina dos faraós era transmitida pelas mães, portanto eram comuns os casamentos com irmãs e filhas para manter a linhagem real e divina.
A descoberta do túmulo de Tutankhamon com muitos tesouros elevou a dinastia XVIII ao patamar da mais famosa dinastia egípcia.
Depois de Ramsés III e seus oito homônimos sucessores o Egito experimentou uma grande decadência com períodos de carestia, perdeu seu protetorado na Arábia.
O I milênio (até 332): Terceiro Período Intermediário e Época Tardia
Das dinastias XXI a XXIV foi um período de muitas subdivisões e de dinastias paralelas, foi a fragmentação do poder e da política no Egito.
O domínio assírio, as duas ocupações persas, a reunificação da Núbia, os militares mercenários e os conflitos como oriente próximo apesar de trazerem uma confusão política, trouxa alguns avanços tecnológicos e influencias culturais para o Egito.
Conclusão
Entre 3000 e 332 A.C. o Egito viveu a unidade e a centralização alternada por curtos períodos de dinastias paralelas, domínios estrangeiros e descentralização. Apesar de uma língua e uma religião básica em comum o distanciamento de algumas regiões eram suficientes para que os dialetos causassem problemas de comunicação dentro do próprio Egito.
ASPECTOS DA VIDA INTELECTUAL
O pensamento egípcio antigo
Pode-se descrever o pensamento egípcio como conservador e conformista. Existia uma ordem que mesmo com as mudanças e períodos que a região viveu, permaneceu quase que inalterada. Religiosamente acreditavam no poder das palavras, das imagens, dos gestos e dos símbolos.
A Religião
Não havia um dogma central. As regiões possuíam divindades supremas. Foi com a unificação que uma hierarquização foi realizada para manter a função de todos os deuses. Existia uma forte diferença entre o culto oficial, destinado a monarquia e o culto do homem comum. Deuses e rituais eram diferentes. As crenças funerárias levavam a acreditar em uma vida após a morte. Onde os egípcios passavam por um julgamento e alcançavam a vida eterna.
Língua, escrita e literatura.
Considerada uma língua africana os textos passaram por três fases: egípcio arcaico, clássico e médio. A escrita começou a ser desenvolvida desde o período pré-dinástico. Os testos tinham um caráter científico e na matemática não utilizavam o zero mas realizavam a soma e a subtração.
Artes Plásticas.
A visão de arte era voltada para a utilização de objetos práticos para o dia a dia. E não para desenvolvimento intelectual. Ou possuíam o aspecto religioso.
Graduação em História
Bruno Botelho Horta
Quarto Período
Fichamento de O Egito antigo
de Ciro Flamarion S. Cardoso.
Matéria: Arqueologia
Professor: Marcelo Abreu
Introdução:
Reconhecidamente como o primeiro reino unificado da história e com registros documentados de sua política e cultura. Que mesmo em seus períodos de anarquia e domínio estrangeiro, manteve sua identidade política reconhecível.
Certamente os registros da civilização egípcia se dão voltado aos feitos dos monarcas e as questões religiosas. É a história dos poderosos, pois nada justificaria o registro um ato quase sagrado retratar a vida comum da sociedade.
A Falência da hipótese casual hidráulica.
Com a desertificação da região do Saara o vale do Nilo passou a receber os povos da África branca na região do Egito iniciando, assim, o povoamento do lugar. Alguns estudiosos africanos, ligados ao Pan-africanismo defendem a idéia de que o Egito, na sua formação, era de origem negra. O mais sensato a se admitir é que na região em questão a diversidade de agentes certamente influenciaram a formação de um povo miscigenado. A região recebia asiáticos que atravessavam o mar vermelho. E negros que desciam o vale do Nilo, proporcionando, assim, uma grande variedade de etnias que comporam o Egito.
O rio Nilo que se tornou a base de toda a estrutura egípcia podia ser caracterizado em três aspectos. o Delta, com maior extensão de terras aráveis e de pastos, e contendo também muitos pântanos; o Vale, estreita faixa de terra arável apertada entre desertos, que na Antiguidade continha igualmente manchas pantanosas; e o deserto estéril.
J. Vercoutter atribuiu a unificação do Egito à necessidade de centralizar as tarefas de irrigação na região. Mas estudos recentes revelaram que a administração dos diques tinha caráter apenas regional não contribuindo para a formação de um estado nacional centralizado. Seja como for, tudo indica que o processo de formação do Egito como reino centralizado dependeu de numerosos fatores demográficos, ecológicos, políticos etc. Entre os quais a irrigação, pelo menos indiretamente, foi elemento de peso.
Economia e sociedade.
Uma comparação entre o Egito e a Mesopotâmia leva a constatar que os egípcios estavam atrasados tecnologicamente em relação a Mesopotâmia. O uso do metal substituindo a madeira, do cobre pelo bronze, o uso ineficiente do torno para cerâmica e o não conhecimento do shaduf, contrapeso para elevação da água, marcam claramente esse atraso.
Mas simplificar a história egípcia ao ponto de negar toda sua origem não é uma fato aceitável. A solução dada pelos egípcios para a agricultura e para a escrita prova que a originalidade do povo.
A agricultura era a atividade fundamental do Egito antigo e ela se desenvolvia em três épocas do ano: A Inundação, a “Saída”, quando as terras reaparecem, e a Semeadura e colheita. Este período durava aproximadamente seis meses, deixando a outra metade do ano livre para se dedicarem a obras de engenharia, cerimônias e sepulcros reais. A caça e a pesca funcionavam como atividades complementares.
A domesticação de animais passou pelas hienas, antílopes e pelicanos. Também domesticaram bois e cavalos, que só serviam para carga e arado, mas não para montaria.
Mesmo sem informações mais atualizadas estima-se que a população girava em torno de 7 milhões de pessoas, um verdadeiro formigueiro humano para a época.
Quanto a propriedade é falsa a ideia de que o faraó era o dono de todas as terras. Algumas propriedades eram doadas e isentas de impostos, além de altos funcionários terem suas terras particulares.
A mão de obra era camponesa, onde os impostos eram pagos em forma de mercadorias ou na forma de trabalho forçado para o estado.
A sociedade se formava pelo Faraó (um Deus), a família real, os sacerdotes, a alta hierarquia, as famílias provinciais, hierarquia inferior, camponeses e trabalhadores braçais.
O Poder sinopse da história faraônica
A unificação.
A história do Egito se inicia no período pré-dinástico. Dividido em Nagada I e II. Em Nagada II, mais adiantada, já podemos encontrar a manipulação do cobre e socialmente uma estratificação da sociedade. Além de contatos comerciais e culturais com a Ásia. O fim desse segundo período se deu após sucessivas guerras que resultaram em duas grandes confederações a do Vale sob o deus Seth e a do Delta sob o deus Hórus. Uma sequencia de avanços no sentido sul – norte leva a unificação do reino e iniciando a primeira dinastia comprovada com Men o primeiro rei Aha.
O III milênio:
Dinástico primitivo, Reino antigo e Primeiro período intermediário.
O Dinástico primitivo compreende as três primeiras dinastias. Período de poucos documentos escritos e ainda de organização administrativa. O reino antigo está compreendido entre as dinastias de IV a VIII. Na fase inicial esse período fica marcado pela construção das três grandes pirâmides: Queóps, Quéfren e Miquerinos. O primeiro período intermediário se dá nas dinastias IX e X, onde a anarquização é a forma dominante da sociedade. A principal causa da desestabilização foi a insuficiente inundação e um grande período de fome. Somente na dinastia XI os asiáticos invasores são expulsos e o reino reunificado.
A primeira metade do II milênio: Reino Médio e Segundo Período
Intermediário
No Reino Médio temos os últimos reis das dinastias XI e de XII a XIV. Onde um período de descentralização foi experimentado, mas a principal característica foi a modernização administrativa e uma maior aproximação do Rei com os súditos. Um lento declínio aconteceu até o fim da XIV dinastia e o inicio do segundo período de transição.
A segunda metade do II milênio: o Reino Novo
As dinastias XVIII a XX representam o auge do poder faraônico. É também o período de maior riqueza de textos arqueológicos. Além de apresentar uma maior aproximação com o oriente e a dominação da Núbia até a Síria-Palestina. Esta agressiva expansão implica em um maior avanço militar e político da civilização egípcia. O avanço político resultou na transmissão do poder administrativo para uma serie de altos funcionários, onde o faraó somente administrava os conflitos resultantes desta disseminação do poder. Essa expansão se justifica para evitar que o território egípcio seja novamente invadido. A região arábica dominada pelo Egito permaneceu como um protetorado, sem que a cultura egípcia seja influente na sociedade local. Diferente da Núbia, que sofreu forte egipcianização.
A origem divina dos faraós era transmitida pelas mães, portanto eram comuns os casamentos com irmãs e filhas para manter a linhagem real e divina.
A descoberta do túmulo de Tutankhamon com muitos tesouros elevou a dinastia XVIII ao patamar da mais famosa dinastia egípcia.
Depois de Ramsés III e seus oito homônimos sucessores o Egito experimentou uma grande decadência com períodos de carestia, perdeu seu protetorado na Arábia.
O I milênio (até 332): Terceiro Período Intermediário e Época Tardia
Das dinastias XXI a XXIV foi um período de muitas subdivisões e de dinastias paralelas, foi a fragmentação do poder e da política no Egito.
O domínio assírio, as duas ocupações persas, a reunificação da Núbia, os militares mercenários e os conflitos como oriente próximo apesar de trazerem uma confusão política, trouxa alguns avanços tecnológicos e influencias culturais para o Egito.
Conclusão
Entre 3000 e 332 A.C. o Egito viveu a unidade e a centralização alternada por curtos períodos de dinastias paralelas, domínios estrangeiros e descentralização. Apesar de uma língua e uma religião básica em comum o distanciamento de algumas regiões eram suficientes para que os dialetos causassem problemas de comunicação dentro do próprio Egito.
ASPECTOS DA VIDA INTELECTUAL
O pensamento egípcio antigo
Pode-se descrever o pensamento egípcio como conservador e conformista. Existia uma ordem que mesmo com as mudanças e períodos que a região viveu, permaneceu quase que inalterada. Religiosamente acreditavam no poder das palavras, das imagens, dos gestos e dos símbolos.
A Religião
Não havia um dogma central. As regiões possuíam divindades supremas. Foi com a unificação que uma hierarquização foi realizada para manter a função de todos os deuses. Existia uma forte diferença entre o culto oficial, destinado a monarquia e o culto do homem comum. Deuses e rituais eram diferentes. As crenças funerárias levavam a acreditar em uma vida após a morte. Onde os egípcios passavam por um julgamento e alcançavam a vida eterna.
Língua, escrita e literatura.
Considerada uma língua africana os textos passaram por três fases: egípcio arcaico, clássico e médio. A escrita começou a ser desenvolvida desde o período pré-dinástico. Os testos tinham um caráter científico e na matemática não utilizavam o zero mas realizavam a soma e a subtração.
Artes Plásticas.
A visão de arte era voltada para a utilização de objetos práticos para o dia a dia. E não para desenvolvimento intelectual. Ou possuíam o aspecto religioso.
AVALIAÇÃO DE ARQUEOLOGIA, PRÉ-HISTÓRIA E HISTÓRIA ANTIGA
AVALIAÇÃO DE ARQUEOLOGIA, PRÉ-HISTÓRIA E HISTÓRIA ANTIGA
Bruno Botelho Horta. 4º História.
Conteúdos:
• Hebreus
• Persas
• Grécia
• Roma
Questões:
1. Observe o desenho abaixo:
Trata-se da gravura representativa da vitória de Ramsés III contra os “Povos do Mar”.
A bacia do Mediterrâneo foi o palco de inúmeros conflitos entre invasores pouco conhecidos historicamente e civilizações que sucumbiram aos seus ataques. Além disso, cataclismos ambientais (erupções, maremotos, secas...) provocaram a destruição de civilizações, como a Cretense.
Faça uma pesquisa com resultados sucintos mostrando a interferência de invasores como os “Povos do Mar” e os cataclismos na História dos Cretenses, Hebreus e Micênicos.
Povos do Mar são os que se estabeleceram na costa do mediterrâneo mesmo que de forma fixa ou nômade sempre influenciaram ou determinaram a transformação ou extinção de povos que habitavam esta região.
Os cretas se tornaram uma sociedade rica e fortemente desenvolvida principalmente pelo domínio de técnicas de navegação e o desenvolvimento do comércio em função deste domínio tecnológico. Desastres naturais foram os principais responsáveis pelo declínio da Ilha de Creta, terremotos e erupções reduziram drasticamente sua população, deixando assim, seu território sem defesas contra invasões dos povos mediterrâneos. Os aqueus que dominaram a região Creta e a partir de sua miscigenação deu origem a civilização micênica.
Os povos do mar, principalmente representados pelos filisteus, conquistaram a região da Palestina e dominaram os hebreus, impondo sua cultura e construindo cidades entre elas Gaza. O principal fator que determinou a derrota dos hebreus foi a sofisticação tecnológica dos filisteus como o domínio do ferro. Além dos conflitos os hebreus sucumbiram a uma terrível seca que obrigou a migração para o Egito.
Já os micênicos que conquistaram Creta e aos poucos se tornaram poderosos e grandes comerciantes, sendo que a cidade de Micenas, que dá nome à civilização se tornou a mais poderosa cidade grega. A decadência micênica foi causada por povos invasores, principalmente os dórios, talvez por causas naturais ou crises internas, na realidade, não se sabe ao certo. O que ocorre é que com a decadência da civilização micênica, acaba o poder marítimo de Creta.
2. Sobre os Hebreus, pesquise sua História sob o ponto de vista científico e faça uma cronologia da mesma, passo-a-passo das origens (Abraão) até a diáspora romana no século I d.C., enfatizando o Patriarcado, os Juízes, a Monarquia, a divisão dos reinos de Judá e Israel, o domínio estrangeiro, as diásporas e êxodos.
Originalmente identificada como um grupo de pastores semi-nômades os hebreus foram liderados por Abraão que conduziu seu povo da cidade de Ur para a costa do mediterrâneo a terra de Canaã (atual Israel). Vivendo sob um ponto de vista religioso e monoteísta tinham como base de seu pensamento o patriarcado, que era constituído pelos três primeiros líderes do povo: Abraão e seu filho Issac e ainda seu neto Jacó. Mas a idéia de patriarcado deve ser compreendida, também, como um sistema de governança masculino onde cada patriarca é responsável por um grupo de pessoas, onde ele é o líder e conselheiro religioso.
Foram as contínuas guerras pela defesa de seu território que levou aos hebreus a aperfeiçoarem seu sistema político centralizando as decisões estratégicas na figura emergente dos Juízes, onde o governo estava centralizado e a defesa da palestina era uma prioridade. Os juízes mais conhecidos foram Sansão e Samuel.
A continuidade do sistema de juízes ou a sua evolução, como queiram, foi a instituição da monarquia hebréia e a fundação do reino de Israel. Iniciando o período dos reis. Foi esta contínua centralização que consolidou a defesa e manutenção da Palestina, levando a cidade de Jerusalém ao status de capital do Estado Hebreu em 996 A.C. O apogeu do período de reis foi o governo de Salomão, onde o comércio com povos vizinhos foi estabelecido e o exército consolidado.
A necessidade de manter um estado e a monarquia levou a medidas para o povo, dentre elas a cobrança de impostos e a obrigação de trabalhos forçados, isto levou a separação do reino em Israel ao norte e Judá ao sul.
O enfraquecimento do Estado possibilitou a invasão do território pelos assírios em Israel em 722 A.C. e Judá pelos babilônicos em 587 A.C. Onde foram escravizados na Babilônia entre 587 e 538 A.C. Os hebreus só seriam libertados por Ciro rei persa que conquista a babilônia e liberta os hebreus permitindo que eles retornem a Palestina.
As invasões continuaram tanto as dos macedônios em 333 A.C. e pelos romanos em 63 A.C. Em 70 D.C. essa dominação romana culmina com a destruição total de Jerusalém pelo imperador Tito. Até o ano de 131 o império romano perseguiu o povo judeu espalhando-o por todo o mundo, foi a chamada diáspora romana.
3. Religiosamente havia uma grande diferença entre persas, cretenses, fenícios, hebreus. Do politeísmo ao monoteísmo, entre outras diferenças. Faça um quadro comparativo entre as características religiosas desses povos. Que povos? Compare persas, hebreus, gregos e romanos.
Religião Principal Divindade Característica
Persas Dualista Zoroastro Existência do bem e mal
Hebreus Monoteísta Deus Dez mandamentos
Gregos Politeísta Zeus Antropomórficos
Romanos Politeísta Júpter Antropomórficos
4. Segundo Marx :
“A História de todas as sociedades que existiram até hoje tem sido a História da luta de classes. Livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e jornaleiro, numa palavra, opressor e oprimido, em constante oposição, têm vivido numa luta ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma luta que terminou, sempre, um uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela ruína das classes em luta. Nas primeiras etapas da História, encontramos, quase por toda parte, uma complexa divisão da sociedade em várias ordens, uma graduação variada de posições sociais. Na Roma antiga, encontramos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos”.
Considerando a visão marxista contida na citação e seus estudos, caracterize o escravismo grego e romano. Além de caracterizá-los descreva detalhadamente de que maneira o fim do sistema escravista romano, com a Pax e a extensão da cidadania afetaram a estrutura do Império conduzindo a sua ruína.
Na Grécia os escravos eram adquiridos em conseqüência das guerras na região da Ásia Menor e o sistema de comércio funcionava como qualquer outra mercadoria. Uma característica grega foi a ocupação, pelos escravos, de outras camadas da sociedade que não apenas a base do sistema social ou até mesmo, estar fora deste sistema. Na Grécia os escravos ocupavam até postos de policiamento, outros mais habilidosos ocupavam posições de artesões e artistas, gozando até de alguns privilégios sociais. Os escravos que estavam na cidade possuíam, em alguns casos, renda própria, o que possibilitava a compra de sua própria liberdade. Diferente dos escravos rurais que viviam em condições muito piores. Foi a classe escrava que, assumindo as funções produtivas da sociedade grega, permitiu o desenvolvimento político e filosófico dos gregos.
Em Roma a relação com os escravos era bastante semelhante com os gregos, na sociedade romana os escravos trabalhavam e tinham a possibilidade e comprar a própria liberdade, mas os donos dos escravos eram os patrícios, a classe média romana. Os escravos tinham a oportunidade de viver quase plenamente a vida como um romano, sendo impossibilitado apenas de assumir um cargo público. Já no início da era cristã os romanos gradualmente permitiram avanços no trato com os escravos. Chegando a permitir a punição ao senhor que não tratasse bens seus escravos.
O constante progresso nos direitos dos escravos culminou com a sua libertação. A força escrava que era responsável por cerca de 30% da população do império romano do ocidente quando liberta migraram ou permaneceram no campo, iniciando o que seria um pouco mais tarde o sistema feudal europeu. Esse distanciamento dos centros urbanos e a sua peculiar autonomia enfraqueceram a sociedade e o governo romano. Por conseqüência seu exército ficou sem o número necessário de homens pra garantir a segurança do império contra os bárbaros.
5. Descreva os fatores, as estratégias, as crises sociais e políticas que tornaram a Monarquia Romana numa República e esta num Império.
A monarquia romana era caracterizada, fundamentalmente, pela eleição do rei através do voto do povo. E pela administração do reino em conjunto com o senado e a cúria.
O primeiro rei de origem etrusca, Tarquínio Prisco, deu início a um período de invasão etrusca em Roma. O sucessor de Prisco, Sérvio Túlio, seu genro, que também tem origem etrusca deu continuidade a uma série de avanços no reino de Roma. Mas foi com o assassinato de Túlio em uma conspiração familiar e a ascensão de Tarquínio ao poder que a dominação etrusca se estabelece em Roma. A principal característica do governo de Tarquínio foi a violência e a opressão contra os romanos, revogando direitos constitucionais e perseguindo opositores. Foi condescendente com a violação de Lucrécia, uma dama de importância na sociedade romana, que se suicida após o abuso do filho Sexto de Tarquínio. Esse abuso e final trágico, gerou uma revolta política que culminou com a decisão do senado de expulsar Tarquínio, iniciando assim o período da republica romana.
A república iniciada em 509 A.C. teve como seus dois primeiros cônsules Lúcio Júnio Bruto e Lúcio Tarquínio Colatino, viúvo de Lucrécia.
Foi a partir da república que Roma inicia sua transformação de cidade estado, em um império. Iniciando primeiramente a conquista da península itálica e se expandindo por toda a costa mediterrânea. Essa expansão do domínio romano foi transformando o poderio de Roma em um império. E essa expansão que se realizou de forma armada e por imposição da força transformou a sociedade romana além do sentido comercial. O poderio militar garantia a facilidade do comércio e com isso os comandantes militares, isto é, os generais, se tornaram cargos importantes com forte influência sobre a sociedade. Esse aumento do poder do chefe militar levou ao primeiro triunvirato, conseqüência direta da expansão do império romano.
6. Voltando a Grécia, descreva:
6.1 Cidade-Estado.
Eram centros urbanos auto governados. No caso grego não havia uma unidade nacional ou territorial. As cidades Estado vivem politicamente independentes e seus habitantes, independente de classe sócias, tinham direitos políticos dentro de suas cidades.
6.2 Guerras Médicas.
Eram as guerras dos gregos contra os persas que ocorreram no período clássico da Grécia entre 492 a 449 A.C. Após o avanço persa sobre as cidades do oriente, principalmente no caso de Mileto, onde os gregos enviaram reforços militares para combater os persas. Os persas avançam contra a Grécia européia e mesmo com a morte de Darío continuam na tentativa de tomar Atenas, mas mesmo em quantidade menor os gregos resistem aos persas. Xerxes que com uma quantidade maior de homens tentou por duas vezes conquistar Atenas não obteve sucesso e ainda, por fim, perdeu algumas das cidades anteriormente conquistadas em uma contra ofensiva grega. Sendo assim obrigado a assinar um acordo de não atacar mais o território grego. A partir daí a Grécia vive um período de esplendor comercial.
6.3 Jogos Olímpicos.
Era uma homenagem a Zeus, onde todas as cidades estados se reuniam na cidade de Olímpia pra eventos religiosos e competitivos. Que se realizavam a cada 4 anos, interrompendo, inclusive as guerras.
6.4 Guerra do Peloponeso.
Foi a guerra entre a confederação de Delos, comandada por Atenas, contra a confederação do Peloponeso comandada por Esparta. Teve como principal motivo a rivalidade de Esparta, que possuía um exercito altamente qualificado, com Atenas que possuiu um grande comércio e domínio marítimo. Durou 27 anos e teve Esparta como vencedora.
6.5 Cultura Helênica e Helenismo.
Foi um período em que a Grécia foi dominada pelos macedônios e as culturas se misturaram. Teve, ironicamente, seu apogeu após a morte de Alexandre, o grande, até a dominação romana. A cultura grega foi amplamente divulgada em todo o território macedônico. Neste período as artes, a literatura e as ciências foram impulsionadas e a cultura grega passou por um processo semelhante a um processo de globalização, indo da própria Grécia até a Pérsia, passando pelo Egito e pela Mesopotâmia.
6.6 Conquistas Macedônicas.
Iniciando pelo norte da Grécia, onde Felipe II após estruturar seu exército inicia a fabulosa expansão dos macedônios conquistando toda península, já enfraquecida pela guerra do Peloponeso. O próximo passo é dado pelo filho de Felipe II, Alexandre. Educado por Aristóteles, segue pela Ásia em direção Egito. No caminho conquista a Síria e a importante cidade de Tiro. A conquista do Egito foi como uma libertação, pois o povo já estava sob o domínio persa. No Egito Alexandre alcança o status de faraó. Alexandre segue em direção a Mesopotâmia e mesmo possuindo um exército menor conquista o reino persa. Ainda seguiu em direção ao atual Afeganistão e ao norte da Índia onde conquistou alguns territórios.
Bruno Botelho Horta. 4º História.
Conteúdos:
• Hebreus
• Persas
• Grécia
• Roma
Questões:
1. Observe o desenho abaixo:
Trata-se da gravura representativa da vitória de Ramsés III contra os “Povos do Mar”.
A bacia do Mediterrâneo foi o palco de inúmeros conflitos entre invasores pouco conhecidos historicamente e civilizações que sucumbiram aos seus ataques. Além disso, cataclismos ambientais (erupções, maremotos, secas...) provocaram a destruição de civilizações, como a Cretense.
Faça uma pesquisa com resultados sucintos mostrando a interferência de invasores como os “Povos do Mar” e os cataclismos na História dos Cretenses, Hebreus e Micênicos.
Povos do Mar são os que se estabeleceram na costa do mediterrâneo mesmo que de forma fixa ou nômade sempre influenciaram ou determinaram a transformação ou extinção de povos que habitavam esta região.
Os cretas se tornaram uma sociedade rica e fortemente desenvolvida principalmente pelo domínio de técnicas de navegação e o desenvolvimento do comércio em função deste domínio tecnológico. Desastres naturais foram os principais responsáveis pelo declínio da Ilha de Creta, terremotos e erupções reduziram drasticamente sua população, deixando assim, seu território sem defesas contra invasões dos povos mediterrâneos. Os aqueus que dominaram a região Creta e a partir de sua miscigenação deu origem a civilização micênica.
Os povos do mar, principalmente representados pelos filisteus, conquistaram a região da Palestina e dominaram os hebreus, impondo sua cultura e construindo cidades entre elas Gaza. O principal fator que determinou a derrota dos hebreus foi a sofisticação tecnológica dos filisteus como o domínio do ferro. Além dos conflitos os hebreus sucumbiram a uma terrível seca que obrigou a migração para o Egito.
Já os micênicos que conquistaram Creta e aos poucos se tornaram poderosos e grandes comerciantes, sendo que a cidade de Micenas, que dá nome à civilização se tornou a mais poderosa cidade grega. A decadência micênica foi causada por povos invasores, principalmente os dórios, talvez por causas naturais ou crises internas, na realidade, não se sabe ao certo. O que ocorre é que com a decadência da civilização micênica, acaba o poder marítimo de Creta.
2. Sobre os Hebreus, pesquise sua História sob o ponto de vista científico e faça uma cronologia da mesma, passo-a-passo das origens (Abraão) até a diáspora romana no século I d.C., enfatizando o Patriarcado, os Juízes, a Monarquia, a divisão dos reinos de Judá e Israel, o domínio estrangeiro, as diásporas e êxodos.
Originalmente identificada como um grupo de pastores semi-nômades os hebreus foram liderados por Abraão que conduziu seu povo da cidade de Ur para a costa do mediterrâneo a terra de Canaã (atual Israel). Vivendo sob um ponto de vista religioso e monoteísta tinham como base de seu pensamento o patriarcado, que era constituído pelos três primeiros líderes do povo: Abraão e seu filho Issac e ainda seu neto Jacó. Mas a idéia de patriarcado deve ser compreendida, também, como um sistema de governança masculino onde cada patriarca é responsável por um grupo de pessoas, onde ele é o líder e conselheiro religioso.
Foram as contínuas guerras pela defesa de seu território que levou aos hebreus a aperfeiçoarem seu sistema político centralizando as decisões estratégicas na figura emergente dos Juízes, onde o governo estava centralizado e a defesa da palestina era uma prioridade. Os juízes mais conhecidos foram Sansão e Samuel.
A continuidade do sistema de juízes ou a sua evolução, como queiram, foi a instituição da monarquia hebréia e a fundação do reino de Israel. Iniciando o período dos reis. Foi esta contínua centralização que consolidou a defesa e manutenção da Palestina, levando a cidade de Jerusalém ao status de capital do Estado Hebreu em 996 A.C. O apogeu do período de reis foi o governo de Salomão, onde o comércio com povos vizinhos foi estabelecido e o exército consolidado.
A necessidade de manter um estado e a monarquia levou a medidas para o povo, dentre elas a cobrança de impostos e a obrigação de trabalhos forçados, isto levou a separação do reino em Israel ao norte e Judá ao sul.
O enfraquecimento do Estado possibilitou a invasão do território pelos assírios em Israel em 722 A.C. e Judá pelos babilônicos em 587 A.C. Onde foram escravizados na Babilônia entre 587 e 538 A.C. Os hebreus só seriam libertados por Ciro rei persa que conquista a babilônia e liberta os hebreus permitindo que eles retornem a Palestina.
As invasões continuaram tanto as dos macedônios em 333 A.C. e pelos romanos em 63 A.C. Em 70 D.C. essa dominação romana culmina com a destruição total de Jerusalém pelo imperador Tito. Até o ano de 131 o império romano perseguiu o povo judeu espalhando-o por todo o mundo, foi a chamada diáspora romana.
3. Religiosamente havia uma grande diferença entre persas, cretenses, fenícios, hebreus. Do politeísmo ao monoteísmo, entre outras diferenças. Faça um quadro comparativo entre as características religiosas desses povos. Que povos? Compare persas, hebreus, gregos e romanos.
Religião Principal Divindade Característica
Persas Dualista Zoroastro Existência do bem e mal
Hebreus Monoteísta Deus Dez mandamentos
Gregos Politeísta Zeus Antropomórficos
Romanos Politeísta Júpter Antropomórficos
4. Segundo Marx :
“A História de todas as sociedades que existiram até hoje tem sido a História da luta de classes. Livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e jornaleiro, numa palavra, opressor e oprimido, em constante oposição, têm vivido numa luta ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma luta que terminou, sempre, um uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela ruína das classes em luta. Nas primeiras etapas da História, encontramos, quase por toda parte, uma complexa divisão da sociedade em várias ordens, uma graduação variada de posições sociais. Na Roma antiga, encontramos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos”.
Considerando a visão marxista contida na citação e seus estudos, caracterize o escravismo grego e romano. Além de caracterizá-los descreva detalhadamente de que maneira o fim do sistema escravista romano, com a Pax e a extensão da cidadania afetaram a estrutura do Império conduzindo a sua ruína.
Na Grécia os escravos eram adquiridos em conseqüência das guerras na região da Ásia Menor e o sistema de comércio funcionava como qualquer outra mercadoria. Uma característica grega foi a ocupação, pelos escravos, de outras camadas da sociedade que não apenas a base do sistema social ou até mesmo, estar fora deste sistema. Na Grécia os escravos ocupavam até postos de policiamento, outros mais habilidosos ocupavam posições de artesões e artistas, gozando até de alguns privilégios sociais. Os escravos que estavam na cidade possuíam, em alguns casos, renda própria, o que possibilitava a compra de sua própria liberdade. Diferente dos escravos rurais que viviam em condições muito piores. Foi a classe escrava que, assumindo as funções produtivas da sociedade grega, permitiu o desenvolvimento político e filosófico dos gregos.
Em Roma a relação com os escravos era bastante semelhante com os gregos, na sociedade romana os escravos trabalhavam e tinham a possibilidade e comprar a própria liberdade, mas os donos dos escravos eram os patrícios, a classe média romana. Os escravos tinham a oportunidade de viver quase plenamente a vida como um romano, sendo impossibilitado apenas de assumir um cargo público. Já no início da era cristã os romanos gradualmente permitiram avanços no trato com os escravos. Chegando a permitir a punição ao senhor que não tratasse bens seus escravos.
O constante progresso nos direitos dos escravos culminou com a sua libertação. A força escrava que era responsável por cerca de 30% da população do império romano do ocidente quando liberta migraram ou permaneceram no campo, iniciando o que seria um pouco mais tarde o sistema feudal europeu. Esse distanciamento dos centros urbanos e a sua peculiar autonomia enfraqueceram a sociedade e o governo romano. Por conseqüência seu exército ficou sem o número necessário de homens pra garantir a segurança do império contra os bárbaros.
5. Descreva os fatores, as estratégias, as crises sociais e políticas que tornaram a Monarquia Romana numa República e esta num Império.
A monarquia romana era caracterizada, fundamentalmente, pela eleição do rei através do voto do povo. E pela administração do reino em conjunto com o senado e a cúria.
O primeiro rei de origem etrusca, Tarquínio Prisco, deu início a um período de invasão etrusca em Roma. O sucessor de Prisco, Sérvio Túlio, seu genro, que também tem origem etrusca deu continuidade a uma série de avanços no reino de Roma. Mas foi com o assassinato de Túlio em uma conspiração familiar e a ascensão de Tarquínio ao poder que a dominação etrusca se estabelece em Roma. A principal característica do governo de Tarquínio foi a violência e a opressão contra os romanos, revogando direitos constitucionais e perseguindo opositores. Foi condescendente com a violação de Lucrécia, uma dama de importância na sociedade romana, que se suicida após o abuso do filho Sexto de Tarquínio. Esse abuso e final trágico, gerou uma revolta política que culminou com a decisão do senado de expulsar Tarquínio, iniciando assim o período da republica romana.
A república iniciada em 509 A.C. teve como seus dois primeiros cônsules Lúcio Júnio Bruto e Lúcio Tarquínio Colatino, viúvo de Lucrécia.
Foi a partir da república que Roma inicia sua transformação de cidade estado, em um império. Iniciando primeiramente a conquista da península itálica e se expandindo por toda a costa mediterrânea. Essa expansão do domínio romano foi transformando o poderio de Roma em um império. E essa expansão que se realizou de forma armada e por imposição da força transformou a sociedade romana além do sentido comercial. O poderio militar garantia a facilidade do comércio e com isso os comandantes militares, isto é, os generais, se tornaram cargos importantes com forte influência sobre a sociedade. Esse aumento do poder do chefe militar levou ao primeiro triunvirato, conseqüência direta da expansão do império romano.
6. Voltando a Grécia, descreva:
6.1 Cidade-Estado.
Eram centros urbanos auto governados. No caso grego não havia uma unidade nacional ou territorial. As cidades Estado vivem politicamente independentes e seus habitantes, independente de classe sócias, tinham direitos políticos dentro de suas cidades.
6.2 Guerras Médicas.
Eram as guerras dos gregos contra os persas que ocorreram no período clássico da Grécia entre 492 a 449 A.C. Após o avanço persa sobre as cidades do oriente, principalmente no caso de Mileto, onde os gregos enviaram reforços militares para combater os persas. Os persas avançam contra a Grécia européia e mesmo com a morte de Darío continuam na tentativa de tomar Atenas, mas mesmo em quantidade menor os gregos resistem aos persas. Xerxes que com uma quantidade maior de homens tentou por duas vezes conquistar Atenas não obteve sucesso e ainda, por fim, perdeu algumas das cidades anteriormente conquistadas em uma contra ofensiva grega. Sendo assim obrigado a assinar um acordo de não atacar mais o território grego. A partir daí a Grécia vive um período de esplendor comercial.
6.3 Jogos Olímpicos.
Era uma homenagem a Zeus, onde todas as cidades estados se reuniam na cidade de Olímpia pra eventos religiosos e competitivos. Que se realizavam a cada 4 anos, interrompendo, inclusive as guerras.
6.4 Guerra do Peloponeso.
Foi a guerra entre a confederação de Delos, comandada por Atenas, contra a confederação do Peloponeso comandada por Esparta. Teve como principal motivo a rivalidade de Esparta, que possuía um exercito altamente qualificado, com Atenas que possuiu um grande comércio e domínio marítimo. Durou 27 anos e teve Esparta como vencedora.
6.5 Cultura Helênica e Helenismo.
Foi um período em que a Grécia foi dominada pelos macedônios e as culturas se misturaram. Teve, ironicamente, seu apogeu após a morte de Alexandre, o grande, até a dominação romana. A cultura grega foi amplamente divulgada em todo o território macedônico. Neste período as artes, a literatura e as ciências foram impulsionadas e a cultura grega passou por um processo semelhante a um processo de globalização, indo da própria Grécia até a Pérsia, passando pelo Egito e pela Mesopotâmia.
6.6 Conquistas Macedônicas.
Iniciando pelo norte da Grécia, onde Felipe II após estruturar seu exército inicia a fabulosa expansão dos macedônios conquistando toda península, já enfraquecida pela guerra do Peloponeso. O próximo passo é dado pelo filho de Felipe II, Alexandre. Educado por Aristóteles, segue pela Ásia em direção Egito. No caminho conquista a Síria e a importante cidade de Tiro. A conquista do Egito foi como uma libertação, pois o povo já estava sob o domínio persa. No Egito Alexandre alcança o status de faraó. Alexandre segue em direção a Mesopotâmia e mesmo possuindo um exército menor conquista o reino persa. Ainda seguiu em direção ao atual Afeganistão e ao norte da Índia onde conquistou alguns territórios.
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