sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fichamento de O Egito antigo de Ciro Flamarion S. Cardoso.

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé
Graduação em História







Bruno Botelho Horta
Quarto Período







Fichamento de O Egito antigo
de Ciro Flamarion S. Cardoso.
Matéria: Arqueologia
Professor: Marcelo Abreu







Macaé/RJ
Agosto de 2011.


Introdução:

Reconhecidamente como o primeiro reino unificado da história e com registros documentados de sua política e cultura. Que mesmo em seus períodos de anarquia e domínio estrangeiro, manteve sua identidade política reconhecível.
Certamente os registros da civilização egípcia se dão voltado aos feitos dos monarcas e as questões religiosas. É a história dos poderosos, pois nada justificaria o registro um ato quase sagrado retratar a vida comum da sociedade.

A Falência da hipótese casual hidráulica.


Com a desertificação da região do Saara o vale do Nilo passou a receber os povos da África branca na região do Egito iniciando, assim, o povoamento do lugar. Alguns estudiosos africanos, ligados ao Pan-africanismo defendem a idéia de que o Egito, na sua formação, era de origem negra. O mais sensato a se admitir é que na região em questão a diversidade de agentes certamente influenciaram a formação de um povo miscigenado. A região recebia asiáticos que atravessavam o mar vermelho. E negros que desciam o vale do Nilo, proporcionando, assim, uma grande variedade de etnias que comporam o Egito.
O rio Nilo que se tornou a base de toda a estrutura egípcia podia ser caracterizado em três aspectos. o Delta, com maior extensão de terras aráveis e de pastos, e contendo também muitos pântanos; o Vale, estreita faixa de terra arável apertada entre desertos, que na Antiguidade continha igualmente manchas pantanosas; e o deserto estéril.
J. Vercoutter atribuiu a unificação do Egito à necessidade de centralizar as tarefas de irrigação na região. Mas estudos recentes revelaram que a administração dos diques tinha caráter apenas regional não contribuindo para a formação de um estado nacional centralizado. Seja como for, tudo indica que o processo de formação do Egito como reino centralizado dependeu de numerosos fatores demográficos, ecológicos, políticos etc. Entre os quais a irrigação, pelo menos indiretamente, foi elemento de peso.


Economia e sociedade.

Uma comparação entre o Egito e a Mesopotâmia leva a constatar que os egípcios estavam atrasados tecnologicamente em relação a Mesopotâmia. O uso do metal substituindo a madeira, do cobre pelo bronze, o uso ineficiente do torno para cerâmica e o não conhecimento do shaduf, contrapeso para elevação da água, marcam claramente esse atraso.
Mas simplificar a história egípcia ao ponto de negar toda sua origem não é uma fato aceitável. A solução dada pelos egípcios para a agricultura e para a escrita prova que a originalidade do povo.
A agricultura era a atividade fundamental do Egito antigo e ela se desenvolvia em três épocas do ano: A Inundação, a “Saída”, quando as terras reaparecem, e a Semeadura e colheita. Este período durava aproximadamente seis meses, deixando a outra metade do ano livre para se dedicarem a obras de engenharia, cerimônias e sepulcros reais. A caça e a pesca funcionavam como atividades complementares.
A domesticação de animais passou pelas hienas, antílopes e pelicanos. Também domesticaram bois e cavalos, que só serviam para carga e arado, mas não para montaria.
Mesmo sem informações mais atualizadas estima-se que a população girava em torno de 7 milhões de pessoas, um verdadeiro formigueiro humano para a época.
Quanto a propriedade é falsa a ideia de que o faraó era o dono de todas as terras. Algumas propriedades eram doadas e isentas de impostos, além de altos funcionários terem suas terras particulares.
A mão de obra era camponesa, onde os impostos eram pagos em forma de mercadorias ou na forma de trabalho forçado para o estado.
A sociedade se formava pelo Faraó (um Deus), a família real, os sacerdotes, a alta hierarquia, as famílias provinciais, hierarquia inferior, camponeses e trabalhadores braçais.


O Poder sinopse da história faraônica
A unificação.


A história do Egito se inicia no período pré-dinástico. Dividido em Nagada I e II. Em Nagada II, mais adiantada, já podemos encontrar a manipulação do cobre e socialmente uma estratificação da sociedade. Além de contatos comerciais e culturais com a Ásia. O fim desse segundo período se deu após sucessivas guerras que resultaram em duas grandes confederações a do Vale sob o deus Seth e a do Delta sob o deus Hórus. Uma sequencia de avanços no sentido sul – norte leva a unificação do reino e iniciando a primeira dinastia comprovada com Men o primeiro rei Aha.



O III milênio:
Dinástico primitivo, Reino antigo e Primeiro período intermediário.

O Dinástico primitivo compreende as três primeiras dinastias. Período de poucos documentos escritos e ainda de organização administrativa. O reino antigo está compreendido entre as dinastias de IV a VIII. Na fase inicial esse período fica marcado pela construção das três grandes pirâmides: Queóps, Quéfren e Miquerinos. O primeiro período intermediário se dá nas dinastias IX e X, onde a anarquização é a forma dominante da sociedade. A principal causa da desestabilização foi a insuficiente inundação e um grande período de fome. Somente na dinastia XI os asiáticos invasores são expulsos e o reino reunificado.

A primeira metade do II milênio: Reino Médio e Segundo Período
Intermediário


No Reino Médio temos os últimos reis das dinastias XI e de XII a XIV. Onde um período de descentralização foi experimentado, mas a principal característica foi a modernização administrativa e uma maior aproximação do Rei com os súditos. Um lento declínio aconteceu até o fim da XIV dinastia e o inicio do segundo período de transição.


A segunda metade do II milênio: o Reino Novo

As dinastias XVIII a XX representam o auge do poder faraônico. É também o período de maior riqueza de textos arqueológicos. Além de apresentar uma maior aproximação com o oriente e a dominação da Núbia até a Síria-Palestina. Esta agressiva expansão implica em um maior avanço militar e político da civilização egípcia. O avanço político resultou na transmissão do poder administrativo para uma serie de altos funcionários, onde o faraó somente administrava os conflitos resultantes desta disseminação do poder. Essa expansão se justifica para evitar que o território egípcio seja novamente invadido. A região arábica dominada pelo Egito permaneceu como um protetorado, sem que a cultura egípcia seja influente na sociedade local. Diferente da Núbia, que sofreu forte egipcianização.
A origem divina dos faraós era transmitida pelas mães, portanto eram comuns os casamentos com irmãs e filhas para manter a linhagem real e divina.
A descoberta do túmulo de Tutankhamon com muitos tesouros elevou a dinastia XVIII ao patamar da mais famosa dinastia egípcia.
Depois de Ramsés III e seus oito homônimos sucessores o Egito experimentou uma grande decadência com períodos de carestia, perdeu seu protetorado na Arábia.

O I milênio (até 332): Terceiro Período Intermediário e Época Tardia

Das dinastias XXI a XXIV foi um período de muitas subdivisões e de dinastias paralelas, foi a fragmentação do poder e da política no Egito.
O domínio assírio, as duas ocupações persas, a reunificação da Núbia, os militares mercenários e os conflitos como oriente próximo apesar de trazerem uma confusão política, trouxa alguns avanços tecnológicos e influencias culturais para o Egito.

Conclusão

Entre 3000 e 332 A.C. o Egito viveu a unidade e a centralização alternada por curtos períodos de dinastias paralelas, domínios estrangeiros e descentralização. Apesar de uma língua e uma religião básica em comum o distanciamento de algumas regiões eram suficientes para que os dialetos causassem problemas de comunicação dentro do próprio Egito.


ASPECTOS DA VIDA INTELECTUAL
O pensamento egípcio antigo

Pode-se descrever o pensamento egípcio como conservador e conformista. Existia uma ordem que mesmo com as mudanças e períodos que a região viveu, permaneceu quase que inalterada. Religiosamente acreditavam no poder das palavras, das imagens, dos gestos e dos símbolos.


A Religião

Não havia um dogma central. As regiões possuíam divindades supremas. Foi com a unificação que uma hierarquização foi realizada para manter a função de todos os deuses. Existia uma forte diferença entre o culto oficial, destinado a monarquia e o culto do homem comum. Deuses e rituais eram diferentes. As crenças funerárias levavam a acreditar em uma vida após a morte. Onde os egípcios passavam por um julgamento e alcançavam a vida eterna.

Língua, escrita e literatura.


Considerada uma língua africana os textos passaram por três fases: egípcio arcaico, clássico e médio. A escrita começou a ser desenvolvida desde o período pré-dinástico. Os testos tinham um caráter científico e na matemática não utilizavam o zero mas realizavam a soma e a subtração.

Artes Plásticas.

A visão de arte era voltada para a utilização de objetos práticos para o dia a dia. E não para desenvolvimento intelectual. Ou possuíam o aspecto religioso.

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