sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Império Colonial Português de Charles Ralph Boxer

Texto de 1969 que tem o título original de The Portuguese Seaborne Empire, do historiador inglês Charles Ralph Boxer ou C.R. Boxer, como costuma figurar.
O texto inicia com: O Ouro da Guiné e o Prestes João (1415 – 1499). Período que se inicia com a conquista de Ceuta na África e se estende até o regresso de Vasco da Gama em julho de 1499. Além dos relatos sobres as expedições Vikings que chegaram a América do Norte através da Islândia e de algumas galegas italianas que poderiam ter chegado as ilhas da Madeira e dos Açores. O historiador relata que estas viagens não obtiveram um prosseguimento sistemático. Este prosseguimento só foi estabelecido depois dos portugueses dobrarem o Cabo da Boa Esperança e chegar a costa do Mar da China e dos espanhóis conquistar o mesmo objetivo através da Patagônia e das Filipinas. E tem como motivações fatores comerciais, econômicos, religiosos, estratégicos e políticos. E destacado a importância de Portugal ter sido um reino unido primeiro do que os demais da Europa, o que facilitou a iniciativa expansão marítima. De início buscando o ouro na Guiné e o combate aos mulçumanos. Essa motivação religiosa fica clara nas bulas papais que autorizavam o rei português a converter pagãos na sua expansão. Além de proibir a interferência do outras nações.
A navegação pela costa ocidental da África, conta Boxer, utilizava os navios como bases flutuantes, a primeira feitoria em terra foi em Arguim, (na atual Mauritânia) em 1445.
Em 1488 é relatada a façanha de Bartolomeu Dias que ultrapassa o cabo da Boa Esperança. Vasco da Gama só completaria o caminho para as índias pela primeira vez nove anos depois de Bartolomeu Dias conquistar sua façanha, pois internamente D. João II recebia críticas por investir em um empreendimento tão caro e distante. A partir de então o monopólio do comércio das mercadorias de luxo asiáticas passa a ser comandado por Portugal.

A segunda parte é chamada de: A navegação e as Especiarias nos mares da Ásia. Citando o historiador indiano K. M. Panikkar (pág 61), Boxer concorda que o período de 1498 a 1945 pode ser chamado de período Vasco da Gama da História Asiática, onde apenas nações européias detinham o poder marítimo do oceano índico. Em Ormuz (Irã) e Malaca (Malásia) era onde Portugal mantinha suas relações de comércio com as índias. Nota-se que o mar da China se encontra além desta região. Uma outra facilidade citada pelo autor é que os povos do Egito, da Pérsia e de Vijayanagar não possuíam navios armados. Sendo assim facilmente derrotados pelos navios portugueses.
A domínio português começou do ocidente para o oriente, a partir da ilha de Goa, (costa de Moçambique), em 1510. Em 1515 foi conquistado o poro de Ormuz (Irã), Cheando a Malaca (Malásia). Ao tentar levar seu domínio para o mar da China foram derrotados em 1521 e 1522.
Os primeiros problemas começaram a acontecer na expansão asiática. O número de homens adultos em Portugal era insuficiente para uma expansão tão grande, e apesar de uma grande frota de navios, aproximadamente 300, era insuficiente para uma extensão marítima tão vasta. holandeses e ingleses já começavam a navegar os mares do índico no início do século XVII, pois já reuniam tecnologia suficiente e não aceitavam o monopólio de Portugal. Em 1575 Portugal perde o controle de Ternate. A partir de então Portugal vai perdendo o controle total do mar Índico, mas é compensado pelo início do comércio com chineses e japoneses.

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